50 Tons De Uchiha
8 Salvador.
Notas iniciais
Sinto muito trazer o capítulo tão tarde, mas eu realmente não consegui me sentir satisfeita com a última cena... Então a reescrevi três vezes. u.u
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Eu gostaria de agradecer à AkemyKwon, pela lindíssima primeira recomendação de 50 Tons de Uchiha! *-*
Obrigada pelos elogios, eu realmente fiquei feliz pela recomendação. sz
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Desculpem não poder postar semana passada... Eu fui obrigada a viajar, e só cheguei em casa a noite, então não consegui terminar o capítulo a tempo. D: No fim, só acabei hoje... Porque The King às vezes suga minha alma! u.u'
No fim, acho que 50 Tons sempre vai ser postado no domingo a noite, de duas em duas semanas... Sinto muito por não ser mais útil como autora! ;-;
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Espero que gostem do capítulo! ;)
Capítulo 08 – Salvador.
Os olhos chorosos, decepcionados...
Os lábios entreabertos, procurando as palavras certas para dizer... Palavras diretas, sinceras e estranhamente cruéis.
Ele conseguia lembrar-se daqueles olhos verdes penetrantes... Daqueles olhos que, desde o começo, prenderam-lhe a atenção. Era como se lessem sua alma.
Quando Sasuke finalmente alcançou seu apartamento àquela noite, tudo o que ele queria era bater sua própria cabeça na parede até que sangue jorrasse. Empurrou a porta com fúria, empurrou o enfeite de vidro de sua mesa de centro e jogou a caixa de joias preta na sacada, raivoso. A caixa se abriu, ricocheteou na porta de vidro e a pulseira que ela guardava caiu ao chão.
Sasuke foi até o bar, puxou uma Black Label e se largou no sofá da sala. Abriu a garrafa e entornou, sem se incomodar com a queimação na garganta. Os olhos negros estavam fixos nas irritantes pedrinhas róseas que refletiam com a luz.
“– Acha que pode vir aqui, dormir com a minha melhor amiga e me dar uma pulseira cara?”
As palavras ecoaram em sua mente; ele colocou a garrafa de uísque no chão e escondeu seu rosto com as mãos. – Não... – Disse para si mesmo.
“– Só porque eu sou pobre, senhor Uchiha, não significa que eu não tenha orgulho.”
– Não... – Repetiu. Nunca, jamais pensara daquela maneira. Era a primeira vez que ele comprava um presente para uma mulher (além das de sua família) pelo simples fato de olhar o objeto e lembrar-se dela. Era tão... Frustrante ser rejeitado, ainda mais pelo fato de que tivera boas intenções.
Ele riu sem humor. Como poderia ser tão idiota?! Dormir com a amiga, para entregar-lhe um presente... Claro que qualquer outra mulher egoísta poderia sentir-se lisonjeada, mas àquela altura ele já devia saber que as reações dela definitivamente não eram como as de qualquer mulher.
Sim... Ela era completamente diferente das outras interesseiras: inteligente, firme, desafiadora. Podia não ser tão bonita quanto às outras frequentadoras de sua casa, mas era definitivamente a mais interessante.
“– Ficar com você me faz mal, me faz ficar triste, faz com que eu me sinta rebaixada então, por favor, pare com isso.”
Tornou a puxar o uísque e bebeu um gole gordo. Por que ela tinha que ser assim?! Por que todas as suas palavras o faziam sentir-se um traste? E por que ele se incomodava tanto com isso?!
Um barulho no corredor o despertou de seus devaneios; ele olhou de canto e viu seu tio, vestindo um pijama e com toalha sobre os ombros lhe observando, curioso e preocupado. – Sasuke?
– O que faz aqui, tio Obito? – O moreno suspirou longamente; tomou mais um gole e encostou as costas no encosto do sofá. O tio pareceu satisfeito com o fato de ele não estar bêbado, então se sentou ao lado.
– O que sempre venho fazer, ora. – Murmurou. – Você está bem? – O sobrinho assentiu cansado. – Uma longa noite?
– Você nem imaginaria. – O mais jovem bufou. Os olhos dele ainda estavam fixos à pulseira. – A recepcionista o deixou entrar? – Obito deu os ombros.
– Todos sabem que nos damos bem. – Sasuke arqueou as sobrancelhas, mas não comentou. – Eu não posso ficar na casa principal, Itachi não estava em casa e hotéis são caros essa época do ano. – O rapaz o chamaria de “sovina”, se não estivesse tão desinteressado no assunto. Para seu azar, o senhor Uchiha pareceu perceber que o foco dos olhos negros do outro estavam em uma peça muito interessante, jogada em frente a porta da sacada.
Ele levantou-se, caminhou e caminhou até lá; puxou o acessório, analisou-o e olhou para o sobrinho como se esperasse uma explicação.
Sasuke suspirou profundamente; bebeu mais um gole e deu os ombros. – Ela é uma garota simples... Bolsista na Toudai. Faz medicina... Chama-se Sakura, e tem convenientes cabelos róseos. Seria o presente perfeito, não?
– Sim... – O mais velho respondeu depois de hesitar um pouco.
– Então porque ela não aceitaria?! – A sobrancelha do tio se arqueou.
– Vocês são namorados? – O rapaz discordou. – Saem juntos? – Negou. – Ela gosta de você? – Ele hesitou.
Os tristonhos olhos verdes estamparam sua mente. – Sim. – Disse sem muita convicção, e o tio estranhou. Sasuke poderia ser tudo, mas não era hesitante. Muito menos quando o assunto era sobre a afeição de uma garota. – Ela é... Teimosa. – O tio riu alto, surpreendentemente.
– Teimosas são piores. – E sentou-se ao seu lado. – Conte-me mais. – Definitivamente aquela não era uma das conversas que estavam acostumados a ter, mas a bebida já estava começando a encorajar o mais jovem a abrir-se.
– Ela é... Linda. – Confessou. – Não quente, mas linda. É... É uma coisa diferente, sabe? – Ele gesticulava com as mãos, como se assim a explicação pudesse ficar mais simples. – Mas, por algum motivo... Não quer se aproximar. Disse que não acredita em sexo casual, crê nisso? Uma garota de faculdade que não acredita em sexo casual! É muito irritante. – Voltou a beber.
– Espere. – Obito parecia divertido. – Você comprou uma pulseira de diamantes para uma “transa casual”? – Aquilo não parecia fazer muito sentido. O rosto de Sasuke corou com a insinuação.
– Não comprei a pulseira pra conseguir sexo, embora ela deva estar pensando isso agora... – Tornou a beber; deitou-se no chaise do sofá preguiçosamente depois de puxar o presente das mãos do outro. – Eu... Eu só queria agradá-la. – Murmurou, mais para si do que para o homem. – Queria que ela ficasse feliz por saber que, ainda que eu aja da maneira que ajo, não sou frio... Queria que ela soubesse que eu penso nela frequentemente, e que mesmo alguém como eu pode ser gentil. – Àquela altura, Obito estava cabisbaixo, lembrando-se de si mesmo, anos antes.
–... Sabe, Sasuke... Pessoas honestas tem medo de se aproximar de nós. – Ele refletiu. – “Uchiha” é muito mais que um nome, é um símbolo... – Ele apertou os punhos. – E periodicamente sermos marcados com esse nome nos faz infeliz. A vida de um integrante dessa família baseia-se em trabalho e interesses, e isso nunca, jamais fará ninguém feliz. Então... – Ele deu duas palmadas amigáveis no joelho do outro. – Se gostar mesmo dessa garota, seja cuidadoso. – Mas quando olhou para o rapaz, o encontrou adormecido com a boca aberta, babando no estofado, abraçando a garrafa e segurando a pulseira.
Depois de suspirar longamente, o mais velho levantou-se. Tirou a garrafa – que de gole em gole, já estava no final – e seguiu para o quarto. Depois de encobrir o rapaz com uma manta negra, puxou a pulseira de suas mãos e colocou-a sobre a estante, em frente à LED de 45’’, e enfim pôde retornar ao quarto de visitas.
Amanhã seria um longo dia.
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Sakura não pregara os olhos durante toda a insuportável noite. Por quê? Ela se perguntava, por que Sasuke Uchiha era tão estúpido a ponto de não perceber que o melhor jeito de conquistar a atenção de uma garota definitivamente não era dormindo com sua melhor amiga, em sua casa.
As cinco ela já estava na cozinha, sentada na mesma cadeira que Sasuke estivera horas atrás, bebendo um café quente e sem açúcar, tal como o gosto do Uchiha. Ela não sabia porquê estava se comportando daquela maneira, tão depressiva, tão estupidamente nostálgica quando ele, cada dia mais, apresentava-se como um verdadeiro crápula. Mas ainda que pensasse dessa maneira, ainda que agir daquele jeito fosse contra toda sua sensatez, não podia evitar.
Mebuki e Kizashi levantaram-se às nove da manhã. A senhora Haruno preparou o café da manhã que Sak não se importou em repetir. Após o ritual matinal da família, todos seguiram para a sala de estar, onde assistiram a um programa qualquer.
Ino se levantou às duas da tarde, surpreendentemente disposta, ainda que tivesse sido posta de lado pelo senhor Uchiha. Ela estava realmente ansiosa para a grande festa de Hinata, e tinha certeza de que o seu “delicioso moreninho” só teria ido embora cedo porque precisava ajudar a amiga de infância.
A ignorância é uma benção, esse foi o pensamento de Sak quando a amiga lhe demonstrou seus sentimentos.
A Haruno, embora não estivesse nem de longe satisfeita com a ideia de ver Sasuke novamente tão cedo, não teve muitas escolhas. Fora literalmente arrastada para o quarto da Yamanaka, que a emprestou vestido, sapatos e acessórios próprios para uma festa na piscina – esse era o tema do aniversário.
Depois de ambas arrumadas, elas despediram-se dos Haruno e Ino ajudou a amiga a chegar até o carro.
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Definitivamente um hospital psiquiátrico não é o melhor lugar para se visitar, mas ele estava acostumado. Aquele, em especial, ficava em Kyoto, e era grande o suficiente para deixar claro que uma família pobre não poderia pagar. – Meu nome é Obito Uchiha. – Ele exibiu o documento de identificação na recepção. – Estou atrás de sua paciente, a senhorita Rin Nohara. – O rosto da recepcionista empalideceu.
– Claro senhor. – Ela tentou ser cortês. Procurou nos registros e depois de um tempo convincente, disse com uma expressão de falsa confusão: — Infelizmente não tenho registros dessa paciente. – Mentiu. – Acho que deve haver algum engano... – Obito suspirou longamente.
Sempre era assim, mas não é porque ele estava acostumado que considerava menos frustrante. Ele olhou sugestivamente para Itachi, que deu um passo a frente sorrindo gentilmente. – Bom dia, senhorita. – Ele cumprimentou; puxou uma série de papeladas de dentro da maleta e exibiu alguns documentos. – Acho que são os seus registros que estão equivocados, já que a senhorita Nohara está sim, internada neste hospital. – O rosto da recepcionista foi de pálido para vermelho.
– Desculpe, está dizendo que estou mentindo? – Itachi exibiu seu melhor sorriso.
– Como disse anteriormente, acho que seus registros estão equivocados. – Ela fez uma careta.
– Vou falar com meu supervisor... – Murmurou com chateação, e se retirou. Não demorou nem cinco minutos para que um homem uniformizado aparecesse.
– Boa tarde. – Ele falou com um sorriso; cumprimentou os outros com apertos de mãos. – Eu sou o doutor Yakushi. Algum problema aqui?
– Nós estamos procurando Rin Nohara. – A voz de Obito foi firme e grossa.
– Infelizmente a senhorita Nohara não pode receber visitas. Seu estado é muito preocupante... – Ele transpareceu uma preocupação que seria convincente se ele não estivesse tratando com aqueles dois, que eram acostumados com falsidade em todos os cantos. – Apenas os familiares são permitidos.
– Bem, isso não é problema. – Itachi, após pousar a maleta e abri-la, retirou um portfólio e o entregou nas mãos do médico, que analisou confuso e curioso. – Como pode ver, meu cliente é marido de Rin Nohara, embora ela não tenha mudado seu nome. – O doutor não parecia muito satisfeito.
– Ela está sob medicação, senhor. Seria melhor voltar outro dia. – E devolveu a pasta ao advogado, que tornou a guardá-la. Obito coçou o rosto, respirou fundo e, após dar um olhar ameaçador ao médico, finalmente se pronunciou:
– Eu vou vê-la. – Disse com firmeza. – Nem que eu tenha que processar esse hospital, provando que minha esposa não está doente coisíssima nenhuma, e que o único motivo de deixá-la aqui, trancada e a base de remédios, é porque recebem uma bela quantia. – Enfim a máscara do calhorda pareceu cair, pois ele empalideceu e deu um passo na direção de Obito, como se estivesse disposto a surrá-lo apenas pela ideia, mas foi consciente o suficiente para entender que, pelo olhar do Uchiha, ele mataria qualquer um que entrasse em seu caminho.
–... Apenas o marido. – Ele tentou ser gentil, mas seu rosto não conseguia mais demonstrar tamanha falsidade. Itachi concordou prontamente, e Obito o seguiu corredor à dentro.
Estava ansioso.
Finalmente... Ele finalmente a veria de novo...
Por quantos hospitais ele não tinha passado? Por quantos endereços?!
Os Nohara faziam questão de buscar a filha periodicamente, apenas para confundi-lo. Depois, como bons pais que sempre foram, enfiavam-na novamente em outro hospital, distante o suficiente para que ele ficasse confuso e voltasse a procurar. Mas ele nunca desistiu, jamais desistiria. Enfim, depois de anos, algum resultado positivo.
Quando a porta do quarto foi aberta, entretanto, nenhuma de suas expectativas pôde ser suprida: Rin estava realmente medicada – na verdade, ela estava dopada.
Deitada de uma maneira estranha – com pescoço contorcido, olhando fixamente para a porta sem enxergar nada realmente – ela mais parecia uma boneca quebrada do que qualquer outra coisa.
O rosto estava pálido, e os cabelos, antes curtos e bem tratados, estavam longos e bagunçados. Seus olhos tinham olheiras profundas e dolorosas e os lábios que ele sempre amou beijar estavam secos, sem cor, sem vida.
Ela estava viva, mas sem vida.
Quase automaticamente, o Uchiha empurrou Kabuto com os ombros e se apressou em aproximar-se; puxou o rosto pequeno com gentileza. – Rin. – Ele murmurou, queria que ela o enxergasse, mas seus olhos estavam vazios. – Rin, sou eu... – Alisou seus cabelos, ajeitando-os. – Sou eu, Rin. Obito. – Os orbes castanhos se viraram em sua direção, mas ela ainda não conseguia vê-lo.
– Os remédios que toma são muito fortes, senhor Uchiha. – O médico avisou. – Ela é muito violenta, então temos que fazer isso para que se comporte. – Obito preferiu ignorá-lo, e continuou chamá-la. – Ela não vai te ouvir. – Alertou, mas o outro não ouviu.
Puxou-a gentilmente e beijou seus lábios. – Ei... Eu finalmente te encontrei... – Murmurou para que apenas ela pudesse ouvir. – Você tem que me enxergar, Rin... – E assim continuou, por pelo menos meia hora a mais.
Embora o doutor Kabuto houvesse avisado mais de uma vez que o horário de visitas havia terminado, o Uchiha não parecia, nem de longe, disposto a sair do lado de sua esposa, então o médico foi “obrigado” a chamar os seguranças, que “convidaram” o empresário a se retirar, jogando-o contra a porta de seu próprio carro.
Para a sua sorte, Itachi ainda estava ali, e obrigou o tio a adentrar no automóvel. – Eles vão pagar por isso. – Obito murmurou com angustia. – Vão pagar por isso! – Itachi suspirou.
– Juridicamente falando, sim. Eles vão pagar muito. Conheço um ótimo psiquiatra, tio. Vou trazê-lo de volta para o país imediatamente (estou certo de que vai se interessar pelo caso), mas tenha um pouco de paciência.
– Eu já tive minha cota de paciência estourada nesses últimos anos, filho.
– Mas finalmente a encontrou, não é? – Itachi lhe ofereceu um sorriso sincero de apoio. – Depois de anos, enfim reencontrou sua esposa. Pode não ter sido um encontro épico, mas já é alguma coisa. – O outro preferiu não responder. -... Eu realmente gosto de você, tio. – Ele disse depois de hesitar. – Francamente, se você não tivesse saído da Uchiha, eu não teria tido coragem o suficiente para sair também. A essa altura, eu estaria sentado na cadeira de presidência, dando ordens ao meu irmão. – Ele balançou a cabeça como se a ideia fosse tão divertida quanto estúpida.
– Só espero que pense na admiração quando for calcular seus honorários. – O rapaz riu.
– Eu faço o que gosto; ando com quem gosto e por onde gosto. Tudo isso devo a você, tio. Os honorários são a única coisa que não deve se preocupar. Ao invés disso... – Olhou-o de canto, sorrindo. – Procure um bom apartamento de casal. Logo nós vamos livrá-la daquele lugar.
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Sasuke realmente gostava de festas, mas ele não estava muito disposto para aquela. Ainda assim, por consideração a amiga de infância, fez questão de aparecer com o maior dos sorrisos.
A residência Hyuuga era estupidamente grande – proporcional à sua família, na verdade-, mas em geral bem simples. A cor predominante no lugar era o branco: móveis, decoração e até mesmo os lustres, apenas com alguns detalhes em preto ou tabaco, espalhados por aqui e por ali.
Embora a festa fosse ao redor da piscina, é claro que havia pessoas por todos os cantos do lugar.
Para o azar de ambos, tanto o Uchiha quanto as amigas, Sak e Ino, chegaram praticamente juntos. Ino tratou de agarrar-se ao moreno logo e Sakura, após cumprimentar a aniversariante, com a ajuda de Naruto seguiu para um sofá qualquer.
Claro que, para a aniversariante, não foi muito agradável ver o Uzumaki negligenciá-la para ficar ao lado de sua própria paixão platônica, e ela sinceramente já não estava lá muito feliz: a festa era um desastre, ao menos aos olhos da moça. Não que Hina não gostasse de se divertir, mas para ela, diversão e bagunça eram termos muito diferentes, e dificilmente se associavam.
Ela definitivamente não era muito fã de boates e locais fechados, por isso achou que a ideia da festa na piscina seria boa o bastante para seus convidados, mas agora, vendo que sua sala começava a se transformar em um salão de danças, ela realmente começava a reconsiderar.
Sabia que não havia emitido mais que sessenta convites, mas por alguma razão, os convidados na sua casa passavam dos cento e vinte. Cento e vinte bagunceiros, que certamente estavam muito mais interessados em bebidas e comidas do que em homenagear a aniversariante.
Mas ela podia lidar com isso. Podia lidar com cento e vinte pessoas bêbedas dentro de sua casa. O mais difícil era engolir Naruto e suas visíveis investidas contra a depressiva senhorita Haruno.
E o que fazer quando se está irritadíssima, e sem ninguém para conversar? A resposta de Hinata foi simples: ela serviu-se de cinco copos do ponche que havia sido batizado no começo da festa, e no fim das contas, tornou-se tão bagunceira quanto os amigos de seus convidados.
Sakura suspirou. Ainda que estivesse dentro da casa, sentada no sofá ao lado de Naruto, os olhos verdes não conseguiam deixar de observar Ino e Sasuke em sua dança do acasalamento em frente à piscina. Pôde notar que nem sequer uma vez ele pareceu olhar em outra direção além da Yamanaka. – Mas o que ela está fazendo...?! – A voz de Naruto tirou sua atenção do casal.
– Hum?
– Olha aquilo! – Ele apontou para algum lugar e Sak pôde visualizar Hinata, a exemplar Hinata Hyuuga, empresária séria, subindo cambaleante ao palco colocado em frente à piscina, com a ajuda de quatro rapazes, e indo até o centro deste.
Ela puxou o microfone, comandou alguma coisa à banda e surpreendentemente, começou a cantar e dançar. Uma musica animada, que fazia sucesso. Sakura não pôde evitar a gargalhada. – Hinata Hyuuga cantando Discotheque! Hinata Hyuuga cantando e dançando Nana Mizuki! – Exclamou, realmente surpresa. Naruto, ao contrário da amiga, não parecia nada divertido com a o comportamento da moça. – O que?! – Sak realmente surpreendeu-se com a cara do amigo. – Você já fez coisas muito piores quando bêbado. – Ela observou, e viu os olhos azuis se revirarem.
– Ela vai acabar caindo dali. – Murmurou irritadiço. A sobrancelha da Haruno ergueu-se, e após dar mais uma olhada na aniversariante, ela duvidou disso.
– Eu acho que ela está indo muito bem... Só um pouco alegre e corajosa, mas não acho que esteja bêbada a ponto de cair. – Analisou. – Oh! – Ela exclamou ao ver a de cabelos azulados puxando um dos convidados para cima do palco, e começou a rir ao vê-la dançar lento com este; Naruto amassou a latinha de cerveja que tinha em mãos.
– Vou poupá-la da vergonha publica. – Disse antes de se levantar, mas a estudante suspeitou que aquela reação dava-se a muito mais do que apenas preocupação com a imagem da moça.
Naruto deu passos fortes até o palco, e puxou o braço da Hyuuga sem sequer envergonhasse da cena que causava. Hinata estreitou as sobrancelhas e seu companheiro fez uma careta, irritado com a interrupção. – O que você está fazendo? – Ele murmurou baixo, e a morena deu os ombros.
– Me divertindo. – Disse antes de voltar a dançar, mas mais uma vez foi interrompida. – O que você quer?! – Ela exclamou alto demais. Por sorte, o som da banda era alto o suficiente para abafar a conversa.
– E- Eu só estou tentando ajudar! – Ele gaguejou; sentia o rosto queimar. Os olhos perolados reviraram.
– Eu estou bem. Muito bem, aliás. – E forçou um sorriso, gesticulando para o companheiro. – Este é Kiba Inuzuka. Eu o conheço desde menina, e estou certa de que ele não vai nem abusar, nem se aproveitar de mim. – Foi como um soco no estômago do Uzumaki. – Então não se preocupe. Apenas volte para sua amiguinha... Eu não fico te incomodando quando você sai dançando com outras pessoas, certo? – Ela estava visivelmente alterada, e Naruto sabia que se arrependeria na manhã seguinte. Então, sem se importar com Kiba, puxou-a facilmente, jogou-a contra seu ombro e mesmo com as exclamações e pedidos de “solte-me”, levou-a para dentro da casa.
Alguns convidados observaram chocados àquela cena, mas outros estavam mais ocupados fazendo coisas idiotas. O grupo de quatro garotos que havia ajudado Hinata a subir no palco, por exemplo, decidiu repentinamente aproximar-se de Sakura, que estava quieta, sentada e sem beber nada alcoólico, e começaram a irritá-la.
Após as recusas da garota de dançar ou beber, eles tiveram a ideia genial de pegá-la pelos braços e guiarem-na até a piscina, onde jogaram-na, ainda que ela implorasse para que a soltassem. Eles estavam bêbados demais para notar o pé engessado da garota.
Naquele momento, Sasuke e Ino estavam muito ocupados comentando a divertida reação ciumenta de Naruto, e não puderam notar a confusão até que Rock Lee, um dos sócios da Poder da Juventude começasse a gritar com um dos garotos. – Por favor, seja mais conveniente! – Ele exclamava. – Se ela queria ficar tranquila, que a deixassem em paz! – Ino ficou mais interessada no assunto do que Sasuke.
– O que será que está acontecendo...? – Ela se perguntou, mas o moreno deu os ombros.
– Algum idiota deve ter jogado alguém na piscina. – O Uchiha murmurou simplesmente, e com uma preocupação natural de melhor amiga, imediatamente a loira virou-se para verificar se Sak estava sentada no seu lugar.
– Foi a Sakura! – Ela exclamou apavorada, ainda que não tivesse certeza, e empurrou o moreno. – O pé dela...! – Não foi preciso dizer mais nada: Sasuke sequer incomodou-se em tirar os sapatos antes de pular na piscina de profundidade olímpica, apavorado apenas com a ideia de sua rosada estar em apuros.
Assim que Lee percebeu que ela não subia, também se apressou em mergulhar, mas Sasuke estava mais próximo então naturalmente a alcançou antes. Ela o abraçou assim que ele se aproximou, mesmo embaixo d’água, e foi tirada dali sem dificuldades. Mesmo quando chegaram ao chão, Sak não quis soltá-lo; estava assustada, tremendo, e sequer notou quando um círculo de pessoas começou a rodeá-los. – Sakura! – Sasuke não tentou soltá-la. – Você está bem? – Ele murmurou próximo à orelha dela, carinhosamente.
Ela não respondeu; apenas encolheu-se nos braços dele e começou a chorar, murmurando “Sasuke-kun” inúmeras vezes, inconscientemente.
Sasuke jamais se sentiu tão aliviado.
Notas finais
Na realidade, eu tive essa ideia depois de começar a fic, quando decidi introduzir o Obito. LOL
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O que acharam da Hinata animada pela bebida? hgahsuahasuhsahusahaus' Muita gente queria ver o Naruto ciumento (assim como a autora em questão) então eu realmente me diverti escrevendo essa crise pequena. u.u
Fico feliz pelos NaruHinas que leem a fic, porque acho que a partir de agora eles terão mais destaque! XD
Incrível como problemas sempre destacam personagens, não?
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Enfim! Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram! A todos que demonstram seus sentimentos com reviews que deixam a autora aqui tão feliz! *-*
Obrigada gente! Muito obrigada por essa força! *-*
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Dúvidas? Críticas? Sugestões? Estou sempre disposta!
Espero que tenham gostado do capítulo. Eu realmente me esforcei, mas sempre fico um pouco ansiosa com a resposta de vocês...! x.x
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Mais uma vez, obrigada AkemyKwon! Realmente adorei suas palavras! *-*
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