50 Tons De Fascínio
20 Capítulo 20 - Grey apaixonado e ciumento!
Notas iniciais
20 – Grey apaixonado e ciumento!
Estava no quarto confusa. O que Cristian faria quando contasse o que tinha acontecido? Paul só podia ser louco! Como um homem dá em cima de uma mulher saber se ela está interessada? Eu nem me admitia pensar nele. Cristian era o meu homem. Como ele mesmo dizia o meu dono. Embora eu não entendesse como esse negócio de dominador e submissa funcionava, acho que era errado ele dar em cima de mim. Embora nossa relação não fosse aquilo que eu sonhava, eu o amava e não queria está com mais ninguém. Esse Paul vai me trazer problemas, mas eu tenho que falar com Cristian.
Eu fiquei no quarto quieta, não desci mais. Não queria me encontrar com ele novamente e quando escutei baterem na porta, perguntei quem era e escutei a voz de Cristian. Abri a porta e logo abracei meu homem. Estava com tantas saudades. Ele fechou a porta atrás de si e começou a me beijar, me levou direto pro quarto. As carícias de Cristian queimavam todo meu corpo, e ele me possuiu com uma urgência e desespero. Gozar nos braços de Cristian era a sensação mais extraordinária da minha vida. Eu só precisava estar com ele para que os meus medos fossem embora. Estávamos deitados lado a lado, exaustos.
_Cristian precisamos conversar – disse baixinho.
_Anastácia, eu sei. –fiz menção em interrompê-lo mas ele não deixou_ Eu quero conversar com você primeiro. Quando nós conhecemos, eu fiquei louco por você. Não conseguia tirar você do meu pensamento. Eu nunca tive um relacionamento nos padrões normais. Eu só estive com submissas e nunca com namoradas. Mas você me faz querer mais. Eu me pego pensando em você todo tempo. Querendo te agradar e quando eu penso em te perder, sinto um vazio imenso dentro de mim. — Cristian me olha com carinho _ Eu estou apaixonado por você! Eu não consigo mais negar e não quero me afastar de você!
_Oh! Cristian, eu sinto o mesmo! Eu também me apaixonei por você e senti tanto a sua falta. Esses dias longe de você, foram uma tortura. – Falei com alegria e comecei a beija-lo.
_Anastácia, não quero te perder, quero que isso dê certo. Eu rasguei o contrato. Não quero uma submissa, quero uma namorada, uma amante, quero você como minha mulher e quero que eu seja o seu homem. – falou tirando minha gargantilha.
_ Não, cristian! Isso não me incomoda mais. Eu te amo e quando estamos juntos na cama, eu gosto de ser sua submissa, sei que isso te dá prazer. Eu quero te agradar e se alguma coisa for demais pra mim, eu sei que você vai parar. – disse sincera.
_Mas você não gostou quando te chamei de cadela e fiz você passear pelo quarto. – disse arrependido.
_Sim, eu não gostei. Mas você estava tão excitado. Se sentindo o meu dono. Pude aguentar. Pensando melhor isso até parece excitante. – sorri.
_ Anastácia, eu tenho meus problemas. Já tinha sofrido muito antes de ser adotado, esses traumas me tornaram um homem frio, que só tratava as mulheres como objeto, com desprezo. Era assim que eu sentia prazer. Mas com você é diferente. Eu quero te proteger, quero te amar, cuidar de você. – disse me abraçado forte.
_Cristian, eu também quero isso. Mas eu também gosto do sexo selvagem, das suas brincadeiras. – disse corando igual uma beterraba.
_Você quer continuar com as brincadeiras? — perguntou, sorrindo maliciosamente.
_Sim. E eu também sei que você não vai deixar de ser controlador e mandão só porque se apaixonou por mim! – disse acariciando seu rosto.
_Você está aprendendo a me conhecer! – falou sorrindo.
_Cristian, eu preciso conversar com você, mas me prometa não ficar nervoso, nem fazer nada impensado. – eu precisava falar de Paul.
_Nossa Anastácia! O que aconteceu? — Perguntou preocupado.
_Lembra quando disse que minha mãe vendeu a parte dela na rede de hotéis e que eu ia almoçar com meu novo sócio? — ele sacudiu a cabeça afirmando que sim _ Pois bem, hoje recebi um buquê de rosas e um bilhete do tão Paul Veron e ele estava cancelando o almoço e adiantando nosso encontro pro café da manhã. Bem, fui falar com ele. Fui no restaurante no horário e nos encontramos. Ele é tão mandão quanto você e insistia que o acompanhasse no café. Neguei disse que não e que nosso assunto era estritamente comercial. – parei pra respirar.
_E então o que aconteceu? — Cristian perguntou com cara feia.
_Bom, acho que ele notou a minha gargantilha e perguntou quem era o meu Dom. – disse nervosa.
_O que? — Cristian levantou-se e sentou na cama e fiz o mesmo.
_Ele perguntou quem era meu Dom e eu fingi não escutar, disse que estava interessada em vender a minha parte na sociedade e que poderíamos tratar disso através de nossos advogados. — suspirei.
_O que aconteceu depois Anastácia? — Cristian perguntou impaciente e nervoso.
_Ele me mandou me livrar do meu Dom, porque ele me queria como sua submissa. – vi o rosto de Cristian se enfurecer e já que comece, iria até o fim. _Eu fiquei com raiva, sai do restaurante e vim pro quarto. Bateram na porta e eu pensei que era você, mas era ele. Quando abri, ele entrou empurrando a porta e me beijou, consegui me afastar e coloquei ele pra fora. – falei num fôlego só. Os olhos de Cristian estavam queimando, eu fiquei com medo.
_Eu vou matar aquele filho da puta! – disse se levantando e andando de um lado para o outro. _Quem ele pensa que é? Querendo te coagir com a comprar dos hotéis?Você não vai mais chegar perto dele, entendeu Anastácia? Você é minha mulher! — Cristian disse, gritando.
_Sim, entendi. – respondi baixinho e chorando. Fechei meus olhos e toda aquela tensão que senti pela manhã havia retornado em forma de lágrimas. Cristian viu e me abraçou.
_Não fique assim. Não queria te assustar. E que fico louco em imaginar outro homem perto de você, te beijando. Não é sua culpa. Deixa que eu resolvi isso. – disse me levando pra cama._Agora eu quero me perder em você!
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