50 Tons De Fascínio
24 Capítulo 24 - Problemas no paraíso!
Notas iniciais
Três meses se passaram e estou muito feliz com a balancete da Editora Steele que Mathew está me apresentando.
_Mathew, que maravilha. Você está de parabéns. As coisas estão saindo melhor do que eu imaginava. – disse sorrindo.
_Anastácia, eu estou feliz. Todas as reedições estão fazendo sucesso e a ideia de você reeditar seus primeiros trabalhos foi um golpe de mestre. Só o fato de termos o controle da distribuição com a parceria das Livrarias Steele é meio caminho andado para o sucesso. – disse analisando os fatos.
_Sim, é verdade! Mas quero conversar com você sobre outro detalhe. – disse sorrindo. _Quero lançar um livro daqui a dois meses, já está quase tudo pronto, só esperando uns retoques finais.
_De qual seguimento nós estados falando: romance, ficção, biográfico? — perguntou entusiasmado.
_Não, não é nada disso. A princípio tive a ideia de escrever um livro sobre o Public Market Center de Seatthe, mas depois fui pesquisando a fundo e encontrei outros pontos de interesse do público e resolvi ampliar o assunto, o livro se tornou um guia da cidade de Seatthe. Conta como surgiu cada lugar analisado, o impacto bom e ruim que causou a cidade, como influenciou na migração trabalhista, etc. – disse animada.
_Nossa! Já vejo que teremos um sucesso nas mãos. – comemorou.
_Sim, vamos tratar dos últimos detalhes e colocar na prenssa. – disse rindo e Mathew também riu.
Quando Mathew sai da livraria, volto pros papéis em minha mesa, tenho que enviar alguns e-mail para as livrarias, analisar balancetes. Abro meu e-mail e começo a ler as mensagens recebidas e na última meu coração gela, a mensagem é mais um aviso, com um tom sombrio, dizia assim:
“Quem é você, quem sou eu, nós não somos ninguém. O mestre quer assim, o mestre é mal. Somos todas iguais! Temos o mesmo cabelo, o mesmo corpo e a mesma pele. Só não tenho o mestre deitado em minha cama! Será que eu tenho que te matar para ter o mestre deitado ao meu lado e ser novamente sua submissa?”
Obs: Eu lhe enviou flores negras para o seu caixão!
_Mais que loucura é essa? — olho o remetente e vejo o nome de uma mulher.
_Mas quem será Leila Barles? Mestre, submissa? Será que ela foi submissa de Cristian? E quer me matar? — Eu não conseguia acreditar além de receber telefones de Paul para meu escritório, tentativas do advogado dele de me persuadir a encontrá-lo, agora tem também uma louca querendo me matar? Tiro uma cópia do e-mail, guardo na bolsa e como hoje é sexta-feira sigo para casa de Cristian. Não vou dirigindo, é o segurança que faz isso por mim e tenho que confessar que hoje, pela primeira vez, não me aborreci, aquele e-mail me deixou assustada.
Quando cheguei Cristian estava sentado na poltrona lendo o jornal. Abriu um lindo sorriso e me beijou, retribui com amor.
_Estou com saudades. E quero conversar algo importante com você. – disse ele em tom de mistério.
_Também senti sua falta. – disse sentando no seu colo.
_Ana, a situação com aquele Paul está me deixando inquieto. Tenho informações que mostram que ele é um canalha barra pesada e não me sinto a vontade com você longe de mim a semana toda. – disse esperando minha reação.
_O que quer disser então? – não tinha entendido, ele quer que eu fique aqui¿
_Quero que você fique aqui comigo! – disse sorrindo.
_Cristian, você não está exagerando? — perguntei com voz paciente.
_Não estou, quero que leia isso. – disse me dando um relatório. Fui até o sofá e comecei a ler em silêncio, estava uma pesquisa detalhada sobre os antecedentes de Paul Veron e essas informações não eram nada boas. – suspirei, largando os papéis no sofá.
_Você me entendi agora? — Cristian me perguntou sério.
_Sim. – respondi, estava cansada de Paul e da louca submissa me ameaçado de morte. _Cristian, eu também tenho algo pra te mostrar. _ tirei da minha bolsa o e-mail e entrei em suas mãos. Eu fiquei analisando seu rosto enquanto lia o papel, vi um misto de ódio e medo.
_Quem é ela Cristian? — perguntei cansada.
_Ela é uma antiga submissa. Isso já foi a muito tempo. Não estou entendendo por que ela está fazendo isso! – disse atônito.
Mal ele acaba de falar, Taylor entra com uma caixa. E entrega a Cristian. Ele lê o bilhete e diz:
_É pra você Ana! – disse cansado.
_Diz de quem? — Cristian deu de ombros e comecei a abrir a caixa, quase cai sentado no chão, eram rosa negras, uma dúzia! – fiquei parada olhando pro Cristian e as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto.
Cristian tirou a caixa com as rosas de minha mão, chamou o Taylor e pediu que se lvrasse delas. Me pegou no colo e me levou pro quarto. Me sentou na cama.
_Ana, você está melhor? Fale comigo. – sussurrou.
_Cristian, eu estou cansada. Queria sumir. Fechar meus olhos e fingir que não existe mais ninguém além de nós dois. – disse abraçando-o.
_Quero que você fico comigo aqui no Escala. Não quero que nada de ruim acontece com você. Eu te amo! – disse me beijando.
Eu realmente queria esquecer, então comecei a beijá-lo com fome, desejo de me perder em seus braços, em seu corpo. Em alguns minutos estávamos nus ele dentro de mim, me fazendo gemer, delirar. Era assim que me sentia protegida, quando Cristian fazia parte de mim.
No sábado acordei com meu celular tocando. Quem será a essa hora? Pensei. Levantei rápido e atendi, falei baixinho porque Cristian ainda estava dormindo.
_Alô, quem fala? — perguntei sussurrando.
_Se passaram apenas três meses e você já esqueceu de mim. — disse Kate com voz de gatinho mimado.
_Oh! Kate! Estou morrendo de saudades! — Ela estava viajando pelo mundo, presente de formatura de seus pais. _Volta quando? — perguntei animada.
_Já voltei! Cheguei hoje, na verdade acabei de chegar. — disse rindo.
_Espero que não se importe, estou no teu apartamento, não quis ir pro hotel. -ela era uma alegria só.
_Claro que não! Você é minha irmã. disse alegre.
_Ana, li seu último e-mail e te achei tão preocupada. Falou com Cristian?
_Sim. Vou dá um tempo aqui no Cristian, ele acha melhor assim. -apenas respondi.
Conversamos mais um pouco e depois desligamos. Embora Kate estivesse viajando por três meses, nós nos comunicávamos sempre, por e-mail ou telefone.
Cristian estava lindo dormindo, pulei na cama entrei debaixo da coberta e comecei a chupar seu pau que estava livre sem cueca, ele começou a reagir e acordou.
_Meu Deus, Anastácia! Você está abusando de um homem enquanto ele dorme? — perguntou me puxando pra baixo de si e me beijando.
_Eu quero você ! Preciso de você dentro de mim agora! — gritei em seu ouvido.
_Seu desejo e uma ordem. — disse me penetrando!
Estava disposta em afastar todos os fantasmas que pairavam sobre nós dois.
Fale com o autor