Notas iniciais
Algumas pessoas deixaram de ler a fic e com razão! Esta bem chatinha só agradeço aqueles que ainda continuam lendo por um motivo que nem eu mesma sei. Ah e obrigada aos leitores fantasmas, vcs fazem toda a diferença.

50 Tons de Desconfiança

Ao chegarmos ao nosso apartamento mega fodástico, Vegeta entrou e se fechou isolado em seu escritório me deixando completamente sozinha. Como eu não sabia e nem sequer queria cozinhar, acabei indo fazer minhas unhas no quarto. Peguei meus utensílios necessários a uma boa manicure e me arrisquei arrancar uns bifes de minhas cutículas judiadas.

Duas horas depois, com um esmalte simplesmente horrendo e com os cantos dos dedos todos estragados pelo alicate cego, me levantei para sair em busca de Vegeta. A birra já havia sido mais do que suficiente. Se ele queria ter ciúmes então que tivesse ao menos das coisas corretas. E se eu teria que levar uns tabefes de , que eu levasse logo de uma vez porque a expectativa era cruel.

— Vegeta? — chamei timidamente à porta do escritório.

— Sim? — ele respondeu com a voz abafada.

— Posso entrar?

— Não.

Ok. Ele realmente estava bem chateado se me negava até mesmo o acesso ao seu recinto secreto. Puta merda. Eu teria que me redimir. Afinal de contas precisava amaciar o homem para poder lhe dar a notícia de que eu gostaria de continuar trabalhando.

— Por favor? — insisti no questionamento. Não seria eu que apanharia ele em uma situação constrangedora.

Ele abriu a porta de repente e saiu com a cara amarrada.

— Vegeta... fale comigo, amorzinho... — eu o segui pelo apartamento até a cozinha, de onde ele retirou da geladeira uma garrafa de pinga.

— Vou me embriagar e gostaria de não ser interrompido. — falou seco.

— Como assim? Por quê? O que está acontecendo? Converse comigo... Vamos discutir a relação... Foi alguma coisa que fiz? Ou algo que deixei de fazer? — eu estava desesperada.

— Fui ao escritório acessar seu email de maneira psicótica, e descobri que você fica trocando emails indecentes com sua amiga Chichi. Sobre o que vocês falam? E quem são esse tais irmãos que você tanto ama? — ele perguntou nervoso.

— O que? — eu estava estupefata. Por duas coisas. Por ele ter descoberto meu segredinho mais sórdido e por ele ter acessado meu email daquela maneira vil. Como eu poderia confiar que ele não leu minhas outras mensagens compartilhando nossas informações sordidas no grupo do facebook que minha amiga Lady R fizera?

Como eu poderia ter certeza que ele não se ligaria que eu era a Madame Palmadinha? Senti uma onde de náuseas subindo pela minha goela. A coisa poderia ficar feia. Definitivamente.

— Vegeta... não é o que você está pensando... — tentei argumentar.

— Então não é o que estou pensando? Você troca emails com essa sua amiga e outras de um tal grupo secreto do qual você faz parte, só conversam basicamente sobre os homens que recheiam vários tipos de livros e num último email você afirma categoricamente que é completamente apaixonada por vampiros e principalmente por um tal de Edward e outro chamado Valerius... quem são esses irmãos e esse dark hunter que você afirma serem seu modelo ideal de machos dominantes? — ele estava histérico agora.

Meu celular tocou e agradeci aos céus pela interrupção enquanto minha mocreia interior entrava em coma. Eu sabia que a coisa ficaria desconcertante daquele ponto em diante.

— Alô?

— Bulma? — era a voz que me faltava.

— Lunch... Como você está? — perguntei já sentindo que a avalanche de informações seria surpreendente.

— Muito bem, obrigada. E com você e o casamento? Desculpe-me não ter podido comparecer, querida. Eu estava em Aspen esquiando. — ela informou no maior descaramento.

A inveja me corroía por dentro. Enquanto ela estava em Aspen, eu estava sendo açoitada cruelmente pelos mosquitos infames naquela ilha deserta e cheia de distrações. A ironia em mim mesma me assustava.

— Tudo bem... Acabei de chegar de nossa lua de mel... — falei mais para distrair Vegeta do que por outra coisa.

— Oh, que pena... eu estava querendo oferecer a vocês como presente de casamento uns dias de estadia em um resort de propriedade do Tenchinham... que tal? Mas se vocês acabaram de chegar... — ela foi falando de maneira frenética. Puta que pariu. Minha amiga Lunch devia ter engolido uma pilha Duracél quando criança.

— Não... Quero dizer... Seria ótimo... Por favor... Estou precisando... — falei baixinho e me virei para que Vegeta não pudesse ouvir. — Estamos em meio a uma pequena crise...

— O que? Mas já? Caralho, amiga... você conseguiu bater meu recorde... — ela disse e riu. — Tudo bem que o Tenchinham andou me passando umas raivas com umas periguetes antes de nos acertarmos, mas na lua de mel? Uau...

Eu podia ouvir a risada de minha amiga pelo telefone. Pelo jeito ela achava aquilo tudo hilário. Eu não via graça nenhuma naquela merda.

— Certo... Estarei te enviando as passagens amanhã. Você pega seu homem, compra umas algemas e lhe dê uns sapecas... oh, desculpe... é ao contrário... ele que gosta de te dar uns sapecas, não é? Ótimo... nosso resort é totalmente preparado para este tipo de atividades... — ela disse e suspirou.

— Obrigada, amiga. Nem sei como te agradecer. — falei com os lábios presos entre meus dentes afiados.

— Não me agradeça ainda. E faça um favor a si mesma? Pegue um bronze.

Dizendo isso ela desligou o telefone e me deixou com a pulga atrás da orelha. Que raio de dica era aquela? E como sabia que eu estava mais branca que bunda de nenê besuntada no hipoglós?

— Vegeta... — chamei e o acompanhei bebendo de sua bebida ardente.

Ele apenas ergueu aquela sobrancelha sexy para mim.

— Minha amiga Lunch nos deu um presente de casamento já que ela não pode comparecer... — falei e franzi o cenho ao vê-lo beber da garrafa. A classe do gesto me deixou impressionada.

— É?

— Sim... Para um resort de seu marido... Vamos? Assim poderemos resolver qualquer mal entendido entre nós dois.

Eu insisti na minha carinha de cachorro pidão para tentar demovê-lo de seu momento birra infantil.

— Só nós dois? — ele perguntou.

— Como assim, só nós dois? — perguntei sem entender.

— Sem emails, computadores e celulares? — ele perguntou.

Mas que porr.... Como assim? Já não estivemos em uma ilha deserta?

— Sim, querido. Mas você tem que saber que o resort terá a presença de outras pessoas, ok? — falei e senti que ele estava enfim me perdoando. Eu mataria a Chichi por continuar me enviando aquelas porras de emails denunciadores.

Vegeta me agarrou e pude sentir profundamente o seu bafo adorável de pinga. Ao menos era de qualidade. Acabei sentindo meus sentidos serem entorpecidos pelas bebida vinda diretamente de sua boca enquanto ele me dedicava um beijo mais do que ardente.