3124-A Guerra - Interativa
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Uma semana, esse foi o tempo que elas tiveram que esperar para alguém do tal "Olho" aparecer. Nesse intervalo de tempo, Aimi e Robin já tinham conseguido as plantas do complexos que teriam que invadir. Bem, não era bem invasão porque Aimi tinha acesso ao prédio. Mas depois disso teriam que se separar pois Robin não podia passar na frente de nenhuma câmera.
Quando ela chegou, Aimi e Robin analisavam as plantas mais uma vez tentando achar um jeito de realizar o plano.
Ouviram uma batida na porta e Robin se levantou da mesa do novo quarto de hotel para o qual tinham se transferido. A garota na porta tinha longos cabelos negros levemente ondulados que estavam meio escondidos sob um gorro roxo e o rosto sardento.
— Posso ajudar?— Robin perguntou.
— Claro, — ela começou— você é Robin Snow?
— Sim, e você é...
A garota demorou a responder, encarando o tapa olho de pirata que Robin usava para cobrir seu olho falso.
— Você é...— Robin falou novamente dando a deixa para que a garota falasse seu nome.
— Ah, Marina, prazer.
— É para evitar que sejamos espionados e descobertos. — Aimi falou percebendo a curiosidade de Marina no tapa olho.
Ela olhou para Robin que assentiu com a cabeça.
—Bem, Marina, esta é Aimi, — falou Robin, Aimi percebeu que ela deixara de lado o fato de ela ser uma soldada inimiga provavelmente para não ter problemas ou ter que explicar muita coisa — nós estamos no meio de uma coisa muito importante, então se você quiser, pode nos deixar em paz e avisar o Olho que eu estou bem ou pode nos ajudar, talvez você veja alguma coisa que nós ainda não vimos.
Robin se afastou da porta, deixando Marina entrar e logo ela viu a katana de Aimi apoiada no canto da parede, ela parou imediatamente olhando para Aimi e de vota para a katana.
— Uma garota com uma katana...— Marina murmurou num tom quase inaudível.
—Bom o nosso projeto é o seguinte...— Robin começou, ignorando as palavras da garota.
***
Os olhos de Marie miravam a tela do computador sem demonstrar qualquer emoção, as milhares de linhas que o programa emite enquanto decodifica arquivos não a interessam.De tempos em tempos seus olhos fitavam a fotografia diminuta no canto da tela.
Como pôde deixar aquilo passar, estava todo o tempo diante dos seus olhos.
"Na verdade, você estava apontando para o céu." Ela lembrou das palavras de Marina uma semana antes, ela estava certa, o céu, alaranjado e vermelho, contrastando com o azul do mar, era a resposta.
Como ela descobriu isso? Simples. Quando foi passar a imagem por e-mail para o seu computador, o arquivo se mostrou muito mais pesado do que uma simples foto deveria ser. Um simples filtro mostrou uma pasta compactada no céu, logo acima do dedo do general.
Uma pasta compactada, escondida e codificada de mil maneiras diferentes, portanto, muito importante.
Finalmente, depois deu vários minutos, a pasta pôde ser aberta. Vários arquivos abarrotavam a pasta em ordem crescente, do mais antigo ao mais novo.Ela abriu o primeiro, continha um nome, uma foto de um garoto de cerca de cinco anos, informações adicionais e...
Marie se aprumou na cadeira para ler o resto:
DOSAGEM ALFA:
*
SINTOMAS:
– Perda da memória antiga
– Aguçamento dos sentidos
– Mudança da coloração da pele ( vermelho claro)
– Crescimento de garras nos pés e mãos
– Agressividade elevada
– Perda da noção de espaço e tempo
Tempo para estabilizar: 2 anos
DOSAGEM BETA:
*
SINTOMAS:
– Inconsciência
– Morte
RESULTADO: Experimento falho.
Embaixo de cada dosagem havia o esquema de uma molécula ou coisa parecida, infelizmente não mostrava o nomes dos seus componentes.
Marie continuou a ler, todos os arquivos eram assim, com diferentes nomes, fotos e "sintomas". Ela observou que, em dezessete houve crescimento de pelos, em doze, aparecimento de penugem fina, em vinte e três, aguçamento dos sentidos, em sete, adaptação para sobrevivência em diferentes ecossistemas, todos tinham como primeiro sintoma a perda da memória antiga, treze continuavam vivos e, dentre estes, três estavam marcados como experimentos duradouros. Todos eles tinham a foto de crianças, o que a fez perceber que eles começam com isso cedo. Pelas suas contas, aqueles "experimentos" deveriam ter começado cerca de cinquenta anos antes, então outra preocupação veio a mente da garota, onde eles arranjavam tantas crianças? Mas isso era preocupação para outra hora.
Ela saiu da sala de controle a procura de algum superior, teorias fervilhavam em sua mente, ela quase não conseguia prestar atenção ao seu redor. Um vulto que passou por ela arrancou-a de seus devaneios. Ela deu meia volta, se assegurando que realmente era o general Takashima.
— Errr... Bom dia. — Marie disse quando o alcançou.
— Sim? — ele respondeu inexpressivo.
— Eu descobri mais algumas coisas...
O general virou-se 180 graus, visivelmente se dirigindo a sala de controle, visto que os dois já tinham passado do corredor que dava acesso a ela. Marie se virou, apressando o passo para conseguir acompanha-lo.
— O quê? — ele perguntou.
— Ahn? — Marie perguntou confusa.
— O que você descobriu.— ele respondeu apressando-a.
— Claro, é sobre aquela foto. — então ela explicou exatamente o que acontecera e como ela descobriu a pasta escondida. Ao chegarem na sala ela mostrou os dossiês dos experimentos, apontando suas observações em cada um deles. — Então, o que você acha?
— Eu acho que vocês se enganaram em relação ao computador.
Marie o encarou confusa, depois de todo aquele discurso é aquilo que ele diz? Ela entendeu perfeitamente o que ele queria dizer, as informações adquiridas provavelmente não estavam no computador central, aquela deveria ser uma central secundária de armazenamento de dados, mas tudo aquilo era demais para uma conclusão tão simples como aquela. Não fazia o menor sentido.
— E que isso é bem preocupante.— o general completou ao ver a expressão da garota.
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