A Aposta

4 Capítulo 4


Notas iniciais
okay,okay! Antes que alguém venha me estrangular, eu preciso me explicar! 1°: estou em época de provas. 2°: Estava de castigo.3°: meu pc tinha dado pal e tive que levá-lo pra formatar. Foi horrível ficar sem net esse tempo todo! T_T
ainda estou meio traumatizada, mas tudo bem, eu supero. Voltei a postar, talvez eu poste outros 2 caps hoje como pedido de perdão, então aguardem!
mais uma vez desculpe pelo transtorno
=**

— E então, Sarah? — Estavam todas trancadas no quarto da garota, sentadas no tapete.

— Eu pensei muito e decidi... Aceito a aposta.

— Ótimo. — Chelsea sorriu triunfante. — O que você fez durante a tarde?

— Assisti ao ensaio da banda.

— Qual banda?

— My Chemical Romance, a banda deles. Gerard Way é o vocalista, ele canta maravilhosamente bem.

— Quem é o mais distante de você?

— Ele, Gerard. Simplesmente não nos comunicamos direito.

— Ele é a vítima. — Sarah estremeceu, parecia paralisada, não disse nada. — Você terá que transformar Gerard Way em alguém aceitável e, no fim, dará o golpe final! — Chelsea riu, parecia bastante satisfeita com a situação. Sarah emudeceu por alguns minutos, parecia pensativa.

— Cem mil, não são? — Sarah estava séria, pensativa.

— Cem mil. — Sarah olhou para o teto e suspirou longamente.

— Fechado.

— Fala Frank. — Gerard atendeu ao telefone e deitou-se novamente na cama.

— É ela, não é? Sarah é a culpada, não é, Gerard?

— Sim, Frank, é ela. Mas não a trate diferente. Ela não sabe disso e nem é culpa dela. Esse problema é meu.

— Algum dia ela vai saber?

— Espero que não. Afinal, foi pra isso que você me ligou?

— Também. — Frank deu uma risada. — Quer sair?

— Hoje não. É o primeiro dia de aula e tenho que terminar um desenho.

— Aquele que você estava terminando no ensaio?

— Também. Tenho pelo menos uns 4 desenhos para colorir. Estão no preto e branco e... Cara*!

— O que houve?

— Meu bloco, meu bloco... Sumiu! Tenho certeza que guardei na bolsa! Alguém o pegou!

— Hey, cara, fica tranqüilo! Bob deve ter achado e guardou para você.

— Não tenho tanta certeza assim, Frankie, mas espero que esteja certo.

— Finalmente sozinha! Ops, perdão, Salém. — Sarah amarrou os longos cabelos loiros, pegou o gato no colo e sentou-se na cama. — Agora posso finalmente ver que desenhos são esses.

Sarah pegou um bloco guardado numa gaveta, abriu-o na primeira página e encantou-se com o desenho. Uma rosa negra, rachada e desbotada, sangrando e cheia de espinhos, beirando a realidade. Passou folha por folha, deslumbrando-se com cada imagem que parecia cada vez mais real.

Por fim, quatro imagens em preto e branco. Uma com um casal próximo ao beijo, a dama parecia-se demasiadamente com ela e o cavalheiro parecia com Gerard. Outra imagem com o que parecia ser uma cena dramática: uma mulher caída no chão, sangrando, seus olhos não expressavam vida, e um homem aos prantos agarrando seu corpo desesperadamente.

A terceira imagem era um coração acorrentado, machucado, sangrando e perfurado pelo que parecia ser uma faca. A última imagem a chocou mais ainda. Era um retrato seu, rico em detalhes, com bastante expressão no olhar e um leve sorriso nos lábios.

— Gerard Arthur Way, como conseguiu me desenhar tão bem sem nem ao menos se aproximar de mim? Você me surpreende cada vez mais. — Salém aproximou-se de Sarah, ela então se lembrou da aposta. — Oh, Salém. Talvez tenha sido um grande erro aceitar essa aposta. Estou com medo de me envolver com eles e não conseguir cumprí-la. Boa noite, Salém.

No intervalo, Sarah atravessava o refeitório com o bloco em mãos, ignorando todo e qualquer chamado. Andava na direção da escadaria, com um sorriso no rosto. Todos pararam para ver a cena.

— Bom dia meninos! — Sarah parou de frente para os garotos, que estavam sentados no mesmo degrau. — Gerard, acabei de lembrar. Você esqueceu seu bloco lá em casa. Vi quando estava saindo de casa.

— Oh, obrigado! — Gerard deu um leve sorriso, guardou o bloco na mochila.

— Posso ficar aqui com vocês? — Os garotos pareceram assustados.

— Aqui, com a gente? — Frank olhava desesperadamente para os outros alunos.

— Claro! Por quê? Não posso?