50 Tons De Uchiha
19 Dando o Braço a Torcer.
Notas iniciais
Capítulo 19 – Dando o Braço a Torcer.
Kasumi conhecia Itachi há tempo suficiente para saber que ele era tão santo quanto o irmão. Mesmo assim, nunca havia se imaginado naquela situação: parada em frente à porta de seu apartamento, do lado de fora, enquanto uma vadia qualquer estava do lado de dentro.
A mulher até que era bastante parecida com ela, mas perceber isso não foi o suficiente para conter sua raiva. Especialmente porque a maldita vestia uma camisa que a própria Kasumi havia escolhido, um ano atrás, quando passavam o ano novo juntos em Okinawa. – Eu posso ajudar? – Ela questionou com gentileza. E a gentileza foi o que fez Kasumi respirar fundo e controlar-se.
– Eu quero falar com o Uchiha-san. – Tentou retribuir ao sorriso da melhor forma possível.
– Oh... O Itachi está no banho. – A vadia sorriu de maneira sugestiva, mas mais que o sorriso, Kasumi se irritou pro ela tratá-lo como “Itachi”. – Eu posso entrar lá e falar que tem alguém esperando por ele... – Ela estava a ponto de entrar no apartamento, mas então voltou. – Mas quem é você mesmo? – Os lábios de Kasumi formaram uma linha reta, e aquela pergunta foi a gota d’água.
Ela jogou a bolsa no chão, entrou no apartamento e puxando os sedosos cabelos castanhos da outra, arrastou-a até a sala de estar. – Quem sou eu? Quem é você?! – Jogou-a sobre o sofá, pôs-se sobre ela e começou a agredi-la.
– Enlouqueceu?! Solte-me! – A desconhecida até tentou escapar, mas Kasumi fez questão de puxá-la pelos cabelos dar-lhe belos tabefes no rostinho bonito. – Itachi! Itachi!
– “Itachi”, “Itachi”! – Kasumi imitou-a com o tom de voz agudo. – Quem disse que você pode chamá-lo assim, hein?! – Estapeou-lhe o rosto com violência desnecessária. – Quem disse?! – A mulher, irritada, decidiu revidar, e isso só serviu para atiçar ainda mais a paciência já escassa da jornalista.
Cabelos foram arrancados, arranhões trocados e tapas foram revidados. Mas, por sorte, antes que qualquer uma pudesse fazer com que a outra sangrasse, o motivo da discussão enfim apareceu.
Itachi havia acabado de sair do banho, e tinha uma toalhinha sem vergonha presa à cintura, o que só serviu para frustrar ainda mais a amada, que descabelada e arranhada, após uma última estapeada no rosto da desconhecida, levantou-se com o intuito de retalhar com ele. – Que droga é essa?! – Ela quis saber aos gritos, apontando para a outra. Itachi riu.
– Ela? Ela é a Aya-chan. – Ele acenou com a cabeça para a outra, que se ajeitava no sofá. – Bom dia, Aya-chan. – E franziu o cenho. – Péssima escolha de camisa.
– Itachi! Essa louca me atacou! – Aya tremia quando apontou para Kasumi. – Ela é louca, estou te dizendo!
– Eu sei disso. – Ele sorriu para a amada, que cerrou os olhos. – Há quanto tempo, Kasumi. O que a trás aqui? – Questionou-a casualmente, mas por dentro, estava estupidamente ansioso. – Talvez esteja pronta para falar com seu pai? – Ela estreitou os olhos. – Eu tenho tido um trabalhão para cuidar dele... Acho que finalmente consegui alguém para controlá-lo, mas tenho certeza de que sua companhia será essencial para a rápida melhoria da perna que você quebrou-...
– Cale a maldita boca. – Ela exigiu com a voz tão séria que ele não pôde desobedecer. Kasumi cerrou os olhos ainda mais; eles começavam a marejar, e encarou o amado com mágoa palpável. – Sabe o que eu vim fazer aqui? – Ele nem tentou responder. – Eu vim para dizer o quanto eu te amo, o quanto eu sinto sua falta! – Cada palavra parecia soar mais alta. – Eu vim aceitar sua proposta de casamento. Vim decidida a ser sua esposa, decidida a ser sua... – E começou a chorar.
Itachi suspirou longamente; alisou seus próprios cabelos molhados e riu.
Aquela mulher era mesmo impossível!
Como ele poderia lembrar-se de Obito, quando ela falava-lhe assim? – Mas parece que isso já não faz mais diferença para você. – E olhou com desdém para a companhia do amado.
– Pelo amor de Deus, Kasumi! – Ele bufou. – Não estamos juntos há meses. Não dá pra simplesmente segurar. Não dá pra te esperar pra sempre! – Ela riu alto quando tornou a olhá-lo.
– Irônico, já que você sempre me dizia que por me amar, iria me esperar para sempre. – Ele estreitou os lábios. – Mas quer saber...? Nada disso importa. Continue com sua diversão. – Trêmula, ela seguiu até a bolsa.
– Kasumi...
– Não, não precisa dizer nada. – Ela riu sem humor. – Adeus, Itachi. – E seguiu, apressada e desesperada, para fora do apartamento.
Itachi praguejou alto, mas quando se apressou em ir ao corredor para fazê-la parar, já era tarde demais. Só pôde vê-la se desmanchando em lágrimas, enquanto a porta do elevador fechava.
E ele soube que Kasumi não iria nunca mais querê-lo ver.
~
Ter Sasuke Uchiha às sete da manhã, parado em frente à porta de sua casa, beijando-a com tanto carinho, falando com tanta confusão, foi muito para a resistência da senhorita Haruno.
Especialmente porque ela também sentia falta dele, e também estava extremamente confusa.
Sakura havia sonhado muito com os beijos e carinhos do senhor Uchiha, mas tinha que admitir: o verdadeiro era sem comparações. Ele alisou seu rosto, seus cabelos, sua nuca... E ela se sentiu no céu.
Quando se afastou – muito cedo na opinião dela – sorria como um menino de cinco anos que acabava de cometer uma divertida travessura. – É bom saber que também sentiu minha falta. – Ele murmurou baixo, e mordiscou-lhe os lábios, fazendo Sak enrubescer.
Ela tentou se afastar, constrangida com o comentário, mas ele não a permitiu: puxou-a pela cintura possessivamente e tornou a selar seus lábios, ainda mais desesperado do que no primeiro beijo.
Sasuke a guiou para dentro de casa, tendo o cuidado de fechar a porta; guiou-a habilmente pela sala de estar, e puxando-a pela cintura, sentou-a num móvel – um livreiro baixo, que mais servia para decoração – derrubando um enfeite de vidro no ato. A peça não se quebrou, mas a queda dela os fez rir. – São sete da manhã... – Ela disse num sussurro. – O que pensa que está fazendo, invadindo a casa dos outros assim? – Sasuke deu os ombros; beijou seu rosto gentilmente e a fez sentir o estômago contorcer por colocar as mãos gélidas por baixo da camisa branca social; gentilmente, ele alisou a cintura da jovem. – S- Sasuke-kun...!
– Sh... – Mordiscou a orelha dela. – Por favor, não fale... – Ele subiu as mãos aos poucos, o que a fez paralisar. – Eu senti a sua falta... – Confessou. – Tanta falta a ponto de não conseguir me concentrar e mais nada... – Alisou gentilmente os contornos dos seios pequenos; Sak escondeu o rosto nos ombros dele. – Devo admitir: saber que você se tornou a aluna favorita da Tsunade foi muito frustrante. – Apertou-a levemente. Sak arfou baixo, e esse arfar foi o estopim para a sanidade de Sasuke Uchiha.
Quando adentrou ao carro naquela manhã, após uma noite muito mal dormida, ele só esperava uma conversa calma, tranquila e adulta com a senhorita Haruno, mas tudo o que havia planejado falar havia sumido de sua mente no mesmo instante em que reencontrou aqueles grandes e quentes orbes verdes, e tudo o que ele quis fazer foi beijá-la. Beijá-la para que ela entendesse, para que sentisse sua necessidade.
Mas depois de um beijo, é muito difícil parar. Especialmente quando ela parecia tão deliciosamente receptiva àquela manhã; no fim, suas manias ousadas venceram todo seu planejamento respeitador, e depois daquele arfar... Era impossível resistir.
Sasuke abocanhou-lhe os lábios mais uma vez, mais violento e necessitado, mas surpreendentemente carinhoso. As provocações ficaram um tanto piores: ele a apertava, e com o indicador, estimulava-lhe o mamilo.
Com uma das mãos, puxou-a pela cintura, e fez com que os corpos roçassem um no outro; a própria Sakura se livrou do jaleco, e isso só serviu para animá-lo mais.
Sasuke afastou-se milímetros, trêmulo, arfante e atordoado. Ele! Justo ele, naquele estado! Há quanto tempo não se sentia assim? Definitivamente, aquela mulher o estava enlouquecendo.
O rapaz não conseguia se lembrar da última vez em que fora tão desajeitado ao desabotoar uma camisa. Considerou-se um tolo, por estar tão animado com a aceitação dela, mesmo que tivesse a pequena – talvez não tão pequena – impressão de que ela o pararia antes do ato consumado, mas não se importou.
Ele deu um suspiro longo, vitorioso, ao conseguir enxergar o sutiã rosa simples, e Sak sentiu-se uma perfeita estúpida por não estar usando algo mais adequado. Uma coisa com renda, ou laços de cetim. Claro, ela não passou muito tempo pensando nisso, uma vez que o senhor Uchiha apressou-se em livrar-se da peça.
Ele aproximou o rosto lentamente, mas antes que pudesse alcançá-la, a última gota de sanidade da garota Haruno exclamou: — Por favor, pare! – Num sussurro um pouco alto.
Ele parou, parecendo confuso; olhou-a de canto, viu-a enrubescida e nervosa, e sorriu, muito satisfeito com sua expressão. Sasuke tornou a se aproximar, só por provocação, e embora Sak tivesse pedido mais uma única vez que se afastasse, ele não a ouviu; deslizou a língua ao redor de sua clara aréola, calando-a efetivamente.
A rosada se apoiou no móvel, e ele percebeu que toda sua força de vontade havia se esvaído. Sasuke não era nenhum santo, então pretendia sim, aproveitar-se daquilo.
Ele beijou ambos os seios, e mordeu-os com uma leveza deliciosa; com a ponta, da língua, estimulou os tensos mamilos róseos, e enquanto isso se livrava do paletó e da própria camisa.
Quando conseguiu, não se importou em deixá-los no chão, no meio da casa; puxou-a mais uma vez, e estremeceu com o contato das peles nuas, tanto quanto – se não mais – do que ela. – Se eu te implorar para ser minha namorada... – Ele murmurou com a voz rouca, tenso. – Você me deixa continuar? – Ela negou, mas não estava certa de sua resposta. Ele gemeu de desgosto, e apertou sua cintura. – Por favor...
– Eu tenho que ir trabalhar... – Era verdade. – E, além disso... – Ela riu baixo, timidamente. – Nunca idealizei minha primeira vez na sala da casa da Ino, em cima do livreiro. – Ele sorriu.
– Sem planejar é melhor. – Garantiu, mas ela mais uma vez negou. – Saiba que isso não é nada justo, garota Haruno... – Ele deslizou os lábios pelos ombros nus da moça, e beijou-os delicadamente. As mãos de Sak subiram lentamente por seus braços, até seus ombros e finalmente sua nuca, e ela emaranhou os dedos nos cabelos negros. – Eu passo tanto tempo pensando em você... E ainda assim, é sempre cruel... – Ele mordeu seu ombro.
– Mas é você quem me persegue... – Ela o lembrou, e perceber que era verdade o fez rir. Sasuke ergueu o rosto, fitando-a com os olhos negros divertidos.
– De fato. – Ele concordou. – Sempre fui curioso, e a vontade de conhecê-la é imensa, senhorita Haruno... – Enquanto dizia, deslizava as mãos pelas pernas dela, que por sorte – ou azar – estavam protegidas pelas calças. – Conhecê-la profundamente. – E mandou-lhe um olhar sugestivo que fez com que o coração da moça quase saísse pela garganta.
– E- Eu... Eu já te disse... – Ela tentou desviar de seu olhar. – Não quero esse tipo de relacionamento... – Ele suspirou.
– Francamente, eu não me importo. – Puxou o rosto dela. – Desde que a conheci, não sai da minha mente. Eu quero... Quero conhecê-la. De todas as formas. – Puxou-a pela cintura, retirando-a de cima do livreiro. Sakura se apoiou em seus ombros, constrangida, e sentiu-se ser levada até o sofá.
Sasuke se sentou, ajeitou-a em seu colo e a abraçou carinhosamente, de modo que seus seios não ficassem à mostra, caso fossem flagrados. – Está me enlouquecendo, senhorita Haruno... – Beijou-lhe a cabeleira rósea. – Estou cansado de fugir... E cansado de vê-la fugir... – Com uma das mãos, ergueu seu rosto. – Eu... – Ele enrubesceu, e hesitou. – Eu não sou o tipo de homem que costuma ser compromissado. – Confessou-lhe. – Na verdade, detesto da ideia de compromissos, porque eles geralmente só me trazem dores de cabeça... – E então suspirou. – Mas eu estou disposto a respeitar seus desejos, se aceitar me conhecer melhor. – Sak enrubesceu. – Particularmente, gostaria de deixar esse relacionamento entre nós... – Ela estreitou as sobrancelhas, desconfiada, e ele se conteve para não rir. – Eu não quero a imprensa te perseguindo. – Embora não fosse apenas isso, ele achou que era uma explicação boa o suficiente. Na verdade, ele não queria que Mikoto a perseguisse.
Ainda assim, Sakura parecia hesitar. Toda aquela conversa era no mínimo duvidosa, e para ajudá-la a se decidir – e só para isso – ele beijou-lhe o rosto uma, duas, três vezes; deslizou os lábios por suas faces e então lhe beijou a orelha. – Por favor... – Pediu num sussurro que a fez estremecer.
– E- Então... – Ela sentia o peito queimar. – Está dizendo que vamos ser... Como namorados secretos? – Ele riu, e negou; puxou-a pelo rosto e deu-lhe um beijo terno.
– Não. Eu gosto de sair com você, e a ideia de esconder é muito imatura para nossa idade. – Ela sentiu o rosto enrubescer. – Só não vamos... – Ele franziu o cenho. – Anunciar. – Sakura sorriu.
– Eles vão me perseguir do mesmo jeito. – Afirmou com um tom provocante que o fez suspirar.
– Já ouviu a frase “tudo o que é ruim pode ser pior”? – Ela riu. – Eu falo sério... – Ele alisou seu rosto. – Eu gostaria de ser discreto, mas se quiser que todos saibam, não vou me opor. Posso mudar o meu status no facebook. – Ela riu. – Vamos, Sakura... – Mordiscou sua bochecha. – O que me diz?
– Eu digo que deviam fazer isso no quarto. – A voz de Ino soou severa e irritadiça, e Sakura imediatamente agarrou-se à Sasuke, na esperança de se esconder.
A pressão dos seios dela em seu peito o fez enrubescer, e foi necessária muita força de vontade para ele continuar minimamente são. – Sério, na sala? Nem eu faço isso, Sak! – A loira jogou sobre o paletó negro sobre os dois. – No quarto. Agora. – Ela comandou, apontando em direção aos quartos, e foi para a cozinha.
E embora Sakura tenha se constrangido, ela não pôde deixar de rir da situação. Era muito irônico, afinal, ter Ino Yamanaka dando-lhe uma lição de moral.
Mas diferente da namorada em potencial, Sasuke não gostou nada da atitude da garota; ele cobriu os ombros de Sakura com o paletó. – Vou acabar te levando para morar comigo. – Murmurou contrariado, fazendo-a gargalhar. – O quê? Não é engraçado.
– Meu pai atiraria em você. – Ela garantiu. – E em mim, se fosse morar com um homem sem me casar. – Só a palavra o fez empalidecer, mas por sorte, a moça não notou. Sakura estava ocupada demais se levantando e procurando sua camisa, e Sasuke usou o meio tempo para reformular os pensamentos.
Ele levantou-se, assim como ela; vestiu a camisa azul social e observou-a se vestindo desajeitadamente, escondida dentro do terno. – Então? O que me responde? – Ele questionou após ter o paletó de volta.
Sakura recolocou o jaleco; amarrou os cabelos num coque alto na cabeça e suspirou longamente; pôs as mãos sobre os quadris, e encarou fixamente os ansiosos olhos negros do senhor Uchiha.
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Os Hyuuga não tinham o costume de manter parceiros sexuais – fossem eles casuais ou fixos – debaixo do mesmo teto do resto da família, mas Hinata simplesmente não sabia como dizer aquilo à Kiba.
Ele estava lá sempre que podia estar; nas manhãs e nas tardes – ela não gostava de dormir com ele em seu quarto, pois considerava um ato extremamente desrespeitoso para sua família.
Mas hoje tudo ficaria bem, tudo ficaria calmo, pois a Time Oito parecia estar prestes a se apresentar em uma cidade vizinha; então, naquela noite, a senhorita Hyuuga estava ansiosa para ler um bom livro na tranquilidade de seu quarto – algo que ela adorava, mas não fazia há algum tempo.
Era o final da sexta-feira, e Hinata chegou à casa dos Hyuuga às seis horas; tomou um longo e relaxante banho, secou os cabelos com o secador e vestiu um pijama de algodão macio e quentinho.
Ela mostrou-se absolutamente surpreendida – e em seu íntimo, até um pouco frustrada – quando Hanabi entrou ao seu quarto sem aviso prévio, e anunciou que o Inuzuka a esperava na sala.
A notícia havia estragado todos os seus planos da planejada noite tranquila que a moça desejava ter, mas ela se esforçou muito para mostrar-se contente quando pediu a mais jovem que avisasse ao rapaz que logo estaria com ele.
Como uma boa garota, Hinata foi até seu armário, pegou o primeiro vestido de lã e desceu ao encontro do namorado.
Quando desceu à sala de estar, deparou-se com a seguinte cena: Hanabi, sentada em um sofá, ao lado do Inuzuka, bombardeando-o com perguntas sobre Shino Aburame e Menma sentado numa poltrona um pouco mais distante, emburrada, com os braços cruzados enquanto tentava matá-lo com o olhar. – Kiba-kun, eu pensei que tivesse uma apresentação. – O Inuzuka deu um salto, ao ouvir a voz da namorada.
Ele sorriu-lhe abertamente, aproximou-se e agarrou-a pela cintura. – Bem, você trocou as bolas. Minha apresentação é amanhã. – Ele explicou. – E eu vim porquê sua irmã me convidou. – Menma encarou Hanabi como se ela fosse uma traidora.
– He? Por quê?! – Hana sorriu.
– Nós vamos inaugurar o HinaHyu FC!
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Sasuke estacionou a frente do hospital, e isso fez Naruto se espantar. – Por que estamos aqui? – O loiro quis saber. – Pensei que iríamos para a festa da Hinata... – Sasuke concordou.
– E vamos. – Ele soltou o cinto de segurança. – Mas eu vou buscar mais um convidado. – Naruto estreitou as sobrancelhas, confuso, mas não tão curioso como normalmente estaria, caso não estivesse tão ansioso para rever certa Hyuuga.
Sasuke se esgueirou até o assento de trás do carro, puxou uma sacola enfeitada nas cores rosa e marrom. – Vá para o banco de trás. – Ele comandou antes de se retirar do carro.
– Banco de trás? Por quê? – Mas Sasuke deu mais nenhuma explicação.
O moreno seguiu ansioso até a recepção do hospital, ele perguntou sobre Sakura, e a moça pareceu hesitar. – Ela está se arrumando para sair... – Disse incerta. – Não prefere falar com Tsunade? – Só a ideia de falar com Tsunade Senju fê-lo sentir um calafrio.
– Não! – Ele exclamou, contendo seu desespero. E sorriu. – Eu sou amigo da senhorita Haruno; vim buscá-la. – Explicou com um sorriso gentil, e a moça pareceu acreditar, pois imediatamente lhe explicou que direção tomar.
Sakura estava na sala de descanso; estava deitada, adormecida sobre o sofá; parecia estupidamente exausta. Ele riu ao ver a cena; aproximou-se discretamente, não sem antes se certificar de trancar a porta e baixar as cortinas; ajoelhou-se à frente dela e após levantar um palmo de sua camisa, beijou-lhe a barriga.
Sak se remexeu, mas não deu sinais de estar desperta, então ele não conseguiu se conter: abriu os botões da camisa branca social lentamente – com mais facilidade do que de manhã, diga-se de passagem – e suspirou ao rever o sutiã rosa simples. – Meu bom amigo... – Murmurou para si mesmo; aproximou-se mais e beijou com suavidade a parte superior do seio da namorada, que estreitou os olhos. – Deve estar muito cansada, Sakura... – Ele baixou o tecido rosa, e abocanhou o mamilo esquerdo sem cerimônias.
A ação fê-la despertar imediatamente. Inicialmente, estava confusa; ela enrubesceu ao vê-lo ali, até cogitou estar sonhando, mas então ele lhe lançou aquele sorriso galante que ela tanto achava ridículo. – Sasu-... – Ela foi calada por um beijo.
Sasuke se afastou; sentou-se ao lado dela e se aproveitando de sua sonolência, puxou-a para cima de seu colo. – Mas que droga...?!
– Eu vim buscá-la. – Ele deslizou os lábios pelo peito dela, fazendo-a enrubescer.
– M- Me buscar? – Sasuke anuiu. – Eu tenho um compromisso... – Fitou-a com um sorriso divertido. – Um compromisso íntimo, então eu gostaria de levar a minha namorada. – Sak sentiu o estômago girar trezentos e sessenta graus pela ansiedade causada diante daquelas palavras.
– Q- Quer me apresentar? – Ele fez uma careta.
– Você já conhece a maioria das pessoas, mas quero apresentá-la como minha namorada. – Ela sentiu o rosto queimar.
– Pensei que seria um namoro secreto... – Murmurou baixo, mas intimamente estava extremamente feliz por ele parecer ver as coisas além daquilo.
– Não secreto. Discreto. – Ele a corrigiu. – E se fosse mesmo um “segredo” para todos, você não acreditaria em mim. – Ela fez uma careta que comprovou suas suspeitas. – Então, eu trouxe isso. – Com a cabeça, ele apontou para a sacola deixada ao chão.
– Não precisava. Eu estou exausta, não pretendo...
– Você é minha namorada, então vai me acompanhar. – Ele pontuou. – Assim como eu vou acompanhá-la, quando precisar. – Ele sorriu provocante. – Ou será que é você quem quer me esconder? – Sakura fez um beicinho, que Sasuke imediatamente beijou. – Vamos, é rápido. – Ele prometeu. – Só vamos parabenizar uma amiga.
– Hinata? – Ele anuiu. – Você tem outra amiga além dela? – Sasuke gargalhou.
– Eu tenho muitas amigas. – Sakura fez uma careta. – Mas ela é a única amiga que eu nunca...
– Entendi, entendi! – A rosada esquivou-se de seus braços, e ele fez uma careta.
Sakura puxou a sacola e retirou de lá um adorável vestido rosa casual que devia caber perfeitamente. – Você adora me ver de rosa, não é? – Sasuke sorriu.
– Combina com você. – Ela suspirou.
– Está bem, eu vou vestir isso, mas depois te devolvo.
– Mas eu nem comprei os sapatos...! – Ela apontou para a porta, interrompendo os pensamentos do rapaz.
– Agora saia enquanto eu me visto. – Ele fez uma careta de desagrado que a fez corar. – Agora. – Pontuou. Com muita dificuldade, Sasuke se levantou, seguiu até a porta e retirou-se.
Sakura levou menos de três minutos para se vestir, e logo estava do lado de fora, ao lado do namorado, adentrando do lado do passageiro no sedã preto. – Sakura-chan?! – Naruto praticamente berrou ao vê-la. Sasuke adorou vê-lo surpreso.
– Naruto!
– O- O que faz aqui?! Por favor, não me diga que esse maldito te dobrou! – Sasuke sorriu de canto, aproximou-se propositalmente para colocar-lhe o cinto, fazendo-a corar, e fazendo com que Naruto se sentisse constrangido.
Depois ele se afastou, parecendo muito agradado por surpreender o amigo, e Sak no mesmo instante sorriu por perceber que ele queria provocar. – Na verdade, eu o dobrei. – A rosada garantiu ao amigo, e no mesmo instante, o sorriso do namorado se desfez. – Já que agora sou a namorada do senhor Uchiha.
– N- Namorada?! – O Uzumaki gargalhou. – Namorada! – Exclamou. – Sasuke Uchiha, com uma namorada fixa! Não, isso não é possível. – Sak deu os ombros.
– Sou uma namorada fixa, vamos ver se dura.
– Ah, cara. Eu estou surpreso! – Naruto confessou, e Sasuke revirou os olhos enquanto ligava o carro.
– Não seja idiota, dobe. Eu gosto dela, — Sakura enrubesceu. – ela gosta de mim, não existem motivos para ficar me esquivando. – Ela não conseguiu entender o porquê de o Uchiha ser tão ríspido, mas Naruto compreendeu.
Mais uma vez, ele estava tentando dar-lhe uma lição de moral.
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Itachi suspirou longamente ao estacionar a frente do apartamento modesto que servia de lar à senhorita Aihara.
Ele havia passado a tarde inteira espreitando seu escritório, mas uma colega da amada o avisara que Kasumi estava afastada por questões de saúde.
Isso o preocupou grandemente.
Kasumi tinha uma saúde frágil, era verdade. Mas a não ser que estivesse desmaiada na cama, nada costumava afastá-la do trabalho. Ao se lembrar da visita inesperada – porque Kasumi não era o tipo de pessoa que dava o braço a torcer –, à confissão e ao desespero que a ex- havia demonstrado àquela manhã, em seu apartamento, ele temeu que fosse algo mais sério.
E foi por esse temor que ele seguiu para o apartamento dela.
Desceu do carro, foi até a recepção, onde um senhor mentiu, dizendo que ela não estava em casa. – Kasumi não sai sem o carro. – O Uchiha o lembrou. – E o carro dela está estacionado na vaga. – O zelador pareceu ficar constrangido por ser pego na mentira; coçou o rosto, incomodado e suspirou longamente.
– Eu lamento muito, Uchiha-san, mas ela não quer vê-lo. – Disse-lhe. – Eu gosto muito da Aihara-san, você sabe. Ela mora aqui há anos, é gentil com todos...
– Por favor, só me deixe entrar. – Itachi tentou interrompê-lo. Já não tinha mais nenhuma gota de paciência.
– Eu não posso fazer isso, Uchiha-san. – Os olhos negros reviraram.
– Tenho as chaves do apartamento. – Ele exibiu suas cópias. – É só abrir o portão para eu entrar no prédio. – Mas o homem negou.
– Ela deu ordens expressas: não pode entrar no prédio. E se o senhor insistir, terei que chamar a polícia.
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Kasumi se encolheu embaixo dos cobertores, e encarou a foto que estava ao lado de sua cabeceira. Uma foto de Itachi.
Ele mesmo lhe deu; ele mesmo pôs no porta-retratos e ele mesmo colocou-a sobre o criado-mudo, e mesmo que a morena tivesse reclamado muito sobre isso, nunca a tirou dali.
Os olhos castanhos estreitaram-se, chorosos, e ela empurrou o porta-retratos, arrependendo-se no instante em que ouvira o som de vidro quebrando.
Ela suspirou, lamentando-se, e se levantou para limpar o estrago.
Kasumi seguiu até sua cozinha, irritada com o mundo, mas paralisou ao ver o longo envelope que havia retirado do hospital mais cedo.
Imediatamente, lembrou-se da discussão com Itachi. Era incrível como justamente quando ela tinha aceitado deixar de ser teimosa, era tarde demais...
Lembrou-se da mulher desconhecia e sentiu os olhos queimarem.
Inconscientemente, suas mãos deslizaram até o ventre, e ela suspirou. – É, bebê... Parece que estamos sozinhos. – Sorriu desgraçadamente, e olhou para a barriga magra. – Mas não tenha medo... Eu vou cuidar de você.
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