50 Tons De Fascínio

25 Capítulo 25 - Quem matou Paul Veron?


Notas iniciais
Cristian ameaça matar Paul se ele se aproximasse de Ana novamente. Agora Paul aparece morto? E agora?

25 – Quem matou Paul Veron?

Cristian queria jantar fora no sábado e as sete horas já estávamos saindo. Ele estava sendo tão romântico. Pediu um vinho maravilhoso e depois vieram com o jantar. Estava sendo tudo perfeito. Dava até para esquecer os problemas daquela semana. Então eu precisava ir ao banheiro. Sai por alguns instantes e disse que não demoraria. Na saída do banheiro, sinto uma mão dominadora me puxar pela cintura e sussurrar no meu ouvido:

_Você está cada vez mais bonita. Isso me deixa Louco! Tenho vontade de fodê-la agora. – disse Paul sorrindo.

Fiquei paralisada por alguns segundos e tentei me afastar dele, ele colocou uma mão sobre minha boca e com a outra me arrastou pro banheiro.

_Pequena, confessa que você queria isso. Seu Dom está dificultando as coisas nos mantendo afastados – disse começando a me beijar, tento me afastar e mordo bem forte os seus lábios e sinto o gosto de sangue, ele geme e me dá um tapa forte no rosto, me joga na pia e bata com minhas costelas e caio no chão, batendo o rosto. Eu começo a gritar com o pouco de fôlego que me resta.

_Me solta! Você é louco! Eu você é louco! Eu vou chamar a polícia, socorro! – Ele ri e começa a me apertar contra seu corpo, apertando seus dedos nos meus braços, na minha cintura e descendo pra coxa.

_Paul, me solta agora! Eu não quero isso! – digo chorando.

_Você tem que aprender a ser uma boa mulher! – diz sorrindo. Ah! Meu Deus! Isso é o que Gordon dizia quando me bateu!

De repente, a porta se abre com força e Cristian entra no banheiro e tira Paul de cima de mim, começam a se socar e Cristian joga ele pra fora do banheiro.

_Seu canalha, larga a minha mulher! – diz dando mais um soco na cara de Paul. _Se você encostar nela novamente, eu vou te matar! Entendeu?

_Ela vai ser minha. Não vou desistir! – Paul diz lambendo o sangue da boca.

O restaurante estava em pouvoroço, alguns pessoas tinham presenceado a briga de Cristian e Paul. Outras estavam curiosas por causa da gritaria.

Cristian me pega em seus braços e me leva embora pela porta dos fundos, no caminho liga pra Taylor e quando saímos ele já está esperando com o carro. Entro no carro e ele já começa a me examinar, estou com hematomas no rosto, o vestido esta rasgado e reclamo das costelas. Meus olhos estão arregalados de pavor. Só consigo lembrar de Gordon me espancando e não paro de tremer.

_Ana, por favor, o que você está sentindo? — disse me abraçando.

_Quando Paul começou a me bater, eu pensei que era o Gordon, que ele ia me matar dessa vez. – faleu chorando e soluçando.

_Não, querida. Eu estou aqui. Se aquele canalha te encontrar ou até mesmo falar com você novamente, eu vou matá-lo.

_Taylor, nos leve pro hospital. Vou ligar pra minha mãe. – ele diz pegando o celular.

Vinte minutos depois estamos no hospital e a mãe de Cristian me atende. Grace é muito doce e consegue me acalmar. Examina meu rosto e meu corpo, estou com as costelas doloridas, mas não fraturadas, meu corpo vai ficar doendo, mas ela me receitou remédios. Ela orienta Cristian a me deixar de observação no hospital pelo menos essa noite, por causa do meu estado emocional. Cristian concorda e manda Taylor trazer roupas limpas pra ele e pra mim.

Os remédios começam a fazer efeito e eu luto contra o sono. Posso ver Cristian ao meu lado na cama, sentado em uma cadeira. Ele prometeu não ir embora.

Pela manhã acordo com uma dor de cabeça incrível. Olho para o ambiente e demoro a me lembrar onde estou. Viro pro canto e vejo Cristian dormindo na cadeira.

_Cristian, Cristian acorda. – chamou baixinho.

_Ana, você já acordou? — levanta-se, beija meu rosto e diz que vai chamar a enfermeira.

Poucos minutos depois ele volta com uma enfermeira muito simpática, uma senhora de meia-idade. Ela examina alguns aparelhos, pergunto se estou com dor, aonde dói, se estou tonta e diz que vai chamar o médico.

Quando o médico chega, ele começa a esplicar que sobre algumas escoriações da base das costelas e vou ficar com alguns hematomas pelo corpo e no rosto, mais ia receitar remédio pra dor, do resto estava bem.

Antes do médico sair, Taylor aparece e chama Cristian no canto, o lhar de Cristian muda para um tom de surpresa, olha pra mim e dispensa Taylor. Faz o seu caminho até mim e pergunta ao doutor:

_Então minha mulher está de alta? — espera a resposta.

_Sim. Ela tem apenas que descansar e evitar estresse. – diz entregando o papel da alta para Cristian.

Ele me ajuda a trocar de roupa e vamos embora pro Escala. Na frente do prédio há vários reportares e suponho que tenha alguma coisa a ver com a briga de ontem. Taylor passa com o carro direto para o estacionamento e seguimos para o elevador. Cristian está comigo em seu colo. Ele me deita na cama e me ajuda a tirar a roupa, quero tomar um banho e apagar as imagens de ontem que ainda dançam na minha mente.

_Cristian, aconteceu alguma coisa? Você está calado e pensativo. – disse preocupada.

_Não aconteceu nada! São só alguns problemas. – ele diz acabando de me banhar, me seca, me veste uma camisola e me coloca na cama.

_Descanso é isso que você precisa! Vou ficar aqui até você dormir. – falou me beijando. Não pude resistir, o remédio estava me fazendo dormir.

Acordo no escuro e Cristian não está na cama. Ouço o barulho do meu celular e olho em volta. Ele esta na mesinha de cabeçeira e me inclino para pegá-lo.

_Alô. – digo sem reconhecer o número.

_Você já leu o jornal, Anastácia? Paul está morto, foi assassinado e você vai ser a próxima. Ele batei no rosto do mestre, mas eu dei um tiro no meio da sua testa. Você é a próxima. – a voz de mulher cessou e deligou.

Não acredito! Paul está morto? E eu vou ser a próxima?