A Última Uchiha
28 - Especial de Natal: A Christmas Carol parte 2 -
Notas iniciais
– Se você conhece, eu não sei, mas uma coisa eu tenho certeza: de que você se lembra de seu passado. – uma voz masculina infantil falou.
Noi olhou para os lados, um pouco assustada, procurando pelo autor da voz.
– Oi?
– Aqui.
A loira encarou a lareira. Sentado com as pernas cruzadas, estava Tairon, com um sorriso no rosto. O ruivo estava brilhante como a luz das chamas, literalmente.
– Tairon? – a loira encarou surpresa o garoto que saía das chamas e a encarava.
~*~Especial de Natal: A Christmas Carol — Os fantasmas~*~
– Não. – o ruivo sorriu – Eu sou o fantasma do passado.
A garota encarou de cima a baixo o ruivo. Sua pele estava dourada, como se fosse feita de luz. Usava uma túnica da mesma cor, porém perto dos pés ela ficava translúcida até desaparecer. Seu cabelo vermelho estava pra cima e se mexia como a chama de uma fogueira. Seus olhos ainda eram caramelo e em uma de suas mãos carregava um enorme apagador de vela antigo (um enorme cone).
– Fantasma? Parece mais aqueles foguinhos de vela de aniversá... Ai! Doeu! – a loira acariciou o novo galo feito pelo fantasma com o apagador de vela.
– Mais respeito pelos fantasmas, senhorita Kohaku. – o ruivo resmungou – Agora vamos logo viajar para seu passado. Ainda tem dois fantasmas para vir te visitar e o capítulo já está com 2.368 palavras.
– Tudo bem. Mas como vamos viajar para o passado, esperto? Ah não ser que você tenha uma máquina do tempo. – a loira cruzou os braços.
– Esqueceu o que eu disse? Eu sou o fantasma do passado. – o ruivo sorriu, então segurou a mão da garota – preparada?
– Ei, que intimidade é essa? – a loira tentou soltar sua mão do fantasma.
Foi então que ela não sentiu os pés mais no chão e se descobriu flutuando no quarto.
– Nossa, que incrível! – a loira falou – Assustador, mas incrível.
O fantasma sorriu.
– Se segura.
O mundo começou a andar depressa, sendo perceptíveis apenas cores difusas. Logo a garota se deu conta de que ela e o fantasma estavam voando muito rápido.
Depois de alguns minutos eles diminuíram a velocidade, chegando a uma escola coberta de neve.
– Bem, chega... Er... Noi, você tá bem? – o ruivo perguntou enquanto via a loira correr para um arbusto e se abaixar nele. O som de líquido se esparramando no chão era bem audível.
– Claro. Só foi um enjoo básico de altas velocidades. – a garota resmungou enquanto enxugava a boca com o cobertor que havia ficado com ela sabe-se lá como.
– Tudo bem. Vem... Vou te mostrar alguém que você conhece.
O fantasma segurou a garota pela mão e a levou para dentro da escola. Lá, estava a mesma, numa versão menor, escrevendo em um caderno.
– Essa cena me é famili... Já sei! – a loira bateu com o punho na outra mão – Estou na história natalina de Charles Dickens! A Chrismas Carol!
– Exatamente. – o ruivo sorriu – Até que você percebeu rápido.
– Então você é realmente o Tairon.
– Não. Sou o fantasma do passado. E você é a Natsumi, de A Última Uchiha. Não, não consigo te levar de volta pro seu estúdio.
– Você lê mentes por acaso? – a loirinha falou surpresa.
– Não. Mas era óbvio o que você ia perguntar.
– Mas... Por que você não pode me levar de volta?
– Temos que seguir a história. – o ruivo suspirou – Até acharmos a assinatura da Kasumi-san.
– A assinatura dela?
– Você só consegue entrar nas histórias que ela possui. Essa mesmo é de um livro que ela tem.
– Entendo. – Noi suspirou, desapontada. — Tudo bem, mas eu tenho que ver o passado do velho avarento todo?
– Aqui a história é sua. Então apenas observe...
– Mas eu nunca estudei numa escola brita...
Foi então que ela viu que não estava mais em um lugar cheio de neve, e sim numa vila abandonada.
Era noite. Uma menina loirinha suja de lama se escondia em uma das casas da vila.
Noi ficou séria.
– Acho que já tive o suficiente de passado por hoje. Vamos voltar, sim? – a loira falou puxando o ruivo.
– Não podemos ir agora.
– Ué, por que não?
Uma figura de máscara laranja e manto negro derrubou a porta onde a garotinha loira estava. A menina tentou atacar o intruso com uma faca enferrujada que tinha e mãos. O homem chutou-a pra longe, a faca das mãos da criança parou a cinco metros de distância da mesma.
A menina começou a chorar.
– Por favor, não me mate!
O homem de máscara laranja se agachou na frente da criança e tirou a máscara, revelando seu rosto pra garota, porém não foi visto pelo ruivo e pela loira que assistiam.
– Você está comigo agora. Vai ficar tudo bem. – o homem falou.
Então a cena mudou. Estavam numa espécie de caverna. A garota loira estava mais velha, agora saudável. Seus cabelos estavam na altura dos ombros. Ela estava treinando com um boneco de madeira que se mexia por conta própria.
O boneco chutou sobre sua cabeça, mas a garota desviou e o derrubou com uma rasteira, e logo em seguida cravou uma kunai em seu peito.
– Está melhorando. – um homem de cabelos vermelhos e curtos surgiu das sombras e recolheu o boneco de madeira que tinha a kunai no peito. Suas unhas eram pintadas de negro e possuía um anel no polegar – Mas ainda falta muito se você quer fazer parte da nossa “família”.
A loirinha sorriu.
– Então vamos de novo, tio!
A cena mudou novamente e agora eles estavam na frente da academia ninja. Os cabelos loiros mais compridos. A mochila nas costas.
– Natsumi!
A garotinha loira se vira para um homem de cabelos escuros de tapa olho. Seu outro olho verde.
– O senhor... Está diferente otou san...
– Agora, enquanto eu estiver nesta aparência, eu sou Kazuo, seu tio. – o moreno falou – Kohaku Kazuo.
– Mas... Por quê?
O mais velho afagou os cabelos da menina.
– Não é preciso saber agora. – falou Kazuo – Apenas saiba o motivo principal de sua entrada na academia.
O rosto da loira se tornou sério.
– Mas... Por que eu tenho que fazer isso? Por que não...
– Só você pode. – falou Kazuo se agachando, ficando a altura da garota – E você não irá me desapontar, vai? Depois de eu ter salvado você do seu destino cruel e de ter lhe dado um novo?
– Não. – a menina encarou o chão. Depois voltou a olhar o mais velho – Mas... E se eu fizer amigos? Talvez eu não...
– Tente evitar ao máximo as pessoas ao seu redor. – o mais velho se levantou – Não se apegue a elas afetivamente. Lembre-se do treinamento.
– Hai, otou san...
Kazuo colocou a mão no ombro da loira.
– Conto com você Natsumi. – falou Kazuo – Não falhe comigo.
– Hai. – a loirinha falou séria.
O fantasma encarou a Noi.
– Você tem um passado bem misterioso, heim, senhorita Natsumi?
– Podemos voltar pra geladeira agora? – a loira resmungou, os braços cruzados.
O ruivo se limitou apenas a rir. Segurou a mão da garota e a levou de volta para o local de onde eles vieram.
A loira se encolheu e foi procurar mais cobertores.
– Oh foguinho de vela, você não vai contar isso pra ninguém, vai... ?
Mas o ruivo já tinha sumido.
– Que beleza! Por que sempre me deixam falando com o vazio?!
A loira tentou abrir a porta do quarto.
Ainda trancada.
– Que beleza! Presa em uma história natalina que fica mostrando partes da minha vida. Sem comida ainda mais!
1ª badalada.
– O sino de novo. – a loira encarou a janela. Do lado de fora a nevasca só aumentava – O que foi que o fantasma emo revoltado disse?
7ª badalada.
– O primeiro fantasma virá após a 12ª badalada... Será que isso serve pros outros também?
11ª badalada.
– Se for mais um engraçadinho que venha viajar em altas velocidades, eu dispenso. Prefiro ficar aqui nessa história e morrer congelada. – Noi cruzou os braços.
12ª badalada.
– Sério? Que pena. Então eu vim aqui a toa, não foi? – a voz de uma garota falou no quarto.
A loira tomou um susto e jogou uma kunai na direção da voz. A dona da mesma segurou a arma em movimento no cabo, antes que atingisse seu rosto.
– Nossa. É assim que você recebe as pessoas? Que mal educada.
Noi encarou atentamente a garota. Sua pele era clara, porém seu rosto corado mostrava que a mesma era saudável. Seus cabelos e olhos eram negros. Os longos fios de sua cabeleira começavam lisos e terminavam em delicados cachos que batiam em sua cintura. Usava uma enorme túnica verde aberta, revelando um vestido vermelho de cetim, com um laço na cintura enfeitando o mesmo. Sob sua cabeça havia uma coroa de louros e na mão que não tinha a kunai ela segurava uma tocha acesa.
A garota sorria com a evidente confusão da loira.
– O que foi? O gato comeu sua língua?
– Não pode ser... Ringo?! – Noi perguntou assustada – Não é possível, vocês todos entraram nessa história?
– Ringo? Deve ter me confundido com outra pessoa, criança. – a morena riu. Então jogou a kunai perto dos pés da loira – eu sou o fantasma do presente.
– Criança? Você não pode nem falar! – a garota resmungou – Mas então você é o fantasma do presente. O que você vai fazer então? Se for pra viajar já vou logo avisando que prefiro ficar aqui presa nessa história.
– Mesmo? Então é melhor avisar a Kasumi-san que ela vai perder uma das personagens dela. – a fantasma suspirou, enquanto se sentava na poltrona – Você sabe que se você não voltar, vai desaparecer, não é?
– Claro que sei... Não. Como assim, desaparecer?
– Você não pertence a essa história originalmente. – a morena explicou – Se você não voltar depois que a narrativa acabar, você desaparecerá.
– Ei, ei! O fantasma da vela de aniversário não me disse isso! – a loira ficou desesperada.
– Vela de aniver... Fala do fantasma do passado?!
– Esse mesmo. Bem que vocês poderiam ter um nome curto, não é? Tipo, fantasma do passado, fantasma do presente, é muito comprido.
– Nome por nome poderia chamá-lo de Nostalgia, ou Ontem. – a morena falou pensativa – A mim... Pode me chamar de Hoje.
– Meh... Nome sem graça. Vou chamar você de mamãe Noel.
– Mamãe Noel?
– Sim... Essa sua roupa me lembra dela. Tirando a coroa de louros e que você está descalça. – a loira fez careta – Melhor... Posso te chamar de Ringo? Você é a cara dela.
– Ainda prefiro fantasma do presente. Mas chame como você preferir. – a morena sorriu sem graça – Nosso tempo é curto. Temos que ser rápidas.
Noi se sentou na cama.
– Mas... E aí? O que você veio me mostrar? Meu presente? Porque vai dar um bug na sua macumba, porque neste exato momento eu estou com você presa na história de Char...
– Não é o seu presente. E sim daqueles que convivem com você. – a morena sorriu – Como suas ações refletem neles.
– Heim?
A fantasma suspirou.
– Terei que lhe mostrar. – a garota arregaçou as mangas do manto verde – melhor se segurar.
– Como assim melhor se segu...
A loira teve que se segurar em uma das colunas da cama de dossel para não cair da mesma, que começou a deslizar para a direção de uma das paredes, como se o quarto tivesse sido inclinado.
– O QUE FOI ISSO? – Noi perguntou assustada para a morena, que aparentemente não sofreu com a inclinação do quarto, pois estava no mesmo lugar.
A morena ria. Então mexeu a tocha que tinha em mãos e o quarto se inclinou de novo, levando a cama e Noi para o outro lado do quarto.
– Quer parar com isso, sua maluca?!
– Tudo bem. Mas não reclame quando você desaparecer.
– NÃO! NÃO! Continue! – a loira falou, desesperada – Eu adoro ficar deslizando para os lados como um disco de rock de gelo!
–Se for sarcástica eu também paro.
– O QUE QUER QUE EU FAÇA ENTÃO? COMEÇE A DANÇAR MACARENA ENQUANTO FICO SURFANDO NA CAMA?
A morena gargalhou.
– Deixe de frescura e olhe. – ela aponta para o chão.
Noi, que ainda estava abraçada a coluna do dossel, olhou na direção em que a fantasma tinha apontado. E, para sua surpresa, o chão não era mais de tábuas de madeira, e sim uma enorme tela. Nela, mostrava uma sala pequena, com várias pessoas reunidas, como se o quarto que a loira e a fantasma estavam estivesse em cima daquela sala.
Havia muitas crianças. Uma garota maior que as outras, de cabelos curtos e de coloração arroxeada colocava um enorme ganso assado sobre a mesa. Seus olhos eram perolados e a expressão cansada.
– Aquela ali é a Hinata? – Noi perguntou, surpresa.
– Fica calada e olha pro chão. – a fantasma repreendeu a loira.
De uma das portas que tinha na sala saiu uma garotinha de longos cabelos roxos trançados e olhos azuis.
– O papai chegou! O papai chegou! – falou ela animada.
– Kirara? – a loira perguntou.
– Shh.
Hinata sorriu.
– Isso só pode ser o milagre do Natal! – a de olhos perolados sorriu – Vá acordar seu irmão.
Kirara entrou em uma das portas, animadas. Minutos depois, Naruto havia chegado no local. Estava todo agasalhado. Seus cabelos sujos de neve.
Hinata foi a primeira a ir ao seu encontro e abraçá-lo.
– Feliz Natal, querido.
O loiro sorriu, então retribuiu o abraço.
– Feliz natal.
Moegi e Udon apareceram correndo e abraçaram o loiro.
– O papai chegou! O papai chegou! – Moegi falava animada.
– Finalmente o coração daquela avarenta foi tocada pelo espírito natalino? – Soka saiu de uma das portas, trazendo os pratos para a ceia.
– Não fale dela assim. – Naruto sorriu sem graça – Apesar do gênio dela, a senhora Natsumi ainda é aquela que nos possibilitou colocar esse ganso assado na nossa mesa.
– Mas ela lhe paga tão pouco! Isso é injusto, pai! – o loiro falou, ficando irritado.
Naruto, que estava com Udon nos braços, o colocou no chão. Depois tocou no ombro do seu filho mais velho.
– Não guarde rancor em seu coração, meu filho. Natal é época de perdão. Festividades. O melhor que podemos fazer é desejar que ela melhore, para que não acabe solitária.
– Feliz Natal papai!
O loiro de olhos azuis se virou para ver o autor da voz: Konohamaru. Ele estava sendo sustentado pela Kirara, mas tinha um enorme sorriso no rosto.
– Feliz Natal, Konohamaru!
– Eu senti cheiro de ganso assado. – o moreno foi ajudado pela garota de cabelos roxos até a mesa.
– Eu queria que pudéssemos comprar um Peru. Pelos menos dessa vez, antes que o pequeno Konohamaru... – os olhos da Hinata estavam marejados.
Naruto abraçou a Hyuuga.
A fantasma escutou soluços vindos do quarto.
– Você está chorando?!
– Não. Só... Só entrou um cisco no meu olho. – a loira assuou o nariz em um dos cobertores.
A morena fez uma careta.
– Eca.
Noi enxugou o nariz.
– Mas... Essa Natsumi aí não sou eu. O Naruto não trabalha pra mim. E nem é casado com a Hinata e nem tem filhos que são mais velhos do que ele!
– Esse é o presente do protagonista da história. O seu presente é este.
O cenário do chão mudou. Agora a loira podia ver um enorme corredor, onde muitos dos seus amigos corriam entre as portas.
– Ela não está na série de Percy Jackson! – Tairon berrou saindo de uma das portas com uma camiseta laranja do acampamento meio sangue.
– Nem em nenhum dos originais. – Hinata falou saindo de outra porta.
– Eles... – a loira começou a falar.
– Estão lhe procurando. – a fantasma falou – Você não deveria ter saído do estúdio.
– É... Não deveria. – Noi falou enquanto as cenas mudavam para as que ocorreram em A Última Uchiha, até chegar na parte das preliminares.
Então o chão voltou a ser o que era antes.
– Não tem como me levar de volta mesmo?
– Infelizmente. – a morena suspirou – Você precisa chegar no final da história ou achar a assinatura da Kasumi.
– E como eu tenho chance de achar a assinatura dela se eu não consigo sair deste quarto?!
– Depois que eu ir embora... Você poderá sair do cômodo. – a fantasma falou – Porém... Tome cuidado. Seu próximo visitante não será como eu e o Ontem.
– Fala do fogo de vela de aniversário?
– Sim. – a morena confirma com a cabeça – O futuro é um mistério, sombrio. Por isso seja cautelosa. Porque o fantasma do futuro não tem piedade de ninguém.
– Ihh... Já vi que vai começar uma perseguição a la Jason ou Jack estripador. – Noi resmungou – Se é que eles perseguiam suas vítimas mesmo.
A morena sorriu. Então levantou a tocha sobre si e derramou as cinzas.
– Tome cuidado, Natsumi.
Então a morena desapareceu.
Noi correu em direção a porta do quarto e girou a maçaneta.
A porta rangeu e abriu de imediato.
– Liberdade! – a loira comemorou, alegre – Finalmente poderei sair deste quarto e...
1ª badalada.
– Puta merda! – a garota saiu as pressas do quarto, correndo escada a baixo, a procura de um lugar melhor para enfrentar o próximo fantasma.
5ª badalada.
Noi já estava nas ruas cobertas de neve. Os cobertores, agora úmidos, não serviam mais para aquecer a garota. Então ela os soltou na rua e começou a correr pela mesma. As lojas da cidade fechadas. Poucos cidadãos nas ruas.
10ª badalada.
Depois de tentar abrir todas as portas das casas e descobrir que estavam trancadas, a loira finalmente saiu da cidade. A nevasca estava mais forte. Ela tremia de frio.
– Tem que haver um lugar seguro pra ir.
12ª badalada.
Uma figura encapuzada apareceu na frente da garota. Seu manto era negro, e em uma das mãos segurava uma foice de lâmina curva e cabo comprido.
– Isso é o fantasma do futuro ou a morte? – Noi reclamou enquanto se colocava em posição de ataque – Não tenho mais meu leite benzido, mas não significa que eu não possa descer o sarrafo em você!
A criatura encapuzada acabou rindo.
– Meus colegas falaram que você é mal educada, mas não imaginava que fosse muito assim. – a voz da figura era de uma mulher adulta.
A pessoa a sua frente que segurava a foice tirou o capuz sobre sua cabeça, revelando seu rosto de pele pálida, olhos verdes e cabelos roxos presos em um coque. Seus lábios estavam negros e usava uma sombra prateada nos olhos.
– Meropan?!
– Nunca ouvi falar. – a mulher sorriu – Sou o fantasma do futuro.
– Eu não sei por que eu ainda me surpreendo. – a loira revirou os olhos – a garota fantasma do presente que se parece muito com a Ringo falou que você não é uma boa pessoa. E devo concordar com ela porque pra alguém vir com uma foice na mão, capuz preto e maquiagem dark futurista boa coisa não vem dela.
A de cabelos roxos rolou os olhos.
– Besteira. Ela só diz isso porque eu sou a mais velha e sempre conto os finais dos animes e mangás preferidos dela.
– Espera... A fantasma do presente é otaku?
– Sim, mas isso não importa agora. – a fantasma deu de ombros e apontou a foice para a loira – Você verá seu futuro agora.
A garota deu um pulo pra trás.
– A senhora quer me matar por acaso com essa faca gigante?! – Noi berrou enquanto via a de cabelos roxos rindo.
– Que nada. Você não vai morrer nas minhas mãos. E sim nas dela.
– Dela? Dela quem?
A fantasma cortou o ar, então o mundo começou a girar. Noi teve que se segurar no chão para não ser ricocheteada para os lados com o movimento.
Assim que o balanço cessou, a loira sentiu grossos pingos d’água sobre si. Ela olhou para o céu: estava cinza como o asfalto. Noi percebeu então que estava numa floresta fechada, mais precisamente em uma das florestas do país do fogo, do universo de Naruto.
– Espera... Eu voltei? – a garota tirou a franja ensopada de seus olhos para enxergar melhor – Eu voltei! Mas... Espera aí... aquela maluca disse que alguém ia me matar, mas quem...
Foi então que ela ouviu o som de metal se chocando abaixo de si.
E lá estava ela e a Ringo lutando.
– Mas heim? – Noi falou surpresa.
A morena tinha o sharingan ativado enquanto a loira tinha os olhos negros com a íris vermelha: seu poder oculto. Ambas lutavam numa velocidade incrível, sendo quase impossível de acompanhar. As duas garotas estavam em frangalhos, mas a loira parecia menos atingida que a Uchiha.
Ringo e Noi se afastam. A morena faz vários selos e cospe fogo na direção da loira, mas ela consegue evitar o golpe, levantando um muro feito de água para protegê-la.
– Eu... Eu não entendo... – a garota que estava em cima da árvore falou, surpresa – Como eu posso estar aqui e ali ao mesmo tempo?
– Isso é uma visão do futuro. – a fantasma falou, encostada no tronco da árvore.
A loira pulou devido ao susto e teve que fazer o máximo para não cair da árvore.
– Vou colocar um sininho em vocês, assim não me assustam desse jeito. – Noi fez uma careta.
A de cabelos roxos revirou os olhos. Então apontou a foice para a luta.
– Esse será o seu futuro, se você não repensar suas atitudes.
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