A Última Uchiha

27 - Especial de Natal: A Christmas Carol parte 1-


Notas iniciais
Desculpa pela demora pessoal... É que eu tive muita coisa pra fazer esses dias. E como estamos em época natalina, espero que vocês apreciem o especial de Natal de A Última Uchiha (ficou bem grandinho por sinal). Ele é uma paródia da Obra de Charles Dickens: A Christmas Carol Espero que gostem e nos vemos lá em baixo o/

– Ei, ei, ei! Onde a senhora está indo? – Kirara perguntou desviando seu olhar da mesa de poker, encarando a autora que tinha pego sua bolsa para sair.

– Ué... É Natal. – Kasumi sorriu sem graça – Vou passar ele com a minha família.

– Mas e a minha luta? – Tairon jogou as cartas na mesa, indignado – Justo quando eu sou o centro das atenções você resolve sair pra comemorar o Natal?

– Menos, Tairon. Sua luta vai sair, não se preocupe. – a mais velha suspirou.

– Certo, certo. Você vai comemorar com sua família, tudo bem. Mas... E a gente? – Ringo encarou a autora – O que vamos fazer?

– Já pensaram em fazer uma festa de Natal aqui? – Kasumi sorriu – Será divertido. Com todos os personagens do Naruto e os originais...

– Todos os personagens memo? – Meropan, que estava sentada numa poltrona, lendo seu 1233543543° livro, encarou Kasumi – Porque se for assim vai dar problema.

– Concordo. – Ringo olhou pra a porta que dava acesso ao universo Shippuden da fanfic. A maçaneta girava toda hora, tentando abrir a porta.

– Ainda quero saber o que tem do outro lado. – Sakura colocou as cartas sobre a mesa enquanto falava.

– Se fosse tão bom assim as pessoas que estão lá não estariam tentando sair de lá pra vim pro universo de Naruto clássico. – Sasuke suspirou, então mostrou as cartas, um sorriso estava em seu rosto – Ganhei.

– Ei! Você trapaceou, Sasuke! – Naruto berrou, irritado por ter perdido para o Uchiha

– Não trapaceei coisa nenhuma, Dobe!

– Não me chame de Dobe, Dattebayo!

Ringo massageou as têmporas com os dedos.

– Vai começar de novo. – a morena suspirou.

– É sempre assim. – Kirara suspirou.

– Eu aparto a briga. – a de cabelos rosa se levantou de onde estava e foi pegar um borrifador de água.

Kasumi sorriu sem graça ao ver o Uchiha e o Uzumaki prestes a se engalfinharem como dois gatos brigando.

– Bem, eu já vou. Só não derrubem o estúdio, ok? – a autora se dirigiu para a saída.

Tairon, que estava com o semblante pensativo por um longo tempo, finalmente falou.

– Gente... Acabei de perceber uma coisa.

– Que o Naruto e o Sasuke são como dois gatos que tem medo de água? – Kirara encarou os garotos que estavam brigando se afastarem na mesma hora quando Sakura borrifou água neles.

– Não... Mas essa foi uma ótima observação. – o ruivo falou surpreso enquanto via o loiro e o moreno em busca de toalhas – O que eu percebi é que vamos chegar nas 500 palavras da fanfic e aquela loira irritante ainda não deu sinal de vida.

– Isso é verdade. – Sakura tinha acabado de guardar o borrifador.

– Eu fui a última a sair do dormitório feminino e ela não estava lá. – Ringo se pronunciou enquanto guardava as cartas.

– Será que ela saiu? Do estúdio? – Hinata também estava jogando, mas ficou quieta esse tempo que passou.

– Sair do estúdio é impossível, não? Afinal, a porta é bem trancada e que só tem a chave é a Kasumi-san. – Naruto cruzou os braços – Não é... Que cara é essa, Kasumi-san?

A autora procurava, com um certo desespero, a chave do estúdio.

– Kasumi-san? – Naruto sorriu sem graça – Você está com a chave, não está?

– Achei a chave! – Konohamaru correu até a autora com o molho de chaves na mão – Ela estava na porta.

– Na porta?

– Sim. E ela estava aberta. – Konohamaru encarou os outros – Ué... Por que vocês estão com cara de que o mundo vai acabar?

Kasumi suspirou.

– Isso vai dar trabalho. – a autora suspirou – Tudo bem, pessoal. Além do estúdio de A Última Uchiha existem muitos outros. Aqui é só mais um espaço do meu universo dos livros.

– E o que isso significa? – Kirara perguntou.

– Que se você sair daqui pode entrar em qualquer universo escrito que eu possuo. – explicou Kasumi – Ela pode estar em qualquer lugar agora, desde o acampamento meio sangue de percy Jackson a Floresta de Crônicas das Trevas antigas. Fora meus originais que não posto aqui no Nyah.

– Ok, isso é um problema. Um problemão. – Sakura sorriu sem graça – O que fazemos então?

– Bem... Somos 10: eu, Naruto, Sasuke, Ringo, Tairon, Kirara, Hinata, Sakura, Meropan, Konohamaru. – a autora falou pensativa – Se for um grupo maior vai ser pior. Vamos nos dividir em dois grupos e procurar a Noi. Grupo 1, que vai ser eu, Naruto, Sasuke, Ringo e Hinata vamos procurar no universo dos originais. Meropan, Sakura, Tairon, Kirara e Konohamaru procurem no universo dos livros.

– E se um dos grupos achar ela? Como vai falar isso ao outro grupo? – o ruivo perguntou.

– Não se preocupem. Em cada mundo tem uma assinatura minha. É só tocar nela que eu vou saber.

Kasumi saiu do estúdio com o grupo maior e trancou o estúdio da Última Uchiha. Agora, os personagens e a autora se encontravam em um comprido corredor branco com várias portas das mais variadas cores, espaçadas igualmente.

A autora entregou um molho de chaves a Meropan.

– Elas abrem as portas. – Kasumi indicou as chaves – Cada chave está com uma etiqueta dizendo a que porta pertence. Não tem erro.

Logo em seguida ela olhou o relógio de pulso.

– Espero que isso seja rápido.

~*~Especial de Natal: A Christmas Carol~*~

Era noite. Noi abre a porta do quarto e encara o cômodo com ares do século XIX da Inglaterra: uma grande janela envidraçada com cortinas creme, uma lareira de chaminé próxima a uma grande cama de dossel com cortinas vermelhas.

– Ok... Eu não devia ter saído do estúdio. – a garota sorriu sem graça, mas logo correu para perto da lareira para se esquentar – Ah, calor.

A loira abraçou seus braços descobertos, tentando impedir que o calor saísse de seu corpo. Suas roupas ninjas não foram feitas para o frio. Ela correu até a cama e tirou os grossos cobertores que estavam cobertos na mesma. Logo em seguida colocou os tecidos sobre si, como uma manta, e voltou para perto da lareira.

Minutos depois a porta foi aberta por uma garota de cabelos cor de rosa e olhos verdes que trajava um uniforme de empregada para o inverno. A mesma carregava uma bandeja com uma jarra, taça de vidro, uma tigela com sopa, colher de prata e pão.

– Aqui está seu jantar, senhora. – a garota falou com um tom de irritação na sua voz.

Noi encarou a de cabelos rosa por um instante.

– Sakura?

A garota deu um sorriso sarcástico.

– Então a senhora sabe o nome de seus empregados? – Sakura colocou a bandeja sobre a cômoda – avise-me quando terminar. Irei recolher os pratos sujos.

– Ei, espe... – Noi tentou falar, mas a porta do quarto foi fechada pela de cabelos rosa. Uma veia saltou de sua têmpora, mostrando sua irritação – Qual foi? Eu não te fiz nada pra você falar assim comigo! Volta aqui e explica o que está acontecen...

Noi tinha saído debaixo das cobertas para ir atrás da Haruno, porém o frio foi mais forte do que sua determinação, e ela voltou as pressas para debaixo dos cobertores.

– Eu bem que podia ter parado numa história onde o cenário fosse uma praia. Não me incomodaria de jeito nenhum. – a loira bufou, enquanto ia pegar a comida que Sakura tinha deixado, arrastando os cobertores no chão.

Assim que a garota colocou uma colherada da sopa na boca, ela cuspiu fora o conteúdo imediatamente.

– Credo! Além de chata, fã do emo revoltado, não sabe cozinhar! QUER ME MATAR PRO ACASO CRIATURA?! – Noi berrou, para que a garota de cabelos rosa pudesse ouvir onde estivesse, e logo em seguida empurrou com a colher a tigela com sopa para longe de si.

Decidiu comer o pão. Estava duro, mas comestível. Colocou um pouco do conteúdo da jarra na taça de vidro. Ela leite morno. Assim que encheu a taça, bebericou um pouco do leite, enquanto comia o pão.

Assim que terminou a refeição, a garota tentou arriscar uma exploração pela casa. Ela chegou ao local por acaso, quando atravessou uma das portas além do universo de a última uchiha. Foi só atravessar a porta que ela se encontrou numa cidade coberta de neve, sem conseguir voltar de onde viera. Com frio, e com fome, ela vagou sem rumo até chegar a casa em que se encontrava agora. As portas da frente abertas e, após subir as escadas, apenas um quarto aberto, com a lareira acesa.

Noi girou a maçaneta do quarto para sair de lá. Mas, ela estava trancada.

– Isso só pode ser brincadeira. – a loira falou surpresa e irritada – Sakura, me deixa sair daqui!

A garota batia na porta com força com os dois punhos.

– Espera um minuto aí... Eu sou uma ninja! Portas comuns não me prendem! – a loirinha falou animada – Quando eu sair daqui você vai se ver comigo, Sakura! Kagero!

A loira estava na posição do jutsu.

Mas nada aconteceu.

– Err... Bushin no Jutsu!

Nada.

– Henge no Jutsu!

Nada.

– Ah, isso não pode tá acontecendo!!!! – Noi levou as mãos a cabeça, desesperada – Presa num quarto de uma história cheia de neve e sem minhas habilidades ninjas!!! Eu quero a minha mãe!!!!

Foi então que ela ouviu sons de correntes sendo arrastadas pelo chão.

A loira parou de gritar na hora. Os sons das correntes ficavam cada vez mais altos. A mesma tirou uma kunai da bolsa que era amarrada a perna.

– Por favor, que não seja um fantasma. Por favor, que não seja um fantasma. Por favor, que não seja um fantasma. – a garota falava baixinho, enquanto se virava para ver quem estava fazendo os sons das correntes arrastadas.

Assim que abriu um dos olhos se deparou com um Sasuke evolvido por correntes presas a vários pesos de metal.

– Ah, é só o emo revoltado. – a loira suspirou aliviada – O emo revoltado de terno, meio azul e translúcido. Que também está flutuando e está fazendo uma cara grotesca de defunto vivo. Espera, o que eu acabei de dizer?

Noi encarou o garoto com mais atenção. Então soltou um berro e grudou as costas na parede do quarto.

– Fantasma! Sasuke virou um fantasma! – a loira berrava enquanto atirava kunais no mesmo – Isso significa que ele está morto, mas não é motivo pra me assombrar! Eu não te fiz nada!

A garota pegou a jarra de leite e apontou para o garoto fantasma.

– Siga a luz, Sasuke! Não me faça usar meu leite benzido em você!

O moreno cruzou os braços, fazendo barulho com as correntes.

– Eu só vim te dar um aviso, idiota. E não existe leite benzido.

– Quer por a prova? – a garota ameaçou jogar o conteúdo da jarra em Sasuke.

O Uchiha se limitou a suspirar. Então se sentou numa poltrona perto da lareira.

– Eu venho até aqui arrastando esses pesos e é assim que você me recebe?

– Não pedi para você vim até aqui. – Noi cruzou os braços – E por que você virou um fantasma, emo revoltado?

– Tuberculose. Mas isso não vem ao caso. – o moreno encarou a loira – Vim te avisar que sua hora também está perto.

A garota ficou em silêncio por um tempo.

– Hora... Tipo, hora da morte?

– Isso. E...

– Como assim?! Eu sou jovem demais pra morrer! E além disso ainda nem saímos do clássico de A Última Uchi...

– Posso continuar? – Sasuke viu a loira confirmar com a cabeça – Bem... Vê essas correntes presas a mim? São das ruindades que cometi em vida. Você carregará muito mais do que as minhas quando sua hora chegar, se você não fizer nada agora.

– Como é que é??!!! – a loira falou surpresa – Não! Isso não pode! Como eu posso reverter isso? Melhor: como eu saio daqui?! Eu quero voltar pro estúdio!

– Você será visitada por três fantasmas. – o moreno continuou – Depois dessas visitas você deve mudar suas atitudes, ou irá acabar como eu, ou pior.

– Mais fantasmas? – Noi gemeu – Já não basta você...

Um sino soou pelo local. O sino da torre, para ser mais exato.

– Chegou a minha hora. – o garoto se levantou – O primeiro fantasma chegará após a 12º badalada. Eu tenho que ir agora.

– Espera aí, o que me garante que você não esteja mentindo?! E você não disse como voltar pra ca...

Noi parou de falar assim que percebeu que Sasuke não estava mais lá.

As seis primeiras badaladas foram tocadas.

– Vish. – a loira fez uma careta – Ok, três fantasmas vem me visitar por que eu vou morrer e ficar acorrentada como o sasuke, é isso?

9ª badalada.

– Três fantasmas... Acho que conheço uma história parecida...

11ª badalada.

– Qual será heim...

12ª badalada.

– Se você conhece, eu não sei, mas uma coisa eu tenho certeza: de que você se lembra de seu passado. – uma voz masculina infantil falou.

Noi olhou para os lados, um pouco assustada, procurando pelo autor da voz.

– Oi?

– Aqui.

A loira encarou a lareira. Sentado com as pernas cruzadas, estava Tairon, com um sorriso no rosto. O ruivo estava brilhante como a luz das chamas, literalmente.

– Tairon? – a loira encarou surpresa o garoto que saía das chamas e a encarava.

Notas finais
Resolvi dividir esse especial, porque tava grande demais @-@' Até o próximo capítulo o/