A Última Batalha
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Os pesadelos a despertaram naquela noite, mas ela já estava acostuma.
O peso da responsabilidade pelo exército do acampamento caíra sobre seus ombros, uma vez que Clarisse não estava mais no acampamento. Os pesadelos começaram a assombra-la.
A possibilidade de falhar lhe deixava atordoada.
Cristina foi até a arena, fazer o melhor que podia fazer para se distrair: lutar.
As coisas estavam difíceis para ela. Os ataques no acampamento, perder a irmã e ter que liderar o exército. A voz, quase constante, de seu pai em sua mente não ajudava.
– Fuzis, metralhadoras, rifles... Você deve lutar, esqueça-os. –isso seguido de sons de guerra.
Ares não era um bom conselheiro.
Então o melhor que ela tinha para fazer era treinar, treinar e treinar. Se pensar e sem descanso.
A camiseta vermelha da Cristina estava encharcada de suor e as horas de sono estavam começando a lhe fazer falta.
O sol já estava nascendo quando ele apareceu.
O barulho de passos chamou sua atenção. Virou-se e quando percebeu estava com a ponta de sua lança a centímetros do rosto de Nico di Angelo.
– Calma. – disse ele tirando a espada do cinto e largando no chão e levantando as mãos em sinal de rendição.
– O que faz aqui? – disse ela rispidamente.
– Vim ajudar. — disse ele com um sorriso torto.
– Não precisamos de sua ajuda. – mentiu.
A verdade é que eles precisavam, de muita. Só que Nico não parava no acampamento. Vivia por ai, sabe-se lá onde. Ele não era confiável.
– Não mesmo? – insistiu ele.
– Não da sua. – retrucou, ela.
O sorriso no rosto dele deu lugar a um olha sombrio.
– Bom, eu achei que... – recomeçou ele.
– Achou errado. Agora se me da licença, tenho obrigações a cumprir. – e retornou ao seu chalé.
Depois do almoço, Cristina e Helena estavam preparando o arsenal para a caça a bandeira dessa noite.
Helena era filha de Hades, não fazia tempo que chegara ao acampamento. Tinha cabelos pretos, mas com mechas coloridas e sempre usava roupas pretas.
– Nico esta de volta. – disse Helena
– Sim, ouvi dizer. – falou Cristina, indiferente.
– Porque você não gosta dele?
– Porque eu deveria gostar? – mas Helena ainda esperava por uma resposta. – Na última guerra, ele não ficou do lado do Acampamento Meio-Sangue. Digo, ele não estava contra nós, mas preferiu o Acampamento Júpiter.
– Então você tem ciúmes dele? – provocou ela.
– Claro que não. – respondeu Cristina, rápido de mais.
Foi então que elas ouviram os gritos.
– Ah, de novo? – disse Cristina pegando a lança e indo atrás do monstro.
Os monstros atacavam perto do anfiteatro, uma matilha de cães infernais.
– Eram mais. Já derrotamos alguns, mas eles estão vencendo. – disse Annabeth enquanto lutava com dois cães ao mesmo tempo.
Cristina assoviou para chamar a atenção de um deles, mas acabou que outros três a atacaram.
– Onde estão os outros campistas? – perguntou Helena que notara que apenas 20 campistas lutavam. Ela acabara de chegar e já estava tendo que lidar com dois monstros.
– Alguns estão feridos por conta dos últimos ataques, outros estão cuidando desses feridos e tem aqueles que... – Leo não precisou terminar.
Com os ataques muitos campistas morreram.
Eles já haviam transformado em pó quase todos os monstros, mas estavam cansados e machucados.
Cristina acertou o focinho de um e ele se desfez, mas outro chegou por trás e a derrubou. Quando o animal abriu a boca para mata-la, uma lâmina escura surgiu no pescoço do monstro e o matou.
Nico di Angelo a ajudou a levantar.
– Depois não precisava da minha ajuda. – disse ele.
– Eu ainda não preciso da tua ajuda. – disse ela limpando o pó do monstro da roupa.
– Sério? Porque o monstro teria te engolido viva. – falou ele.
– Ele não teria gostado. – ela disse dando de ombros.
Fale com o autor