A Última Uchiha
5 O poder de Naruto
Notas iniciais
– Cuidado... – pensou Ringo em voz alta – Tomar cuidado com o quê?
Então esbarrou em Sasuke.
– Gomen. – falou ela ao Uchiha.
Ele a encarou. E novamente a morena sentiu uma pontada de dor de cabeça.
– O que foi?! – perguntou Ringo um pouco desconfortável.
Sasuke simplesmente ignorou a de cabelos negros e seguiu em direção a sala onde os senseis estavam.
“Cuidado, criança da noite. O vingador deseja sangue” a voz do clone ressoou em sua mente enquanto via Sasuke entrar na sala.
– O Poder de Naruto -
A morena caminhava de volta pra sua sala, na intenção de pegar suas coisas para voltar pra casa. As palavras daquele estranho clone ainda não faziam sentido para ela. Criança da noite? Vingador que deseja sangue?
A garota suspirou.
– Talvez ele só tivesse com defeito. – Ringo falou pra si mesma, tentando se acalmar. Não queria admitir, mas a reação do clone mensageiro havia lhe assustado. Era como se ele, não fosse realmente o clone dela.
Foi então que ela viu. Antes de chegar à sala de aula lá estava uma pequena ave de plumas negras e bico alongado. Ela encarava a garota fixamente.
A morena encarou o animal de volta.
– Um corvo? – Ringo estranhou – Estranho. Como você conseguiu entrar aqui?
Ela tentou se aproximar do animal, mas em resposta ele soltou um grasnado alto.
Então a escola toda ficou escura.
A garota encarou a ave, surpresa.
– Err... Bem, olha só a hora. Eu acho que eu ouvi o Naruto me chamando. Então ja nee. – a morena falou nervosa.
Mas assim que ela deu meia volta, o corvo levantou voo e foi atrás da garota.
A resposta da morena foi instintiva: correr.
A ave gritava cada vez mais alto durante a perseguição da garota. Ringo corria o mais rápido que podia, de vez em quando tentando acertar o corvo com alguma arma ou algum jutsu, mas nada era eficiente. O pequeno animal era muito rápido.
O que ela achava estranho era porque de repente a escola ficara escura e sem nenhum aluno, apenas ela e o corvo. Aquilo só podia ser resultado de um genjutsu, mas quem teria feito aquilo? E por que motivo?
Ringo virou a esquerda e entrou numa sala que não tinha outra porta.
Fora encurralada.
Mas a sala de repente se tornou uma caverna. Ela era mal iluminada, mas era perceptível uma enorme estátua esculpida na rocha bruta de um ser humanoide. Duas mãos gigantes algemadas saiam da terra.
– Onde eu... – a morena começou a falar. Foi então que viu o corvo parado a sua frente, encarando-a fixamente.
O corvo então começou a crescer e tomar forma humanoide. Seu bico havia diminuído até sumir, formando um rosto e suas penas caíram, deixando a mostra a pele clara vestida com as mesmas roupas da ringo.
O clone mensageiro havia voltado.
Ringo engoliu em seco. Tirou uma kunai de sua bolsa que era amarrada a perna direita e se colocou em posição de ataque.
– Q-quem é você? – a garota perguntou com receio – Onde nós estamos?
A garota a sua frente a encarou. Seus olhos estavam da cor do sangue.
– Gêmeos irão nascer. Na presença da família irão perecer. Apenas o primogênito tem o poder sobre qual deve sobreviver. – a voz do clone agora era profunda, séria. Seu rosto inexpressivo – Essa foi a profecia dita a mim para transferi-la a você.
A morena ficou estática.
– Eu... Eu não entendo. Por quê? Quem é você?
– Sou apenas um mensageiro. Escute, Amaterasu. — O clone colocou as mãos sobre os ombros da Ringo e a encarou fixamente — O que você pensa que é a verdade, o que é certo o que é errado, vai ser questionado quando você descobrir quem você realmente é.
– Descobrir quem eu realmente sou? M-mas... Eu sei quem eu sou! Sou a Amaterasu Ringo! Irmã mais velha do Naruto. Nossos pais morreram na invasão da Kyuubi em Konoha. – a morena falou.
– Os pais do Naruto, sim. Os seus não.
– C-como assim?
– Você sabe tanto quanto os outros que o sangue do clã Uzumaki não corre por suas veias.
Ringo ficou em silêncio.
Era verdade que ela e o Naruto não eram parecidos em nada fisicamente. O garoto tinha cabelos dourados e espetados para todos os lados, seus olhos eram azuis e sua pele era corada por ter uma saúde de um touro. Ela, ao contrario do irmão, tinha a pele pálida, mesmo sendo saudável. Seus cabelos e olhos negros contrastavam com a pele branca. Era mais alta que o loiro.
– Mas o Naruto ainda continua sendo meu irmão. – a morena encarou o clone, decidida.
– Sei disso. – o clone empurrou a testa da garota com os dedos indicador e médio.
– Ai, isso doeu! – Ringo acariciou a testa – Mas ainda não entendi o motivo por você me contar sobre essa profecia. E por que eu sou a criança da noite? Quem é o vingador que deseja sangue?
– A profecia é sobre você e esse vingador. – o clone falou, se afastando da morena – Ambos crianças da noite. Ambos sobreviventes.
– Eu não entendo.
O clone sorriu.
– Você entenderá, Amaterasu.
Então a caverna se dissolveu no ar junto com o clone, revelando uma das salas de aula vazia da academia. Ringo estava sentada em uma das bancas, o rosto apoiado na mesa.
Ela levantou a cabeça rápido e olhou ao redor.
– Um... Sonho? – a garota falou pra si mesma assustada.
Então viu, sobre sua mesa, uma pena negra. A morena a pegou e examinou de perto.
– Um mensageiro. – a menina falou pensativa. Foi então que ela olhou pela janela e viu o céu tingido de laranja – Preciso falar com Iruka-sensei sobre isso antes que escureça.
Ringo se levantou e saiu da sala com a pena na mão. Todos já tinham saído da academia, assim deduziu a morena, pois quando entrou na sua sala não havia mais ninguém, apenas sua mochila.
Assim que pegou suas coisas, saiu da sala em busca do sensei, porém não o encontrou em lugar nenhum.
A garota desistiu de procurar o adulto e resolveu voltar pra casa e contar o que tinha sonhado para o irmão.
“- Você sabe tanto quanto os outros que o sangue do clã Uzumaki não corre por suas veias.” As palavras do clone vieram a sua mente.
Então ela encontrou o loiro. Estava sentado em um balanço debaixo de uma arvore perto da escola. Com seus óculos verdes inseparáveis em vez do
emblema da vila a folha como prova de sua graduação.
– Oi. – a morena falou sem graça – Desculpa a demora, é que aconteceu uma coisa que você não vai acreditar quando eu te contar.
Naruto virou o rosto. A expressão triste.
– O que vai querer pra jantar? Lamén como sempre ou quer variar? – a morena falou tentando animar o loiro.
O garoto não respondeu, apenas abaixou a cabeça.
– Ei, Naruto. Não fica assim. – a garota afagou os cabelos de Naruto e, pra sua surpresa, ele bateu em sua mão e saiu correndo – Espera aí! Naruto!
Ringo correu atrás do loiro. Ela passou por um grupo de adultos que estava perto da academia e percebeu que eles estavam falando do seu irmão.
– Ainda bem que ele não conseguiu se graduar.
– Ele não pode se tornar um Shinobi.
– Monstro.
Aquilo foi demais pra morena.
Ela parou na frente do grupo de adultos.
– Quem vocês pensam que são pra falar assim do Naruto?! – a garota berrou – Vocês não sabem de nada! Idiotas!
Uma das mulheres do grupo a olhou com desdém.
– E quem você pensa que é pra falar assim conosco, pirralha? – a mais velha empurrou Ringo – Só porque mora com aquele demônio acha que o conhece?
– Demônios são vocês por chamarem quem não conhece de monstros!
– Ora sua. – a mulher bateu no rosto da garota – Vou te fazer respeitar os mais velhos.
Os olhos de Ringo ficaram marejados de raiva, mas quando ela ia revidar na mais velha, alguém a segura pelo pulso.
– Não faça isso, Ringo. Só vai piorar a situação.
Aquela voz... Só podia ser do...
– Iruka-sensei? – a morena se virou e encarou o adulto que tinha um sorriso solidário nos lábios.
O moreno encarou o grupo de adultos que ficou surpreso com aparição repentina do shinobi.
– Nós... – um dos homens do grupo começou a falar.
– O hokage será informado sobre a atitude de vocês. – Iruka falou, seu rosto sério – Vamos Ringo, eu te pago um ramen.
~*~
– Então aquele clone não era mesmo um clone. – Iruka falou surpreso enquanto observava Ringo comendo seu ramen.
– Isso. E ele disse que a profecia era em relação a mim e o vingador que deseja sangue. – a morena falou pensativa enquanto brincava com o Narutomaki em sua tigela de ramen – Isso quer dizer que... Minha família ainda está por aí. E que eu tenho algum irmão ou irmã gêmea, ou eu seja a irmã mais velha.
– Quem sabe. – o mais velho falou pensativo – Mas você não está pensando em ir atrás deles, está?
A morena tirou o Narutomaki da tigela com os hachis e o encarou.
– Minha única família é o Naruto. – ela comeu o alimento que tinha preso nos hachis – Os pais do Naruto e o onii-san foram os únicos que me quiseram por perto.
– Não fique com essa expressão tão séria no rosto. – Iruka afagou os cabelos da garota – Tenho certeza de que sua verdadeira família teve um bom motivo para ter entregado sua guarda aos pais do Naruto.
– Eu não sei... Mas falando no Naruto, ele não conseguiu...
Iruka ficou com a expressão triste.
– Infelizmente não. – o mais velho suspirou – Mas eu tenho certeza de que na próxima ele vai conseguir.
– Espero. – a morena colocou os hachis ao lado da tigela – Obrigada pela refeição, Iruka-sensei. Agora eu tenho que ir atrás do Naruto. Ele não estava com uma cara muito boa quando o vi da última vez.
– Eu vou atrás dele. – Iruka se levantou e sorriu para a mais nova – Você deve descansar. Teve um dia cheio hoje. Não se preocupe, trarei notícias do Naruto ainda hoje.
Ringo sorriu.
– Arigatou, Iruka-sensei.
~*~
A imagem era embaçada, mas ainda era possível identificar que as figuras a sua frente eram duas pessoas – uma de longos cabelos vermelhos, a outra de cabelos loiros e repicados – empaladas por uma enorme garra. Atrás delas uma enorme raposa de pelagem laranja e várias caudas, dona da garra. E sobre as pessoas uma espécie de fantasma que tinha uma espada na boca.
– Eu... Amo... Vocês. – uma voz feminina havia falado.
O fantasma se mexeu, a enorme raposa havia desaparecido e, sobre um altar, onde estava um bebê loiro recém-nascido, uma marca em espiral negra surgiu sobre o umbigo do pequeno ser.
O cenário mudava aos poucos. A marca começou a brilhar e o garoto a crescer. O menino se aproximava, e a medida que fazia isto, crescia. Assim que chegou bem perto já era um garoto de 6 anos. Cabelos repicados e estranhas marcas na bochecha como se fossem bigodes de algum animal. Este sorria. E o cenário envolta dele havia mudado por completo. Era uma bela manhã de sol. Estavam em uma vasta campina com o rio cortando esta. O menino estende a mão.
– Como você é desastrada, Rin chan.
– Mas foi você quem me empurrou Naruto kun!
Naruto kun...
Naruto kun...!
– Naruto?! – Ringo acordou com um sobressalto.
Ela olhou pela janela. Já estava escuro.
E nenhuma notícia do Naruto.
– Será que Iruka não o achou? – a morena falou pra si, preocupada, enquanto calçava suas sandálias de ninja.
Assim que fechou as portas de casa apertou o passo, em busca do loiro.
Ela passou pelo Ichikaru Lámen e acabou ouvindo a conversa do cozinheiro e de um homem robusto, que provavelmente era o cliente.
– Soube que “o” garoto pegou o pergaminho de selos proibidos.
– Muita imprudência a dele. – o homem gordo falou com a boca cheia de ramen – Também me disseram que ele fugiu com o pergaminho e parece que não volta
mais.
“Fugiu?!” Ringo pensou desesperada, então começou a correr em direção a floresta “Naruto, o que você fez dessa vez?”
~*~
– Naruto! – a garota berrava enquanto corria pela floresta, as árvores ocultando a lua, deixando o lugar nas sombras, com um ar misterioso – Naruto!
Foi então que ela ouviu a voz do loiro e do Iruka. A morena seguiu em direção a origem das vozes, pulando para o galho das árvores, tentando ter uma visão melhor do que se passava em baixo.
Então os encontrou. Iruka um pouco distante do loiro que carregava um enorme pergaminho nas costas e possuía arranhões e hematomas nas partes visíveis de seu corpo.
Ringo queria ir até o garoto e dá-lhe umas merecidas bofetadas por ter aprontado novamente, mas não o fez. Continuou escondida na árvore. Tinha estranha sensação de que se revelasse sua existência a eles, algo de ruim iria acontecer.
– Hey, você está todo machucado! – Iruka falou – O que esteve fazendo?
– Nunca me nota, heim? –Naruto deu um sorriso zombeteiro – Aprendi uma técnica incrível. Você irá me graduar.
– Naruto... Onde você conseguiu esse pergaminho aí nas costas? – perguntou o mais velho, encarando o pergaminho que Naruto tinha nas costas.
– Ah, isso? – o loiro olhou de relance para o pergaminho – Misuki-sensei me falou sobre ele, e sobre este lugar também.
“Misuki-sensei?” Ringo pensou, confusa.
Então tudo aconteceu muito rápido. Várias kunais apareceram e atingiram o moreno. E em cima do galho de uma arvore mais a frente onde a morena estava escondida, o sensei de cabelos brancos se encontrava, com um sorriso perverso nos lábios.
“Eu sabia que tinha alguma coisa de errado.” A morena encarou o mais velho na árvore.
– Não dê o pergaminho a ele Naruto. Mesmo se você morrer. – Iruka falou, determinado. Tinha kunais cravadas pelo seu corpo e sangrava muito.
“Sensei!” a garota levou a mão à boca, tampando a mesma, chocada.
Então ela sentiu algo pesar em seu ombro. Quando virou a cabeça para ver o que era deu de cara com o corvo.
A sorte que ela estava com a boca tampada, se não provavelmente os que estavam abaixo dela teriam descoberto sua localização com seu grito de surpresa.
– O que é que você tá fazendo aqui? – Ringo falou bem baixinho.
O corvo apontou com o bico para baixo, como se ele quisesse que a mesma prestasse atenção na cena.
– Naruto, você não precisa ter isso. – Misuki apontou para o pergaminho – Vou te contar a verdade.
“Verdade?”
– ...A regra que ninguém poderia contar pra você: Que você é o demônio
raposa.
Os olhos de Ringo se abriram mais como os de Naruto com a notícia. Então ela se lembrou do seu sonho. Do bebê loiro e da marca em espiral em sua barriga.
– M-Mas... Como? – a morena encarava a cena, surpresa – Será que aquele sonho era... Uma lembrança?
O corvo confirma com a cabeça. A garota encarou o corvo, surpresa.
– Você me entende?
O corvo grasnou, denunciando sua localização.
A morena segurou o bico da ave no mesmo instante, porém não parecia que Misuki, Naruto ou Iruka tinham dado importância pra isso, pois estavam lutando. Foi quando a garota se deu conta que o moreno tinha uma enorme shuriken cravada nas costas.
– Iruka sensei! – Ringo berrou por impulso.
Todos olham espantados para a garota.
– Ringo-san! Você devia... Estar em casa. – Iruka falava com dificuldade.
A morena saltou para o chão, indo ao socorro do mais velho. O corvo ainda estava em seu ombro.
– Naruto, venha me ajudar aqui.
O loiro ainda estava em estado de choque sobre a revelação de Misuki. O de cabelos brancos, ao ver a garota, deu um sorriso maldoso.
– Olha quem está aqui. A ratinha que mora com o Naruto. – o albino falou enquanto se aproximava da Ringo – Acho que esqueci de comentar que ela não é sua irmã, heim?
Naruto encara a morena, surpreso.
– Você...
– Não escute ele! – Ringo berrou – Ele só quer colocar você contra nós!
– Vocês não são irmãos. – Misuki provocou – Ela sabia disso e nem lhe contou. Você é uma criatura muito má, Amaterasu Ringo. Mentindo para o pobre garo... Arg!
O de cabelos brancos não pôde completar a frase, pois foi bicado pelo corvo no olho.
– O único quem está mentindo aqui é você! – a morena falou irritada. Ela pegou o pulso do loiro que ainda estava parado, observando a cena e o levou para longe dali o mais rápido que ela podia.
~*~
Depois de um bom tempo de corrida, ela e o Naruto se encostaram numa árvore.
– Vamos voltar pra vila. Avisar ao Hokage sobre o que tá acontecendo. – A morena falou ofegante.
O rosto do loiro estava inexpressivo.
– Naruto? – Ringo encarou o garoto, preocupada.
– Eu sou um monstro... Realmente sou um monstro...
– Não, você não é. – a morena falou, segurando os ombros do loiro.
O loiro empurrou a garota.
– Por que eu deveria confiar em você? – Naruto falou irritado – Você mentiu pra mim durante esses 12 anos.
– Isso é Sério? – agora foi a vez da Ringo ficar irritada – Você vai acreditar num cara que só vê na academia do que na pessoa que viveu com você por doze anos?
– Mas ele tem razão! Não somos parecidos em nada! Não somos irmã... Itai! Isso doeu! – o loiro resmungou ao receber um cascudo da morena.
– Quer parar de falar besteiras? – uma das veias da testa da morena estava saltando — podemos não ser irmãos de sangue. Mas você ainda vai ser meu irmão de criação.
Naruto encarou Ringo, sério.
– Vivemos juntos desde que nos entendemos por gente. – a garota falou – Nos conhecemos tão bem quanto qualquer par de irmãos.
– Mas você não sabia que eu sou a Kyuubi, sabia?
– Você NÃO é a Kyuubi, tá me entendendo?! – Ringo abraçou o loiro – Você é Uzumaki Naruto. Você é meu aniki, dattebayo!
O garoto ficou surpreso com a reação da morena. Seus olhos ficaram marejados, então retribuiu o abraço da garota.
– Gomen, Rin-chan. – o loiro falou abraçando a garota com um pouco mais de força – Você também é minha onee-chan, dattebayo.
– Que cena mais bonita. – Misuki falou atrás das crianças – Dá até vontade de chorar.
Ringo e Naruto se separam e encaram o mais velho, surpresos.
– O pergaminho. Agora. – o albino estendeu a mão ao loiro – Ou vocês não sairão com vida daqui, assim como seu querido sensei.
O mais velho aponta para Iruka, que estava com as costas apoiadas numa arvore, com ferimentos abertos por todo o corpo. Mas ainda estava vivo.
– Não toque em Iruka sensei. – Naruto falou sombrio, entregando o pergaminho a morena – Eu vou matar você.
– O que está fazendo, seu idiota? Fuja! – Iruka berrou.
Naruto juntou as mãos e fechou os olhos.
– Kage Bunshin no Jutsu! – centenas de clones do Naruto apareceram ao redor de Misuki, Iruka e Ringo.
Misuki ficou sem reação.
– Sugoi! – Ringo falou, surpresa.
Naruto, o original, colocou uma das mãos sobre o ombro da morena.
– Vá ajudar o Iruka-sensei. Eu cuido dele.
– Tudo bem. – Então a morena foi ao encontro do mais velho.
Misuki não viu o movimento da garota, pois havia muitos clones do loiro no lugar.
– Ué... Você não disse que ia atacar? – um dos clones falou.
– Cadê sua pose agora, heim?
– Mas... Como você... – Misuki não tinha palavras.
– Ringo, você ainda está ai? – Iruka falou ao ver a garota se aproximar com o pergaminho nas costas.
Só nessa hora que o de cabelos brancos notou a morena.
– Então a ratinha está com o pergaminho. – Misuki encarou a garota, pronto pra atacá-la.
– Eu não sou uma rata! – Ringo se colocou em posição de ataque.
Mas antes que ela fizesse qualquer coisa, três clones do naruto entraram na frente da garota.
– Não encoste nela. – falaram os três.
– Mas ela também mentiu pra você. – Misuki falou – Ela não te ama.
– O único mentiroso aqui é você! – falaram os clones – E ela é minha irmã, dattebayo!!!
~*~
Depois de uma sequencia de chutes, socos, e varios outros golpes que estou com preguiça de descrever, Naruto se aproximaou da morena e do sensei Iruka. Misuki estava ensanguentado e inconsciente no chão.
– Isso foi incrível Naruto! – Ringo falou sorrindo.
O loiro acariciou a nuca, sem graça.
– Ah, que nada. Acho que exagerei um pouco – ele sorriu sem jeito – Afinal, tenho que proteger as pessoas que eu considero importantes.
– Naruto, vem aqui... Tem algo que eu quero te dar. – Iruka chamou o loiro enquanto se sentava direito sobre a grama – e feche os olhos.
– Por que eu tenho que...
– Vai Naruto. – a morena falou sorrindo.
Ringo viu o mais velho tirar os óculos verdes do loiro e no lugar, amarrar sua própria bandana com emblema da vila oculta da folha.
– Pode abrir. Meus parabéns... Por se graduar. – O moreno falou com um sorriso nos lábios –– Vamos comemorar! Eu pago uma tigela de Ramen pra vocês e...
Naruto abraçou Iruka. O rosto do garoto molhado pelas lágrimas de felicidade.
– Arigatou! Arigatou, Iruka-sensei! Você é o cara! – o loiro falava entre soluços.
Ringo sorriu com a cena e enxugou uma lágrima que descia pelo seu rosto, também comovida pela aprovação do irmão.
Assim que Iruka conseguiu se levantar, o trio seguiu caminho em direção a vila da folha.
Escondido em uma das árvores, estava o corvo, observando a cena. Assim que perdeu o trio de vista, ele levantou voo.
~*~
O corvo chegou a uma caverna escondida na floresta. Pousou no chão e olhou os arredores, e logo em seguida entrou no lugar.
Dentro dela havia uma enorme estátua esculpida na pedra de uma pessoa. Brotando do chão, duas mãos abertas e algemadas feitas de rocha se encontravam no local. Sobre um desses dedos estava um ser humanoide que usava uma capa preta com nuvens vermelhas e um chapéu de palha com tiras brancas.
O corvo localizou o ser e voou em direção ao mesmo. Este estendeu sua mão esquerda, deixando exposta sua pele pálida e suas unhas negras. A ave pousou em seu indicador. Com a mão direita, ele acariciou a cabeça do animal.
– Agora ela sabe que não está mais sozinha. – a voz da pessoa era grave. Um homem — Fique de olho nela.
O corvo grasnou. Depois disso levantou voo e saiu da caverna.
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