Notas iniciais
Oiii voltei de novo... Espero que gostem!!! Comentem muito. O baile está chegando junto com muita confusão

POV Amy

Me encolho no buraco entre o sofá e a parede, tentando me esconder. Seguro flock com força, faz algum tempo que estamos nessa cabana e eu estou com tanta fome. Eu quero a mamãe e o papai.

Acordo assustada e aperto Flock, todo o meu corpo dói e sinto a poeira pregada no meu rosto e no meu cabelo, o papai ficaria muito bravo. Minha barriga dói, levo a cabeça um pouco para frente e espio para fora. O homem mau está sentado numa cadeira na cozinha dormindo, ele fica tomando esses sucos da latinha e depois fica tonto e dorme. Me levanto e saio devagar tentando não fazer barulho, flock também está todo sujo.

Caminho em direção a cozinha devagar sentindo as pedrinhas de sujeira do chão, não sei onde estão meus sapatos. Estou com medo de ele acordar e me machucar de novo, olho para meus braços e vejo as marcas roxas. Aperto flock, vou até a cozinha e abro a geladeira devagar. Não tem nada de comer e eu estou com muita fome.

—O que está fazendo sua inútil? Virou ladra agora? – ouço e me viro rápido já me encolhendo. Ele me olha com raiva. Fico parada e ele se aproxima e se abaixa de frente a mim – Está com fome é? Pequena peste. Aqui come isso.

Ele fala e joga um pacote de salgadinhos no chão aos meus pés, eles caem quase todos fora do pacote. Ele se vira e volta para a cadeira e se senta assistindo a tv, me sento no chão e coloco flock do meu lado e começo a comer o salgadinho. Como devagar para economizar, mas quando acaba ainda estou com fome.

—Isso tudo é culpa da sua mãe sabia? – diz e eu levanto o olhar, ele está me olhando mastigar o último pedaço de salgadinho – Ela não deveria ter existido então chegou e ainda por cima teve você logo depois para garantir que não sobraria nada para mim. Ela é uma verdadeira vadia, olha só o que fez com nós dois.

Ele está com raiva, se levanta e vem na minha direção. Me levanta pelos braços com força e dói aonde já está machucado.

—FALA ALGUMA COISA SUA CHATA – grita na minha cara, respiro rápido apavorada.

—Quero o papai – digo baixinho. Ele sorri mau.

—Eles te deixaram, você é tão chata e entediante que nem eles te aguentaram – fala e me coloca no chão. Ele me olha então no segundo seguinte sua mão acerta o meu rosto e eu caio no chão. Começo a chorar já sabendo que tem mais, e vem. Sinto ele me bater mais vezes e tudo dói.

—Papai me ajuda, papiii. Por favor para, ta me machucando – grito chorando. E o papai não chega em momento algum.

—AMY – Ouço ao longe e é outra voz agora, não a do homem mau – AMELIA, querida acorde.

Abro os olhos e me sento na cama, minha respiração está acelerada e meu rosto está molhado de lágrimas. E o suor escorre da minha testa. Sinto uma mão no meu ombro e me encolho, olho para o lado e vejo Derek que está completamente preocupado, ele tira a mão quando vê meu estado. Por isso que eu não queria dormir aqui, é a primeira vez que acabei dormindo no apartamento dele sem querer. Depois de transarmos até ficarmos exaustos eu peguei no sono.

—SHii já passou foi um pesadelo – diz e me puxa para o seu colo sem recuar dessa vez, me agarro a ele e choro ainda mais incapaz de me segurar. Meus pesadelos estão bem mais frequentes e eu não sei por que. Por isso não queria dormir aqui. Tem dois meses que estamos juntos e eu tentei evitar de dormimos juntos por isso mas hoje eu acabei pegando no sono.

Fico chorando uns bons minutos nos braços dele feito um bebê, nada sensual ou sexy, até que consigo me recompor aos poucos, caramba nunca senti tanto a necessidade por alguém como agora. Me afasto e limpo as lágrimas, olho para ele completamente sem graça e ele ainda está preocupado.

—Acho que está na hora de conversarmos sobre isso – diz ele sério.

—Foi só um pesadelo Derek, volte a dormir – digo me levantando, procuro minhas roupas que estão espalhadas pelo chão. Ele se levanta e vem atrás de mim, coloco a blusa e a calcinha. Quando vou pegar a calça ele segura minhas mãos, está só com uma cueca box.

—Vamos conversar Amelia, é por isso que evita dormir comigo, não é? Também é por isso que nunca me chamou para ir na sua casa? – Pergunta realmente irritado.

—Não vai me deixar sair daqui sem falar, não é? – falo com raiva e cruzo os braços, ele suspira e me olha.

—Não, eu não vou. Estou preocupado com você e tenho direito a algumas informações, nós estamos juntos e uma das coisas que se faz em uma relação é compartilhar os problemas. Quem te machucou Amelia? – pergunta sério e eu tento pensar em alguma resposta para desviar o assunto – Não tente inventar uma desculpa. Por favor não minta para mim.

—Eu não tenho uma cama – falo e ele fica sem entender, passo as mãos no cabelo e os puxo com força tentando achar algum jeito de resolver essa merda. Eu não deveria ter feito isso, não deveria ter me envolvido com ele. Me afasto e começo a andar pelo quarto evitando olhar para ele, por fim me sento na cama e me dou por derrotada –Não te convidei para ir na minha casa, por que eu não tenho uma cama. Eu durmo num colchão no chão por que estou tentando resolver a minha situação no banco por causa do crédito estudantil. Além de eu morar com mais 4 pessoas, para economizar gastos.

Olho para ele, penso que ele vai querer se afastar, mas ele vem até e se senta do meu lado e segura minha mão e aguarda pacientemente. Olho para frente, para nenhum ponto específico.

—Poderia ter falado comigo, tenho dinheiro posso te ajudar – fala ele e eu o olho indignada.

—Não vou mendigar nada por ai, não precisei disso por 22 anos. Não é agora que vou fazer isso – falo com raiva, me afasto dele e me levanto puxando o cabelo de novo. Olho para olhos azuis, que me encaram temerosos – Você está comigo por pena?

—Que? Claro que não, que absurdo é esse – fala e se levanta e também anda de um lado para o outro.

—Não precisa se é isso que está fazendo. Acho melhor eu ir – falo e cruzo os braços. Ele se vira para mim e caminha rápido até mim e para bem na minha frente.

—NÃO FALE BESTEIRA OK? – grita descontrolado e eu me encolho com medo de repente. Ele percebe o que está fazendo e se vira tentando se recompor, depois se vira e me olha. Tem dor no olhar dele – Me desculpe ok? Não quis gritar, só não acho justo. Você está tentando desviar o assunto.

—É só que não quero falar disso, não quero reviver isso. Passei anos tentando superar – falo num fio de voz. Ele percebe e se aproxima e passa as mãos nos meus braços numa caricia subindo e descendo. Olho para ele e sinto lágrimas querendo sair – Meus pais, eles me deixaram quando eu era pequena. Com um homem que era um monstro, ele me maltratava, me deixava dias sem comer. É com isso que eu sonho a noite. Eu gritava pedindo para o meu pai me ajudar mas ele nunca chegou, ele nunca se importou.

— Amy eu sinto muito – diz e me abraça. Me aperto contra ele e me permito chorar. Depois de um tempo eu me afasto e o olho.

—Não queria te contar, não quero que sinta pena de mim. Gosto que veja a médica que tenta fazer de tudo para ajudar os pacientes – digo e ele sorri. Ele levanta as mãos e segura meu rosto, e me olha intensamente.

—E quem disse que não te vejo assim. Sua história é sua história Amelia, faz de você quem você é. E eu te amo exatamente do jeito que é, com seu passado e tudo o que vem com ele. Isso não vai me fazer deixar de te amar – fala e eu arregalo os olhos, ele não disse isso, disse? Ele percebe que eu fico paralisada e ri disso – Não precisa dizer, ainda que me ama, sei que é complicado para você. Só o fato de ter compartilhado essas coisas comigo hoje já é suficiente. Mas vou me esforçar mais para te fazer me amar.

—Você é um convencido – falo e me atiro contra ele e o beijo. Esse homem, ele corresponde e alguns segundos depois estamos na cama de novo. As roupas já saindo do caminho, ele paira sobre mim e fica me olhando. Admirando – Vai fazer algo ou só ficar olhando?

—Você é linda, eu sou muito sortudo – fala e me beija, tomo o comando e viro ele na cama ficando por cima. Apoio as mãos sobre seu peito e ele fica me olhando tentando entender o que estou fazendo.

—Eu comprei uma coisa – falo e mordo o lábio, ele fica me olhando e coloca as mãos sobre a cabeça. Seus músculos marcados são extremamente sexy. Sinto meu sexo pulsar, me mexo em cima dele buscando fricção e sua ereção esfrega em meu sexo. Gemo.

—Sou todo ouvidos mas se ficar fazendo isso eu vou ser obrigado a comer você primeiro e ouvir depois – fala e suas mãos se movem para minha cintura. Rio dele, pego suas mãos e as tiro.

—Não senhor – falo e me levanto, olho em volta e vejo minha bolsa em cima da cômoda perto do closet. O quarto dele é grande e confortável, não muito grande assim como o apartamento todo. Segundo ele isso facilita as coisas já que passa muito tempo no trabalho, ai não tem que levar tempo demais contratando alguém para limpar. O quarto é todo em tons de azul, inclusive a roupa de cama. Vou até a bolsa e a abro e tiro o pacote de camisinhas que comprei hoje de manhã antes de ir trabalhar. Olho para ele e corro até a cama e subo em cima dele montando com uma perna de cada lado.

—Camisinhas? – pergunta confuso – eu tenho camisinha, será que podemos transar agora?

—Simmm. Mas essas são especiais – falo animada, me abaixo e beijo ele. Ele tenta pegar para colocar mas eu o interrompo – Não, hoje sou eu quem manda, espertalhão.

—Ok, ok – fala e se recosta de novo e fica me olhando, jogo o pacote do lado e me abaixo e o beijo nos lábios, e então no pescoço. Então começo a descer, chego no lugar que quero e o olho de baixo e sorrio. O seguro com a mão e faço um movimento de vai e vem. Ele geme, me aproximo e passo a língua de baixo até a cabeça e por fim o chupo.

—Porra Amelia – geme enquanto joga a cabeça para trás.

—É uma delicia e todo meu, como um picolé ilimitado e só meu – falo e o chupo de novo. Então paro completamente, ele me olha buscando.

—Por que parou? – pergunta indignado.

—É só meu né Dr Shepherd? – pergunto e o aperto firme. Ele arregala os olhos.

—Ai Amelia, sim sou todo seu será que pode parar isso machuca – fala então me levanto e subo nele.

—Vai me falar onde foi na semana passada? E no outro dia quando chegou todo arrumado como se tivesse saído de um encontro? – falo e ele me olha confuso.

—Que dia? – pergunta confuso.

—Aquele que chegou na emergência a noite, com uma calça jeans, camisa social e blazer. Cabelo perfeitamente arrumado – falo e fico esperando. Um sorriso se forma nos lábios do maldito – Que foi droga?

—Você está com ciúmes – constata o óbvio. E eu também fico espantada, estou com ciúmes.

—Onde estava? – falo desviando o assunto, esfrego meu sexo no dele devagar procando.

—Por favor vai mesmo usar o sexo? – fala segurando minha cintura, tentando obter mais fricção.

—Desembucha logo – falo e fecho os olhos, isso é bom demais.

—Era uma reunião de negócios, estou comprando algo – fala e abro os olhos.

—O que está comprando? – pergunto, enquanto continuo. Ele me olha desconfiado.

—Desculpe não posso dizer, assinei um contrato de confidencialidade. Vai saber em umas semanas. Por favor querida confie em mim – diz e se remexe de baixo de mim.

—Por hora é suficiente, mas ainda acho que poderia confiar essa informação a mim já que sou sua namorada – falo e me abaixo o beijando. Enfio a língua na boca dele, sentindo seu gosto. Então me afasto e pego o pacote e o abro. Me levanto ficando de pé na cama.

—Que diabos está fazendo? – pergunta se sentando, olho para baixo e rio. Levanto a camisinha e aproximo da luz esperando os 30 segundos que manda as instruções –Amy o que está fazendo?

Pulo da cama e corro até a porta e apago a luz.

—Olha, isso vai ser muito legal – digo animada. A camisinha brilha feito um neon. Corro até a cama e o encontro sentado. Ele ri alto e adoro o som da risada dele.

—Você é muito excitante, e incrivelmente sexy – diz e pega a camisinha da minha mão acendo a luz de cabeceira e espero ele colocar. Depois ele me olha e sorri e então apaga a luz. No segundo seguinte está em cima de mim e me empurra contra a cama ficando em cima de mim – Estou assumindo o controle.

Ele me penetra e fico olhando para baixo, onde nossos sexos se conctan. Gemo enquanto ele entra e sai. Começo a rir enquanto o pênis brilhante entra e sai.

—Qual a graça? – pergunta ele parando bem no fundo.

—Ah, você com o pênis brilhante – digo e ele ri.

—A ideia foi sua então acho que merece uma punição por me fazer passar por isso – diz e se retira de mim e então me vira de bruços e então está dentro de novo. Metendo furiosamente, então sinto um tapa forte na minha bunda. Aperto a cabeça contra o travesseiro e grito, ele me desfere outro tapa e outro. Então gozo enquanto ele ainda entra e sai rapidamente, no sexo mais selvagem que já fiz. Ele continua me penetrando e então goza gemendo no meu ouvido.

—Uau, isso foi alucinante – diz quando depois de uns minutos sai de mim e se deita ao meu lado. Me aconchego nele e ele acende o a luz do abajur e ficamos assim. Na penumbra da luz –Durma minha Amelia, estarei aqui todo o tempo velando seu sono.

Caio num sono tranquilo, como não dormia em anos. Aconchegada nos braços do homem que está roubando meu coração aos poucos.

Notas finais
E ai o que acharam... bem quente!! Mal sabe o pobre do Derek que agora é sócio dos sogros kkkk