A Agonia que é Viver

50 Deturpada. - FIM


Vivo cada dia sem a noção do tempo

Observando o céu, vejo ele amanhecendo

Nada me impede de ser feliz

A não ser os mil e um motivos que existem

Enquanto outros me culpam

Dizendo “você é que não quis”

Como pode alguém que tem o mapa nas mãos

Se desviar tanto do caminho

Como pode conhecer tantas tempestades

E mesmo assim cair na armadilha de um redemoinho

Me chute mesmo eu já estando em baixo

Pois no fundo sei a vida triste que levas

Em ti falta tanta coisa

E você sabe, por isso me ataca

E isso não se nega

Para que lavar o rosto de alguém tão imundo

Para que tentar animar, um ser tão soturno

Eu tentei fugir de padrões estabelecidos

Faria de tudo, até dormir com o inimigo

A rebeldia que nasceu em mim

Por nascer rejeitada pelos iguais

Me deixou amarga

Evitando viver como os demais

Sigo o meu caminho, com tudo nas mãos

Mas a água nunca permanece

Ela vai escorrendo por meus dedos

E você continua me culpando

E você continua falando

Tapo os ouvidos para não ouvir

E com duas marteladas acabo com isso

Me desculpe pelo sumiço

Mas precisei te esconder

E que tudo de ruim aconteça

E que você desapareça

E finalmente me esqueça

Quero agradecer a você que me acompanhou nessa jornada e que chegou até aqui ♥ Vim dizer que finalmente chego ao fim dos poemas. Sinto que tenho forçado muito pra criar novos poemas e isso é um grande sinal para eu parar, pelo menos com essa história. Talvez crie outras, quem sabe.
obrigada novamente!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!