A Agonia e o Desespero de quem não sabe Amar

1 A Agonia e o Desespero de quem não sabe Amar


Pobre garota de cachos enferrujados

Não consegue chorar

Por mais que tente

A garota não consegue

E lá vai ela

Mais um dia entediante de aula

Revelações estão por vim

Oh, não!

Pobre garota de Cachos enferrujados

Descobriu um olhar

Uma risada

Um abraço apertado

Descobriu que o homem que gostava

É um idiota

Preferiu uma Chacota

E aquele choro?

E aquela tristeza?

Se acumula

Mas não consegue derramar

Uma única lágrima

Só fica Guardado

Em um cofre dentro de si

Apertando, o peito

Amassando, o coração

Esmagando, a alma

Mas... E a lágrima?

Não consegue formar

Corre garota...!

Corre garota!

Fuja...

Fuja desta decepção

Você não merece vê esse desespero

Descanse garota

Sinta este sentimento esmagar-te

Este teu peito

Sinta a inveja, o ciúme, o ódio, o desespero, a raiva

Que belo!

Que belos sentimentos, tu tens!

Tão reais

Tão humanamente destrutivos

Que fazem pensar

Mas espere...

Aquilo é uma lágrima?

Sim, eu acho que é

Seus olhos estão ficando cheios de emoções

Mas as engole em seco

Droga!

Seria uma conquista linda

E Melancólica

Mas não conseguiu

Que pena!

Está indo embora?

Pensativa?

Coma a dor em seu seio a matando aos poucos?

Como o câncer

Espere, garota...!

Aquele não é o tal homem?

Creio que sim!

Está indo embora

E para sempre

Seu ultimo dia foi marcado por um erro

Ela o acompanhou

Silenciosamente

O vendo desaparecer no calor do horizonte

Adeus, homem idiota...

Que preferiu uma chacota!

Andando pela rua

Ela caí

Se jogando no asfalto, quente e escuro

Devorando suas lembranças

Pense...

Pense...

Pense no homem idiota

Seus Sentimentos estão cheios

Não cabe mais

Uma raiva

Nem o arrependimento, entrou!

Seu peito está estourando

Não consegue segurar

Uma lágrima rola sobre sua bochecha

Branca

Sem Cor

Ou sinal de vida

Pobre garota de cachos enferrujados

Ela chora

Chora por um homem idiota

Que a deixou sem resposta

Mas o que é isso?

Pobre jovem de cachos enferrujados

Não consegue amar

Por mais que a obriguem

Não consegue disfarçar

Ela não sente

Nem o amor, a paixão, a alegria, o entusiasmo, a ansiedade ou

A felicidade

Não liga...

Não liga, mais para o próprio si

Agora ela só sente uma coisa

Arrependimento

O único que sobra, depois de uma alma roída e fraca

Tudo fora embora

Tudo acabara!

Pobre mulher de cachos enferrujados

Não consegue ver nada

Além de uma paisagem cinza e monótona

Sua arrogância

A cega

De todas as formas possíveis

Casou com um bruto

Ela não vive

Não respira

Morreu...

Morreu há 15 anos

Pobre senhora de cachos brancos

Chora...

Ama...

Sente...

Enxerga...

Mas não conhece a vida

O Vermelho em seus pulsos

Vai tomando conta de seu corpo

Até que sua visão fique negra

Como a escuridão da noite, fria e desconhecida

Coitada!

Nunca soube amar

Pobre cadáver de cachos

O homem foi ao seu enterro

E descobriu que te ama!

Tadinho...

Não consegue chorar!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!