7 Dias com Minha Melhor Amiga
5 4º Dia - Tesouro Roubado
Notas iniciais
Desculpem mesmo, não queria ter demorado D:
... Agradeço de coração pela recomendação, não sou merecedora. Mas o minimo que posso fazer, é agradecer. Então... O capítulo está sendo dedicado à pessoa que recomendou :3
Boa leitura.
– Waah!
O ruivinho exclamou, após ter ido ao encontro do chão por ter se mexido na beira do colchão enquanto dormia.
Automaticamente despertou; era relativamente cedo para se acordar em plenas férias. Porém, já podia ouvir sons vindos da cozinha. Deduziu que fosse a rosada preparando o café da manhã, talvez.
“Eu toquei no corpo dela... E ela... No meu...”
Com seu simples pensamento já quase não era possível distinguir seu rosto de seu cabelo vermelho despenteado.
Balançou a cabeça, tentando espantar seus pensamentos pervertidos. Talvez se tratasse tamanha ousadia do dia anterior como se já houvesse esquecido, tudo regressaria ao normal. Afinal, ela era a inocência em pessoa.
Pela primeira vez, enquanto trocava de roupa, se indagou o porquê de a mais velha ser tão inocente. Ela teria tudo para ser uma pervertida de primeira, principalmente por ter a amizade do pequeno.
– Bah, deixe-a ser inocente. – Murmurou para si mesmo, deixando o assunto em sua mente por encerrado.
Desceu as escadas mansamente e em passos silenciosos. Seus olhos se agradaram com a formosura de sua amada ali na cozinha, fora o delicioso aroma forte do café fresco que a mesma fazia.
As vestes da outra não passaram por despercebido; vestia uma camiseta amarela, conjunto com seu macacão de saiote lilás. Seus longos cabelos rosados estavam soltos. Ainda calçava uma simples pantufa de gatinho, escondendo seus pés delicadamente tortos vestidos com uma meia branca que beirava seus joelhos.
Arqueou a sobrancelha, indagando-se a si mesmo o motivo pelo qual a faria vestir-se de tal maneira.
– Hm... B-Bom dia – Disse o menino timidamente.
A maior se virou para o outro, abrindo um sorriso terno e infantil, circundado da mais pura inocência.
– Bom dia! – Deu uma pausa, e pareceu pensar por um momento. – Oh! Esqueci de te avisar ontem! Meu primo virá em casa trazer alguns doces para comermos, e talvez, ficará para assistirmos um filme! O que acha? – Amy parecia animada com a ideia.
Ao final, ele assentiu enquanto devolvia o sorriso contagiante que a garota lhe dava. Se ela estava feliz, ele também estaria. Tanto que seria capaz de fazer qualquer coisa para sempre vê-la sorrir.
Amy era perfeita a seus olhos; Ah... O quanto não se cansava de repetir aquilo em sua mente.
Sentou-se na cadeira beirando a mesa, aguardando a maior servir o café para ambos. Parecia que fingir-se de esquecido faria tudo melhorar entre ambos.
Ao terminar de tomar o café, Jin ajudou a rosada a limpar e arrumar o que necessitava disto, como um forma carinhosa e talvez inocente de mostrar-se cavalheiro.
Via a menina olhar constantemente para os relógios da casa; parecia estar ansiosa pela visita de seu primo. O ruivinho sorriu. A felicidade da maior era realmente a sua.
Se ela sorrisse, sorriria também. Se ela chorasse, deixaria todo seu orgulho de lado e enxugaria cada lágrima que ousasse deslizar por suas bochechas rosadas. Desejava ser sempre presente para a outra, apesar de ter quase a certeza absoluta de que ela não sentia e nem pensava igual ao seu modo. Sabia que provar de seus doces lábios avermelhados e convidativos estava longe de acontecer.
Suspirou brevemente. Já havia se contentado; O que for para ser, será. Pensou, voltando a sorrir abobalhado.
Após longos minutos para Amy, seu primo finalmente tocara a campainha enquanto chamava pela menina em forma diminutiva e divertida.
Ela abriu a porta para o maior entrar e saltou contente em seus braços.
O ruivo o analisou atentamente. Aparentava ter seus plenos dezenove anos, possuía cabelos negros e olhos prateados; Ombros largos e sua roupa... Ah, aquela roupa. Tão legal... Pensou, olhando o moreno e sua roupa casual, tanto como formal; composta por uma camisa social cinza e uma calça jeans.
Espreitou os olhos. Até a voz dele dava o toque de cara legal, o que acabou deixando o menor levemente enciumado.
– Venha Sieghart! Entre! – A rosada o puxou pela mão carinhosamente. – Este é Jin. Ele é meu melhor melhooor amigo.
Amy aparentou encher o peito de orgulho para dizer aquilo, fazendo o ruivinho rir mentalmente.
– Seus pais o deixaram aqui para você ser babá, honey? – Disse o moreno, menosprezando a presença do pequeno.
Jin estava enganado. O tal Sieghart não era mais legal. Estava mais para um rapaz egocêntrico.
– Ora seu velho! Pare de pegar no meu pé... Não sou babá de ninguém, deve ser você que está com ciúmes só por que passarei mais alguns dias sozinha com meu melhor amigo, hmpt. – Ela bufou, inflando as bochechas com ar de modo infantil.
Sieghart torceu o nariz. Parecia enciumado quando reparara no que a menina havia dito. Então ela estava esses dias todos sozinha com um garoto que ele mal conhecia dentro de casa? Esforçou a dar um sorrisinho facete para cobrir o fato de estar se sentindo incomodado com a presença do menor ali. – Sou Sieghart. – Apresentou-se para o ruivinho que sorria vitorioso.
O menor estendeu a mão para retribuir o cumprimento e sentiu seus dedos serem prensados por tal força no aperto de mão do maior, que o fizera propositalmente enquanto sorria sarcástico. O menino fez uma careta, esforçando-se a não demonstrar que estava sentindo dor.
“Moreno de merda.”
– Sou Jin.
– Prazer em conhecê-lo, Jinzinho.
– Vamos ver alguns filmes, vamos!
– Espere ai senhorita apressada. Deixarei os doces sobre a mesa antes.
A garota saltitou para a sala, jogando diversas almofadas no tapete. Mexeu em alguns fios e por fim, pegou o controle da televisão.
Os três se acomodaram rapidamente na sala; Amy se sentou no meio enquanto os outros dois rapazes preencheram cada lado seu. Colocou um filme qualquer para assistir, cujo aparentava ser de comédia, o que rendeu muitas risadas gostosas e contagiantes da menina.
Mas nem por isso, o ruivo e o moreno deixaram de se entreolharem feio; Jin não entendia por que o outro estava tão enciumado em relação a si com a própria prima. Afinal, eram parentes. Porém, o olhar cínico do moreno já fazia o menor suspeitar de fatos a mais.
E se Sieghart fosse um pervertido incestuoso? Aquilo era errado, ainda mais entre primos e principalmente pela menina ser tão infantil a ponto de não perceber nada.
Jin surtou mentalmente no momento em que sentiu a própria bexiga apertar; resultado do tanto de café que tomara no café da manhã talvez. Mas ele se esforçava para não ter que deixar os primos a sós ali. Tinha certeza que se os deixasse ali, o moreno metido a esperto aprontaria algo... E como seu dever, protegeria a garota na qual compartilhava seus sentimentos, mesmo que através de um amor platônico.
– Vou beber alguma coisa... – Disse Amy que logo se dirigiu a cozinha.
Ambos ali assentiram. Ao retirar da menina do local, o moreno investiu um soco forte contra o ombro do pequeno que urrou surpreso.
– Fique longe dela, seu pirralho! – Murmurou o maior.
– Fique longe o caralho! – O ruivo o fitou raivoso.
Tudo bem que o ruivinho era beem menor que o moreno. Mas nem por isso sentiu-se intimidado. Estava ciente que poderia apanhar, mas com Amy ali perto estaria seguro; mesmo que de certa forma, estivesse se sentindo um covarde.
Sieghart jogou o pequeno sobre o tapete, e colocou-se sobre o mesmo. Iria começar uma seqüência de socos no rosto do menor por estar mergulhado em ciúmes, mas por sorte a menina já ia voltando conforme saltitava alegremente. Ele bufou, deixando o menor em paz, por fim, e voltaram a se entreolhar de canto.
O maior olhava para ele como se dissesse “Prepare-se quando ficar sozinho, ruivo de merda.”, apesar do menino não ligar muito. Havia coisas mais importantes para se preocupar, tipo sua bexiga apertando cada vez mais, a um ponto que sequer conseguia segurar a urina.
“Droga, droga, droga, droga, droga... Não vai dar... Que merda!”
– Amy, preciso ir ao banheiro. Volto já!
O pequeno disparou ao banheiro. Sabia que não poderia ter feito aquilo... Deixado sua amada a só com o pervertido e talvez incestuoso... Mas e se molhasse as calças? Ai que suas chances com a menina iriam ser exterminadas.
O moreno sorriu maliciosamente. Estava a só com a menina, mas sabia que o outro logo voltaria. Porém, com toda sua esperta, já havia uma carta na manga, pronta a ser usada. Levantou-se subitamente, dizendo a garota que iria esperar o ruivinho sair do banheiro no corredor... De nada a outra desconfiou; pelo contrário, apenas assentiu enquanto dava mais um de seus sorrisos contagiantes e infantis.
Sieghart então, fora atrás do menor para trancá-lo no banheiro, aproveitando que a porta daquele local era formato camarão. Mas primeiro fora silenciosamente à lavanderia que por ironia do destino era ao lado do banheiro. Pegou um cabo de uma vassoura qualquer e o enfiou no gancho da maçaneta de fora da porta, prendendo o ruivo lá dentro. Um sorriso maldoso preencheu seus lábios então.
Só faltava sua prima. Ah... Sua prima. A garota mais pura que ele havia conhecido em toda sua vida. Sua vontade de tirar-lhe toda a pureza falava muito mais alto do que a voz que gritava em seu peito dizendo que aquilo era inconveniente.
Dirigiu-se sorrateiramente até a sala, cujo local estava a pureza em pessoa.
– Oh Sieg, você perdeu a melhor parte do filme! – Disse a menina ao moreno mal intencionado.
– Oh, sério? – Fingiu estar decepcionado. – Mas creio que a melhor parte está por vir. Uma bem mais divertida.
E então, o mais velho avançou sobre a menor, jogando ambos os corpos sobre o tapete. Suas mãos seguraram nos pulsos delicados da menina, levando-os acima da cabeça, enquanto que, de alguma forma deixou suas próprias pernas entre as da prima. Ela estava imobilizada, amena; isso fez o primo sorrir maliciosamente.
– S-Sieg...? O que está...
– Shh. Quietinha. – O maior levou a mão livre próxima do rosto dela, fazendo-a se calar com o dedo indicador sobre seus lábios rosados. – Vamos nos divertir um pouco.
– Pare, não quero... Está me assustando. – Amy sussurrou, olhando para o corredor com esperança de que o ruivinho voltasse e acabasse com aquilo. Inconscientemente, seu semblante esboçou-se a mais fofa mistura de tristeza com constrangimento, atiçando o moreno.
– Eh... Esse é só o começo...
Em suma, Sieghart agarrou rapidamente o queixo delicado da menor, fazendo em seguida o que ela menos esperava. Seu coração dera uma pulsação forte, e diante da situação pareceu cessar de bater; naquele momento dezesseis anos de pureza fora desperdiçados por um simples movimento de seu parente, aquele no qual nunca imaginou que fosse capaz de tal feito. Ele estava provando de seus lábios, maculando-os. Ele estava provando daquilo que sequer havia permitido de pegar. Aquilo que, por um momento, fizera se lembrar de Jin, e de tudo o que haviam feito durante poucos dias que passaram juntos.
Não queria acreditar, por mais que o moreno movesse os lábios de encontro aos seus de modo selvagem, visando fazê-la deixa-lo invadir toda sua boca, mas sem sucesso.
~x~
– Droga! – Exclamou o menor, ainda preso no banheiro.
Esmurrou mais uma vez a porta, esperançosos que aquilo a abriria. Porém, o impacto só causara-lhe dor nas junções de seus dedos. Não iria se perdoar caso acontecesse algo com sua amada; iria assumir a culpa, mesmo não a tendo. Não deveria tê-la deixado só ali, por mais que sua bexiga apertasse. Esmurrou novamente a madeira, grunhindo de dor após o ato. Era inútil. Encostou as costas na porta, e assim deixou o corpo escorregar de encontro ao chão.
Quem sabe que tipo de coisas aquele cara estaria aprontando com ela.
~x~
Os atos selvagens do moreno continuaram, pro mais que a menor resistisse. Sua pegada firme retirava-lhe qualquer esperança de escapar sã dele.
Em um movimento desesperado, a menina mordeu o lábio inferior do primo, porém, não no sentido erótico, e sim para machuca-lo. Apertou a própria mandíbula até sentir determinado gosto metálico invadir sua boca, juntamente do urro aflito de dor do mais velho, que a soltou imediatamente. Aproveitando a distração que a dor causou nele, Amy se ergueu ligeiramente e chamou pelo nome do ruivo sem deixar de se afastar do rapaz. Sieghart rosnou; um ruído mesclado de ódio e frustração. Avançou novamente sobre a garota, mas for parado pela própria, que iniciou uma sequência de gritos agoniados, e certamente aquilo chamaria a atenção de vizinhos curiosos.
– Saía de minha casa! Saía! – Exclamava aflita, socando o tórax do rapaz entre as almofadas que atirava no mesmo.
O rapaz, sem saída, acabou deixando sua casa, sem antes murmurar algo como “isso não ficará barato” e finalmente a paz reinou na casa. Exceto pelo coração e consciência perturbada da rosada. Permitiu com que o corpo caísse por terra, sendo aparada pelo bando de almofadas e o tapete felpudo.
Seu tesouro havia sido roubado. Tudo havia aparentado perder o sentido.
Seus pensamentos sem nexo foram interrompidos por um grito do ruivinho, que, pelo eco, ela deduziu que ele estivesse no banheiro. Mas por que estaria ali? Resolveu ir até lá e checar o que estava acontecendo, por mais que lágrimas deslizassem sobre suas bochechas rosadas.
Seu andar, que antes era gracioso, agora parecia desanimado, sem rumo. Tropeçou em seus próprios pés, por mais devagar que fosse. Seu tesouro mais importante roubado... E o pensamento não a deixava em paz.
Assim que alcançou a porta do banheiro, murmurou o nome do garoto num fio d voz, conforme retirava o cabo da vassoura da alça da porta. Aquilo com certeza havia sido obra daquele cafajeste. Mas nada daquilo importava mais.
No momento em que o menino pôde deixar o banheiro, encheu a maior de perguntas nas quais ela apenas respondia com o silêncio e soluços. Era um choro silencioso, mas era possível expressar seu descontentamento através das finas lágrimas. Seus lábios e rosto avermelhados deixavam mais que óbvio que havia sido beijada.
O coração de Jin desejou parar de bater. Aquilo era importante para ela, e fora roubado por um deslize seu. Tinha a certeza que ela não guardava aquilo para ele, mas o garoto queria ao menos ter tido a chance de protegê-la melhor. Sentia-se extremamente culpado, acima de tudo.
Após minutos de silêncio no corredor, a rosada se dirigiu a seu quarto, trancando a porta em seguida. Jin não se atreveu a ir atrás dela... Deduzindo o acontecimento, ficaria claro que ela queria ficar sozinha.
Apertou os punhos, a fim de encontrar algo que libertasse seu descontentamento e frustração.
Não havia o que ser feito, muito menos o que pensar. Ouvir um urro abafado e choroso da menina vindo do quarto, o fez querer correr... Correr até seu ar faltar. O que foi expresso apenas pelos passos ligeiros até a sala.
Jogou-se sobre o sofá desgostoso, desejando apenas ser dominado pelo sono e esquecer que aquilo era real.
Notas finais
Beijos E DEIXEM REVIEWS D:
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