A Amaldiçoada
15 Capítulo 15 Um beijo, da Mari.
Notas iniciais
Mari
Eu estava na minha cabine. Tentando me lembrar o que eu tinha feito pra ficar feliz, deprimida, ansiosa e triste tudo ao mesmo tempo, então eu lembrei:
Depois do café da manhã eu tinha ido atrás do Nico e...
–Posso falar com você Nico? Perguntei quando o encontrei no deque.
–Já tá falando mesmo. O que foi Maresia? Ele perguntou nada feliz
–É que...desculpa pelo que eu disse, sabe do beijo. Eu não sabia o que falar e fiquei nervosa. Desculpa.
–Claro, só me responde...você...só disse aquilo por que o Percy tava por perto, ou foi pra valer? Ele me perguntou, droga eu ia ter que mentir.
–Foi pra valer, a verdade é que eu te odeio Nico.
Ele me olhou nos olhos e segurou meu braço, meu rosto ficou a centímetros do dele, afe desde quando segurar o meu braço virou moda?
–Eu não acredito em você Maresia. Ele me disse.
–E esta certo nisso di Angelo.
Olhei-o nos olhos e não sei o que me deu, mais beijei o Nico.
Ele me olhou como se não acreditasse no que eu tinha feito, ele soltou o meu braço e eu disse:
–Isso não quer dizer que eu esteja feliz que você tenha vindo Nico.
‘’ Mas também não quer dizer que isso não tenha suas vantagens.’’ Pensei e saí.
E agora eu estava na minha cabine agindo feito uma boba. Ouvi alguém entrando.
–Mari? Você tá bem? Que tipo de pergunta era aquela é claro que eu não tava bem.
–Vai embora Perseu. Pedi ai como eu adorava provocar o meu irmão.
–A gente não tinha conversado e você tinha dito que não ia mais me chamar assim? Ele perguntou e se sentou do meu lado.
–O que foi? Ele me perguntou...eu estava tão perdida em meus sentimentos que chega tive vontade de chorar.
‘’ Ah dane-se, ele é meu irmão mesmo’’ pensei. Encostei minha cabeça no ombro dele e deixei as lágrimas escorrerem.
–Ei, ei o que foi Mari? O Percy me perguntou e pelo tom de voz dele eu tinha certeza, ele estava sorrindo.
–Eu...eu beijei o Nico. Falei baixinho. Senti o corpo dele enrijecer, a deuses, como eu fui me esquecer que ele quase tinha matado o Nico no lago de canoagem do acampamento?
–Tá bravo? Perguntei meio nervosa
–Ainda to decidindo. Ele disse, eu esperei enquanto as lágrimas iam escorrendo pelo meu rosto, dois, cinco, sete minutos e ai o Percy respondeu:
–Não, não to bravo.
Passei a mão no rosto limpando as lágrimas, ah como eu odiava chorar, desencostei meu rosto do braço dele ainda tentando esconder as poucas lágrimas que ainda escorriam. Senti o Percy acariciar meus cabelos, só o toque dele me relaxou.
–Porque beijou o Nico?
–Hã... Eu não sei, eu amo o Nico, mais eu não quero isso Percy não quero. Ele fez uma careta quando eu disse que amava o Nico, mas fazer o que.
–Será que...talvez, até tenha não tenha sido uma ideia tão ruim o Nico ter vindo. Disse o Percy a contragosto, eu não entendi porque ele tinha dito aquilo. Juro.
Percy
Era bom ver a Mari daquele jeito de novo, calmo, inocente e que eu conhecia, que eu gostava, achei que não seria uma má ideia mudar de assunto, não ia ser uma má ideia nem pra mim nem pra ela.
–Hã...o que a Teodora quis dizer com ladra? Perguntei, já que era o único assunto em que eu tinha conseguido pensar.
–Nada demais. Eu acabei indo para num covil e passei cinco anos lá. Simples.
–Você não respondeu minha pergunta.
–Tinha muitos semideuses lá sabe, nós roubávamos: água, comida e outras coisas. Mas não mais que isso, roubávamos coisas que necessitávamos.
–Hum...e com semideuses quantos você quis dizer? Falei sem querer que a conversa acabasse ali, mais ela interpretou minha pergunta de maneira meio errada.
–Não tem mais nenhum meio sangue lá Percy.
–O que? Não, é que fiquei curioso. Falei
–Por volta de duzentos e cinquenta, mais ou menos, se eu incluir os descendentes dá... trezentos e um.
–Vocês deviam ser muito atacados. Comentei
–Ei, acha que eu estaria viva se não fosse aquele lugar? Aprendemos várias táticas pra não termos que nos preocuparmos com isso.
–Táticas?
–É, algum dia eu te mostro explicar é muito chato. Ela sorriu e eu a abracei:
–Senti saudades desse seu jeito, de você. Eu disse e ela riu
–Também senti sua falta Percy.
Annabeth
Ótimo, o Percy tinha ido pra só os deuses sabem onde, e eu ia ter que ficar com Jasão e Nico. Eu te mato Cabeça de Alga.
Algo fez o navio tremer...algo grande, então a apareceu uma droga duma serpente do mar. Saquei minha faca de imediato e Nico apareceu (viagem nas sobras), e depois o Percy e a Mari (não me pergunte como eles chegaram lá tão rápido). Começamos a atacar o monstro. Não sei o que os outros faziam, estava ocupada demais...tentando não morrer!!! Minha faca não parecia fazer lá grande coisa... não sei o que aconteceu, mas de repente minha mãe doeu tanto, um tempo depois (meia hora depois) lutando contra aquela droga de monstro, conseguimos transforma-lo em pó. Me sentei em uma cadeira, minha mão doía tanto, parecia queimar, pra falar a verdade...eu não sentia a minha mão.
–Deixa...eu te ajudar com isso. Falou Mari se sentando ao meu lado, ela tava com uma mochila na mão. Pegou um cantil de néctar e um pedaço de ambrosia que ela me entregou, comi a ambrosia e logo reconheci o gosto, bolo azul, com chantilly extra...o aniversario de dezesseis anos do Percy. Mari apertou a minha mão.
–Ai.
–Tá quebrada. Maldita serpente do mar. Ela disse e voltou a tratar da minha mão. O Percy olhava de olhos escancarados.
–Calma, não tá...ajudando muito Annie, dá pra relaxar?
–Hã...claro, foi mal.
–Sem problemas. ela disse olhos nos meus olhos e nós duas sorrimos.
Nico
Sai dali, fui pra única cabine livre. E pensei em quando Mari tinha me beijado, eu ia ficar louco, primeiro ela dizia que me odiava, depois me beijava! Qual era o problema dela afinal? Fechei meus olhos com força, tentando entender, o que estava me dando, eu amava Mari, até ai ok, ela parecia me amar...mas se ela amasse com quem eu parecia, se ela me amasse, só por eu ser a reencarnação de Joseph?
Notas finais
Avril espera os comentários na história e estou rezando para que ela não diga que o capitulo tá ''seco''.
Fale com o autor