A Aposta
35 Capítulo 35 - Our last dance
Notas iniciais
foi simplesmente a coisa mais difícil que eu tentei fazer. Eu já estava com 6 caps da 2ª temporada prontos, mas daí vocês me deram uma baita luz e eu consegui deixar mais ou menos do jeito que eu tinha pensado antes de começar a escrever.
Muito obrigada e aproveitem nosso último capítulo! *~*
;* Anna. aah, alguém se habilita a fazer uma capa pra fic? Eu não sei fazer T_T
─ Caralho, Sarah! ─ Bob gritou ao realmente entender o que significava. ─ Gerard, Ray!
─ Eles estão levando Chelsea para longe. ─ Mel disse, olhando em volta e não os encontrando.
─ OMG! Contrações! ─ Eu gritei.
Bob olhou para mim e desmaiou. Vi que descia alguma coisa junto com a água, e deduzi que Bob ficou com nojo. Que besta...
─ Bob seu gay! ─ Mikey gritou. Depois olhou ao redor e pareceu cair na real. ─ Estamos sozinhos! E agora?
─ Você sabe dirigir? ─ Mel o perguntou.
─ Um pouco.
─ Eu te ajudo. ─ Eu disse. ─ Só me leva pra porra do hospital logo!
E Mikey saiu correndo até o carro de Bob, que estava na praça. Mas voltou.
─ O que houve?
─ As chaves. Não tô com as chaves! ─ Mikey começou a bater nos bolsos, olhando para o chão. Situações nervosas o deixavam mais lento que o normal... Céus!
─ No bolso do Bob, no bolso do Bob! ─ Eu grite, sentindo as contrações aumentarem.
Mel me levantou e me levou até o carro, me colocando no banco do passageiro. Mikey arrastou Bob e jogou meu irmão desmaiado no banco de trás. Mel se sentou com Bob e lá fomos nós... Mas o carro não ligou.
─ Gira a chave, Mikey. ─ Eu tentei soar calma.
─ Não tá girando. ─ Ele disse lentamente.
─ Gira mais. ─ Falei mais alto.
─ Não vai. ─ Ele disse calmamente.
─ Me dá essa porra aqui! ─ Gritei e girei a chave. O carro ligou. ─ Aprende a ser homem!
─ Ei! ─ Mikey e Mel gritaram ao mesmo tempo.
─ Vamos logo! ─ Gritei, abraçando minha barriga.
Mikey acelerou com tudo, e eu tive que gritar de pavor. Naquele momento, sim, eu fiz xixi nas calças. Ele ligou o alerta enquanto Mel colocava a cabeça pra fora e gritava para que os outros carros dessem passagem. Passamos varados por um carro policial, e de repente nos vi numa perseguição.
─ Temos que parar. ─ Mikey disse, morrendo de medo.
─ Sarah está tendo um filho, Mikey. Não sei se podemos respeitar as leis agora. Já quebramos quase todas!
─ Não parem esse carro, não parem esse carro! ─ Gritei, sentindo meu útero se contrair numa cólica horrenda. ─ Anda logo pra esse hospital dos infernos!
─ Ele fica do outro lado da cidade, caramba! ─ Mikey gritou comigo. Eu comecei a chorar. ─ Sarah, desculpa...
─ Não desculpo não! ─ Gritei, chorando ainda mais. ─ Acelera essa merda!
─ Quem mandou você querer ser dondoca e escolher o hospital mais distante desse fim de mundo só porque eles dão doce no fim das consultas?!? ─ Mikey gritou comigo de novo. ─ Vou mostrar que eu sei dirigir essa merda.
E, dizendo isso, Mikey pisou fundo no acelerador, passando as marchas rapidamente. Eu não queria ver o velocímetro. Senão eu faria xixi nas calças de novo. Chegamos algum tempo depois ─ pouco tempo, levando em consideração a velocidade do Mikey. Ele largou o carro no meio do pátio do estacionamento, com Bob desmaiado dentro, e correu comigo até a Emergência.
As contrações estavam fortes demais, e o pior: aumentaram inesperadamente. Não era pra acontecer isso! Não com quase oito meses! Implorei por uma anestesia, e apaguei no caminho para o Centro Cirúrgico.
Gerard e eu não quisemos saber o sexo do bebê. Amaríamos nosso filho ─ ou filha ─ independentemente de sexo. Obviamente, Gerard esperava por um menino, louco para ter um moleque correndo por aí enquanto ele o ensinava a jogar futebol ─ não que Gerard soubesse muita coisa, mas ele ficava animado só com a possibilidade.
Não só Gerard, como Frank, Ray, Bob e Mikey aguardavam por um menino como quem assistia a um jogo de futebol na final do campeonato. Já Mel e Bárbara queriam uma menina, para que as “tias” a mimassem e a enchessem de vestidinhos rosas, babados, lacinhos, bonecas e jóias. E eu estava no muro, bem no meio, indecisa.
Não importava, no final. Pelo menos não para mim.
Abri meus olhos e encontrei Gerard com a cabeça no meu colo. Minha barriga já não existia mais, o que me assustou por um momento. Bob estava dormindo no sofá no quarto. Os outros não estavam ali ─ provavelmente estavam na cafeteria, ou em suas casas. Tentei me avaliar naquele pouco tempo. Nada doía além do corte.
Gerard se moveu milimetricamente e acordou, olhando para mim. Ele sorriu e beijou minha testa.
─ Que bom que acordou, meu amor. Como está se sentindo?
─ Bem. ─ Olhei ao redor. ─ Onde está o bebê?
─ Está sendo cuidado. Oh, Sarah, nosso bebê é lindo. ─ Os olhos de Gerard brilharam.
─ É um menino?
─ Uma linda princesinha. Qual nome você quer dar para ela?
─ Hm.. Não sei. Você escolheu algum nome?
─ Emily é um nome bonito.
─ Sim. ─ Sorrimos.
A enfermeira adentrou o quarto com Emily e a entregou aos meus braços. Era maravilhoso tê-la comigo. Incrivelmente ela não nasceu com a cara de joelho de todos os outros bebês. Emily era linda. Como uma verdadeira princesa.
Agora tudo estava perfeito. Agora eu estava completa. Finalmente eu encontrei meu lugar. Entre Gerard e Emily, os grandes amores da minha vida. Eu tive uma segunda chance, e por nada no mundo a jogaria fora. Era uma vida nova a partir daquele momento, e eu percebi algo que já estava na minha frente há algum tempo.
Era assim que tinha que ser desde o começo.
Notas finais
R: Desde quando?
A: Desde quando a fic terminou T_T
R; Mas...
B: última dança? Não tinha um título melhorzinho não?
R: ela não queria deixar só "Capítulo 35", seu besta.
B: Mas podia ser uma coisinha melhor, hein...
A: T_T
R: Não quero ver a Anna te espancando. Tô viajando com o Frank *~* Tchau!
A e B: O_O erm.. tchau.
B: Mas que coisa tosca, hein.
A; cala a boca, Bobo =.=
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