Notas iniciais
Ok, então Latin Hetalia! : Uruguai: Sebastián Artigas Paraguai: Daniel de Irala Enjoy~

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"Por aqui, Brasil, estamos quase chegando!"

Diogo seguia o espanhol por uma trilha que nunca tinha visto na vida, mas de novo, desde que virara uma colônia espanhola, bastante coisa tinha mudado. Fisicamente pelo menos, como suas roupas ou o que aprendia, mas Portugal ainda respondia pela maior parte de tudo.

Portugal... Ainda acha ele um completo idiota por ter conseguido perder sua autonomia para um cara que dormia quase tanto quanto o próprio Brasil... Não. Ainda não tinha aceitado isso direito... Mas fazer o que?

"An, aonde estamos indo, Senhor Espanha?"

"Conhecer algumas pessoas, Brasil! E eu já disse pra você me chamar de Toni, niño."

"É, não, Senhor Espanha. E conhecer pessoas?"

"Sí, sí. Eu acho você muito sozinho! Me deixa triste!"

"Eu... Conheço muita gente..."

"Digo que vamos conhecer pessoas que não são soldados ou marinheiros, pequeño."

"Eu não conheço só soldados e marinheiros!"

"Ou fazendeiros, ou traficantes de escravos..."

"Eu não conheço só esse tipo de gente!"

"Ah não?"

"Não!"

"Então quem conhece? Estou curioso."

"Bem... Tem o... É! Tem o Holanda! E aquele tio loiro que Portugal nunca me deixa chegar perto!"

"Exatamente."

"Hã?"

"Nada, nada. O que quis dizer foi que vamos conhecer pessoas que têm mais ou menos a sua idade."

"Minha... Idade?"

"Sí! São ótimas crianças!"

"Crianças? Você está me levando pra conhecer crianças?"

"Uhum. Não vou dizer que precisa relaxar, isso você já faz até demais, mas você definitivamente precisa agir como criança de vez em quando..."

"Eu... Ajo como criança de vez em quando."

"Claro, quando é teimoso."

"Fonfon diz que sou teimoso o tempo todo, então ajo como criança o tempo todo. Seu argumento é inválido."

"... Desisto... Mas já chegamos. Então vamos lá!"

Quando Espanha abriu a enorme porta feita de uma madeira vermelha que ele já tinha visto em algum lugar, Brasil não sabia o que fazer além de encarar o que estava a sua frente. É. Talvez o espanhol tivesse razão, precisava conhecer pessoas diferentes.

Não sabia o que fazer. Sabia que não podia dar ordens. Sabia que não podia gritar. Sabia que não podia dizer o que Portugal o ensinara. O problema é: Só sabia fazer essas coisas, então sim, só conseguia encarar as três crianças, elas o encaravam de volta. Até Espanha o empurrar para frente.

"Brasil, esses são: Uruguai, Argentina e o pequenininho ali é Paraguai."

Ok. O que fazia agora? Eles já sabem quem ele é então se apresentar parece bobo. Ficou ali extremamente perdido até o menino maior quebrar o silêncio estranho e constrangedor.

"An... Prazer, Brasil. Senhor Espanha tem falado bastante de você ultimamente, um prazer finalmente te conhecer. Sou Uruguai."

Agora seria a hora que deveria apertar a mão oferecida. Estava travado. Não, não era vergonha, ele ter vergonha disso é uma ideia ridícula. É choque, simplesmente choque: Nunca vira, ao menos conversara, com alguém que não fosse Portugal sem nenhum motivo, qual era a palavra? Diplo... Diplói... Deplói... Arg... Nunca fizera contato com outras pessoas assim sem um bom motivo para isso!

"An... Brasil?" Uruguai olhou um pouco preocupado para Antônio. "Ele está bem? Meu Deus! Ele é mudo?!"

Quem respondeu foi a garota loira que segurava a mão do menino menor.

"Ele é um índio, Sebastián, esperava o que? Acho que está assustando ele. Não sei porque fala tanto assim dele, Toni. Ele é estranho."

"Índio?! Quem você pensa que é?!"

"Oh! Ele fala!"

"É claro que eu falo! E quem é você pra me chamar de índio?!"

"Humf."

"Ha... Ha... Crianças, crianças, não briguem. Vocês são todos colegas agora, precisam se dar bem!"

"Mas ele não é nada nosso." Paraguai falou pela primeira vez ali.

"Ele também é minha colônia agora."

"Mas ele não é nada nosso; não parece com a gente, não fala como a gente, não se veste como a gente. Ele é do português. Então por que?"

"É... Complicado, crianças..."

"Então descomplica, Toni!"

"Pensem assim: Vocês são vizinhos. Então é melhor se darem bem, assim, se acontecer alguma coisa, vocês podem se ajudar e se proteger! Não seria bem mais fácil?"

"É... Mas eu pensei que morassemos juntos exatamente para isso, Toni... Ah! Ele vai morar aqui?!"

"O que? Não! Não. Eu só quero que se deem bem. Brasil lá sozinho o tempo todo me deixa tão triste quanto vocês aqui sozinhos o tempo todo..."

As três colônias espanholas olharam para a portuguesa. "Então, de novo! Eu sou Uruguai. Prazer em te conhecer, Brasil."

"Eu sou Paraguai. Encantado, Brasil."

A loira bufou jogando o cabelo. "E eu sou a líder do Reino da Prata, Argentina. E vou me dar bem com você só porque Toni é quem pediu."

"An... Ok. E eu sou o Brasil. Prazer em conhecer todos vocês!"

"Isso! Agora porque não vão brincar lá fora, crianças?"

"Claro, vamos brincar de corte, meninos. Eu sou a rainha e vocês podem ser uns cavaleiros que se matam por aí quando eu quero."

"Hey!"

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Notas finais
Espero que tenham gostado!