A Ameaça dos Mortais
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem, depois da nossa “grande” vitória sobre Gaia, as coisas voltaram a ser como eram antes. Continuávamos a combater monstros só que não com tanta frequência quando Gaia estava desperta.
Fizemos um grande banquete e até o Sr. D estava empolgado, porém, tudo que é bom dura pouco:
- Pansy Jordhan! Você terá a honra de poder limpar tudo depois da nossa grande festa.- ele se afastou e Quíron surgiu ao meu lado balbuciando que eu não precisava me preocupar com isso.
Mais tarde me encontrei com Annabeth. Ela me abraçou e disse baixinho:
- Estou orgulhosa de você Cabeça de Alga. — retruquei pelo apelido mas ela me calou com um beijo.
Procurei Grover, mas me lembrei de que ele não estava no acampamento, pois tinha que fazer uma missão “ao favor da natureza”.
O dia tinha sido perfeito, mas a noite não tinha sido muito agradável. Acho que em toda minha vida nunca tive um pesadelo tão ruim. Eu me encontrava no Tártaro, estava tudo escuro, mas de repente uma luz verde começou a brilhar e uma voz não muito famosa ecoou pelo local:
- Ele está retornando semideus. E não há nada que você possa fazer para impedir isso. A profecia será cumprida e seu mundo será destruído. – logo em seguida o pesadelo mudou. Eu estava na frente do Empire State Building com Annabeth e Grover. Milhares de mortais nos observavam, porém, alguma coisa havia de errado. Os mortais estavam com os olhos vermelhos e usavam espadas. Um grupo de quatro mortais se pôs à frente carregando um caixão e eu me abstive: era o caixão de Cronos; uma fumaça vermelha alaranjada começou a sair do caixão e um ser monstruoso surgiu, ele usava um elmo com dois chifres, um arco de ouro imperial nas costas e uma espada negra na mão direita. No seu braço esquerdo carregava um escudo suíço imperial.
Ele levantou e baixou a espada e imediatamente Annabeth e Grover desabaram no chão; a espada de Cronos estava diferente: no cabo havia o crânio de algum demônio que não reconheci, de um lado da lâmina era ferro Estígio e o outro era somente negro com um brilho fantasmagórico.
Cronos se abaixou lentamente e recitou:
O brilho da Ave dourada desaparecerá,
A Lâmina Sangrenta não poupará
A Ameaça dos Mortais já teve início,
Pelo Titã que foi rumo ao abismo
A jornada do herói não foi em vão,
Porém, desespero e sofrimento restarão em suas mãos.
Fiquei desesperado, Cronos levantou sua espada e se lançou contra mim, tentei sacar contracorrente, mas seria inútil, Cronos tinha pelo menos uns 4 metros. Ele rodou a espada e a chocou-a contra meu peito, foi uma dor horrível e, imediatamente acordei.
Eu estava todo suado, mas, parecia que o pesadelo não foi um pesadelo. Saí da cama cambaleando e fui até o espelho. Minha blusa estava molhada, mas quando olhei direito era sangue. Saí do meu chalé pedindo socorro. Eu estava indo em direção à água, mas, era tarde demais, desabei no meio do caminho.
Eu devo ter acordado durante uma guerra, pois a enfermaria estava uma barulheira. Quíron e Annabeth estavam ao meu lado, mas não perceberam que eu acordei
- O que está acontecendo? – perguntei
- Percy! Graças aos Deuses – era Quíron. Eu não estava entendendo nada que estava acontecendo.
- O que houve? Só apaguei por algumas horas.
- Percy, você dormiu por seis dias – era Annabeth. Estava louca de preocupação.
Quíron trouxe um pouco de ambrosia e néctar para mim e no caso contei a eles sobre meu pesadelo, mas, não fiz menção sobre a suposta Profecia, e perguntei à Quíron como Cronos conseguiu me ferir durante o sono.
-Não é isso Percy. Você deve ter Transtorno do Comportamento do Sono REM.
- Mas o que é isso? – indaguei.
- É quando você sofre influência do seu sonho ou pesadelo durante o seu sono e faz com que isso se torne realidade.
- Por exemplo?
- Você tropeça e cai no seu sonho, o seu corpo recebe uma influência física tão forte que você se levanta da cama cai no chão e volta a dormir.
- Então você está me dizendo que eu fui capaz de sacar Contracorrente e enfiá-la no meu peito, enquanto eu dormia? – perguntei impaciente.
- Exatamente – achei que Quíron estava brincando, mas não seria o caso para àquela hora.
- E por que esse alvoroço?
- Percy, um dia depois de você ter desmaiado, uma Fênix rompeu as barreiras do acampamento e caiu no seu chalé. Os campistas de Apollo foram ver o que era masimediatamente seu chalé pegou fogo. – Annabeth estava pálida e cheguei a pensar que ela tinha desmaiado também.
- Se não fossem os filhos de Hefesto seu chalé estaria todo arruinado. Leo tentou controlar o fogo e seus irmãos pegaram algumas máquinas para tentar contê-lo. Só conseguimos conter o fogo 4 horas depois. Tivemos que interditar o chalé de Hera. Argos retirou a Fênix dos escombros, ela estava muito ferida e quase não o deixava encostar-la, mas, não renasceu.
- Como assim, renascer?
- Quando as Fênix estão em uma idade muito avançada ou estão muito feridas elas entram em uma autocombustão. Elas se queimam e depois ressurgem das cinzas.
- E o que essa Fênix tem haver comigo?
- É isso que estamos tentando descobrir Percy. — era Annabeth falando – A Fênix não deixa nenhum campista de Apollo chegar perto dela para tentar ajudá-la. Nunca uma Fênix passou por nosso acampamento, elas não participam de guerras e não têm ligação com nenhum herói. Até hoje.
- Por quê? O que aconteceu?
- Desde que você acordou ela não para de olhar para cá.
- Onde vocês a deixaram?
- Ela está lá de fora. Ficamos preocupados de ela colocar fogo nos outros chalés então fizemos basicamente um ninho para ela.
- E o que vocês querem que eu faça? – eu não queira ouvir a resposta, mas não tinha escolha.
- Percy. Você deve ir conversar com ela. Se ela tiver ligação com você, será um fato histórico. – Quíron estava tenso.
- Então o que estamos esperando? Vamos lá.
- Não tão rápido Garoto Peixe. – era o Sr. D e, quase que imediatamente eu o intervi.
- O que você está fazendo aqui? Não tem nenhuma festa para ir agora? – atrás do Sr. D, Quíron fez uma encenação. Tentei fazer leitura labial, mas, já era de se esperar o que era:
- Você está querendo morrer? – mas como eu esperava, Dioniso agiu indiferente:
- É verdade Paul Johnson. Eu deveria ter ido à festa da Associação dos Loucos por Vinho. Mas por conta do seu desmaiozinho e essa Fênix querendo por fogo no acampamento chegou aos ouvidos de Zeus. Ele me exigiu uma explicação e, ainda por cima seu pai me responsabilizou pela sua soneca da preguiça.
- E o que você acha que estou tentando fazer?
- Bem, na minha opinião, — ele fez uma pausa irônica e continuou – me corrija se eu estiver errado, você quer ir agora conversar com a dona Fênix mas, acho que ainda não reparou seu estado de saúde. Não posso deixar você sair assim e morrer no meio do caminho senão seu paizinho não ia ficar muito satisfeito. Por isso você vai amanhã. – eu não estava em posição de discutir. Dioniso tinha razão: a região do meu peito onde “eu” supostamente enfiei a espada estava completamente atada, então tive que agüentar Dioniso calado. Porém, não tive que esperar muito tempo, pois já estava escurecendo. E, durante meu sono tive uma visita do deus Hermes.
Eu estava no Monte Olimpo só que o saguão de entrada estava vazio, então, Hermes surgiu na minha frente:
- Você está bem Percy? – ele parecia estar preocupado e, isso me assustou.
- Estou melhorando. O que aconteceu para você vir conversar comigo?
- É sobre a Fênix. – engoli em seco – Percy, na Antiguidade, os gregos achavam que as Fênix correspondiam a mim.
- E estavam certos? – indaguei.
- Bem, por partes. As Fênix não gostam de seguir ordens Percy, elas seguem seu ciclo de vida naturalmente. Algumas são fáceis de persuadir, porém, outras são impossíveis. Mas ontem quando eu estava na minha agência senti uma aura muito forte e percebi que era a Fênix que está no seu acampamento. Como Annabeth te explicou as Fênix não têm ligações com meios-sangues, porém, essa Fênix é como se fosse o Grover, mas ela expressa sua vida de acordo com suas batalhas e sentimentos do dia-a-dia.
- Não estou entendendo Hermes.
- Percy, essa Fênix é seu Patrono.
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