A Aposta
27 Capítulo 27
Notas iniciais
caraca... PASSOU DOS 100!! *~* [momentocriançafelizquerealizouumsonho]
─ Novembro está próximo demais... ─ Mel disse antes de beber sua Coca.
─ Sim. ─ Suspirei. ─ Mas Chelsea não vai fazer nada. Contudo ainda estou com medo.
─ Eu também teria medo. ─ Ela murmurou. ─ Mas prefiro ser otimista.
Ficamos em silêncio.
─ Chelsea desapareceu. Acho que ficou com medo de você. ─ Ri.
Mel sorriu, depois fez cara de má e nós caímos na gargalhada. Nos sentamos num banco da praça e continuamos com nossas latas. Compramos alguns ─ vários ─ doces e salgadinhos e voltamos com assuntos melhores.
Definitivamente, Mel era a melhor pessoa ─ junto com Bob ─ para ficar comigo nas horas tristes. Havia uma luz em seus olhos que me acalmava. Eu a amava como uma irmã ─ a irmã mais nova que eu nunca tive.
Continuamos conversando, até que fomos interrompidas por uma figura familiar.
─ Hey, Matt! ─ Ergui minha mão e acenei quando ele parou.
─ Hey, meninas! ─ Matt abriu um largo sorriso ao nos ver. ─ O que fazem aqui?
─ Estamos matando tempo. E você?
─ Dando um pulo na farmácia.
Pude então ver a mancha roxa em seu rosto, de algum modo combinando com suas íris azuis, e vi também um corte no canto de sua boca.
─ Matt... Sinto muito...
─ Não foi nada, Sarah. ─ Ele sorriu. ─ Não foi sua culpa. Nem está doendo!
─ Desculpe por Gerard... Às vezes ele não se controla...
─ Ele não é totalmente culpado. ─ Matt riu, sem graça. ─ Você deve saber quão atraente é.
Fiquei parada.
─ Você é muito especial, Sarah... Eu acho que...
─ Matt... Vou ser direta... Eu gosto muito de você. Mas não passa disso. Você sabe como eu estou e, apesar de estar chateada com ele, eu sou apaixonada por Gerard. Não posso ser mais do que sua amiga. Desculpe.
─ É melhor do que nada, afinal. ─ Ele riu. ─ Bem, vamos fingir que essa conversa nunca aconteceu e amanhã nos falamos no colégio. Tenho uns convites para distribuir, você quer me ajudar?
─ Convites?
─ Festas. E adivinhe? Você e seus amigos estão na maioria das listas VIPS.
─ OMG! ─ Não pude esconder minha felicidade. ─ Mas como? Quando? Quem fez isso?
─ Você é uma boa amiga. É apenas um presente. ─ Ele deu de ombros.
─ Obrigada, Matt! ─ Abracei-o.
─ Amanhã nos falamos, querida. Tchau, Mel. Tchau, Sah.
─ Eu já sabia. ─ Mel murmurou depois que Matt saiu.
─ O quê? E por quê você não me contou?
─ Estava óbvio – pensei que você tivesse reparado! Pelo visto você é cega.
─ Eu estava feliz por ser aceita por um popular. ─ Murmurei. ─ No fundo eu nunca me acostumei a ser ignorada. Eu quero ser aceita, Mel, e ser aceita pelo que eu sou! Mas não sou tão radical a ponto de preferir ser tratada como um lixo por ser como eu sou a ter uma chancede viver com eles e ter que mudar um pouco de mim. Eu ainda sou fraca e idiota... Sempre fui...
─ Não é verdade, Sarah. Você acha mesmo que nós estamos completamente felizes? Todos queremos ser aceitos. ─ Mel me abraçou carinhosamente.
─ Tem certeza que você tem só 15 anos? Acho que me enganaram, viu? ─ Ri. ─ Você tem que ser minha psicóloga.
Mel gargalhou.
Continuamos na rua até mais tarde, depois voltamos para casa. Só então Mel reparou que o sótão ─ meu quarto ─ era alto e ficou com medo. Tivemos que entrar pela cozinha e subimos as escadas correndo. Rimos muito e depois fomos dormir.
Encostei no travesseiro e quando vi já estava amanhecendo. Bob me chamou para tomar café, me arrumei e então desci.
─ Como foi o passeio com Mel ontem? ─ Lolli cruzou os braços.
─ Desculpe, tive que contar. ─ Mel murmurou.
─ Foi ótimo. ─ Mordi uma torrada. ─ Andamos por ai até tarde. E eu não tive nenhuma prima chata querendo que eu saísse do quarto quando eu não queria.
Bob segurou uma risada enquanto Lollifingia estar interessada no copo de suco.
─ Vou sair em cinco minutos. ─ Bob murmurou.
No mesmo segundo todas as garotas correram pela casa, apressadas em se arrumar. Ficamos todas prontas antes mesmo de Bob seguir para a porta da sala. Mel estava com um vestido rosa, Lolli usava seu coturno preto e velho com um vestido tomara-que-caia azul marinho e eu, como sempre, usava uma blusa roxa, saia pregueada e All Star.
Entramos no carro e Bob deu partida, saindo da garagem e seguindo para a rua.
─ Você vai conversar com Gerard hoje?
─ Talvez. No intervalo vou chamá-lo até as escadas da biblioteca e nós conversamos lá.
─ Vocês vão se entender. ─ Mel sorriu, ingênua como deveria ser.
─ Mas e se não acontecer? ─ Lolli disse e todos engolimos seco ao pensar nisso.
─ Se não acontecer vamos chegar a um acordo. Se dar um tempo for a melhor solução ─ meus olhos se encheram de lágrimas ─ então vamos fazer isso.
Mel passou a ponta dos dedos em meu rosto, reconfortando-me. Lolli permaneceu em silêncio e Bob estava sorrindo estranhamente.
─ Vocês não vão dar um tempo. Vocês se amam! Por que diabos dariam um tempo quando o que importa é o amor? ─ Ele riu.
Sorri com meu irmão. Ele não era como Mel, usando palavras doces para reconfortar os outros, mas suas poucas palavras ─ e palavrões também, devo admitir ─ já me faziam bem. Chegamos ao colégio, encontramos com os outros e fomos para nossas salas. Gerard sentou-se ao meu lado na aula de Biologia, e eu fingi prestar o máximo de atenção no professor ─ como se eu não soubesse a matéria.
De repente um papel veio parar perto do meu caderno, e eu o peguei curiosamente, abrindo-o e encontrando as letras de Gerard.
Sarah me desculpe pelo que aconteceu. Precisamos conversar ainda hoje.
Peguei meu lápis e escrevi.
Claro. Podemos conversar na escadaria da biblioteca no intervalo?
Passei o papel para Gerard, que o pegou, leu, escrever algo e me entregou.
Okay. Você tá muito chateada comigo?
Por quê?
Você não olhou para mim hoje. Tá com raiva?
Não. Só tô chateada. Nos falamos no intervalo.
Okay.
Terminamos nossa conversa, a aula de Biologia acabou e tive que esperar as aulas de Física e Literatura para seguir para a escadaria da biblioteca. Gerard, por incrível que pareça, já estava lá, sentado nos degraus, apoiando os cotovelos nos joelhos.
Vi um corte no canto de sua boca, outro em sua sobrancelha e não me surpreenderia se seu abdômen tivesse manchas roxas. No entanto, ele não parecia sentir dor como Matt demonstrou no dia anterior. Gerard parecia bem, como se não houvesse acontecido nada.
─ Então... Como você está? ─ Perguntei assim que cheguei.
─ Bem. Não precisei usar remédios. ─ Ele deu de ombros. ─ E você? Desmaiou, foi pra casa e se trancou no quarto. Não me atendeu e, segundo Lolli, saiu à noite e voltou tarde. Não que eu esteja tomando conta da sua vida, mas sua prima me passou o relatório inteiro.
Ele sorriu fracamente. Sentei-me ao seu lado, abraçando-o e beijando carinhosamente seu ombro.
─ Eu te amo, Gerard. Mas não consigo entender porque você e Matt brigaram. Não consigo pensar em nenhum motivo para isso.
─ Nenhum mesmo? Nem porque... Ele estava dizendo que era melhor do que eu e que se me tirasse do caminho ficaria com você fácil? Nem esse motivo?
Não respondi.
─ Ele... Me disse que gostava de mim ontem. E eu disse que estava apaixonada por você e que não seria nada além de amiga dele. Gerard, eu estou com você, e é você quem eu quero. Não existe outro garoto além de você. Não fique com ciúmes do Matt, ele é um cara legal e é um grande amigo meu. Eu só... Não quero perder a amizade dele, nem quero perder você. Não posso escolher entre os dois. Ou melhor, não quero ter que escolher entre vocês.
─ E não precisa escolher. Eu posso aceitar sua amizade com ele, mesmo morrendo de ciúmes. Eu te amo, e isso é o que importa.
Gerard pegou meu queixo, levantando meu rosto para encontrar meu olhar. Nos beijamos.
E naquele momento eu tive certeza de que nada poderia nos separar. Nem mesmo uma aposta besta.
[N/A: será?? hasuhasu]
Notas finais
B: ela tem duas provas na segunda! x_x
A: e a Ryoko fugiu com o Frank
B: Básico.. ele veio me visitar, daí ela arranjou uma algema e se algemou com ele.
A: e PERDEU a chave. ><
B: Daí ela teve que ir com ele ^^p
A: sortuda.. ¬_¬
B: õ_o
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