Notas iniciais
Oi meninas, desculpa a demora. Está corrido na faculdade e não estou tendo muito tempo para escrever e também tive um certo probleminha com a criatividade na semana passada. Então se tiverem opiniões sobre a fic eu estou aguardando ansiosamente os comentários. Até a próxima e boa leitura.

Pov Amy

Caminho pelo corredor e vou para a emergência. Quando chego dou de cara com Cristina que me olha me sondando e então olha para o Derek que está atendendo um paciente. O cabelo completamente revolto, o que não é nada característico dele, o olhar dele cruza com o meu e ele sorri minimamente.

—Vem comigo – ouço e já estou sendo puxada pelo braço por uma Cristina nada satisfeita. Olho para ela sem entender.

—O que foi? – pergunto enquanto ela me arrasta pelos corredores.

—Vamos comer alguma coisa e você abrir essa boca para me explicar algumas coisas – diz simplesmente e eu abro a boca para protestar mas ela me impede – Não, não. De jeito nenhum, eu mereço explicações. Achei que vocês tinham terminado.

—Havíamos brigado Cris, mas conversamos e vamos sair hoje a noite para jantar e terminar de concertar a situação – falo enquanto pego um copo e encho de café. Ela faz o mesmo e pega um pacote de salgadinhos na máquina automática. Depois disso caminhamos em direção ao nosso corredor secreto.

-Vocês acabaram de trepar – acusa indignada e eu olho em volta para ver se ninguém ouviu. Por sorte ninguém nos olha enquanto passamos pelo corredor. Tomo meu café com a desculpa de prolongar o máximo possível o assunto e então a olho.

—É, foi meio que reconciliação sabe – falo e dou de ombros. Ela continua me olhando equanto sentamos na nossa maca. Olho para ela e resolvo contar tudo logo – Eu contei para ele por que meus pais apareceram Cristina. E ele estava junto e viu tudo, depois ele exigiu explicação, e ele merecia isso.

—Que?? – ela engasga com o café. Bato nas costas dela de leve esperando-a se recuperar. Ela me olha com raiva – E o que eles fizeram, que merda Amy eu deveria estar lá com você. Como foi?

—Foi estranho – falo e desvio o olhar – E é ainda mais estranho falar disso. Sabe eu achei que odiasse eles, que eles tinham me deixado com aquele crápula de propósito. Mas ai eu conversei com eles...

—Você o que? Está maluca por acaso? Aqueles desgraçados fizeram da sua vida um inferno Amy, como pode cogitar a possibilidade de falar com eles? – fala me interrompendo. Fico indignada com a raiva dela e franzo a testa.

—Olha não fale assim deles, você não entende. A culpa não foi deles – começo e ela me interrompe de novo.

—Como não? Eles te deixaram sozinha e aquele cara te estuprou por causa deles! –afirma, como se isso explicasse o motivo de tanto ódio contra meus pais.

Abro a boca para explicar mas ouço um suspiro vindo do corredor. Nós duas olhamos e eu vejo Theodore parado com os punhos apertados ao lado do corpo. Ele nos olha e então se vira e sai praticamente correndo na direção oposta.

—Droga Yang – falo já me levantando. Ela me segura.

—Deixa, não terminamos de conversar. Me desculpe não queria que ninguém ouvisse – fala arrependida, não estou com raiva dela mas tenho que ir atrás dele.

—Ele é meu irmão Cristina – falo e ela arregala os olhos sem entender. Chego perto e a abraço – Tenho que ir falar com ele, não quero que meus pais saibam disso.

—Me perdoe Amy – diz com os olhos cheios de lágrimas.

—Não precisa a culpa não foi sua. Nos vemos em casa mais tarde – falo e saio correndo literalmente. Viro no corredor e não o vejo. Merda.

Me lembro que Grace recebe alta hoje, por isso ele está aqui. Mas será que todos estão? Tenho que encontra-lo antes que ele diga a eles. Eu não suportaria, só a maneira que ele me olhou já me deixou péssima. Se ele descobrirem não sei o que eu faria, afinal eles saberiam o quão suja eu sou. Chego no corredor da neurologia e o vejo caminhando enquanto puxa os fios de cabelo.

—Sr Grey – falo enquanto me aproximo tentando não chamar muito a atenção. Algumas pessoas nos olham curiosas já que estou completamente sem fôlego. Ele para e se vira, a expressão no rosto dele me deixa pior do que já estou, me aproximo dele devagar observando a maneira como sua testa franze conforme me aproximo –Posso falar com o Senhor? Por favor.

Ele me olha e então balança a cabeça positivamente. Não vi nenhum outro Grey aqui, graças a Deus, vamos em direção a um quarto que não tem ninguém ele entra primeiro e eu logo atrás e fecho a porta. Ele se vira na minha direção e me olha com pena.

—Aquele merda fez mesmo isso? – pergunta com tanta raiva que eu me encolho.

—Por favor não diga nada a eles – Falo me referindo aos nossos pais. Ele franze a testa mais ainda sem entender e então se aproxima até ficar bem na minha frente.

—Ta de brincadeira. Você tem que depor contra aquele filho da puta Amelia, ele merece ficar o resto da vida na prisão – ele fala com raiva e eu arregalo os olhos. Passo os braços ao redor do corpo e estremeço, agora me lembro que o Derek tinha comentado algo sobre ele ter sido preso.

—Não – falo num suspiro e ele me segura pelos ombros.

—Por que? Me diz ele merece isso – diz ele e eu me afasto do seu toque como se doesse. Me viro e já sinto lágrimas nos olhos.

—Eu não vou fazer isso, não quero que as pessoas saibam. Ele me estuprou Theodore e eu era uma criança, você não tem ideia do que isso fez comigo. Quase me destruiu e olha só para você. Me olhando igual ao Derek quando contei a ele, como se eu fosse uma pobre coitada e quer saber eles não precisam saber disso. Tem noção do quanto eles iriam ficar mal, mesmo a culpa não tendo sido deles? Isso me destruiria, sabe por que? Eu aguento você e até mesmo o Derek me olhando assim, mas eles? Não eu não poderia lidar com isso, é demais para mim. Então você vai fechar a porra da sua boca ou eu vou sumir da vida de vocês – atiro contra ele e viro as costas e saio.

Caminho pelos corredores tentando disfarçar. Entro no banheiro e me seguro na pia, então deixo algumas lágrimas caírem. Merda eu continuo fazendo as pessoas a minha sofrerem, por mais que eu tente eu só faço merda. Ouço a porta e então vejo Cristina entrar, ela me olha cautelosa. Vou até ela e me jogo nos braços dela finalmente me permitindo chorar.

—Sinto muito mesmo – ela fala enquanto eu soluço no ombro dela. Depois de uns minutos eu tento me recompor e me afasto. Ela me olha com cuidado – O que ele disse? Ele vai contar a eles?

—Eu não sei, mas eu não vou aguentar se ele fizer isso – falo enquanto seco as lágrimas, me viro em direção ao espelho e olho nosso reflexo. As duas de unissex azul claro e jaleco por cima, eu com um rabo de cavalo nos meus cabelos castanhos e ela com os cachos soltos e os olhos puxados, estilo asiática – Ele falou em eu depor contra ele, e só agora me dei conta de que ele está preso. E se ele falar alguma coisa Cristina, eu não posso lidar com isso.

—Mas ele não sabe que você está não é? – pergunta e eu penso, é verdade só os Grey sabem sobre isso. E se eu ficar calada e não deixa-los assumir que me encontraram até depois do julgamento. Talvez ele não fale nada, e mesmo que depois eu apareça eu posso me recusar a depor contra ele – E também mesmo que todos saibam que você é uma Grey eu acho que aquele cretino não diria nada, afinal isso aumentaria a pena dele né.

Penso nisso, é verdade. Agora estou dividida por que se eles souberem eu não sei como lidaria com isso. Mas e se ele não ficar muito tempo preso e sair e machucar eles, eu nunca me perdoaria.

—Eu não sei o que fazer – falo desesperada, ela se aproxima e toca meu ombro.

—Não se preocupe, você tem tempo para pensar nisso. Só tente relaxar – fala como se fosse fácil. Olho para ela e dou um sorriso fraco.

—Melhor irmos trabalhar – falo como se fosse a solução. Tenho que encher a cabeça com alguma coisa.

—Tem certeza que está legal? – pergunta me avaliando.

—Vai ficar. Eu espero – digo e ela balança a cabeça. Saímos juntas e caminhamos em direção a emergência, não os vejo de novo.

Chegamos a emergência e já aparece uma enfermeira me entregando um prontuário.

—Dra WHiters pode avaliar o paciente do 6? É o Sr Clark – diz e eu a olho.

—De novo? Mas ele já veio essa semana – falo me lembrando do Sr Clark que é viciado em opióides como morfina e sempre vem com a desculpa de que está com dor.

—É mas ele está ai de novo. Com dor ... – diz revirando os olhos e eu vou em direção ao Sr Clark. Ele me vê e sorri.

—Dra bonita, adoro quando é você que me atende – diz sorrindo para mim. Ele é um militar aposentado, tem uma perna amputada e sempre diz que esta com dor na cicatriz. Isso que já faz uns 15 anos que é assim.

—Claro eu sempre dou o que você pede né. Doendo de novo? – digo e me aproximo dele. Levanto a calça e olho a a cicatriz que é pouco acima do joelho direito. Está aparentemente normal, palpo e ele encolhe de dor.

—Ai, sim essa morda sempre dói. Deus será que não poderiam cortar o resto? – diz e vejo que parece cansado. Acho que ele realmente deve sentir dor, sempre achei. Desde que cheguei aqui eu atendo ele, foi um dos meus primeiros pacientes e as pessoas aqui só o tratam como um viciado mas eu não acho que ele seja somente isso. Eu sei como é quando se precisa de morfina ou algo similar. Me lembro da época na faculdade em que eu usei essas coisas na tentativa frustrada de apagar a dor psicológica que eu sentia, se não fosse a Cristina provavelmente eu teria morrido de overdose em algum momento. Ela me fez acordar para a vida e ver que aquilo não era a solução, então me ajudou a parar de usar. É eu era uma maldita drogada, penso comigo mesma. Talvez seja por isso que ela se preocupa tanto. Deve ter medo de que eu use de novo, afinal eu vivo dentro de um hospital que é cheio dessas merdas.

—Eu vou passar um medicamento para dor e depois vou pedir a opinião de um neuro amigo meu, acho que talvez possa ter uma solução para o seu problema Sr Clark – falo e vejo os olhos dele brilharem, e não por que eu disse que darei a medicação.

—Filha, se você fizesse isso não sabe como eu me sentiria agradecido – diz e escora a cabeça na cama. Ele realmente está sentindo dor.

—De 1 a 10 quanto dói? – pergunto profissional.

—10 – diz de olhos fechados, anoto na ficha e então olho para ele.

—A enfermeira já vem com a medicação – digo e saio.

Encontro Derek na porta da emergência, ele parece preocupado.

—Oi eu estava te procurando. Fui dar alta para a Sra Grey e me encontrei com o Grey – diz se referindo ao Theodore. Ele me olha me avaliando igual a Cristina – Como você está?

—Estou bem, eu preciso que você avalie um paciente – falo e entrego a ficha, ele lê e me olha.

—É um ex militar viciado em morfina, o que eu tenho haver? – pergunta sem entender. Olho para ele indignada.

—Eu acho que tem alguma coisa errada com a amputação dele. Foi feita as pressas no Irak em batalha, pode ter alguma coisa que causa tanta dor. Por favor você olhar os exames dele? Eu já fiz todos mas eu não entendo tão a fundo para notar coisas mínimas igual a você – falo e ele me olha com pena.

—Amy querida, você não pode fazer nada por esse cara. Só dê a medicação e alta – fala e eu fico puta da vida com isso.

—Como pode dizer uma merda dessas se nem olhou os exames – falo baixo tentando evitar escanda-los. Chego bem perto e empurro a ficha de volta – você me deve isso. Ao menos se quiser que eu vá jantar com você.

—Está me ameaçando? – pergunta magoado, mas eu serei forte. Sei o quanto o Sr Clark sofre.

—Se quiser entender assim – falo e saio, deixando ele com a ficha.

Termino o expediente e vou ao vestuário me trocar. Coloco minhas roupas e saio, cominho em direção ao estacionamento e me lembro que a dois dias eu vim com o Derek. Merda, terei que ir de a pé já que a Cristina já foi e não sei a que horas o Derek sai hoje, e ele deve estar chateado comigo por ter feito ele examinar o Sr Clark contra sua vontade.

Começo a caminhar devagar e olho o clima, hoje por milagre não está chovendo. Caminho cerca de duas quadras quando ouço um carro se aproximar perto demais, me viro e vejo o Jeep Renegade de Derek parando ao meu lado e o vidro abaixar, olhos azuis me encaram.

—Uma carona? – pergunta sério, cogito em dizer não. Mas ele não desistiria então só entro no carro com ele. Fico calada e aperto minha bolsa enquanto ele volta para o transito. Olho através da janela – você tinha razão.

—Que? – pergunto sem entender e o olho. Ele sorri para mim.

—Me desculpe por duvidar de você. Aquele cara, vamos operar amanhã, você tinha razão na rapidez da cirurgia eles destruíram um nervo motor da perna mas não retiraram ele. Por isso ele sente tanta dor, era quase imperceptível mas está lá – diz e coloca uma mão na minha perna, mas estou abismada demais com o que ele disse.

—É sério? – pergunto e ele sorri de uma maneira que dá vontade de pular em cima dele.

—Pode apostar – diz e vejo que ele está indo em direção ao apartamento dele – Agora para comemorar, vamos sair pra jantar.

—Mas eu tenho que me arrumar – falo sem entender.

—Você tem roupas na minha casa, aposto que alguma serve – diz simplesmente.

—É aquelas caras que vocês comprou Derek – falo e cruzo os braços. Ele quer que eu use uma das peças caras que ele comprou, mas não me sinto confortável.

—Por favor, por mim – pede e eu o olho. É realmente lindo, com uma camisa social azul e calça jeans.

—Tá bom, mas só dessa vez – falo e ele sorri.

—Se você diz – responde e sei que pensa diferente de mim.

...

Termino de me arrumar e me olho no espelho. Estou com um vestido de grife preto, colado ao corpo que deixa meus ombros livres, tem uma manguinha curta. E um par de botas pretas de couro que encontrei aqui, estou deslumbrante eu diria. Deixei meu cabelo solto em ondas e prendi a metade de um lado deixando-o jogado, e uma maquiagem de tirar o fôlego para completar com um batom vermelho.

—Uau, acho que não vou tirar você daqui – olho para a porta e velho Derek, simplesmente lindo com um terno preto e camisa branca. Sem gravata e os primeiros botões abertos, está de tirar o fôlego.

—Eu também não te tiraria daqui, mas certa pessoa me fez prometer que sairia para jantar – falo e me aproximo dele que coloca as mãos na minha cintura, passo os braços ao redor do pescoço dele – Nossa eu não acredito que tenho você só para mim.

Dito isso eu me aproximo e dou um beijo na boca dele, de leve. Me afasto e sorrio, ficou marcado do batom.

—Você me tem completamente nas suas mãos Dra WHiters – fala e sorri, desço uma mão e passo os dedos nos lábios dele limpando. Quando vou tirar ele é mais rápido e coloca os lábios ao redor dos meus dedos indicador e médio. Gemo quando ele chupa.

—Droga eu quero transar – falo e ele sorri me soltando completamente. Ele estava me provocando.

—Quando voltarmos baby – diz e eu olho, então me lembro que eu tinha dito que iria voltar para a casa dos Grey.

—Ah merda eu me esqueci de dizer que não iria voltar para casa dos Grey — falo e ele franze a testa sem entender – eles me pediram para dormir lá hoje, querem se aproximar. Me conhecer.

—E como se sente em relação a isso? – pergunta preocupado, passo uma mão pelo rosto dele.

—Eu não sei, acho que quero que eles se aproximem. Obrigado por me fazer ver que a culpa não era deles. E que por incrível que pareça eles me amam – falo encabulada e ele franze a testa.

—Amy qualquer pessoa que te conhecer vai te amar incondicionalmente. Você é simplesmente irresistível – fala sorrindo, mas ele parece pensar em algo e seu sorriso morre – Mas eu realmente gostaria que você dormisse aqui comigo. Ou vou te perder para eles?

—Der não é assim – explico – eu acabei de reencontra-los, quero aproveitar enquanto posso.

—O que quer dizer? – ele pergunta. Olho para um mar azul.

—Bem, quando eles descobrirem meu passado, provavelmente vão me deixar de novo. É assim que acontece – falo e ele fecha a cara na hora.

—Eu não acho que eles fariam isso, eu mesmo daria um surra neles. E em mim mesmo pelo outro dia – diz e aperta o espaço entre os olhos. Me aproximo de novo e seguro as beiras do blazer dele o fazendo me olhar.

—Já passou, só não faça mais isso. Por que eu tenho um sério problema com pessoas me deixando- falo e ele me abraça apertado.

—Nunca vou deixar você. Eu me casaria com você agora mesmo se isso te deixasse mais tranquila – fala e eu prendo a respiração. Acho que ele percebe e se afasta e ri quando vê minha expressão de puro pânico, então tenta concertar a situação – Relaxa baby eu estava brincando.

—Ah – solto o ar e respiro aliviada, ele me encara imparcial.

—É tão repugnante assim a ideia de casar comigo? – pergunta chateado. Olho para ele.

—Não, é só que não quero casar. Acabei de encontrar minha família Derek, quero aproveita-los. Será que podemos ir jantar estou realmente com fome – mudo de assunto e ele desvia o olhar.

—Tudo bem, por hora deixaremos isso de lado- diz e se vira puxando minha mão. Pego a bolsinha preta pequena estilo carteira e um casaco bege que vai até a altura do vestido.

Assim saímos em direção ao restaurante.

Notas finais
E ai o que acharam. COMENTEM.