Notas iniciais
Oi meninas voltei ... espero que gostem. Eu ainda não decidi bem como eles irão se encontrar então preciso da ajuda de vocês. Comentem ok??? Assim me deixam feliz e volto logo

Paro meu carro na frente da casa de Cristina. Eu moro com ela desde o ano passado quando ela descobriu sem querer que eu morava no meu carro. Sim, eu morava no meu carro. Mais precisamente um fusca, desde a faculdade. Eu não tinha tempo de trabalhar e graças a minha inteligência consegui uma bolsa de financiamento e depois fiz um processo seletivo e ganhei uma bolsa auxilio onde ganhava uma quantia todo mês que dava só para comer. Então eu dormia no meu carro, no começo ficava no estacionamento, mas um guarda me descobriu e ai eu tinha que dormir fora. Era horrível eu rezava todos os dias para que algum bêbado ou marginal não tentasse me roubar, até que achei um posto de gasolina pequeno nas redondezas e o fiz amizade com o dono. Ele me deixava dormir lá e em troca eu limpava a conveniência que não era tão grande. Além do mais não era longe da faculdade então eu quase não gastava gasolina.

Entro em casa e já estão todos deitados, é nossa rotina é exaustiva, isso que quase nunca estamos todos aqui. A casa é de tamanho médio, tem dois andares. Embaixo uma cozinha grande com sala de jantar, lavanderia e a sala de tv e em cima tem 4 quartos. Cristina Yang herdou essa casa da mãe dela que morreu a uns anos num acidente de carro. Ela não tem condições ruins mas é caro manter uma casa assim sendo residente, então ela aluga os outros 3 quartos e ajudamos com as despesas e pagamos um aluguel. O bom é que é bem barato então não tenho problemas já que quase todo o meu salário vai para pagar o crédito estudantil que custou uma fortuna.

Coloco minhas chaves no chaveiro do lado da porta e tiro o casaco e os sapatos que estão molhados. Olho a mesa de canto e vejo que tem algumas correspondências para mim, pego e já vejo que é do banco. Tem algumas mensalidades atrasadas e estão me enchendo por causa disso. Resolvo lidar com isso depois. Subo direto para o meu quarto, que tem um colchão de solteiro no chão e uma mala e algumas caixas no chão, e pego uma roupa e vou ao banheiro, graças a Deus está livre. Parece que Alex saiu então só estou eu e Cris em casa. Tomo um banho demorado e então vou ao meu quarto, deito no colchão no chão e fico pensando nos dois últimos dias, passo a mão nos lábios lembrando do beijo do Derek, droga eu estou ferrada.

—Pensando no cara do bar? – ouço e olho a porta. Cristina está com pijama de calça comprida da universidade de Yale de NY onde estudamos e uma blusinha de alcinhas. E segura um pote de sorvete e duas colheres. Ela vem e se senta na beirada do meu colchão – Sério Amy você tem que comprar uma cama.

—Eu sei, estou tentando regularizar minha situação no banco primeiro – digo e pego a colher e a olho enquanto pego um boca de soverte de chocolate, meu favorito – Posso te contar um segredo?

—Claro que sim, você sabe – diz enquanto come e me olha.

— Ok mas tenha filtro amanhã no trabalho – avalio para ter certeza de que ela entendeu a gravidade do assunto. Vejo que chamei a atenção que queria por que ela me olha atentamente.

—É o Sheperd – digo e encho a boca de soverte. Ela me olha confusa sem entender o que quero dizer, falo de boca cheia mesmo – O cara do bar.

—Ah – diz naturalmente e então arregala os olhos quando se da conta do que eu acabei de contar – O QUE? ESPERA AI, O QUE DISSE?

—O cara com quem transei, é o Sheperd. Eu não sabia ok? Foi um choque chegar lá e ele estra lá também – Digo e ela segura minha mão – Ele era só o cara do bar até hoje de manha e agora é o meu chefe.

—Caramba, por isso ele ficou no seu pé o dia todo? – pergunta preocupada.

—Sim, quero dizer. Cuidamos de um caso, fizemos uma cirurgia e foi realmente incrível sabe – Digo meu triste.

—E por que está assim? Ele te tratou mal? Te assediou? – pergunta.

—Não, na verdade ele parece interessado. Me chamou para jantar e disse que quer me conhecer – falo encabulada e ela sorri.

—Isso é bom não é? – diz animada e vê que eu continuo com a mesma expressão – Mas?

—Eu não respondi, ele me beijou e foi realmente incrível. Ai virei as costas entrei no carro e sai – explico, na verdade nem eu sei bem o que aconteceu – Não sei se quero isso sabe, tenho tanto medo. Ele é conhecido. Quero dizer, as pessoas sabem quem ele é.

—Amy eles não vão te encontrar, nem sabem que você está viva – diz e agradeço por ter confiado isso a ela. Acabei contando no último ano da faculdade o por que de eu morar num carro. Que meus pais me deixaram quando eu era pequena, do que aconteceu depois. E ela me apoiou e depois disso virou super protetora em relação a mim.

—Não é isso. Sabe não sei se consigo fazer isso, confiar em alguém assim –Ela segura minha mão.

—Você confiou em mim e eu não deixei você, por que não dar uma chance a ele? Afinal você gostou dele, e ele parece interessado. Por que não tentar? – diz animada.

—Não sei, estou com medo – ela sorri e me abraça. Me agarro a ela, depois de um tempo ela se afasta e sorri.

—Vem vamos comemorar – diz levantando e indo até a minha mala no ch~~ao e pegando umas roupas.

—O que está fazendo? – pergunto confusa.

—Vamos sair, passear, comer fora. Temos que comemorar. Você deu mais um passo em direção a liberdade é importante comemorar – diz e joga roupas em minha direção. Uma calça jeans e uma blusa simples.

—Comemorar o fato de eu ter transado? – Falo sarcástica. Ela para e me olha séria.

—Não boba, o fato de você ter permitido finalmente disfrutar do seu próprio corpo como se não fosse um crime. Você tem 5 minutos – dito isso ela sai quarto afora. Fico olhando e sei que ela não se dará por vencida, então me levanto e troco de roupa.

...

Ando pelo shopping com Cristina me arrastando pelo braço. Olho as pessoas em volta.

—Como podem achar isso divertido? Vir ao shopping gastar dinheiro com coisas que não vão usar – digo indignada. Ela ri de mim.

—As pessoas não fazem só isso. Elas vem com os amigos disfrutar uma noite, ir ao cinema – diz enquanto me leva ao cinema.

—Cris qual é amanha temos que entrar cedo no plantão – digo cansada eu só queria dormir.

—Amelia Whiters não resmungue, vamos ver um filme e pronto – diz ela e sorrio, minha amiga sabe ser convincente. Ela caminha até a fila e ficamos uns 10 minutos para escolher o que vamos ver e por fim ela escolhe um de ação, algo de heróis. Ela se vira e sorri.

—Preciso ir ao banheiro – diz e vai caminhando. Olho a fila do Mc onde vamos comer, está enorme.

—Vou para fila pedir os lanches enquanto isso então – digo e ela concorda e sai. Pego o celular e vou olhando o aplicativo para escolher o que quero comer. Esbarro com tudo em alguém e o celular cai espalhando peças para tudo quanto é lado.

—Ah Meu Deus desculpa eu estava distraída. Que desastre – ouço uma voz de adolescente. Levanto a cabeça para dizer que está tudo bem e fico paralisada, eu conheço esse perfil de algum lugar. Ela me olha com curiosidade, acho que tentando descobrir algo no meu rosto – Eu conheço você? Me parece familiar.

—A-acho que não – digo e me abaixo e pego o celular e seus pedaços. Me levanto e a olho de novo ainda indignada com a nossa semelhança. Somos muito parecidas, apesar de eu ter o cabelo mais castanho e o dela ser mais acobreado. E os olhos dela são mais azuis que os meus que estão mais para cinza. Isso é muito estranho, por que apesar de tudo somos bem parecidas.

—Phoebe vamos, o tio vai ficar bravo – diz uma outra menina diz chegando perto dela e a segurando pelo braço. Nem repara em mim, ela puxa a menina que fica um pouco paralisada me olhando. Acho que está em choque tanto quanto eu. Ela se deixa ser levada e eu aos poucos me viro e sigo em direção ao Mc, quando chego na fila olho para trás e vejo que a menina faz o mesmo enquanto a amiga anda a puxando pelo braço.

Phoebe Grey.

Notas finais
E ai o que será que vai acontecer agora?? Um choque e tanto ela dar de cara com a Phoe, e notar as semelhanças.