A Aposta
34 Capítulo 34 - And we'll love again.
Notas iniciais
Daí eu chorei de medo aqui e resolvi postar, oe.
Sim, minhas queridas! Temos mais um capítulo xD
é que eu adoro números redondos pra terminar fanfics, então esse saiu curto e o outro também. Mania minha, não me batam.
Dependendo da quantidade de reviews eu posso postar o último cap nesse fds ainda.
Aproveitem! ;*
Eu não sabia onde estava. O lugar era todo negro e eu estava totalmente relaxada, sem dores ou problemas. Não conseguia pensar em nada. Não havia nada. A negritude foi enfraquecendo, sendo tomada pela imagem de um quarto de hospital.
Quarto de hospital?!
Abri os olhos, assustada. O barulho daquele aparelho dos batimentos cardíacos quase me ensurdeceu, e de repente eu me vi cercada por várias pessoas.
─ Sarah, que bom que você acordou! ─ Bob disse, aliviado.
Mel começou a chorar ─ ou recomeçou, eu nem sei ─, enquanto Mikey a abraçava e sorria para mim. Frank beijou meu rosto, Ray caiu na cadeira, feliz, e Bob me abraçou.
─ Gente... Gente...
─ Fiquem em silêncio! ─ Mel disse. ─ Sarah tem que descansar.
Todos se calaram instantaneamente.
─ O que houve comigo? ─ Olhei para mim. Meu braço estava engessado e doía ao respirar.
─ Chelsea te empurrou da escada. ─ Mel disse. Bárbara adentrou o quarto com alguns copos de café.
Eu não sabia como agir. Não esbocei reação alguma,porque por um momento eu achei que tinha morrido. E, por um lado, essa seria a melhor solução.
Descobri que estava internada há umas sete horas. Quebrei meu braço e machuquei uma costela ─ nada grave ou que demorasse a curar ─, e meu corpo estava cheio de hematomas. No rosto, apenas um corte perto da sobrancelha e um pequeno hematoma perto da boca denunciavam que eu havia sofrido um acidente. Eu estava toda dolorida, mas nada que um analgésico não resolvesse.
Meu pai foi me visitar, e quando todos estávamos tediosos, começamos a brincar. Algum tempo depois eu adormeci, exausta. Sonhei que Gerard estava ao meu lado, pegando minha mão direita ─ a boa ─ enquanto acariciava meu rosto. Foi tão real que eu acordei.
─ Oh, Sarah. ─ Uma voz familiar soou ao meu lado. Parecia que havia chorado.
─ Gerard? ─ Me assustei.
Gerard estava mais pálido do que eu julguei ser possível, com algumas olheiras escuras e o cabelo desarrumado. Agora formávamos um belo casal gótico; dois fantasmas, brancos de tão pálidos e descabelados.
─ Oi. Como você está? Precisa de algo?
─ Não, estou bem. ─ Tentei me levantar um pouco, e Gerard ajeitou meu travesseiro para mim. ─ Obrigada.
Nos encaramos por um tempo. Ninguém além de nós estava no quarto.
─ Que horas são?
─ Umas seis da tarde, quase sete.
─ Nossa...
─ O que aconteceu?
─ Fui resolver alguns problemas... ─ Mexi na colcha que me cobria até a cintura. Era branca e tinha uns detalhes rosados na renda. ─ Aí acabei sendo empurrada da escada.
─ Chelsea?
─ Sim. ─ Sussurrei.
─ Desculpe-me incomodá-los, mas os resultados estão prontos. ─ Uma enfermeira veio até mim e ajustou o soro. Uh, só agora percebi uma agulha na minha veia. ─ Você deu um grande susto nos seus amigos, hein mocinha? Não machucou muita coisa, levando em consideração o número de degraus que a escada tinha. Vai ficar toda dolorida, mas quando a dor voltar basta apertar a campainha que eu venho te dar mais remédios. O braço vai demorar pelo menos umas seis semanas para melhorar, mas daqui a pouco passa.
Mas a enfermeira não disse o principal. Eu não queria perguntar na frente de Gerard, mas se era o único modo de eu saber do meu filho, então eu arriscaria. No entanto, a moça foi mais rápida e respondeu aos meus pensamentos.
─ O feto não sofreu nada. ─ Ela sorriu. ─ Está saudável. Mas você tem que se alimentar melhor, hein. Senão os dois vão ficar fracos e você corre o risco de abortar. E não é isso que nós queremos, certo?
─ Certo. ─ Afirmei com a cabeça e sorri, apesar da minha boca ter doído bastante.
─ Até mais. Qualquer coisa é só chamar.
─ Obrigada.
Gerard estava como uma estátua, olhando fixamente para minha barriga. Sua mão trêmula deslizou sobre a colcha, parando perto dela.
─ O... Feto?
─ Eu descobri ontem. Não queria te contar. Já tem dois meses. ─ Murmurei. ─ Você não precisa assumir. Na verdade, eu vou viajar assim que sair dessa merda, então você nunca mais vai me ver. Não se preocupe. Aliás, você não precisava nem estar aqui.
─ Você vai embora? Mas...
Olhei em seus olhos e Gerard estava quase chorando. Não entendi.
─ Não quero que vá. Sarah, os outros me explicaram tudo, e eu simplesmente quero ficar com você. Percebi que não importou o que aconteceu. Nós estávamos juntos porque queríamos, não por alguma aposta de merda. Eu te amo. Quero ficar ao seu lado ainda mais agora, com um filho a caminho.
─ Gerard... Perdão por tudo. Eu realmente não queria ter feito aquilo.
Ele me abraçou e beijou minha testa, e eu senti uma lágrima cair no meu rosto. Era dele.
─ Está tudo bem.
Quando vi estávamos chorando juntos. Rimos juntos, nos abraçamos e nos beijamos. Estávamos juntos, finalmente. E dessa vez não havia Chelsea para nos atrapalhar.
***
─ Bárbara! ─ Gritei ao ver o que aconteceria em seguida.
Minha barriga já estava enorme em seus quase oito meses.
Eu, Bárbara, Mel, Mikey, Bob, Ray, Frank e Gerard estávamos numa praça, brincando e comendo besteiras, quando Chelsea passou. Esbarrou na Way e derrubou seus óculos.
─ Olha por onde anda, vadiazinha. ─ Chelsea soltou todo seu veneno ali.
─ Claro, super vadia que tem inveja dos outros e queria meu primo para você. Sorte que você não conseguiu. Eu odiaria ser da mesma família que uma vaca gorda.
Chelsea parou bruscamente, os olhos irritados, e lá fui eu tentar resolver.
─ Okay, chega com isso. Bárbara, vamos. ─ Passei um braço em seu ombro e a guiei de volta para o grupo.
─ Nossa, Sarah. Como você está gorda! Está mesmo grávida? Wow, super desculpa para agarrar o Gerard e fazê-lo te perdoar. Será mesmo que o filho é dele? Do jeito que você era...
Encarei Chelsea com um olhar mortal, e soltei Bárbara.
─ Faz um favor pra mim?
─ Claro, Sarah. ─ Bárbara estava entendendo.
─ Faz o que eu não posso fazer.
─ Com todo o prazer.
Bárbara deu um sorriso maligno, estalou os dedos e alongou o pescoço. Depois, voou no pescoço de Chelsea e bateu tanto nela que até eu fiquei com pena. Frank a segurou e a levou para casa. Eu fiquei com medo de saber o que eles fizeram ao chegar lá, já que a prima de Gerard estava intacta... Gerard já estava me tirando do tumulto, com uma mão em minha barriga.
Chelsea se levantou, descabelada e completamente arranhada, e voou em mim. Caí no chão, perdida, enquanto Gerard segurava aquela louca longe de mim e Ray a agarrava. Mikey e Mel me ajudaram a levantar, e eu senti uma pontada aguda na minha barriga quando fiquei de pé.
─ Caramba! ─ Me curvei sobre minha barriga, e senti algo quente descer por minhas pernas. Como quando eu sentia quando ficava menstruada.
─ Sarah... Acho que você fez xixi nas calças. ─ Mikey disse e começou a gargalhar, mas Mel ficou séria e me encarou desesperada.
─ Mikey.. Acho que não é xixi.
Ele parou de rir na hora, colocando as mãos na cabeça e me encarando enquanto eu me curvava de dor.
─ Preciso sentar. ─ Me levaram para um banco na praça.
─ Bob? ─ Mikey o chamou e ele correu até nós.
─ Sarah? Tá tudo bem?
─ Bob... Acho que a bolsa estourou. ─ Nos encaramos, desesperados.
Notas finais
B: é que eu tava gripado. Ela me ama, você sabe. ^^p
R: =.= fica quietinho aí, bobo. A Anna voltou com as tirinhas porque eu pedi.
A: Não, foi porque a fic tá acabando mesmo ^^'
R e B: ._.
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