50 Tons De Fascínio
4 Capítulo 4 - Penso no contrato Anastácia!
Notas iniciais
Capítulo 4 – Pense no contrato Anastácia!
Quando chegamos a prédio pude ler, antes do carro seguir pro estacionamento, a palavra Escala lá no topo do edifício. Cristian me estendeu a mão e seguimos até o elevador. Quando entramos, ele digitou algo, me puxou para si e me beijou intensamente, passou suas mãos pelo meu corpo e suspendeu meu vestido, tocou minha coxa com uma de suas mãos e a outra segurava minhas mãos no alto da minha cabeça. Saímos do elevador sem fôlego.
O apartamento de Cristian era muito grande, com decoração moderna. Refletia a riqueza e praticidade desse homem. Ele me guiou pela sala e me fez sentar num grande sofá em forma de L.
Meu coração estava aos pulos, minhas pernas tremendo. Estava tão fascinada por esse homem que nem pensava direito.
_Cristian — comecei a falar _ O que você quer comigo¿
_Calma Anastácia, tudo a seu tempo – falou sentando-se de frente pra mim e pegou minhas mãos nas suas, levando aos lábios e prosseguiu _Primeiro vamos jantar.
_Cristian, por favor diga-me, eu não aguento mais esperar – pedi com voz abafada.
_Anastácia, desde que você entrou no meu escritório ontem eu não consigo parar de pensar em você. Seus olhos, a imagem do seu corpo, o gosto do teus lábios, invadem minha mente a cada segundo. Eu presico tê-la em meus braços. Preciso possuí-la – respirou fundo e completou _Sinto que você senti o mesmo. Que me desejou da mesma maneira, de outra forma não estaria aqui.
_Sim, eu também não consegui parar de pensar em você. Eu te desejo da mesma maneira – disse abaixando meu olhar com vergonha.
_Espere aqui um instante – disse, saindo da sala.
_Aqui está! — falou depois de alguns minutos, me entregando um envelope – Abra e leia.
Abri e comecei a ler. Era um contrato de confiabilidade. Ali dizia que qualquer assunto tratado entre ambas as partes deveria ser mantido em perfeito sigilo. Que ambos concordaríamos e assinaríamos, estando sujeitos a multa por quebra.
_O que significa isso? — Perguntei sem entender. Eu sabia do que se tratava um tipo de contrato assim, mais para fazermos amor, eu tinha que assinar um?
_Anastácia, eu quero conversar com você. Mais sou uma pessoa muito reservada, não gostaria que nada que falássemos aqui, saísse daqui.
Peguei a caneta dentro do envelope e assinei. Ele ficou com uma expressão séria e sentou ao meu lado.
_Tem certeza? — me perguntou com aqueles olhos que me deixava toda excitada.
_Sim, eu quero você e se pra isso, tenho que assinar um contrato, feito – disse e entreguei os papéis em suas mãos.
_Anastácia, preste atenção, eu te desejo imensamente, mais minha idéia de relacionamento não é, digamos tradicional, romântica – parou e observou minha reação _ Bom, eu não quero te assustar, mais eu sou um dominador, gosto que minhas mulheres sejam minhas submissas, em tudo. Gosto de domínio e submissão total. Gosto de estar no comando. Você tem idéia do que seja uma relação desse tipo¿ — perguntou me avaliando.
É claro que eu sabia. Já tinha lido vários livros sobre o assunto. Eu era dona de uma livraria! Algumas coisas até me excitavam. Lembro de ter visto a figura de uma mulher algemada na cama e a mercê de seu parceiro. Pensei logo no Marquês de Sade.
_Você é um sádico? Gosta de bater, de infringir dor na hora do sexo? — perguntei envergonhada.
_Não, não trata-se de dor e sim de prazer. Gostaria de tê-la submissa, aos meus pés. Fazer o que quiser com você. Te dar prazer e receber prazer. Mas é assim que gosto, tê-la nua, ajoelhada aos meus pés, executando as minhas ordens. E se de alguma forma me desobedecer, ai sim, te castigarei, mas não vou machucá-la. Vou testar seus limites – Cristian termina de falar e posso ver um brilho perverso em seu olhar e isso me excitava muito.
_Cristian, eu tenho uma vaga idéia do que seja uma relação assim, embora nunca tenha experimentado. O que eu teria que fazer na prática¿ — perguntei olhando em seus olhos e pude sentir sua excitação.
_Você teria que seguir algumas normas, descritas em um contrato, no qual eu, seu dominador me comprometo a cuidar de você e lhe proporcionar prazer e garantir seu bem estar. Você se compromete a ser minha submissa e me obedecer em tudo, senão, estará sujeita a ser disciplinada atravês da punição.
_Punição? Como? — perguntei preocupada. Não estaria disposta a levar uma surra a cada hora que não seguisse uma ordem.
_Anastácia, não seria nada radical. Palmadas, chicotadas, açoites – disse com os olhos brilhando – E você teria uma palavra de segurança, poderia parar-me a qualquer momento.
Pensei por alguns instantes, será que seria tão ruim assim¿ Eu estou com medo e também excitada. Sei que faria qualquer coisa para ter esse homem em minha cama. Mas será que valeria a pena um tipo de relação assim¿
_Anastácia, venha comigo, quero te mostrar uma coisa – disse pegando minha mão e me guiando a um corredor, desceu um escada e paramos em frente a um cômodo.
_Gostaria que você conhecesse a minha sala de jogos – disse, abriu a porta e indicou que eu entrasse.
Pude ver um quarto muito bem elaborado, pintado na cor vermelha. Havia uma cama no centro do quarto, ela era maior que uma cama normal de casal, tinha colunas nas laterais e estava forrada com um lençol de cetim vermelho. Um sofá clássico, todo acolchoada de na cor vermelha. Havia algumas estantes, expondo todos os tipos de objetos: chicotes, açoites, varas. O cheiro que paraiva no quarto era forte e agradável, cheiro de couro, de velas aromatizadas. Olhei pro teto e vi algumas barras amarradas, delas saiam correntes e no canto da parede havia também um enorme X de madeira, em cada extremidade algemas de couro. Observei tudo com uma mente aberta, eu não era inocente, embora nunca tivesse feito sexo, já tinha lido, pesquisado esse tipo de coisa, sabia até onde alguém poderia ir num tipo de relação assim, eu estaria disposta a isso¿ Mesmo sendo Cristian Grey o prêmio final.
_O que você está pensando Anastácia? Diga alguma coisa – disse tenso.
_Cristian, creio que tenha muitas mulheres que queira esse tipo de relação com você, por quê eu? — perguntei curiosa.
_Anastácia, você me deixa louco, quero você, quero compartilhar meu estilo de vida com você, prometo que não vou te machucar, quero tê-la, possuí-la totalmente e eu só sei fazer assim, é assim que eu gosto. – Grey disse com um olhar apaixonado, como poderei resistir a esse olhar¿
_O que eu teria que fazer? Quero dizer, quais seriam as normas que você mencionou -? Pergunto ofegante.
_Venha comigo, vamos ao meu escritório, você aqui neste quarto me deixa muito excitado – pegou minha mão e me guiou pelo corredor.
_Gostaria de te mostrar isso antes – parou abrindo uma porta e pude ver que era um quarto, muito amplo, todo pintado de branco, havia uma cama, um closet e uma penteadeira, todos brancos.
_Se aceitar, esse será seu quarto quando estiver aqui em minha casa. Poderá fazer a mudança que quiser, mexer na decoração, cores e tudo mais — disse sorrindo.
_Não dormiria com você em seu quarto? — perguntei decepcionada.
_Não, não costumo dormir com ninguém em minha cama, nunca nenhuma submissa dormiu comigo, é assim que eu gosto. — disse balançando a cabeça.
Saimos em direção ao escritório. Cristian me deu uma série de papéis que formavam um contrato. Lá estipulava várias normas, desde horas de sono que a submissa teria que ter, o que comeria e quantas vezes ao dia, exercícios físicos que teria que praticar, não seria de nenhum outro dominador e os limites rígidos e suaves na hora do sexo. Estava um pouco atordoada, era tanta coisa.
_Cristian, isso tudo e novo pra mim. Nunca fiz nada assim. Não sei se saberia fazer e te satisfazer da maneira que espera – balancei a cabeça incrédula. O único homem que havia despertado em mim desejo, aparece com um contrato de submissão. Eu estava atordoada. Eu me senti tão ingênua e tão exposta. Precisava sair dali, imediatamente. Precisava pensar e avaliar tudo aquilo, mas longe dele.
_Eu sei que provavelmente isso é muita coisa pra você digerir agora, posso ver sua expressão de dúvida, mas por que você não pensa primeiro?Vai ser bom, eu te desejo tanto. — disse pegando minhas mãos e beijando, em seguida me puxou em seus braços e me beijou ardentemente. Juntou seu corpo ao meu e parecíamos um só, podia sentir sua enorme ereção em minha coxa. Sua respiração ficava mais pesada. Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo me apertando, acariciando. Seus lábios desceram pelo meu queixo, minha clavícula, sua mão acariciou meios seios por coma do vestido. Eu estava tão excitada que gemia baixinho.
_Anastácia, veja como vai ser bom se ficarmos juntos – Disse se afastando um pouco e aproveitei me recompor. Que homem é esse que com apenas um beijo consegui me levar a um estado louco de paixão.
_Cristian, eu preciso pensar e preciso ir agora. – falei me afastando dele _Eu quero ler esse contrato e pensar no que significa pra minha vida. Se vale a pena pra mim ter um relacionamento assim.
_Tudo bem, isso é tudo novo pra você. Mas podemos nos ver amanhã? Eu poderia estudar o contrato com você, esclarecer suas dúvidas e negociarmos algumas coisas que não goste ou não queira. — Ele me pediu com esperança.
_Tudo bem, não sei se amanhã terei uma resposta pra você. Mas podemos nos ver. Mas agora gostaria mesmo de ir pra casa – Pedi me afastando um pouco mais na direção da porta do escritório.
_Eu te levarei. Mas você não quer jantar antes? Você não comeu nada ainda — Eu só queria ir pra casa, pensar, não estava com fome e aquela conversa toda de submissão já estava virando um bolo na minha garganta.
_Não Cristian, obrigada. Realmente estou sem fome.
Cristian não discutiu. Pegou o telefone e avisou a Taylor que irámos sair. Pegou minha mão e fomos abraçados até o carro. A viagem de volta foi marcada por um silêncio profundo. Era evidente que estavamos atraídos um pelo outro, o fascínio que Cristian exercia sobre mim era paupável. A minha vontade era me jogar em seu colo e fazermos amor ali no carro. Mas algo me dizia que Cristian não faria amor comigo, faria apenas sexo, seria um sexo maravilhoso e selvagem, mas não seria amor e será que eu saberia agir assim também?
Ele me levou até o apartamento e nos despedimos depois de combinar de nos vermos no domingo depois do almoço.
A visão de Grey
Ao deixar Anastácia em casa, pude perceber que ela estava confusa. Sei que ela não é muito experiente. Não deve ter tido muitos parceiros sexuais na vida. Gostaria tanto que ela aceitasse. Hoje provei novamente seus lábios, toquei seu corpo, e quase a joguei na cama em meu quarto de jogos para possuí-la ali mesmo, sem contrato. Ele fervia meu sangue como nenhuma outra jamais fez. Ela é bonita, inteligente, talentosa, gostosa. Os adjetivos são infinitos. Eu teria que tê-la, não deixaria que ela escapasse, escorregasse pelos meus dedos.
Logo pela manhã, mandei que entregasse em seu apartamento uma linda cesta de café da manhã. Queria que ela percebesse que não iria desistir fácil. Mas também não queria que ela tivesse uma ideia romântica da relação que estava propondo a ela, por isso não mandei flores.
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