Notas iniciais
Oi, grande final, mecha com seus feels, só para saberem.

— Nós NÃO estamos perdidos, ok?— Robin insistiu, estavam se arrastando pela ventilação há mais de uma hora e não tinham encontrado Marina, o que era estranho, já que a garota tinha deixado-os poucos minutos antes de começarem a procurá-la.

Mas Robin também tinha certeza de que seguiram o mesmo caminho que usara para chegar à cela de Dmitri/Alfa, ainda não tinha certeza de se ele era o mesmo que a ajudara a explodir um prédio em Berlim. Não tinham nenhuma comunicação com Marina nem com Aimi, que deveria gua-la pela ventilação, já tinha perdido a escuta pois quando foi tentar falar com alguém o microfone não funcionou e quando tentou consertar, a pequena escuta caiu para o banheiro masculino.

— Não? Então onde estamos?— Dmitri/Alfa falou de trás dela.

— No duto de ventilação.— ela sorriu sarcástica, apesar de saber que ele não tinha visto.

— Você tem certeza que eu sou esse tal de Dmitri que você falou?— ele já tinha perguntado aquilo centenas de vezes naquela hora.

— Sim— Não, ela pensou, não tinha certeza daquilo, mas era a melhor chance, a outra hipótese é que este Alfa era incrivelmente parecido com Dmitri e estava ocupando a cela que ele usava e se fosse assim, Dmitri estaria morto, e ela não queria acreditar naquilo. Continuaram se arrastando por cerca de quinze minutos até Robin encontrar Marina, seus olhos prateados à encaravam friamente e ela demonstrava certa arrogância na expressão.

— Como vocês demoraram tanto? Eu cheguei aqui em em quinze minutos.— ela perguntou.

— Nós nos perdemos.— Dmitri disse.

— Nós não nos perdemos, — Robin insistiu— só pegamos um caminho mais longo.

— Por que você não chamou Aimi?

— Minha escuta caiu no banheiro masculino.

— Ok, estamos perto, Aimi.— ela segurou a escuta no ouvido— O caminho... Ok, direita — estavam bem do lado de uma curva, então ninguém teve de se arrastar de costas, eles seguiram Marina por mais dez minutos e pararam.

— Chegamos?

Marina não falou nada, Robin só soube que haviam chegado quando ela viu a garota pulando por uma saída de ar, pulou logo atrás dela e Dmitri por ultimo. Estavam agachados numa sala branca, ao lado de alguns controles, não havia câmeras, mas também tinha uma janela que dava para o corredor e ninguém quis arriscar se levantar para ver se o caminho estava livre.

— Me dê essa escuta! — Robin falou para Marina— Preciso falar com aquela garota.— A garota tirou a escuta do ouvido e passou para Robin— Aimi, é a Robin?

— Robin? Esse é o canal da Marina, onde ela está? — ela ouviu a voz de Aimi.

— Aqui do meu lado não se preocupe, agora, como você espere que a gente pare essa bomba detém uma janela enorme dando para o corredor?

— Espera... Eu não tenho acesso à essa parte do prédio ok? Eu não sabia, vou ver se tem alguma câmera por aí...— demorou mais quinze minutos para ela falar alguma coisa — Eu não consegui nada, já que, como você sabe, eu não sou uma mestra da informática, desculpe, você vai ter que dar seu jeito.

Ela tirou a escuta e devolveu à Marina, tinha de pensar, ela até conseguiria acessar o computador remotamente pelo celular, mas precisava que alguém permitisse o acesso do próprio computador, o que era impossível, já que não podia levantar para acessar o computador...

— Eu podia acessar o computador sabe? — Dmitri quebrou o silêncio — É só você me falar o que fazer.

— Como? — Marina tirou as palavras da boca de Robin— Você iria simplesmente levantar e acessar o computador? Acho que eles te notariam, independente de você ser um cara.

— Não é disso que eu estou falando, os cientistas aqui fazem experiências genéticas com as pessoas, o que pode te dar uma certa vantagem.

E então não viam mais o Dmitri, ele simplesmente havia desaparecido.

— Dmitri? — Robin perguntou.

— Eu ainda estou aqui, só que invisível, me diga, o que eu tenho que fazer?

— Ok, vá até a porta, quando eu caí, vi um painel do lado dela, você pode descreve-lo pra mim?

— Vamos ver, é branco tem tipo uns quinze centímetros de altura, tem uma tela azul, em cima do painel tem escrito: ZINCH SECURITY, os botões são amarelos...

— Ok, já dá...— ela pegou uma chave de fenda que usou para abrir as saídas de ar e rolou na direção da porta— Pegue a chave de fenda e abra o painel, devagar, se não o alarme dispara, depois de abrir, você vai ver vários pinos de cores diferentes, troque o primeiro azul com o terceiro amarelo, no canto superior vai ter um pequeno botão, use a chave de fenda para pressiona-lo.

— Ok...

— Agora você fecha o painel, na tela vai estar escrito: DIGITE NOVA SENHA, você digita 1,2,3 e aperta ok. Então vai pedir para que você digite a senha, coloque novamente 1,2,3, ok?

— Aham.

— Então vai pedir para colocar um comando, clique em ajuda e procure qual número corresponde à "travar porta" e "bloquear entrada", volte ao menu principal e digite esses números, depois de cada um clique em "ok" duas vezes, pronto?

— Aham.

— Ok, agora volte para os controles e lembre-se da regra número um de salvar o mundo.

— Qual?

— Nunca, NUNCA, aperte o grande botão vermelho.

Ela continuou a dar ordens até conseguir conectar o celular ao computador central, depois Dmitri voltou até onde elas estavam, ele voltou a ficar visível alguns segundos antes de se agachar por completo, o que os fez segurar a respiração por um tempo com medo de alguém ter visto, por sorte ninguém gritou ou...

Tinham acabado de acionar os alarmes, de dentro da sala o som do alarme estava muito baixo, quase não conseguiam ouvir. Robin desistiu da tática de desarmar os mísseis remotamente e pulou em direção aos controles, passando página por página quase que automaticamente, Marina, que não sabia muito de informática pulou com a arma erguida, pronta para atirar em todos que aparecessem.

Ela ouviu o tiro e imediatamente se abaixou, quando se levantou e virou, viu que dois guardas haviam chegado, seguidos de uma mulher com um jaleco de laboratório, os guardas tinham atirado, mas a bala parara no vidro. Vidro a prova de balas, Robin se acalmou, viu que Marina tinha largado a arma quando ouviu o tiro, estava sentada onde antes os três estavam escondidos, Dmitri pegou a arma de Marina e apontou para o vidro, ainda sem atirar, tinha uma determinação familiar nos olhos que fez com que Robin sorrisse, que bom que você está de valora Dmitri, pensou ela.

Os tiros não paravam, ela tentava se concentrar, mas toda vez que uma bala atingia o vidro ela parava por meio segundo. Então ela ouviu o barulho de vidro estilhaçando, bem, isso não podia durar para sempre. Virou-se e viu que o vidro não tinha quebrado, o buraco no vidro só foi o bastante para a bala passar e atingir a parede, mas nesse momento, Marina se levantou e o guarda foi certeiro, o tiro seguinte passou exatamente pelo buraco que a bala anterior tinha feito e acertou o ombro esquerdo de Marina, logo acima do coração, ela caiu, gritou e...

É SÉRIO? Robin pensou, Realmente tem um grande botão vermelho? E tinha, no canto do painel de controle, um grande botão vermelho, ela tinha se distraído, de novo, se concentrou novamente em achar um jeito de que aqueles mísseis nunca sejam disparados.

Ouviu o barulho do vidro novamente e algo caiu no chão, quando se virou viu Dmitri caído com a mão cobrindo o abdômen, a mancha de sangue crescia rapidamente. Ela logo desistiu dos controles e pulou em direção ao homem caído.

— Você está bem? — ela perguntou desesperada— Óbvio que não! O que eu estou falando! Meu Deus! Dmitri, calma, você vai viver! Eu não permito que você morra!

— Cala a boca Azulzinha...— ele falou sorrindo, Azulzinha? Era o apelido que ele tinha dado à Robin alguns anos antes.

— Você se lembra? — os incessantes tiros interrompiam a conversa.

— Aparentemente esse soro deles não é tão eficaz...

Robin não se segurou, segurou seu cabelo por trás da cabeça, forçando sua cabeça à levantar e se aproximou de seus lábios e o beijou, um beijo longo e molhado. Foi o melhor beijo da sua vida, e provavelmente o ultimo, Dmitri mergulhou sua mão nos cabelos de Robin, apertando-a contra ele mesmo.

— Ei, vocês dois, — Marina falou logo ao lado dos dois, com uma voz rouca, ela ainda estava viva?— arrumem um quarto. — ela soltou uma risada fraca — E além do mais, ainda temos uma missão à cumprir.

Era verdade. Robin desembolou seus dedos do cabelo macio do homem à sua frente e se levantou, o vidro estava praticamente branco, com tantos tiros, que era impossível ver o outro lado, não tinha tempo de fazer mais alguma coisa, pensou na solução mais rápida. O botão vermelho, não era a opção mais óbvia, mas era a única que daria tempo. O vidro se quebrou por completo e ela pulou em direção ao botão vermelho.

— NÃÃÃOO!— uma voz feminina falou, deveria ser a mulher no jaleco de laboratório.

No segundo seguinte uma queimação no abdômen, levou a mão ao local e sentiu o sangue escorrer por ela, quente e denso, viu a tela ficando vermelha e logo entendeu: ela tinha falhado, não terminara sua missão, tinha lançado os mísseis no mundo e a Terra seria destruída, então veio o nada...

Notas finais
Continuação aqui: http://fanfiction.com.br/historia/490259/Evolucao-_Interativa/
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