A Anfitriã
2 Bem vindos
Muitos disseram e apontavam o amante, um jovem moço, devia ser um pouco mais velho que ela, podia muito bem eles serem irmãos. Um corpo escultural, desenhado e detalhado com uma certa perícia e perfeccionismo incalculável. Ele trabalhava no circo, havia vindo duas vezes com ele aqui pra Hillston.
A casa deles era velha, depois que seu pai morreu não foi mais reformada, a angustia de passar pelo atalho da velha estrada empoeirada perto do pântano em que se via a janelinha do quarto bater.
Ela costumava brincar perto do pântano no pedaço de rio atrás de sua casa, soltar corantes e tintas á colorir as águas. Hoje já não faz mais.
Há três dias, os boatos se agravaram relevantes ás agressões, e a professora visitou a casa dela.
“ Traga a turma, hoje á noite serei á anfitriã”
Foi a última vez que a vi.
Donna serviu o jantar, coloquei o guardanapo no colo, perdida em meios de talheres. Donna apontou pra mim o garfo certo, até agora a mãe dela estava sendo simpática.
Durante o jantar ela não se sentiu bem e foi ao banheiro, ouvia-se som de tossidos, ela vomitava, e sua mãe foi até ela, os sons aumentavam consecutivamente, de tossidos á gritos, dopada ela voltou á mesa, pálida, lábios roxos, e olhos um tanto vermelhos.
Seu vestido preto de mangas alongadas já não cobriam mais as cicatrizes, e pela renda transpareciam.
A turma se entreolhou, virei o pescoço para lhe ver caindo sobre a comida. Donna gritou e a turma se levantou.
O passar de pessoas á minha volta, correrias, tonturas, tudo girava, e ela não voltava.
Logo ficou de cama, e na saída Donna olhava de um modo em que o desfecho já estava feito.
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