A Aposta
26 Armada de Dumbledore
Notas iniciais
Hermione gemeu. Mais uma vez.
Era incrível como toda a estrutura de seu corpo doía. Era como se o mesmo estivesse em chamas, mas ao mesmo tempo ela se encontrava parada. Seu cansaço era demasiadamente enorme para ela fugir das chamas. Ela se remexeu no colchão incomoda. Esse ato fez seu corpo doer ainda mais.
Parecia que ela estava ali havia horas. Um dia devia ser pouco. Ela não ficava surpresa com a dor, pois aquilo ela já imaginava. O ritual de iniciação e a purificação de seu sangue não fora nada fácil. Mas mesmo assim, ali estava ela. Forte e decidida e pronta para mudar o mundo mágico para sempre. Por que esse era seu objetivo central. A morte de Voldemort iria ocorrer. Nem que para isso ela tenha de derramar seu próprio sangue. Ele iria morrer. Não era uma ordem e sim uma necessidade.
–Está acordada? – Hermione sente uma voz rouca murmurar em seu ouvido
Em um rompante ela abre os olhos. Draco estava ao seu lado na cama. Sentado todo rígido o rosto pálido e frio como uma pedra. Nos dedos ele segurava um paninho de linho xadrez amarelado.
O simples ato de piscar lhe doía, mas ela conseguia se mover.
–Quanto tempo fiquei dormindo? – Ela perguntou sem se atrever a se mexer para não sentir dor.
– Dormiu um dia e meio. Nas aulas, eu disse a todos que você tinha pegado uma gripe e que não poderia ir. — Ele apertou o paninho xadrez nos dedos finos
– O que é isso? – Perguntou Hermione gesticulando com os olhos o pano nos dedos dele
– Você estava suando e eu... er... limpei sua testa – Disse ele simplesmente porém meio ruborizado. Ele pigarreou. – Potter e o Weasley vieram te ver, porém eu não deixei eles entrarem.
– Fez bem – Suspirou Hermione aliviada
Ela até podia imaginar o rostinho de Harry em seus pensamentos, e o quão triste e desesperado ele ficaria se visse a Castanha naquele estado deplorável. O mesmo se aplicava a Rony. Ela imaginava o rosto de ambos se franzirem, formando rugas nas sobrancelhas.
– Coma – Disse o loiro tirando de cima da penteadeira de Hermione uma bandeja farta de alimentos, e delicadamente ele a colocou em seu lado da cama
Inesperadamente ela começou a tremer. A saudade de um tempo distante começou a tomar conta dela. Como ela sentia falta dele...
– Estou com o estomago meio embrulhado – Disse ela colocando delicadamente a mão na barriga
–Tente comer. Passou tempo demais em jejum, não lhe fará nada bem – Disse ele indiferente – Pode desmaiar se não comer.
–Vou tentar. – suspirou.
Ele jogou o lencinho xadrez no canto da cama para o caso dela precisar enxugar o suor. Ele deu alguns passos recuando. Não era bom se aproximar demais, por que ele afinal passara tempo demais a observando dormir.
– Usei o feitiço em seu braço, para esconder a marca – Disse ele com a voz gélida – Sabia que estaria fraca demais para fazê-lo quando acordasse. Seu pesadelo só começou. Agora com a marca em seu braço ele poderá invadir a sua mente quando desejar.
Hermione congelou. Ela não esperava por isso. Isso foi algo que sua mente brilhante não previra. Voldemort poderia constatar sua deslealdade apenas invadindo os pensamentos de Hermione. Droga! -Guinchou ela internamente.
A Castanha odiaria acordar e ver aquela marca demoníaca estampada em sua pele de porcelana. Ela odiaria recordar que matara alguém. Por isso agradecia mentalmente por Draco ter feito o feitiço que escondeu aquilo.
– Já vou indo – Ele deu dois passos para trás seus dedos hesitaram na maçaneta.
Hermione esticou os braços para ele de uma maneira inconsciente. Ela não queria que ele fosse, mas logo os abaixou derrotada. Ele não era mais dela.
O loiro saiu, deixando para trás uma Hermione cheia de dor e magoas. A Castanha observou sua roupa e gemeu ainda mais dolorida. Mas aquela dor era psicológica agora. Ela estava com a mesma roupa que usara na iniciação. As mesmas vestes negras e sombrias. Uma lágrima vazou por seus mognos.
Draco não tivera ousadia de trocá-la durante o sono. Ele parecia tão distante...
Ela olhou a bandeja ao seu lado. Tomou belos e longos goles do suco de laranja, e depois devorou todos os doces que encontrou. Como Draco dissera, ela passara um dia e meio dormindo, seu corpo tinha necessidades. Ela deixou o resto da comida para mais tarde. Seu estomago ainda estava meio inconformado devido o mau tratamento que seu corpo recebera.
A passos lentos, ela chegou ao closet. Resolveu usar o rotineiro uniforme, pois afinal as aulas ainda passavam, e era meio da semana. Vestiu-se ignorando a dor, porém deixou a gravata frouxa no pescoço para a mesma não a sufocar.
Sua mente trabalhava a mil de novo, enquanto ela terminava de comer, os alimentos da bandeja. Ela contaria sobre o que passara, depois para Harry e Rony. Agora ela tinha algo mais importante para fazer.
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A aula de feitiços com a Professora McGonagall fora lenta e deprimente. Para Harry principalmente que não parava de consultar seu relógio de bolso para ver quantos minutos faltavam para a aula acabar. Ele sentiu uma cabeça olhando para ele durante aula. Resolveu ignorar, ele sabia que era ela.
Pansy Parkisson. Ao olhá-la rapidamente, Harry a avaliou. “Ela não é tão feia” — Pensou ele enquanto sentia os olhos da sonserina arderem em sua face.
Os cabelos da mesma eram de um loiro claríssimo. Muito parecidos com os de Luna. Seu rosto, não era de feições bondosas, como o de sua Hermione, suas feições eram mais... Fortes. Seus olhos ferozes tinham um poder a mais. Lindos e profundos.
Harry pegou a pena e o tinteiro e começou a rabiscar uma folha de pergaminho qualquer, para fingir para a professora que estava prestando atenção. Sua mente vagava a muito mais longe. Ele olhou brevemente para o lugar aonde Draco rotineiramente costumava sentar. Nada.
O sonserino não estava na aula. Porém na aula de poções ele avisara a todos que Hermione estava gripada e que não poderia ir. Poderia isso ser verdade ?
Quando McGonagall os dispensou Zabine voou porta afora. Ele sabia que Pansy grudaria nele, como chiclete e o sonserino não queria isso. Andando velozmente pelos corredores, sabendo que ela estava em algum lugar começou a procurá-la. Uma vez longe de Pansy ele poderia ter alguma privacidade e poderia conversar com ela a sós.
O moreno sorriu quando a avistou. Ela era fácil de achar. Seus cabelos loiros e dançantes como cachoeiras chamavam certa atenção. Zabine a pegou pelo braço.
Luna mirou seus lindos e enormes, olhos azuis e fitou-o. Os estudantes passavam envolta deles rapidamente. Só os dois estavam ali parados, se fitando profundamente, e atrapalhando o caminho.
– Me solta – Sussurrou ela tirando seu braço dos dedos dele – Por que está falando comigo afinal? – Grunhiu ela e Zabine percebeu que era a primeira vez que via a enigmática Luna Lovegood falando em tom grosseiro.
–Não posso falar com a minha Namorada? – Sussurrou ele de forma irônica
Luna soltou uma risada. Ora francamente! Namorada?
– Não se namora alguém que se tem vergonha – Grunhiu ela virando as costas, mas Zabine como de costume foi veloz e contornou a loira parando bem na frente dela.
– Não quero brigar – Ele estendeu os braços como se rendesse – Só conversar... Sobre o que aconteceu – Disse ele constrangido.
– O que aconteceu eu não me lembro? – Disse Luna sarcástica – Foi quando você não quis me beijar por vergonha?
– Sabe que isso não é verdade – Disse ele meio incerto
Como aquela Corvina sabia mexer mesmo com sua cabeça!
Talvez a loira estivesse certa. Algum tipo de bloqueio o impediu de beijá-la. Fora difícil. Luna Lovegood sempre fora, muito...caçoada. Seu orgulho de sonserino, o impediu de beijá-la na frente de todos. Mas quando a loira partiu e começou a ignorá-lo sua mente já havia descoberto que o que ele fizera fora uma grande idiotice. Luna era tão enigmática! A garota, transmitia uma paz que transbordava para todos que estavam ao seu redor. E Zabine ao se afastar dela, perdeu essa paz, que tanta falta lhe fazia.
–Isso não é verdade? – Disse Luna – Prove que você não teve vergonha de mim!
O convite fora auto e claro. Com a velocidade da Luz Zabine voou para ela, esmagando seus lábios nos dela. Claro que a loira não falara aquela frase para obter aquele resultado. Ela só queria ser sarcástica, mas ao sentir o poder daqueles lábios nos seus era impossível não corresponder.
Mas ela lembrou do poder da rejeição. De quando Zabine não quis beijá-la, de quando ela aproximou seu rosto do dele e ele recuou. Ainda arfante devido o beijo Luna o afastou de si.
Ambos estavam com a boca inchada e avermelhada. O beijo só durara poucos segundos porém fora o mais intenso.
–Agora sou eu que não quero você – Disse ela o empurrando firme colocando sua mão no peitoral dele e veloz saiu conseguiu sair correndo.
Zabine mexia com ela mais do que desejava. Mas seu ser a impediu de prosseguir. Mas rejeitar o menino pelo qual ela não parava de pensar lhe parecia tão errado...
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Finalmente Hermione a achou. Ela estava na blíbioteca em uma mesa mais afastada lendo um livro.Ela nunca vira , a ruiva ler alguma coisa , na rotineira blibioteca que Hermione sempre freqüentava.
Lá estava ela, com os olhos azuis quase grudados no grosso livro. Seus cabelos vermelhos estavam bagunçados sob a mesa pela qual a menina se debruçava. Hermione caminhou até ela e depositou lentamente sua mão trêmula no ombro da ex-amiga. A dor de perdê-la lhe era tão desesperadora!
Desde o instantes em que brigaram, as palavras repreendedoras da ruiva ecoavam na mente da Castanha, dolorosas, como chicotadas cruéis.
Gina esbugalhou seus olhos azuis ao fitá-la. Não por ser Hermione que estava ali, mas simplesmente pelo estado que a mesma se encontrava. Hermione estava pior do que nunca. O rosto da mesma estava todo amassado, e cansado. Os olhos cheios de olheiras, profundas e arroxeadas. Pálida feito papel.
A castanha sentou do lado da amiga. O rosto mais triste impossível.
–Então era verdade? – Disse Gina – Você está mesmo gripada?
Por incrível que parecesse, as palavras da ruiva eram cheias de afeição.
– Não estou gripada. Só... Cansada. – A voz dela era rouca e fraca o que só reforçava seu comentário.
O silencio se instalou no ar. Feroz e doloroso. Ela queria se abrir. Jogar palavras para ruiva que fora sua melhor amiga. Ela queria contar tudo. Gritar e quebrar todos os móveis que achava pela frente era uma opção tentadora para Hermione, tudo para extravasar seu sofrimento e raiva. Mas a mesma não fez isso, para não chamar a atenção, e também porque seu corpo fraco e frágil não conseguiria fazer nada demais, além de machucar sua mão.
Como Hermione queria abraçá-la nesse instante e só... Chorar. Mas ela se conteve, ela tinha que ser forte.
Enquanto a Castanha pensava o silencio passou a ser desconfortável. Gina que estava ruborizada, fechou o grosso livro e enfiou de qualquer jeito na estante mais próxima.
–Já vou – Disse sem ao menos olhar para Hermione.
– Eu preciso de você Gina!
Gina parou seus passos apressados ao ouvir aquela frase. Virou lentamente seu corpo para poder encará-la.
–Estou desabando – Sussurrou Hermione e uma lágrima caiu do rosto dela sem que ela pudesse evitar.
Poucas pessoas estavam lá na biblioteca. Mas as poucas que estavam ali observavam a cena silenciosamente.
– O que aconteceu? – Foi só o que Gina foi capaz de dizer
Apesar de ser o que ela mais queria Gina não se sentia a vontade em abraçar a ex-amiga. Pois afinal as mesmas estavam brigadas.
Com as réstias de sua força Hermione levantou e cambaleante deu alguns passos em direção aos fundos mais seus pés de algumas maneira estranha não a obedeceram , fazendo-a tropeçar no ar e cair de joelhos no chão amadeirado do local.
Gina, preocupada, correu para ela e a levanta delicadamente. Para não correr o risco da mesma cair novamente Gina segurou-a pela cintura , suportando firmemente o peso da amiga. Gina a guiou para um corredor de estantes cheias de livros. Lá não havia ninguém.
–Sinto sua falta – Hermione lhe lançou um sorriso opaco – Saudades sua Gina.
Gina nada disse. Ela não conseguia desviar seus olhos do rosto fraco e desesperado dela.
– Brigamos por causa de Harry. Você estava certa, ele não devia sofrer por isso e eu não devia tê-lo iludido... -Hermione começou mais foi interrompida
– Eu acho que Harry não é forte o bastante para conseguir acabar com nossa amizade – Interrompeu Gina de repente a mesma abriu um sorriso maravilhoso- Nenhum garoto deveria estar entre nós.
O sorriso dela. Era como uma chama de vida e beleza em Hermione. Naquele instante tudo valeu à pena. Gina valia à pena. Gina instalou uma paz interna na vida opaca da Castanha de uma maneira tão inexplicável...
Era apenas uma gota de felicidade em todo o seu oceano de tristeza... Mas era alguma coisa. Era esperança nascendo dentro dela, e um otimismo que tudo poderia melhorar.
–Nenhum garoto deveria fazer a gente deixar de sorrir. Nenhum garoto deve apagar o brilho da nossa amizade.
E Hermione abriu um sorriso tão belo quanto o de Gina. Lágrimas voaram dos olhos de ambas por toda a parte. E foi impossível uma não agarrar a outra em um abraço forte. Como Hermione sentira falta daqueles braços! Como Hermione sentia falta da voz dela para lhe dar conselhos ou até mesmo uma bronca. Gina lhe era importante.
–Preciso te contar uma coisa – Sussurrou Hermione no ouvido da ruiva enquanto se abraçaram – Eu tenho um plano.
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–Ela é demais Harry! – exclamou Rony todo animado
Só faltava o ruivo começar a dar cambalhotas no ar de tanta felicidade.
Lá estavam aqueles dois novamente. De madrugada sempre, conversando sobre coisas bizarras, em frente à lareira do salão comunal da Grifinória. Nem tudo era irônico. Os grifinórios falavam de tudo. Garotas, professores chatos, soncerinos esnobes, aulas irritantes, e até mesmo sobre Voldemort. Mas agora Rony falava sobre Cho.
– Você deve saber melhor do que ninguém o quanto ela é maravilhosa Harry! – Exclamou o ruivo – Vocês já namoraram então deve ter uma idéia!
– Sim Cho foi uma bela namorada. — Concordou Harry.
Rony lhe lançou olhares enciumados, mas logo se acalmou. Cho era dele agora, ele não precisava mais se preocupar com Harry. Mas era impossível não sentir ciúmes da garota. Seus lábios de mel eram agora uma necessidade para Rony. A garota com os olhos orientais, conquistara cem por cento a alma pura e bela do ruivo. O mesmo podia se aplicar a Cho.
Harry Bufou. Fazia tempo que Rony falava de Cho para ele. Aquilo não era mais novidade para o moreno.
– Se eu não tivesse te empurrado para falar com ela você não estaria com esse sorriso bobo no rosto agora – Disse Harry sorrindo e observando o ruivo corar – Você estaria aqui, chorando por não estar com ela. Deveria me agradecer – Disse convencido enquanto observava a pele branca como a neve de Rony corar adquirindo um tom avermelhado
–Devo agradecer? – Bufou o ruivo – Não fez mais que a sua obrigação!
–Obrigação? Não sou pago para ser cupido Rony! – Disse soltando uma gargalhada – Não escutei ainda um agradecimento – Disse sorrindo.
Ele adorava brincar com o melhor amigo. Isso o fazia se sentir melhor. Pansy estava monopolizando demais seus sentidos.
–Obrigado! – Disse o Ruivo bufante enquanto o avermelhado de sua pele começava a clarear
–Disponha.
Nesse instante o buraco do retrato se abriu, para a surpresa dos dois, quem entrou foi Gina e Hermione.
Gina estava com um dos braços na cintura da Castanha. Apesar do semblante cansado Hermione esboçava um sorriso exuberante.
Sem prévio aviso, os dois meninos correram para elas, enlaçando-as em seus braços. Era um abraço de quatro. Lágrimas salpicavam por toda parte ao ar.
–Fiquei preocupado com você Hermione – Todos ouviram a voz de Harry dizer enquanto ainda se abraçavam.
Isso fez Gina ficar enciumada. A pequena ruiva nunca recebia a atenção merecida do moreno, que dês que o conhecera, era apaixonada.
–Não se preocupe – Hermione disse em meio às lágrimas enquanto envolvia com a maior força que podia seus braços envolta deles – Eu estou bem!
Passavam alguns segundos. Não se sabia ao certo. As emoções estavam a mil.
–O que aconteceu com você? – Rony perguntou visivelmente curioso enquanto todos sentavam-se em poltronas aleatórias em frente a lareira que ainda tinha uma fraca chama
– Ele me chamou para fazer a iniciação. Todos os comensais devem fazer.- Disse Hermione a voz agora mais fraca devido as lembranças horríveis
Os dois grifinórios nada falavam agora. Estavam horrorizados. Hermione havia dito aquilo na frente de Gina? Como ela poderia cometer esse deslize com a grifinória?
– Ela sabe de tudo – Hermione se apressou a dizer – Por que eu tenho um plano. E Gina e todos vocês estão nele.
–Contou tudo a ela Hermine?– Reclamou Rony alto como se Gina não fosse capaz de escutá-lo- Não vê que isso é perigoso para ela? Ela é minha irmã!
–Exatamente por ser sua irmã, que eu deveria saber disso!v– Disse Gina pela primeira vez –Podemos proteger uns aos outros. Não sou mais aquela garotinha. — E ela dirigiu olhares furtivos a Harry que nem ao menos notou ele só tinha olhos para Hermione
–O que aconteceu na iniciação? Qual é o seu Plano então? – Harry despencou essa enxurrada de perguntas na amiga.
– A iniciação já passou. Não quero falar mais nisso. Não importa mais. A única coisa importante é que agora eu sou formalmente uma comensal da morte – Disse Hermione com a voz sombria – E agora, que a marca negra foi cravada em meu braço e Voldemort pode invadir a minha mente a hora que eu quiser.
Os garotos bufaram horrorizados. Eles haviam ido longe demais. Como poderiam parar agora?
Se o Lorde poderia invadir a mente de Hermione com certeza detectaria traços de deslealdade da mesma. E seria questão de segundos para Hermione e todos que ela conheceu morrerem por essa deslealdade. Que plano poderia dar certo contra uma catástrofe dessas?
Gina já devia saber do plano e todo o resto. Ficou silenciosa ao lado de Hermione esperando eles falarem alguma coisa.
–Você vai morrer – Sussurrou Harry horrorizado – Todos vamos morrer! – Lágrimas caíam deslizavam pelo rosto tristonho dele – Pensei que iria dar tudo certo dessa vez. Pensei que de uma vez por todas, tínhamos conseguido um plano perfeito e sem falhas. Que eu poderia estraçalhar com as minhas próprias mãos o homem que fez de mim um órfão. Pensei que poderíamos ter esperança.
–Podemos ter Harry — Disse Hermione com doçura – Nada ainda acabou.Tenho um plano.
Rony e Gina nada falavam. Eles só queriam ouvir silenciosos.
–Se lembram da nossa AD? – Disse Hermione em meio ao silencio mais negro do que nunca – Se lembram da nossa Armada de Dumbledore?
Todos assentiram, como se não tivessem mais forças para mover a cabeça.
–Pois bem. Vamos apenas... Ressuscitá-la !
–Como assim? Está ficando louca? – Exclamou o ruivo.
–Não Rony. Não estou. A Armada de Dumbledore era quando nos reuníamos escondidos em nossos horários vagos na sala precisa e aprendíamos todos dos mais variados feitiços. Correto? Pois bem, vamos voltar a fazer isso.
– Para quê? – Disse Harry derrotado – Não quero matá-lo com feitiços. Só com minhas mãos. — Ele estalou os dedos ameaçador.
– Não vamos aprender apenas feitiços de ataques. Temos que treinar oclumência em minha mente, até ela ficar impenetrável.
–O quê?
– Isso mesmo. Se eu treinar bastante oclumencia, posso ficar poderosa o suficiente para impedir que Lorde Voldemort invada a minha mente e descubra o que estamos armando.
Todos sorriram. Finalmente o plano chegou onde Hermione queria que chegasse.
Uma rala esperança começou a rondá-los como uma leve névoa. Mas já era alguma coisa.
– Harry e Rony – Hermione aprontou para a dupla sua voz agora autoritária – Deixo vocês dois encarregados dos horários e todo o resto. Chame Luna e Neville também. Sei que eles nos apoiarão e ficaram do nosso lado. Nossa primeira reunião da AD será pela madrugada. Avise a todos, e veja qual é o melhor horário para todos. Enquanto alguns de vocês me ajudam a treinar oclumencia, outros de vocês podem treinar novos feitiços para aumentar nossa força de ataque.
Todos assentiram abobados. Não esperavam que Hermione pudesse ter um plano tão brilhante em tão pouco tempo.
–Harry? Avise a todos quando tudo estiver pronto. Deixo vocês dois encarregados disso , porque eu já tenho outras obrigações.
– E eu o que eu faço? – Exclamou Gina
– Pode ajudá-los se quiser – Disse Hermione gesticulando Harry e Rony com os olhos
–Certo.
–Agora eu tenho que ir. Se Malfoy me pega no estado em que estou fora do dormitório, teremos problemas. Gina me acompanha até o meu quarto?
–Claro.
Eficiente a Ruiva pegou-a pela cintura, novamente, sustentando o peso da amiga, caminharam para fora. Gina conseguiu acenar para se despedir dos dois grifinórios, porém Hermione só conseguiu sorrir.
Enquanto caminhavam até o retrato da imperiosa Medusa, Gina sussurrou para a amiga.
– Será que isso vai dar certo?
–Tem que funcionar. Não temos muitas opções.
Quando chegaram em frente ao retrato da Medusa , Gina partiu. Hermione entrou em seu salão Comunal agradecida pelo dia ter chegado ao seu fim. Fora longo e doloroso demais para ela. Mas a Castanha mal sabia que estaria mais por vir.
Assim que entrou, correu com a maior velocidade que pode para seu quarto, mas uma voz vinda do sofá mais próximo a fez ficar paralisada.
–Cansada? – Draco exclama a voz rude e levemente sarcástica.
–Um pouco – Ela disse enquanto olhava-o de forma diferente.
Havia alguma coisa diferente naqueles olhos tempestade. Um enigma que nem Hermione entendia. Ele estava sentado todo rígido no sofá maior, olhando-a fixamente.
–Sabe o que eu fiz o dia inteiro? – Disse ele a voz fatal.
–Não – Sussurrou Hermione sem saber aonde ele queria chegar
–Fiquei lendo isso – E ele tirou de trás de uma almofada verde um livro
Ele era de tamanho médio. A capa de couro de um marrom escuro. Quase preto.
Com um susto de pavor, Hermione cambaleou para o lado reconhecendo o livro. A Castanha caminhou até a poltrona mais próxima que achou para se apoiar, ou se não iria desmaiar ali mesmo.
–Meu Diário! – Ela arfou.
O sangue começou a fluir pelo seu corpo com maior velocidade, na medida que seu coração palpitava feroz. Sua respiração desregulada. Era naquele diário que havia seu segredos mais profundos. De uma maneira muito estranha ela se sentiu nua. Completamente nua. Como se na frente de Draco a mesma não tivesse mais nada a esconder. Lágrimas saíram de seus olhos. Foi impossível refreá-las. Draco deveria saber devido o diário que Hermione ainda o amava. Mesmo que Draco matasse alguém, mesmo que ele a ferisse de todas as maneiras mais cruéis e possíveis, ela sempre o amaria. Ela amava a frieza dele. E ele deveria saber disso agora.
–Fique calma. — Ele disse com a voz levemente menos fria ao ver o estado de Hermione – Não li seu diário inteiro. As páginas dele, possuem datas. E eu procurei a data de dois dias atrás. O dia que eu descobri que você era comensal. Só queria saber qual era seu verdadeiro plano. Eu sabia que você não se renderia as trevas Hermione – A voz dele inesperadamente tornou-se meiga.
Ele olhava um ponto fixo. Como se ainda estivesse pensando no que falar a ela.
–Não nego que tive ímpetos, de ler o seu diário por inteiro. Saber exatamente todos os pensamentos de sua mente mais me contive. Fique calma. Tudo o que você escreveu sobre mim, eu pulei. Só queria saber qual era as suas verdadeiras intenções. Agente-Dupla estou certo?
Hermione teve um grande alívio, e suspirando languidamente ela sentou-se na poltrona. Ele não sabia nada sobre sua mente os seus sentimentos. Ele havia dito que não havia lido e de uma maneira estranha, Hermione acreditou cegamente nele.
–Sim – Sussurrou ela.
Draco sorriu. Ele gostou de saber, disso. Ele sabia que sua Castanha jamais se entregaria ao homem que a tanto custo Draco estava protegendo-a.
–E o que pensa em fazer? Como eu já disse a você ele pode invadir a sua mente e descobrir esse seu plano louco. O que pretende fazer?
Enquanto Hermione tentava pensar em meio aos arquejos de sua respiração desregulada, ela respondeu a ele.
–Não lhe devo explicações – grunhiu ela
–Pois bem. É verdade, não me deve nada. Mas se você não me contar seu planinho, vou agorinha mesmo, escrever uma carta, ao Lorde, e dizer que você o está traindo.
A palavras foram reais e verdadeiras. Seu rosto implacável demonstrava isso. Hermione poderia confiar nele?
– Pretendo treinar oclumencia com os meus amigos. Pretendo fazer com que ele não consiga entrar em minha mente. Vamos ressuscitar a AD.
Draco levantou do sofá. Jogou o diário de Hermione para a mesma o pegar, e começou a andar paralelamente de um lado para o outro como se estivesse pensando. Quantas informações para absorver nesse curto período de tempo!
–Como achou meu diário? – Hermione quis saber raivosa enquanto apertava seus dedos no livro de porte médio.
– Você foi obvia demais. Você o guardou debaixo do travesseiro como esperava que eu não fosse achar? Depois que você saiu, eu entrei no seu quarto para achar alguma coisa suspeita. Você não é boa atriz em relação a guardar segredos. A prova que eu precisava estava debaixo do travesseiro. Foi fácil! – Ele ainda andava de um lado para o outro sem descansar
Gotas de suor invadiam a face dos dois. A tensão era gigantesca.
–Vai nos entregar? – Ela implorava.
– Cale-se! – Exclamou ele frívolo enquanto dava largos passos, e ainda andava paralelamente
Draco avaliava suas opções. Ele fora muito inteligente ao perceber que havia algo de errado com Hermione. E descobrira o que estava acontecendo. Mas ele estava mesmo era abobado!
Ele nunca vira alguém chegar tão longe. Hermione era sem dúvida a melhor maneira de vencer aquele ser diáfano. Ela era sua melhor opção.
De repente o loiro mirou seus orbes de tempestade para ela. Hermione sabia que ele já havia tomado sua decisão.
–Quero me unir a vocês. Serei um membro da Armada de Dumbledore, e destruiremos juntos aquele miserável!
Hermione apenas arfou.
Notas finais
Reviews? >.
Beeijos de Framboesa!
Rynui
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