Notas iniciais
SURPRESINHAAA!! SZ
Eu não pude postar semana passada (nem The King, na realidade), por que meu querido amado estava aqui. Sempre que ele se vai, sinto-me depressiva... x.x Mas nada melhor que minhas histórias para me tornarem uma pessoa feliz!
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Eu gostaria de agradecer aos comentários que não pude responder. D: Obrigada pela força, gente! vocês são demais! sz
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Ah! E não é porque estou postando esse hoje que vou deixar de postar domingo! Claro que tudo depende dos seus comentários. sz
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Divirtam-se! sz

Capítulo 09 – Confusão.

O quarto de Hinata ficava no segundo andar, mas Naruto não se incomodou em subir as escadas com o peso da garota em suas costas, mesmo que ela estivesse se debatendo irritadiça, comandando que ele a soltasse imediatamente.

Em quinze anos de convivência, Naruto nunca, jamais havia presenciado qualquer tipo de comportamento parecido vindo de Hinata. Ela sempre fora educada, calma e gentil: um doce de pessoa. Filha exemplar, garota exemplar, ainda que seus únicos amigos fossem dois degenerados.

Ela não demonstrava interesses por relacionamentos – aos menos aos olhos do loiro – e nem se importava com as suposições que vez ou outra eram feitas pela imprensa. Era uma garota simplesmente tranquila. Ao menos era o que se devia supor...

Naruto jogou-a na cama sem muitos problemas, mas em meio segundo ela já estava em pé. – Eu quero voltar para minha festa! – Insistia. – É minha festa, lembra?! – Suas sobrancelhas estavam juntas, como se estivesse frustrada pela atitude do amigo.

– Talvez quando você voltar a si. – O Uzumaki franziu a testa. – Vamos, seja uma boa garota: deite-se e espere a bebedeira terminar.

– Não estou bêbada. – Ela bufou. – Só bebi um pouquinho. – Murmurou com um beicinho, demonstrando a quantidade com os dedos. Naruto riu.

– Se fosse mesmo “só um pouquinho, você não estaria fazendo isso. – Ela revirou os olhos.

– Desculpe, mamãe. Mas acho que sou grandinha o suficiente para saber quanto eu posso ou não beber, não concorda? – Não, ele definitivamente não concordava.

– Você não vai gostar de lembrar, amanhã de manhã, que estava se esfregando com um cara qualquer em cima de um palco. – O rosto da Hyuuga enrubesceu.

– E- Eu não estava me esfregando com ninguém! – Defendeu-se, mas os lábios de Naruto se contorceram de maneira censurada.

– Claro que estava. – Lhe disse. – Eu vi. Foi ridículo, se quer saber. – Os punhos dela apertaram-se.

– Ah, é mesmo? – Em um caso comum, ela apenas choraria. Mas como estava corajosa graças à bebida, então juntou as sobrancelhas e prosseguiu. – Desculpe, acho que da próxima vez que você estiver se agarrando com alguém, vou parar para observar. Assim aprendo a fazer direito. – Ele suspirou.

– Olha só o que você está falando... Completamente bêbada. – Lamentou.

– Oh, desculpe. – Ela cruzou os braços, e aproximou-se com os olhos irritadiços fitando os azuis. – Perdoe-me se não posso beber um pouco. Perdoe-me se não posso ficar solta. Perdoe-me, Naruto. De fato, eu devia ter ficado sóbria, observando você se jogando para cima de alguém que simplesmente não está interessada em você! – O rosto do rapaz queimou.

– I- Isso não tem nada a ver! – Exclamou sem graça, mas a Hyuuga riu sem humor. – Hinata deite-se um pouco. Quando estiver mais calma-...

– Não! – Ela exclamou decidida. – Eu não vou dormir! – E apontou para a janela. – Está é a minha festa. São meus convidados!

– Olha, só estou querendo ajudar...

– Ajudar? – Ela riu alto. – Ajudar. – Cruzou os braços mais uma vez e fitou-o como se aquela fosse a piada do século. – Então faça um favor: pare de me incomodar. Eu vou dançar como quiser e com quem quiser. Sou maior de idade e vacinada. E também não precisa se preocupar com a minha pureza porque você já deu conta dela, não é? – Ele perdeu a fala, assim como ela, ao notar o que havia dito. Claro que um pouco de álcool deixava-a corajosa, mas não a ponto de tocar naquele assunto.

–... Hinata... – Ele começou, mas com um gesto, a moça o impediu de prosseguir. Odiava ouvir qualquer tipo de desculpas vindas do amado.

Seu rosto estava avermelhado e ela tinha que se esforçar muito para não chorar ali mesmo. Sabia que não poderia mais olhar para o rosto dele, então apontou em direção à porta. – Saia. – Comandou com a voz embargada. Ele apertou os punhos.

– Hinata, por favor...

– Saia! – Ela exclamou de novo, seus olhos tremeluziam. Naruto hesitou um pouco. Pensou em abraçá-la, em beijá-la, em implorar mais uma vez o perdão que ele sabia que jamais teria... Mas pelo bem de ambos, optou por obedecê-la.

~

Quando há algum tipo de acidente causado pela idiotice de algumas pessoas, é normal que a maioria fique irritada e com vontade de espancar os causadores do problema.

Com Sasuke não foi diferente. Ele queria surrar aqueles quatro estúpidos que nunca havia visto na vida – quatro idiotas que, francamente, duvidava que a prima houvesse convidado. Entretanto, não conseguia pensar em qual seria o melhor momento para soltar a pobre vítima do atentado dos estúpidos, já que Sak estava encolhida em seus braços, chorando docemente e murmurando “Sasuke-kun” continuamente. Para o Uchiha estava claro que ela estava extremamente assustada, e a ideia de afastar-se no momento em que ela o via como um tipo de porto seguro não lhe pareceu muito boa.

Portanto, ele ofereceu aos quatro indivíduos o seu pior olhar rancoroso e pedindo licença aos convidados, adentrou a casa no intuito de levá-la em qualquer cômodo silencioso.

Assim como Naruto com Hinata, ele não teve dificuldades em levá-la escadas à cima. Adentrou no quarto que sabia que era destinado a visitas e sentou a Haruno sobre um divã decorativo.

Ela ainda chorava, mas permitiu que fosse solta. Sasuke ajoelhou-se à sua frente; segurou seu rosto fixamente e procurou por qualquer ferimento. – Você está bem? – Perguntou após constatar que não havia nada físico. Ela assentiu lentamente, e o rapaz lhe sorriu. – Ei... – Alisou suas faces. – Tudo bem, você só caiu na piscina. – Tentou tranquilizá-la.

O rosto da moça corou um pouco. – É por que... Eu não sei nadar muito bem... – Confessou-lhe em um murmúrio. – E meu pé ainda estava assim... – O moreno assentiu como se compreendesse. Ainda alisava o rosto dela, quase inconsciente.

– Você quer que eu ligue para Shizune? Ela pode verificar se-... – Mas Sak negou antes mesmo que ele concluísse a oferta.

– Eu vou ficar bem... – Garantiu envergonhada, e um silêncio longo e irritante se formou. Alguns minutos se passaram antes de Sasuke se levantar. Primeiro ele foi até o armário, puxou uma toalha qualquer e sentou-se ao lado de Sak; cobriu seus ombros cuidadosamente e manteve a mão ali, sobre seu ombro, uma hora brincando com as pontas dos cabelos róseos curtos, outra hora alisando seu ombro sob a toalha.

Ser virgem não significava que ela era estúpida a ponto de não reconhecer as investidas de um rapaz. Ela sabia o que ele queria fazer, e sinceramente temia sua própria reação se ele realmente fizesse. Timidamente, ergueu os olhos verdes até os negros, que a fitavam com um tipo de devoção. O rosto da Haruno queimou, mas ela não se afastou quando Sasuke aproximou-se.

Quando os lábios se tocaram, eles ainda se fitavam. – Tudo bem? – Ele murmurou contra os lábios dela, e constrangida como nunca, a Haruno concordou. Fechou os olhos e deixou-se ser beijada.

Ela sabia beijar bem, mas aquilo não era de se surpreender. Afinal, certamente já fizera muito. Entretanto, Sak não pôde deixar de perceber a diferença daquele para o primeiro beijo. O primeiro, no carro, foi frustrante. Ela sentiu-se enganada, e seu coração estava furioso. Agora era como se os lábios dele pudessem colocar cada um de seus nervos de volta no lugar certo.

Era surpreendentemente... Carinhoso.

Sakura mal pôde perceber em que momento começou a alisar as faces de seu salvador, mas despertou assim que as mãos dele apertaram sua cintura. Ela imediatamente recuou, um pouco assustada e muito envergonhada, mas ele pareceu confuso. – O que eu fiz agora? – Ela não sabia se ele estava falando consigo mesmo, mas preferiu responder.

– N- Nada. – Gaguejou; e se encolheu dentro da toalha. Sasuke franziu a testa, coçou a nuca e suspirou.

– Olhe para mim. – Ele pediu, mas foi ignorado. Irritadiço, ele puxou-a pelo queixo, obrigando-a. – É tão difícil assim me beijar? – Questionou frustrado, sentia seu rosto queimar.

– F- Francamente! – Ela o empurrou. – Você vem me beijando do nada! Depois do susto que eu levei... – E desviou os olhos verdes. O Uchiha revirou os olhos.

– Bem, eu pedi permissão, e nem por um segundo vi-a recuar. – As faces da Haruno coraram. – Ele puxou-lhe novamente o rosto, e dessa vez selou seus lábios forçadamente. Ele odiava a sensação de ser rejeitado! Mas, para o seu azar, ela odiava a sensação de ser forçada, então o empurrou mais uma vez.

– Estava agarrando minha melhor amiga há pouco! – A rosada exclamou com agonia, e o moreno suspirou.

– Por acaso seria preferível que eu a dispensasse? – Sak não respondeu. – Prefere que eu a humilhe, na frente de todas essas pessoas?! – A rosada podia sentir a queimação no seu rosto, e ele notou que era exatamente isso o que ela queria que fosse feito. O Uchiha arqueou uma das sobrancelhas. – É assim que você pensa, realmente? – Os lábios róseos se espremeram.

– Preferia que nunca tivessem se envolvido... – Confessou em um sussurro.

– Pois eu não me arrependo de ter me envolvido com a senhorita Yamanaka. – O moreno a informou. Quando os olhos esverdeados ergueram-se na direção dele, e Sakura irritou-se com o sorriso de calhorda que o deixava estupidamente lindo. – Você não se lembra? Foi naquele dia que nos conhecemos. – A Haruno desviou o olhar. Fitou o chão e refletiu... Lembrou-se de cada momento que haviam passado juntos, ela e Sasuke. Todas as situações constrangedoras, as encantadoras, mas principalmente as odiosas, e pegou-se dizendo quase sem pensar:

– É por isso mesmo. – O Uchiha sinceramente surpreendeu-se com aquela resposta. Ele estreitou as sobrancelhas e amargou as palavras; demorou cerca de um minuto para digeri-las, e para que seu mau humor o fizesse se aproximar. Ele ajoelhou-se no chão, diante a moça e segurou seu rosto.

– Olhe para mim. – Comandou com a voz firme, e ela, envergonhada, não pôde recusar. – Você se arrepende por me conhecer? – Os lábios dele estavam em linha reta, e sua testa enrugada. Parecia furioso. – Se arrepende de me conhecer...? – Questionou novamente; alisou as madeixas róseas e lhe beijou os lábios delicados contínuas vezes. – Ou então se arrepende por deixar ser beijada...? – Ela não conseguia responder. Sentia seu coração bater tão rápido que quase podia ouvi-lo, e os beijos não cessaram nem por um instante, dificultando ainda mais sua linha de pensamento. – Se arrepende por não querer o bem da sua amiga...? – “Não!”, a mente da rosada exclamou. Não era isso! Nada disso! Ela queria o bem de Ino, mais do que queria a si própria. Ainda assim... Por que não conseguia afastá-lo? Empurrá-lo, como faria em qualquer outra ocasião, com qualquer outra pessoa?

Ela podia culpar seus nervos, pelo fato de quase ter sido afogada há menos de dez minutos, mas a verdade é que todo seu corpo tremia graças aos toques dele, e nada mais que isso. – Ou então se arrepende por gostar de mim...? – Os olhos verdes abriram-se, agonizados, e ela enrubesceu ao notar que os analíticos orbes negros a analisavam com aquele insuportável olhar de águia. – Você sabe, não é...? – Ele deslizou a mão até sua nuca, e a alisou. – Sabe que gosta de mim... Sabe que quer ficar comigo... Sabe que mesmo que me empurre, mesmo que me ofenda... Mesmo que faça de tudo para se afastar, não consegue parar de pensar em mim...

– Não! – Ela apertou os punhos e os olhos, estava a ponto de chorar. – Eu não-... – Mas não conseguia concluir a frase.

– “Eu não...”? – O moreno não pôde evitar o sorriso de satisfação. – Se vai negar, tem que fazer isso olhando para os meus olhos... – Alisou as faces rosadas com uma das mãos, e manteve as carícias na nuca com a outra.

– Não é isso...! – Ela fungou. – Eu não quero machucá-la...! – E enfim fitou-o. Ao vê-la naquele estado, tão desesperada, com os olhos chorosos e rosto vermelho, ele surpreendentemente não conseguiu se sentir feliz. Ainda que aquela fosse uma clara declaração de que sim, ela lhe gostava. – Por favor, pare de brincar conosco! – Exclamou em voz alta, e começou a chorar.

Definitivamente a musica agitada que soava da piscina não estava à altura daquela cena. – Sakura. – Ouviu-o chamar, mas não conseguiu olhá-lo. – Chorar na minha frente... Pedir essas coisas... Isso não funciona comigo. – Falou sincero. – Eu não sou um bom homem. – E sorriu não muito feliz com a conclusão. – Mas também não sou um vilão... – Enfim ela tornou a fitá-lo. – Se você realmente não estiver interessada em mim, eu não vou insistir. – Garantiu com os olhos negros sérios. – Mas gritar “pare de brincar” não vai me fazer desistir... – E beijou-a mais uma vez, um beijo curto que foi inconscientemente retribuído, sem que eles tivessem quebrado o contato visual. – Eu não sou estúpido. Sei que está tão interessada quanto eu. – Mais uma vez ela não respondeu, e isso o fez suspirar. Ele levou os lábios até sua testa e pressionou-os ali, de maneira carinhosa. – O que você tem que pensar senhorita Haruno... – Um sorriso maldoso se formou em seus lábios, contra a pele dela. – É em como seria o comportamento da senhorita Yamanaka, caso estivesse em seu lugar. – Os olhos da moça perderam o brilho, e o Uchiha sentiu-se imensamente satisfeito com isso. Sedutor, ele mordiscou o lábio inferior da moça e enfim se afastou. – Pense nisso. – Aconselhou, mas ela não conseguia se mover. Sua barriga doía. – Eu vou pedir para Hina vir ajudá-la, portanto espere. – E sem esperar resposta, ele retirou-se, deixando-a só para remoer a dolorosa dúvida que plantou em seu peito.

–... Ino...

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Naruto sempre odiou sentir-se culpado, mas o deslize com Hinata jamais o faria se perdoar. Não importa o quanto ele lhe fizesse, o quanto se desculpasse... Porque, afinal de contas, é impossível voltar no tempo.

Estava sentado próximo à piscina. Tinha o intuito de ouvir a musica para acalmar-se, mas aquela vontade parecia ser impossível de se realizar, uma vez que a musica agitada era cantada pelo tal Kiba Inuzuka, o idiota que havia agarrado sua preciosa amiga.

Quando menina, Hinata fora o estereótipo perfeito para definir-se uma boa garota: era inteligente, bonita, doce... Mas um pouco tímida demais, ainda que falasse com Naruto – quem sempre foi muito extrovertido – quase diariamente.

À medida que crescia, com a companhia de Sasuke e do loiro, tornou-se consequentemente mais falante, mas além da timidez, nada mudara realmente... Ela apenas tornou-se mais inteligente, mais doce e muito mais bonita.

No auge de seus quinze anos, Naruto perdera as contas de quantas vezes havia sonhado, fantasiando com a amiga, mais jamais tentou se aproximar romanticamente, pois nunca quis magoá-la.

Ele riu com o pensamento, pois era muito irônico, a julgar pela situação que haviam passado em seu aniversário de dezessete anos.

Tomou mais um gole da cerveja que tinha em mãos. Os olhos azuis estavam fixos à água da piscina. – Você não devia ter feito isso. – Sasuke sentou-se ao seu lado de repente, mas ele não se deu ao trabalho de cumprimentá-lo. – Ela estava se divertindo.

– Ela estava bêbada. – Naruto murmurou desconfortável, e lançou um olhar de desagrado ao vocalista no palco. Por algum motivo não se surpreendeu ao notar que ele lhe retribuía o gesto.

– Ela não estava bêbada, estava alegre. – O moreno corrigiu; ainda que fosse engraçado ver o amigo tão incomodado, ele não conseguia sorrir daquilo. – Agora ela está triste. Eu fui pedi-la para arrumar roupas secas para a senhorita Haruno... E ela estava chorando, seu grande idiota! – Naruto odiava ser censurado por Sasuke, mas nunca dizia nada quando se tratava de Hinata, pois sabia que merecia ser repreendido.

– E a Sakura-chan, está bem? – Tentou mudar de assunto.

– Vai sobreviver. – A resposta foi curta e grossa. – Você vai desculpar-se? – Naruto não respondeu. – Pois deveria.

– Olha, eu não devo desculpas a ninguém! – O Uzumaki exclamou, fulo da vida. Amassou a latinha que tinha em mãos e levantou-se. O amigo o imitou. – Eu só estava fazendo o que o Neji faria, se estivesse aqui. – Viu os olhos negros revirarem. – É verdade! – Exclamou.

– É mentira. – Sasuke cruzou os braços, e só então o Uzumaki notou que ele havia trocado de roupa.

–... Você tem roupas de reserva na mansão Hyuuga? – O loiro não pôde evitar o tom desconfiado, e Sasuke francamente irritou-se com isso.

– Algum problema com isso? – As roupas, na verdade, pertenciam à Neji, mas ele não queria explicar-lhe. – Naruto, algum dia Hinata pediu alguma explicação a você? Qualquer explicação? – O loiro não respondeu. – Então você não precisa de explicações! – Exclamou. – Que eu saiba, Hinata Hyuuga é solteira, livre e desimpedida. Ela tem o direito de se envolver com quem quiser, quando quiser. Tem o direito de se divertir, de beber com os amigos, de dançar com outros caras... E você não é ninguém para repreendê-la, ouviu? Ninguém! E da próxima vez que você tentar atrapalhá-la a seguir em frente, eu vou te dar a maior surra que já levou na vida! – E empurrou-o para a piscina repentinamente.

Os convidados, assim como era de se esperar, olharam para a cena com um misto de surpresa e diversão, e os quatro estúpidos que haviam derrubado Sakura iniciaram piadas sarcásticas. Pelo nível de fúria que Sasuke se encontrava naquele momento, seria surpreendente se ele não se aproximasse para quebrar a cara do primeiro que estivesse em seu caminho.

A reação do moreno acabou por engatar mais e mais briga, e quando Hinata desceu do segundo andar, ajudando Sakura com as escadas, até Naruto e Kiba estavam se batendo.

A Hyuuga, desesperada com o rumo de sua festa, após sentar Sakura (que tinha o pé dolorido) em um local mais tranquilo, correu para separar tudo aquilo.

Como era inteligente demais para supor que poderia parar com aquela bagunça sozinha, ela sentiu-se obrigada a chamar os seguranças, mas fez questão de separar Naruto e Kiba antes que os brutamontes que trabalhavam para sua família chegassem, pois não queria que o loiro se machucasse – mais. Não que ela não se preocupasse com Sasuke – na realidade, ela se preocupava com todos – mas era um fato que qualquer existência sumia de sua mente quando o amado estava envolvido. – O que você está fazendo?! – Ela questionou enquanto entrava entre os rapazes; estava empurrando o melhor amigo para afastá-los, mas acabou por ser puxada pelo Inuzuka.

– Idiotice é contagiosa, você devia tomar cuidado. – Foi o que o moreno lhe disse. – Eu só estava cantando e esse imbecil veio me puxando do palco! – Um tanto surpresa e irritadiça, Hinata ergueu os olhos até Naruto.

– Até parece! – O loiro esbravejou. – Foi você quem ficou me encarando a festa inteira, e agora vem se fazendo de santinho só porque a Hinata-...

– Você o puxou para a briga?! – Nunca antes Hinata havia se mostrado tão nervosa quanto agora. – Qual é o seu problema? – E o empurrou; sentia os olhos queimarem, mas não queria chorar. – Nós somos só amigos, não é?! – Sua voz soou embargada. – Então me deixe em paz!

– Eu só quero te proteger! – O loiro garantiu, mas ela apenas balançou a cabeça em negação. Puxou Kiba pelo pulso e afastou-se da piscina.

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Sakura estava um tanto surpresa com o desenrolar daquela festa, e francamente lamentou-se pela aniversariante. Hinata era realmente uma boa pessoa... Quando entrou no quarto, poucos minutos após Sasuke sair, parecia abatida e tinha os olhos inchados, mas ainda assim sorriu como se nada tivesse acontecido: ajudou-a a tomar uma ducha, emprestou-lhe um vestido simples e até ajudou a vestir, não antes de desculpar-se pelos convidados idiotas que a haviam deixado naquele estado.

Agora ela seguia para o segundo andar com um rapaz bonito, com quem a Haruno supôs que ela pudesse ter um namorico, e antes que pudesse perceber, a própria Sakura estava sendo erguida do sofá.

Ela gemeu, pois seu pé doeu pelo movimento brusco, mas calou-se ao ver o estado de Sasuke – ele estava completamente machucado. – Vamos. – Ele exclamou com uma expressão desagradada. – Alguém chamou a polícia, vamos lá para cima. – E sem esperar resposta a levou para o segundo andar.

– Espere! – Ino exclamou, correndo para segui-los, e Sak empalideceu. – Eu vou com vocês, não quero me meter em confusão. – Murmurou em tom baixo; o Uchiha, não pareceu ver problema, pois deu os ombros e tornou a refazer o caminho para o quarto de hóspedes, onde Sasuke e Sakura passariam horas em silêncio. O primeiro, sentado à cama, sendo cuidado pela segunda, e Ino, sem soltar o rapaz por um segundo sequer, o que apenas fez aumentar a dúvida plantada na mente da Haruno.

Ela faria o mesmo?

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Para a sorte dos Hyuuga e azar da mídia, os seguranças da mansão já haviam acalmado os nervos dos jovens quando a polícia chegou, e não pareceu nada mais que uma festa comum de adolescentes idiotas. Alguns encrenqueiros haviam sido expulsos da casa e outros haviam se acomodado em banheiros para limpar as feridas. Na verdade, apenas um encrenqueiro encaixava-se nesse perfil: Naruto. O rapaz era frequentador da mansão há anos, e nem o mais antigo trabalhador sentia moral de expulsá-lo.

Já tinha escurecido quando ele decidiu sair dali. Depois da confusão, a maioria dos convidados havia se retirado e apenas alguns casais sobraram, dançando no ritmo lento de uma musica sem voz.

Quase satisfeito com a ausência de Kiba, Naruto decidiu procurar a amiga. Ele odiava brigar com Sasuke, mas a sensação de brigar com Hinata era milhões de vezes pior. Então, esquecendo-se de todo o orgulho e teimosia que infelizmente tinha, ele subiu para o segundo andar.

Como sabia que estava chateada, tinha certeza de que estava no quarto, e como nunca pensava quando estava nervoso, ele abriu a porta sem bater nem hesitar, mas seu corpo paralisou no mesmo momento.

Kiba estava deitado sobre Hinata. Estava sem camisa, com o rosto coberto de curativos e beijava-a apaixonadamente; uma de suas mãos deslizava pela coxa branca flexionada da garota, e a outra abaixava a alça do sutiã negro e discreto. – HINATA! – O loiro gritou desesperado. Era como se tivesse acabado de levar um tiro no estômago.

Assustado, o rapaz moreno afastou-se da moça; com o rosto vermelho e olhos arregalados, ele olhou em direção do loiro com muito constrangimento, diferente da moça, que apenas virou o rosto de soslaio, com os olhos calmos e quase indiferentes.

Notas finais
Enfim.... Esse capítulo foi um pouco difícil de fazer, mas o próximo foi muito fácil (na verdade eu ainda não terminei o dez, mas estou quase! XD), então eu fiquei muito ansiosa para postar esse, porque assim vão ler o próximo mais rápido. LOL
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Eu fiquei em dúvida de como chamar esse capítulo, mas acho que "Confusão" combina perfeitamente bem, não é? :D
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Eu estou muito ansiosa para postar o próximo capítulo, e espero que a ansiedade de vocês me traga alguns bons comentários! n.n
Obrigada por me acompanharem! Espero ansiosamente por suas respostas! sz
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Dúvidas? Críticas? Sugestões? Eu demoro a responder, mas sempre leio! òó