A Amaldiçoada
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Ass: Anne
Nico
O por que de Hera ter feito aquilo eu não compreendia, mas também não me importava naquele momento, tudo estava focado em Maresia, desacordada em meus abraços, eu não suportava a ideia de perdê-la, senti alguma coisa queimar em meu bolso, peguei a pedra, estava tão quente que não consegui segurá-la e deixei ela cair, uma dor me atingiu como um milhão de facas cravadas certeiras em meu coração, gritei frustrado e com medo.
Uma luz pareceu sair de dentro de mim, ela tomou forma se transformando nele... ele, que era eu.
-Joseph!- o ar me fugiu e eu desmaiei ao lado do corpo mole de Maresia.
Joseph
Ela pertence a mim, ela foi destinada a mim, sempre foi minha. Minha bela Maresia, minha bela princesa. Não iras me deixar tenho certeza disso. Podes me ouvir minha bela?
-Joseph!- sorri ao ouvir o meu nome escapando por seus lábios, ergui minha mão e a pedra flutuou até mim, me levantei e encarei os dois corpos lado a lado, o meu corpo como Di Angelo, e o corpo de minha bela. A pedra flutuou até os dois corpos, ela começou a brilhar descontroladamente.
-Precisas libertá-la!- a voz angelical vinda da pedra me dizia com carinho. -Precisas libertá-lo. Os dois são um, os dois são uma só alma.
-Eu sou ele!- gritei para a pedra que agora fazia com que perdesse o controle.
-Não deve ser mais, agora, vós deves ser somente ele.- a pedra brilhava, a espera de minha decisão, eu sabia que ela estava certa, precisava libertar minha bela Maresia de sua maior maldição, maldição essa que somente eu poderia quebrar. A minha existência. Eu não deveria existir mais, ele deve. Ele é o futuro de minha bela, eu não. Abaixei a cabeça e me ajoelhei perante a pedra.
-Faça!- ordenei, e a pedra lançou sua luz contra mim.
Maresia
Abri meus olhos lentamente a luz os fazendo arder. Gemi enquanto me sentava lentamente, coloquei minha mão sobre a testa e olhei para a pessoa ao meu lado. Todo incomodo se dissipou ao reparar Nico inconsciente.
-Nico?- o chamei. Nenhuma resposta, meu coração acelerou com o desespero.- Nico?- comecei a sacudi-lo, eu já havia visto aquilo antes. Não, não pode ser!- Nico!- comecei a gritar.
Nico abriu os olhos de repente, ele sugou o ar como se tivesse passado muito tempo embaixo d'água. Ele tossiu, se sentou e me encarou. Suspirei em alívio.
-Maresia!- a voz dele estava falha e todo o alívio se dissipou, ele parecia apavorado.
-O que? O que houve?
-Eu não consigo.
-Não consegue o que?- perguntei cada vez mais aflita.
-Não consigo me lembrar.- continuei o encarando sem entender.
-As lembranças de Joseph... sumiram!- eu levei um tempo para assimilar o que ele estava me dizendo, para depois compreender, Joseph... agora estava, realmente morto.
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