A Agonia que é Viver

36 Parte VIII - Parquinho.


Tenho medo de acordar, e não te encontrar mais aqui,

Mas mesmo assim, não me esforço,

E em silêncio me pergunto se você ainda lembra de mim.

O conforto que encontrei em ti,

Pareceu durar tão pouco tempo,

E agora, já não há nada,

Só o vazio, sem sentimento.

A saudade se tornou tão abstrata,

Um sopro gelado,

Sussurros quase inaudíveis,

Que com o tempo vão sumindo.

Eu lembro de sentir, o teu amor por mim,

Diminuindo.

Agradeço em silêncio, tudo que absorvi,

Agradeço o teu cuidado, o teu amor,

E todas as coisas boas que aprendi de ti.

Eu até poderia te enviar esse poema,

Mas não quero causar mais dores.

Não meço esforços para te ver,

Nem sei o porquê.

Talvez por medo de encontrar um momento diferente,

Medo de não encontrar o passado,

Quando éramos felizes,

Quando ainda havia a gente.

Tenho medo de acordar, e ser tarde demais,

Lamento o futuro,

Enquanto choro pelo passado.

Foi em seus braços que encontrei,

O conforto pela primeira vez,

Em meu coração mal amado.

Foi em você que encontrei luz,

Em um momento tão apagado.

E talvez hoje seja tarde demais,

Já não somos iguais.

Conexões foram quebradas,

Danos irreparáveis,

(...)