A Aposta
16 Capítulo 16
Notas iniciais
well, ele quase morreu.. T_T
Acordei com a luz do sol batendo diretamente no meu rosto. Olhei ao redor, estava deitada numa enorme rede na varanda, entre algumas almofadas e ao lado de Gerard. O vento quente bateu em meu rosto, bagunçando ainda mais meus cabelos. Levantei-me lentamente, parando para olhar o anjo que dormia ao meu lado. Gerard tampava o sol com uma almofada, enquanto seus fios médios e negros cobriam seus olhos, deixando-o ainda mais com cara de criança.
A porta da sala estava aberta, obviamente, e eu encontrei Lolli deitada no sofá e Bob dormindo no tapete. Segui pelo corredor até o quarto dos meninos, Mikey e Frank dormiam no quarto dos garotos, o Iero roncava levemente enquanto o Way caçula abraçava o travesseiro. Subi as escadas e fui para o quarto das meninas, onde Mel dormia como um anjo na cama. Sorri, segui para a minha mala no guarda-roupa e levei um susto com a imagem do espelho; meu cabelo estava horrível! Simplesmente cheio de nós, bagunçado e grudento por causa da água da piscina.
Segui para o banheiro, onde tomei um banho demorado e tentei arrumar meu cabelo. Funcionou, mas eu estava tão traumatizada que tentei prendê-lo e depois decidi apenas colocar uma tiara. Coloquei uma blusa azul e um short branco e desci para a cozinha, morta de fome.
− Hoje teremos trabalho... − Murmurei enquanto ouvia alguém adentrar a cozinha. − Bom dia.
− Ah, bom dia Sarah. − Ray sentou-se ao meu lado na mesa, cobrindo sua cabeça e fechando os olhos. − Eu dormi na van e hoje acordei com um barulho estranho...Vinha de uma caixa grafite com desenhos prata e...
− Salém! − Deu um salto da mesa e corri para o quintal, desesperada.
OMG, eu esqueci o Salém dentro da caixa! E, pior! , ele estava sem comida! Minhas mãos começaram a tremer enquanto eu tentava não pensar no meu gato morto ou fraco ou chateado comigo. Sim, porque Salém era extremamente sensível, e sempre reagia ao que eu fazia.
− Salém, meu amor, desculpa! A mamãe esqueceu você aí, mas foi sem querer! Perdão! − Abri a caixa dele e peguei meu gato preto e branco no colo. Por sorte Salém começou a ronronar, como se estivesse festejando o fato de alguém finalmente tê-lo encontrado.
Levei-o para dentro, até a cozinha, onde o coloquei numa cadeira ao meu lado, peguei uma tigela e misturei leite com açúcar.
− Seu gato bebe leite com açúcar?
− Quando eu quero pedir desculpas, sim. Salém gosta dessa mistura.
Lavei minhas mãos na torneira e voltei para a mesa, pegando outra tigela e colocando cereais e leite. Depois de um tempo, Ray foi para o quarto dormir novamente− a cabeça dele estava explodindo de tanta dor −, e eu fiquei ali, pensando na noite anterior.
Depois do beijo, Gerard e eu conversamos e eu simplesmente não pude deixar de ficar feliz e preocupada.
“Não será apenas felicidade. Teremos o amor no começo, mas eu tenho certeza absoluta que haverá o mais puro ódio depois. Eu não prometo rosas, Gerard, não apenas elas. Eu prometo o perfume, a cor e a textura delas, mas também prometo as abelhas ao seu redor e os espinhos que vão nos fazer sangrar”. Eu disse para ele, olhando fixamente em seus olhos.
“E como poderia haver amor sem dor, sem algo o complementando?” Gerard segurou meu rosto com uma mão. “Eu não preciso saber disso, não mesmo. Eu estou disposto a aceitar o que for para ficar ao seu lado, Sarah, porque você já deve saber que eu te amo, e não é de hoje”.
Depois disso nós simplesmente nos beijamos e passamos o resto da noite abraçados na rede. Ou melhor, ficamos na rede por um tempo, porque eu acabei dormindo e tenho a certeza de que ele bebeu um pouco.
Olhei para o relógio; 11:30 da manhã. Salém pulou na bancada da cozinha e deitou-se no beiral da janela acima da pia, aproveitando o sol. Suspirei profundamente e abri a geladeira, já pensando no que preparar para o almoço.
− Bom dia, Sarah.. − Mel adentrou a cozinha sorrindo, abraçando-me e depositando um beijo em meu rosto.
− Dormiu bem?
− Sim, e você?
− Sim, apesar de ter dormido numa rede..
Mel deu uma risada e sentou-se à mesa, com uma tigela de cereais e um copo de suco.− O que você está fazendo?
− Pensando no que fazer de almoço.
− Posso ajudar??
− Claro! − Sorri para ela.
Mel ajudou-me com a preparação do almoço, embora tenha sido realmente fácil. Acabamos por cozinhar algumas ervilhas, enquanto eu simplesmente grelhava uns pedaços de frango e proibia o resto do pessoal de comer enquanto o almoço não estivesse pronto.
− A mesa está arrumada. − Mel adentrou a cozinha saltitando, pegando a vasilha de ervilhas e levando para fora.
− Sah... − Bob surgiu.
− Fala Bob.. o que houve? − Virei-me para ele.
− Dor de cabeça... − Bob deitou sua cabeça no meu ombro, fechando os olhos e suspirando. − Ela vai explodir..
− Eu já pedi pra você parar de beber, mas quem me ouve, né?
− Tem remédio?
− Tem, mas antes vamos almoçar, okay?
− Se eu comer antes vou vomitar..
− Que empolgante... − Disse sarcasticamente, enquanto sentava meu irmão numa cadeira e subia para pegar o bendito remédio.
− Hoje vai ter festa?
− Não mesmo. Vocês beberam muito ontem, e eu não estou exagerando. Hoje nós vamos limpar tudo e tirar o dia pra descansar e limpar o organismo. Amanhã nós podemos fazer outra festa e...
− Caramba! Que horas são? − Gerard adentrou a cozinha, todo descabelado.
− Almoço, cara... Mas toma um banho antes, por favor, você ta cheirando a cerveja e... − Bob correu para o lixo e vomitou. Gerard e eu trocamos olhares de nojo.
− Saindo... − Gerard desapareceu da cozinha, deixando-me sozinha com Bob e seu enjôo.
Notas finais
A: Você bebeu demais... Bem feito!
B: aff ¬¬°
A: Aff nada! Agora dá licença que eu tenho mais coisas pra fazer.
B: Mais coisas? Deixe-me adivinhar... ver Tv, entrar na net e comer. Você tá engordando e...
A: OO você me chamou de GORDA?!?
B: Oo n-não..
A: Ç_Ç sai daqui...AGORA!!
B: T_T foi sem querer e...
A: Ò_Ó
B: ó_ò saindo... ela tá de TPM, gente.
A: RALA BOB!!!
B: *sai correndo*
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