A Alice certa

1 The wake up to life...


Notas iniciais
Espero que gostem, comentem pois isso que me fará melhorar não próximas fic's =)

E então, Alice emerge daquele buraco. Checa suas roupas, sujas e com vários rasgados. Olha para o horizonte, e consegue ver ao longe o local onde acontecia sua festa de noivado. Pensa em seu futuro marido, e em como não gostava nem um pouco da ideia de se juntar com aquela paspalho. Não combinavam, não era certo. E agora, outro motivo tomava sua cabeça. Chapeleiro... Como ele era doce, como a sua loucura combinava com a dela. Eram tão diferentes, mas tão iguais. Sentiu um vazio por dentro, que se assemelhava com fome, mais que era no coração. Seu peito sentia fome de amor, fome de sentimentos verdadeiros, assim como aqueles que havia sentido, pouco tempo atrás, naquele mundo onde gatos sorriam, coelhos estavam sempre apressados e rainhas andavam de uma forma suave, quase levitando. Sentiu falta do pais das maravilhas, e como não poderia sentir? Aquele era seu lar. Ela pertencia ao mundo subterrâneo. Ela pertencia ao chapeleiro, e não queria perde-lo. E se ele a esquecesse? Como ela suportaria tamanha dor? Como poderia tocar sua vida sem pensar um dia sequer naquele mundo? Como ia conseguir viver, num estado de não vivencia? Precisava voltar! Estava certa disso.

Alice rumou até a festa. Sua mãe a recebeu com xingamentos, devido a forma que se encontrava o seu traje. Ela nem ligou. Aquilo era uma evidencia mais forte ainda de que teria que voltar, e viver com aqueles que não ligavam para seu exterior, e sim que a amavam por dentro. Subiu em um pequeno palanque que ali estava montado, e fez o seu último discurso no mundo de cima: “Bem, caros que aqui estão, vocês perderam seu tempo. Não irei me casar com esse patife. Não irei me encaixar nos padrões pré estabelecidos por vocês. A futilidade que aqui se apresenta se envergonha. Status não significa nada quando partimos. E eu quero viver com gente que saiba disso. Achei o homem da minha vida, ele é meio louco, admito, mas me digam, qual de nós não tem um pouco de loucura? Então se me permitem (e mesmo se não permitirem) eu estou de partida. Beijos mamãe, beijos minha querida irmã, adeus patife. Fiquei ai com a vida repugnante de vocês.” – E disse isso não em um ar mesquinho, mas como uma professora ensinando uma lição aos seus alunos. Uma bela lição diga-se de passagem

Então Alice correu, mais do que suas pernas nunca aviam corrido, Mais do que ela imaginava que poderia correr. Já sabia onde estaria o portal para sua felicidade, e não pensou em mais nada, não titubeou, e correu até alcança-lo, até saber que não teria mais nenhuma chance de não conseguir chegar, de ser separada dele. Chegou aos pés do buraco e certificou-se que não havia sido seguida. Quando teve certeza de que seu paraíso estava seguro ela pulou. Mergulhou de ponta em seus sonhos, em sua vida. Quanto mais descia, mais seu coração batia forte. Sabia que estava chegando o momento mais feliz de sua pequena existência. Não via a hora de abraçar a todos, principalmente seu doce chapeleiro, a quem sentia que devia beijar. Seu primeiro beijo, com o homem mais perfeito que conhecera. O único que queria beijar, para sempre. Ao fim do buraco cai na mesma sala. Observou logo a chave em cima da mesa, o bolo que espicha e o suco que encolhe. Desta vez sabia como fazer. Foi até lá, pegou um pedaço do bolo e guardou em seu bolso. Pegou a chave e fez o mesmo. Bebeu o suco e logo estava menor que um rato. Foi até a pequena porta, respirou fundo. Pensou em tudo que estava prestes a acontecer. Chorou de felicidade... e a abriu. Comeu um pequeno pedaço do bolo e voltou ao seu tamanho natural. Não encontrou ninguém, mas sabia onde deveria ir.

Novamente Alice correu, e desta vez ainda mais do que antes. Não sabia que tinha tanta velocidade e nesse momento viu que poderia ter sido atleta no mundo superior. “Ora, que bobagem Alice, correr assim é só quando se sabe que está prestes a encontrar o seu amor, e para isso teria que levar o chapeleiro em todas competições e colocar na linha de chegada” pensou a menina enquanto corria. Chegou bem a tempo do chá. Chapeleiro estava à mesa, as lebres jogavam tudo para o ar, e ele nem notou quando a menina se aproximou. Ela parou e o observou antes de chamar sua atenção. Tinha os mesmos olhos verdes arregalados, o cabelo vermelho bagunçado com o seu precioso chapéu por cima. Usava uma roupa que misturava tons de vermelho com algumas estampas de animais, estampas demais para se nomear. Estava perfeito. Estava do jeito que ela imaginada. Era ele o verdadeiro amor dela, e isso se confirmava quando seu coração disparava ao olha-lo. Ela chama pelo seu nome, ele a olha e não acredita no que vê. Se levanta e vai até o seu encontro. Uma lagrima solitária rola o rosto de Alice, e o Chapeleiro a enxuga com o dorso da mão. A magia que toma o lugar quando o dois se encontra faz pássaros cantarem fortemente. As lebres param de jogar as coisas e ficam encarando-os. A respiração ofegante de Alice após a corrida se intensifica quando ele chega mais perto dela. Os braços dele tomam sua cintura. “Chapeleiro, eu voltei por você, não poderia viver sem você eu...” Ele põe os dedos sobre seus lábios. Por um momento sua loucura desaparece. Seus olhos vidrados nos dela descem para observar sua boca. “Porque demorou tanto?” Diz com total convicção do que seria dito por Alice. A mão dele corre o corpo dela e chaga a sua nuca. Entrelaçando os dedos em seu cabelo ele a puxa, e os seus lábios se tocam. Borboletas percorrem o estomago de ambos. O beijo é longo, e lagrimas rolam nos dois rostos. A felicidade é imensa. Quando lábios de separam os olhos voltam a se encontras. E Alice sabia exatamente ler aqueles olhões verdes. E o Chapeleiro agora sabia que estava louco, louco de paixão. Eles agora eram um só.

Notas finais
E então????
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!