Notas iniciais
Chegamos ao fim! Isso é bom ou ruim? rs Antes de tudo, deixa eu esclarecer uma coisa sobre o capítulo de ontem. Algumas pessoas me perguntaram se durante a série foi falado que Josh era ex-namorado de Kate. Não, não foi. Eu que “deduzi” isso porque no episódio em que a Maddie aparece, ela comenta com Castle que Kate namorou um estudante de medicina. Aí eu pensei: não vejo Kate como uma pessoa que tem muita vida social – já é falado no primeiro episódio (Lanie: Quem disse que o romance está morto? Kate: Eu, todo sábado à noite) e os outros homens com quem ela se envolve são da polícia (Will, Demming), então eu concluí que o Josh foi o ex que ela reencontrou (até porque ela apareceu do nada com ele). Mas isso é coisa da minha cabeça, gente. Não fala na série não. Agora vamos ao último! Bom, eu tenho muitos agradecimentos para fazer, então eu vou postar o último capítulo aqui, e depois posto um capítulo extra com agradecimentos. Vocês prometem que vão lá ler? É importante para mim! Beijoo!! :) ps: Ainda inshock com a Season Premiere. Pelo menos esse capítulo é leve e vai dar uma amenizada. Whole lotta love – Led Zeppelin Um bocado de amor.

Espo: Aconteceu alguma coisa, Beckett? – Espo perguntou ao ver a cara da parceira, assim que ela entrou na delegacia.

Kate: Aconteceu. Eu tive dois filhos. Dois (ela disse contando nos dedos) Ao mesmo tempo. No mesmo dia. Na mesma hora. Dois!

Kate se sentou, exausta.

Ryan: Nós sabemos a definição de gêmeos, Kate.

Espo: Eles estão te enlouquecendo, não? – Espo tentou segurar o riso, mas não conseguiu.

Kate lançou-lhe um olhar de “Queria tanto te matar agora”.

Ryan: Cara, não mexe com os hormônios femininos.

Espo: Quando é que a babá oficial volta? – Espo perguntou referindo-se a Castle, que estava em turnê.

Kate: Daqui dois dias.

Ryan: Está tão ruim assim?

Kate tinha uma carinha culpada.

Kate: Eu amo meus filhos mais do que tudo nesse mundo. Mas eu tenho que admitir, e eu odeio isso, que eu não dou conta sozinha. Quando um está descendo as escadas, o outro está escalando os armários da cozinha. Quando um liga a tv, o outro está jogando coisas na banheira. Como é que eles conseguem estar em tantos lugares ao mesmo tempo?

Kate desabafou. Ela estava sozinha com os gêmeos há uma semana. Martha havia se casado com Jack, os dois moravam perto, mas não era o mesmo que tê-la ali todos os dias. Alexis estava no último ano da faculdade de Direito e tinha conseguido um excelente estágio um pouco longe de casa, então alugou um pequeno apartamento onde passava a semana, e só vinha para a casa do pai aos finais de semana. Os gêmeos ficavam na escola durante o dia, e à noite Kate e Castle estavam sempre em casa, então eles lidavam muito bem com a situação. Mas agora... Kate estava realmente se desdobrando para dar conta.

Ryan: Kate, não é tão difícil assim.

Kate: É mesmo? Conte-me mais sobre sua experiência com gêmeos.

Espo riu.

Ryan: Não precisa ter experiência para saber que você só precisa manter os dois no mesmo lugar.

Kate: É impossível! Eles são completamente diferentes!

Espo: Claro que são! Eles são você e Castle. Me espanta que não tenham se matado ainda.

Kate: Obrigada pelas palavras de apoio.

Ryan: Olha Kate, eu cresci com duas irmãs e sei como é. Eu odiava aquelas bonecas pela casa. Mas quando me lembro da nossa infância, consigo pensar em muitos momentos juntos, brincadeiras que gostávamos, como jogos, videogames, filmes...

Kate: É, isso funcionou nos primeiros dias. Mas agora... – ela fez uma pausa pensativa. – Eles sentem falta do pai e eu também...

Kate ainda ficou um minuto em silêncio, depois falou num sobressalto

Kate: Já sei!

Espo e Ryan se olharam curiosos.

Kate: Nós vamos escrever um livro!

Espo: Será que eu devo te lembrar que seus filhos têm só cinco anos?

Kate: Eu vou escrever. Eles vão desenhar. Será um livro da nossa família.

Ryan: Um projeto para mantê-los ocupados. Legal!

Kate: E Castle vai amar – ela disse com um sorriso. Seu problema estava resolvido. Ou quase...

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Johanna: Mamãe, eu posso desenhar nós dois quando éramos pequenos?

Kate riu se perguntando o que Johanna consideraria pequeno, já que eles tinham só cinco anos.

Kate: Quando vocês eram bebês?

Johanna: É.

Alexander: Eu vou desenhar a nossa escola.

Kate: Isso meu amor.

Alexander: E a Alicia.

Kate revirou os olhos. Alexander já tinha dado conta de arrumar uma “namorada” na escola. Castle achava o máximo.

Kate: Que lindo, princesa, você desenhou o Fluffy.

Johanna fez que sim sorrindo. Fluffy era seu urso inseparável. Os gêmeos estavam achando o máximo estarem sentados na mesa do escritório do pai. Eles não entravam muito ali, mas Kate estava achando que era sua melhor ideia em anos.

Seu celular tocou, e ela atendeu feliz, lendo o nome dele no visor.

Castle: Acho bom essa felicidade não ser porque eu estou longe.

Kate: Claro que não, seu bobo. – Kate se afastou um pouco da mesa, chegando perto da porta. – Eu estou morrendo de saudades, e você sabe disso. – ela disse dengosa.

Castle: Eu também estou, meu amor. Como estão as coisas por aí?

Kate: Tudo perfeitamente bem.

Castle: Sério? Eles não estão te enlouquecendo?

Kate: Claro que não. Eu sei lidar com meus filhos, Rick. – ela jamais admitiria.

Castle: Eles ainda estão acordados?

Kate: Até parece que você não sabe.

Castle riu. Ele sabia que os filhos não dormiam tão cedo. Kate apertou o botão para a video chamada e os dois conversaram com o pai.

Alexander: Papai, nós estamos fazendo um desenho pra você.

Kate fez sinal para ele não falar.

Castle: É mesmo? Eu tenho certeza que vou adorar.

Johanna: Papai, eu estou com saudades.

Castle: Eu também, minha princesa. Mas logo o papai volta.

Alexander (empurrando Johanna para aparecer mais): Você vai trazer presentes?

Castle: Vou, mas não empurra sua irmã.

Johanna: Ele é um bobo.

Alexander: Boba é você. Todas as meninas são bobas.

Johanna: Você gosta da Alicia.

Alexander: Porque ela é bonita.

Johanna: Mamãaaaaaaae ele disse que eu sou feia.

Johanna empurrou Alexander, chorando. Kate a pegou no colo, acalmando-a.

Alexander: Eu não falei que ela era feia – ele disse olhando para o pai, na tela do celular.

Castle: Você ainda tem muitas coisas para aprender, filho. A principal delas é não irritar as mulheres Beckett Castle.

Kate e Castle conversaram com os dois até eles fazerem as pazes, e minutos depois eles já estavam brincando juntos de novo.

Castle: Tem certeza que eles não estão te enlouquecendo?

Kate: Talvez um pouco – ela disse sorrindo, se afastando das crianças. – Amor, volta logo.

Castle: Eu vou... eu te amo, babe.

Kate: Eu também.

Os dois conversaram mais um pouco, sempre dizendo o quanto sentiam falta um do outro, e fazendo mil promessas de como seria quando se reencontrassem. Depois mandaram beijos pelo vídeo e desligaram.

Alexander: Mamãe, olha o que nós fizemos!

Johanna: Eu que pintei esse de rosa.

Kate se aproximou e...

Kate: Ai meu Deus! Onde é que vocês pegaram isso?

Alexander apontou um lugar alto da estante.

Kate: E como é que você alcançou ali?

Alexander: Eu subi na mesa.

Kate abriu a boca, mas não soube o que dizer. Quando é que ele tinha subido na mesa que ela não viu? Ela ficou ainda uns minutos estática, enquanto os dois continuavam pintando com naturalidade.

Johanna: Não está ficando lindo?

Kate: Meus amores, vocês não... não podiam pegar o livro do papai. – ela falou pausadamente, ainda em choque.

Alexander: Mas esse livro tem uns desenhos legais, olha – ele apontou para uma caveira.

Kate: E como é que você sabia disso? – ela ainda procurava as palavras.

Alexander: Eu vi o papai guardando outro dia.

Numa situação normal, Kate até se espantaria com a memória do filho. Mas não tinha como ela se espantar mais do que já estava.

Johanna: Pronto, ficou lindo.

Alexander: É, ficou.

Johanna e Alexander olharam para a mãe e sorriram. Kate tentou esboçar um sorriso de volta, pegando o livro nas mãos. Os dois haviam acabado de pintar o original de “Tales of mistery and imagination”, o livro mais famoso de Edgar Alan Poe, que Castle tinha pago milhões e não deixava ninguém encostar a mão.

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Lanie: Você não precisa contar pra ele.

Kate: Eu não preciso contar? Lanie, ele vai ver!

Lanie: Talvez ele demore pra ver.

Kate: Eu não posso fazer isso. A culpa foi minha, eu tenho que contar.

Lanie: Ah Kate, também não deve ser tão ruim assim.

Kate: Você tem noção do quanto custa aquele livro? Ou... custava...

Lanie: Não. Uns mil?

Kate: Mil? Lanie, milhões! Milhões!

Lanie: Gente rica gasta dinheiro à toa mesmo ham?

Kate: Lanie, ele é escritor! Aquilo tem valor pra ele, sabia?

Lanie: Calma Kate, você ta exaltada.

Kate: Ele vai me matar, Lanie. Ele vai me matar!

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Kate já tinha tentado acordar, mas o sono da manhã a envolvia, principalmente porque ela não tinha dormido direito a noite toda. Como as crianças ainda dormiam, ela fechou os olhos por mais uns minutos. Castle chegaria no fim do dia, e ela já tinha decidido que iria contar sobre o livro. Não poderia mentir para ele.

Adormeceu de novo, mas pouco tempo depois, sentiu braços envolvendo-a.

Kate: Rick? – ela abriu os olhos, virando-se para ele.

Castle: Bom dia meu amor.

Kate: Bom dia... você não ia chegar só à tarde?

Castle: Ia, mas resolvi adiantar a viagem. Estava morrendo de saudade de você...

Ele a abraçou, mas ela o soltou.

Castle: Que foi? Pensei que você também estivesse com saudades de mim.

Kate: Eu estou, Rick. Com muita saudade.

Castle: Então nós deveríamos aproveitar enquanto os dois não acordam... – ele a abraçou de novo, mas ela se soltou.

Kate: Não. Primeiro eu preciso te contar uma coisa.

Castle a olhou sério. Ela se levantou e o chamou para segui-la. Pararam no escritório. Ela destrancou a porta e entraram.

Castle: Por que estamos aqui? E por que a porta estava trancada?

Kate: Para evitar maiores desastres.

Castle a olhou sem entender. Ela foi até a mesa e pegou o livro, entregando-o.

Castle: O que tem o “Tales...

Parou a frase no meio assim que abriu a primeira página. Levantou os olhos para Kate, esperando uma explicação.

Kate: Me desculpa.

Castle não falava nada, só olhava para o livro.

Kate: Eu gostaria de dizer que posso reparar, mas eu sei que não posso. Eu sei o valor que ele tem pra você e... Me perdoa, se você puder, me perdoa...

Castle: Como é que...

Kate: Anteontem, quando você ligou, eu me distraí enquanto conversava com você, quando voltei eles já estavam pintando.

Castle: Mas esse livro estava no alto.

Kate: Alexander subiu na mesa e pegou.

Castle: O que? Kate, ele poderia ter caído!

Kate: Eu sei! Não me faça me sentir pior do que eu já estou!

Os olhos dela encheram de lágrimas, mas ela segurou. Ele a fitou.

Kate: A culpa não é deles, a culpa é toda minha. Eu sou uma péssima mãe, eu não consigo nem tomar conta dos meus próprios filhos!

Castle: Kate...

Kate: Eu sei que você está chateado. Você tem todo o direito de estar chateado.

Castle: Você tem razão, eu estou chateado. Mas...

Os dois ouviram um barulho e se olharam. Saíram juntos e foram encontrar os gêmeos na sala.

“Papaiiii” – Os dois falaram juntos e correram na direção de Castle, cada um agarrando uma de suas pernas. Castle se agachou e beijou as crianças.

Castle: Meus amores! Eu senti tanta falta de vocês.

Johanna: Eu também senti saudade, papai.

Alexander: Eu também.

Kate levantou a mala de Castle, que os dois tinham derrubado, causando o barulho.

Castle abraçava e beijava os filhos.

Alexander: Nós fizemos um livro para você.

Johanna: É, eu desenhei o Fluffy.

Alexander: Cadê, mamãe?

Kate pegou o livro na estante e deu nas mãos das crianças, que entregaram a Castle. Os três se sentaram no tapete, e Kate se sentou no sofá.

“Era uma vez... um escritor bonitão e uma detetive durona. Num belo dia, os dois se encontraram e...”

Castle levantou os olhos para Kate. Era a letra dela, contando a história deles em termos infantis. Em todas as páginas, haviam desenhos feitos pelos pequenos.

Johanna: Olha papai, essa sou eu – Johanna disse apontando para o berço, em que tinha uma menininha vestida de rosa.

Castle: É minha princesa, é você.

Castle tinha lágrimas nos olhos, e Kate também.

Algumas páginas adiante...

Castle: E essa daqui, quem é?

Alexander: Alicia. Ela não é bonita?

Castle: Esse é meu garoto! – Castle riu, abraçando o filho.

“E eles viveram felizes para sempre” – dizia a última página, em que tinha um desenho da família toda.

Johanna: Você gostou, papai?

Castle: Se eu gostei? É o melhor livro que eu já li em toda a minha vida!

Ele abraçou apertado as crianças.

Castle: Quem quer dar uma volta no parque?

“Eu!” – os dois gritaram ao mesmo tempo.

Castle: Então vamos tirando esse pijama e escolhendo uma roupa bem bonita.

As crianças sorriram e saíram correndo. Castle levantou-se e Kate também.

Castle: Onde é que nós paramos?

Kate: Você disse que estava chateado.

Castle: É, eu estou mesmo. Eu fico uma semana fora e você não me dá um beijo sequer?

Kate o encarou. Ele estava sério, e ela definitivamente não conseguia entender o que se passava naquela cabeça. Mas se aproximou e o beijou, suavemente.

Castle: Agora sim nós vamos falar sobre o livro.

Ela tinha uma expressão triste, e olhou para baixo, culpada.

Castle: Eu adorei.

Kate: O que?

Castle: A nossa história realmente dá um livro e tanto! – ele disse pegando o livro que Kate tinha escrito e as crianças tinham desenhado. Foi a primeira vez que ele sorriu para ela.

Kate: Sim, dá um livro e tanto. – ela sorriu de volta, mas logo guardou o sorriso – Mas nós não vamos fingir que nada aconteceu. Eu sei o quanto aquele livro importava pra você.

Castle: Você disse tudo: importava. – ele pegou na mão dela e os dois sentaram no sofá. – Kate, quando eu soube que aquele livro estava à venda, comprá-lo era o meu maior sonho. É claro que ele era importante pra mim. Edgar Alan Poe é um ídolo, eu até emprestei o Edgar dele. Besteira de principiante. Hoje, eu não usaria o Edgar, e também não tenho tanta certeza se compraria o livro. Ele ainda continua sendo uma referência, mas eu me tornei eu mesmo. E eu gosto disso. Não sou o maior escritor de mistérios que existiu, mas... minha obra trouxe a melhor coisa que eu tenho na vida: você. – ele disse passando a mão no rosto dela.

As crianças voltaram correndo, com roupas nas mãos.

Alexander: Mamãe, por que você ta chorando?

Castle: Porque a mamãe é uma boba.

Alexander: Meninas sempre são bobas!

Kate: Ei, olha como fala mocinho! – ela puxou o filho para si, trocando a roupa dele.

Castle: Deixa ele pensar isso enquanto pode, depois que descobrir o poder que elas têm, vai enlouquecer.

Em um minuto os dois trocaram as crianças. Era incrível como era tudo fácil quando estavam juntos.

Alexander: A mamãe vai assim? – ele indagou, vendo a mãe ainda de pijama.

Castle: Quando eu perguntei quem queria ir ao parque ela não disse nada...

Alexander e Johanna encararam a mãe.

Kate: Claro que eu quero ir ao parque com vocês!

Castle: Então, mamãe, você tem 5 minutos pra colocar um vestido. Se atrasar, te deixamos pra trás.

Kate sorriu e saiu.

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Os quatro passearam pelo parque e almoçaram ao ar livre. Lá pelas três da tarde, o tempo começou a mudar. O sol se escondeu e uma brisa fria apareceu. Eles voltaram para casa e colocaram um filme, mas as crianças dormiram nos primeiros minutos.

Kate e Castle se levantaram silenciosos, deixando os dois adormecidos na sala. Pararam e ficaram observando. Johanna e Alexander tinham dormido com as mãozinhas dadas.

Kate: Acho que ter irmão é isso.

Castle: É...

Nem Kate nem Castle haviam tido irmãos, e pela primeira vez na vida conseguiam entender o sentimento. Apesar das diferenças e desentendimentos, o amor entre eles era imenso.

Kate: Você não poderia me fazer mais feliz, Rick.

Castle: Ah eu posso sim... – ele disse beijando o pescoço dela, e ela riu.

Os dois foram em direção ao quarto.

Kate: Você acha que estamos fazendo um bom trabalho?

Castle: Com as crianças? Excelente!

Kate: Como você é confiante.

Castle: Nós conseguimos mantê-las vivas, já é um começo.

Kate: Eu to falando sério, Rick!

Castle: Eu também!

Kate o encarou.

Castle: Nós somos ótimos. Sério! De preferência quando estamos juntos.

Kate: Você fala isso por mim, né? Porque você é ótimo com elas mesmo sozinho.

Castle: É... já que estamos falando nisso... sabe aquela caixinha de música que você ganhou da sua avó?

Kate: O que tem?

Castle: Talvez ela não toque mais.

Kate: O que aconteceu?

Castle: Johanna derrubou outro dia. Nós colamos mas...

Kate: Por que você não me falou?

Castle: Eu pensei que talvez você pudesse nunca perceber.

Kate: Ah claro, porque deve estar imperceptível minha caixinha toda remendada né?

Castle: Calma, amor. Ela só estava querendo ver suas coisas, ser como você.

Kate: Tudo bem...

Castle: A propósito... nesse mesmo dia nós também quebramos aquele seu perfume favorito.

Kate: Rick! É por isso que eu não estava encontrando...

Castle: Eu compro outro, amor. Amanhã mesmo.

Kate: Desde quando vocês estão destruindo minhas coisas, heim?

Castle: Eles são difíceis de segurar, você sabe!

Kate: E você deixando eu me achar uma péssima mãe, quando na verdade você também não dá conta, não é?

Castle: Eles são dois, Kate! Dois!

Kate e Castle se olharam e riram. Ele a puxou para a cama e começou a beijá-la.

Kate: Eu senti tanta saudade, amor...

Castle: Eu também mas... só mais uma coisinha.

Kate: O que?

Castle: Você não gostava muito daquele sobretudo vermelho, né?

Kate o olhou furiosa. Castle sabia que era o preferido dela.

Kate: Richard Castle, o que você fez?

Castle: Quebramos seu perfume em cima dele. Deu uma manchada...

Kate começou a bater nele, mas ele a prendeu pelos quadris, e segurou suas mãos para cima.

Castle: Você me enlouquece brava assim.

Kate: Eu vou acabar com você, Rick!

Castle: Acaba, pode acabar. Acaba comigo aqui que eu vou adorar.

Kate: Para de me provocar!

Castle: Você é que me provoca brava desse jeito. Eu fico louco!

Ele a beijava e ela mordia o pescoço dele.

Castle: Ai! Eu compro outro, amor!

Kate: Ah, você vai pra Itália só para comprar outro?

Castle: Eu vou até o fim do mundo para fazer um gosto seu.

Kate parou de mordê-lo e o encarou. Ficaram assim se olhando por menos de um minuto, e se atracaram em beijos. Rolaram pela cama e se amaram loucamente. Eles eram assim.

Notas finais
:)