Notas iniciais
Oi meninas voltei, e ai ansiosas para saber o que vai rolar? Disfrutem, espero que gostem

Fico parada olhando para ele, completamente sem graça. O Dr Weber que é o chefe de cirurgia me olha.

—Bom dia Dra Whiters, este é o novo chefe da neurocirurgia, Dr Derek Sheperd – diz formal, isso faz com eu olhe meu chefe e então olhe de novo para Sheperd. Ele sorri de lado, é lindo. Mas sabe aqueles sorrisos de quem sabe algo sujo sobre você? Droga. Ele estende a mão para mim.

—Doutora – diz formalmente. Tenho vontade de ignorar, mas o chefe percebe e me olha esperando. Estendo a mão e o cumprimento.

—Ah, olá. Seja bem vindo ao Seattle Grece – digo. O chefe não parece notar que algo está acontecendo.

—Bem eu estava mostrando o hospital a ele, mas já que você precisa de uma consulta, aproveite e mostre nossa emergência ao Dr Sheperd. Eu tenho uma papelada para revisar – diz naturalmente.

—Desculpe Dr Weber mas eu estou ocupada, tenho que... – Começo mas ele me interrompe.

—Não invente desculpas Whiters, sou seu chefe. Mostre a emergência a ele e esclareça qualquer dúvida – Diz e se vira para o médico com quem eu passei a noite toda trepando – Derek, te deixo em boas mãos, a Dra Whiters é uma de nossas residentes mais promissoras do 4º ano.

Dito isso ele sai. Ele simplesmente se vira e sai andando naturalmente. Fico olhando na direção em que ele vai na esperança de achar alguma desculpa.

—Então ... – Ouço do meu lado e me viro encarando olhos azuis – Temos uma consulta ou não?

—Hãm sim, Samantha – começo e explico todo o caso clínico enquanto vou caminhando em direção a emergência com ele ao meu lado que fica o tempo todo me encarando discaramente. Paro antes de entrar na emergência e o olho com raiva – Da para parar de me olhar assim?

—Assim como? – pergunta confuso.

—Como se tivesse me imaginando pelada – rebato e ele sorri safado. Droga acho que estou ficando excitada.

—Bem eu estou sim, e não imaginando mas me lembrando. Mas como éramos somente o cara e a garota num bar, suponho que não devemos falar disso – ele fala e eu fico completamente vermelha.

—Não, não devemos. Você é meu chefe, então esqueça a noite de ontem – falo e ele me olha e então passa por mim entrando na emergência.

—Impossível esquecer uma das melhores noites que já tive Dra Whiters – diz e entra na emergência. Fico parada uns segundos e então vou atrás dele.

Ele avalia a paciente e depois pede uma série de exames dos quais eu sou encarregada. Droga, trabalharei com ele hoje. Algumas enfermeiras vem prontamente perguntar se precisamos de ajuda e tenho certeza que não tem haver comigo ou com a paciente.

Passo a manha toda providenciando exames e fico mais de 1 hora na tomografia com a menina, quando finalmente posso almoçar vou ao refeitório e pego uma salada e um peito de frango. Não estou com estômago para algo mais pesado.

Olho em volta e vejo Cristina sentada conversando com Alex, vou até e coloco minha badeja na mesa e praticamente me jogo na cadeira.

—Parece que alguém está de mau humor – Alex fala me zuando e joga uma batata frita em mim.

—Ei não enche caramba – falo brava, abro minha agua com gás e tomo um gole.

—O que foi? Manha difícil? – Cristina pergunta enquanto come seu sanduiche.

—É, o Sheperd me fez ficar a manha toda correndo atrás de exames sendo que uma enfeira poderia fazer isso. Ele é um saco – falo irritada. Ela me olha espantada.

—Está trabalhando com o Sheperd? Digo Derek Sheperd? – fala indignada.

—É por que? – falo enquanto começo a comer minha salada.

—Ele é um Deus da neurocirurgia, faz coisas que outros não fazem – Alex fala como se fosse óbvio.

—Bem pode ficar com ele para você – falo e continuo comendo.

—Nossa para alguém que transou você está muito de mau humor – Cristina fala sem filtro.

—Ei dá para não gritar isso por ai? – falo com vontade de furar ela com o garfo.

—O cara foi tão ruim assim? Aposto que não te fez nem gozar – Alex fala e começa a rir, então se levanta e sai andando.

—Rum-rum – ouço um pigarro e levanto o olhar, o Dr Sheperd está na nossa frente com cara de poucos amigos. Aposto que ouviu o Alex, droga – Dra Whiters preciso dos exames que pedi para providenciar, me acompanhe.

—Boa sorte – é tudo o que Cristina diz. Me levanto e acompanho o médico que vai na frente me fazendo várias perguntas enquanto analisa os exames que entrego.

—Então qual é a sua opinião clínica? – diz parando num corredor. Ele me olha intensamente.

—Eu acho que falta alguma coisa, tem alguma coisa que não bate – digo sincera.

—O que poderia ser? –pergunta ainda olhando os papéis, então ele entra em uma sala de exames e acende a luz do aparelho e coloca umas radiografias.

—Ela disse que caiu a uns dias atrás, poderia ter causado algum aneurisma ou algo assim – falo especulando possibilidades, coloco a mão no queixo e fico avaliando os exames que aparentemente estão normais.

—A quanto tempo os pais disseram que ela tem episódios de fala confusa? –Pergunta olhando para mim.

—Uma semana

—Sabe que isso é uma chance em um milhão de acontecer ne? – pergunta com seus olhos azuis vidrados em mim.

—Então simplesmente damos alta a ela? – pergunto confusa. Ele sorri e é lindo.

—Não. Vamos ver se ela é um em um milhão – diz e vai sai para o corredor. Vou atrás o seguindo de perto. Entramos no elevador e logo depois a Dra Bailey entra. Ela é minha chefe e está com cara de poucos amigos. Derek está no fundo do elevador, calado fingindo não notar nada.

—Onde se meteu Whiters? Sabe que odeio atrasos – diz e se vira apertando o botão do 3 andar. Para uma baixinha, negra ela é bem brava. Mas incrivelmente inteligente.

—Desculpe eu tive problemas, não vai voltar a se repetir – digo sem graça, ela me olha de lado. Me avaliando melhor, por que todo mundo está fazendo isso hoje?

—Sei. Espero que da próxima vez que for se atrasar para transar ao menos esconda melhor as provas. Seu pescoço está roxo – diz e se vira para frente. Sinto Derek atrás de mim, ele se mexe e coloca uma mão na minha cintura. Aperto os papéis que estou segurando e prendo a respiração. Ela continua olhando para frente e não percebe – Foi bom?

Sinto um aperto na minha cintura, forte. E sei que tenho que responder.

—Foi bom – digo e ela ri quando a porta abre.

—Bom não é suficiente Whiters, quando for fazer isso tem que ser ótimo, inesquecível – Ela diz e sai logo depois as portas se fecham.

No segundo seguinte estou prensada contra a parede e Derek ataca minha boca, tento resistir mas logo todos os papéis que seguro estão espalhados pelo chão do elevador e eu me agarro nele. Seguro seus cabelos na sua nuca e prendo meus dedos ali e puxo. Ele geme e se aperta contra mim, sinto sua ereção crescente contra minha barriga, enquanto nossas línguas se exploram. Ouvimos o plim do elevador e eu me afasto rapidamente, me abaixo e começo a juntar tudo. Ele me ajuda como se fosse a coisa mais natural do mundo. Quando saímos do elevador ele não parece ter passado por nada do tipo.

Chegamos a emergência e ele conversa com os pais da menina e me pede que a prepare para uma angiografia.

Estou dentro da sala do outro lado do vidro esperando as imagens aparecerem quando ele chega totalmente irresistível e se abaixa perto demais de mim para olhar a tela.

—O que está fazendo? – pergunto tentando me afastar. Ele sorri por cima do meu ombro.

—Tentando ver o exame – fala naturalmente, mas como as imagens ainda estão chegando ele continua olhando – Eu queria saber se devo colocar camisinhas na carteira para vir trabalhar.

—Que? Você está maluco? Só por que me atacou no elevador não significa que voltarei a transar com você. Tem um muro entre nós muito bem fixado, você é o chefe e eu a subordinada – falo indignada. Ele se aproxima do meu ouvido.

—Bem achei que aquilo no elevador não estava como uma parede. E eu não sou seu chefe. Sou chefe da sua chefe –diz cínico — Além do mais foi tão ruim assim passar a noite comigo? Primeiro, seus amigos estavam falando isso, apesar de eu me lembrar de você gozando de pelo menos 3 jeitos diferentes, depois você disse que foi ‘bom’ ter ficado comigo.

—Olha eu não poderia dizer que foi maravilhoso ok? Ela iria perguntar quem era o cara – falo constrangida e ele sorri ainda mais.

—Quer dizer que gostou? – diz com os olhos brilhando. Me rendo.

—Sim foi maravilhoso. Pronto satisfeito? – Digo e cruzo os braços. Ele vai dizer algo quando o aparelho apita nos dizendo que todas as imagens carregaram. Olhamos os dois e eu sinceramente vejo tudo normal.

—Aqui – diz ele como se fosse óbvio. Olho e vejo que é algo mínimo, eu diria que é só uma variação anatômica mas ele continua olhando o mesmo ponto – Pode marcar a cirurgia, você vai me auxiliar Dra, descobriu um em um milhão. Parabéns.

Fico ali olhando indiginada, eu ajudei alguém hoje. Achei que seria um saco mas o dia está bem interessante.

Estou no centro cirúrgico, Derek está dentro do cérebro da menina literalmente e eu estou louca para ver algo mas tem muita gente na frente. Ele para o que está fazendo e me olha.

—Dra Whiters, passe para frente – diz sério, e as pessoas abrem caminho. Me aproximo e olho pelo aparelho de ampliar imagens que tem dois lugares, para o cirurgião e para o auxiliar – Você é do 4º ano certo?

—Sim Dr Sherped – digo olhando através do aparelho maravilhada com a visão do cérebro humano, é sempre incrível esses momentos.

—Segura aqui o aspirador e cuidado, você sabe que é tudo delicado aqui – diz e eu seguro o aparelho e por incrível que pareça minhas mãos não tremem nem um pouco. Vou fazendo o que ele diz, aspirando o sangue quando necessário com todo o cuidado do mundo e vejo claramente quando ele pinça o aneurisma. É mágico isso.

...

Estou saindo do hospital, quando ouço passos atrás de mim. Meus amigos já foram para casa então acho que sei quem é. Me viro e vejo Derek que sorri para mim.

—Você foi incrível parabéns – diz sincero, ou eu acho que sim.

—Não tem que me elogiar por que transamos nem nada disso, pode ficar tranquilo Sheperd – digo e saio para o frio de Seattle que chove como sempre, aperto o casaco a minha volta e caminho em direção ao meu carro velho. Me aproximo e pego a chave mas sinto uma mão sobre a minha quando tento abrir.

—Não é isso, fui sincero. E não estou interessado só em sexo Amelia, você é uma mulher jovem, linda inteligente. Extremamente inteligente, e eu gostaria de te levar para jantar comigo. O que acha? – diz e espera a resposta claramente ansioso. Respiro fundo.

—Olha, acredite em mim. Você não quer isso de verdade, só está dizendo isso por que ficou excitado e eu não serei um desafio para você. Então só me esqueça – abro a porta do carro mas ele me para de novo.

—Por que o que te impede – diz chateado – Você tem outra pessoa?

—Não eu não tenho. E estou te livrando de problemas, sou uma pessoa confusa e maçante e você de verdade não quer me conhecer. Então me deixa – digo mas ao invés de sair e se aproxima ainda mais.

—Acho que não é isso que você quer – diz e então me beija, dessa vez é calmo e ele tem paciência de explorar minha boca. Ele se aproxima mais e segura minha nuca com uma mão e minha cintura com a outra. Aperto seus braços. Droga estou em sérios problemas por que não consigo me manter longe dele.

O cara do bar: Derek

Notas finais
E ai o que acharam?? Comentem que mando outro logo. bjoooos