Notas iniciais
palavra de hoje: alabastro

“Bom dia, pai... Senhor! Eu, hum... gostaria de falar contigo, com você sobre um assunto que tem me incomodado...” Minha garganta estava seca. Nem com ela eu gostava de perguntar acerca do meu pai, imagine falar dela a alguém que mal conheço!

“Sim?”

“Eu... E-eu quero perguntar sobre a mamãe-e...” Fechei os olhos esperando sua reação. Abri devagar e percebi que ele me encarava com tristeza.

“O que você quer saber sobre ela?”

Eu imaginava que a reação dele seria explosiva e agressiva, que mandaria me tirarem dali a chutes. Não sei que tipo de monstro eu passei a imaginar que ele era depois que ela morreu, mas ele definitivamente não era esse monstro.

Quando ia começar a falar, sem motivo aparente, um trombone se fez ouvir, me assustando. Eu acabei dando um pulo para o lado, me desequilibrando e, então, me apoiando num dos vasos de alabastro, que caiu no chão e quebrou. Os cacos percorreram a sala inteira, indo parar nos pés do meu pai.

Eu estava prestas a indagar a um completo desconhecido coisas sobre a pessoa que eu jurei que fosse a que eu mais conhecia. E havia acabado de quebrar o vaso dele.