31 dias sem você
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Dia 31. Dia de ir morar com meu pai.
Na minha cabeça, eu ia dar um jeito de fugir e encontrar a minha mãe, que não estava morta, apenas havia se perdido; Lily ainda contava piadas; Matheus ainda era meu melhor amigo. Contudo eu amadureci e percebi que eu sempre sentiria falta da minha mãe, da Lily e do Matheus; e eu teria que aprender a viver sem eles. Eu nunca vou vê-los de novo. Eles estão mortos. E isso não é necessariamente uma coisa ruim; pode parecer algo cruel de se dizer, mas a vida mata, a vida nos faz sofrer. Nem sempre viver é uma dádiva. A morte nos liberta do peso da habena da vida.
Minha mãe está livre agora.
Lily está livre agora.
Matheus está livre agora.
Eu, porém, ainda não estou livre da dor. Não estou livre de mim mesma. Espero que eu seja forte o suficiente para que, um dia, a dor vire saudade. E a saudade venha com uma lembrança boa e não traga a sensação de perda.
Chegou a hora de viver. Viver de verdade. É o que eles gostariam que eu fizesse. É o que eu quero fazer.
“Oi, pai.”
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