30 ways to say I love you
17 Pra ser sincero
Notas iniciais
Espo: 50 pratas que eles já transaram.
Ryan: 50 pratas que não.
Espo: Então por que ela estaria tão abalada com o fato dele ter ido para os Hamptons com a ex?
Ryan: Porque ela se acostumou com ele aqui.
Espo: Ryan, desde quando você é tonto?
Ryan: Tudo bem, talvez ela goste dele, mas isso não quer dizer que eles tenham transado.
Espo: As pessoas transam sem gostar, por que não transariam com alguém que gostam?
Ryan: Faz sentido.
Espo: 50 pratas que já transaram e por isso ela ficou abalada.
Ryan: É, mas… como vamos saber?
Espo: Você pergunta.
Ryan: Pra quem?
Espo: Como pra quem? Você tem visto Castle por aqui? Você tem perguntar pra Beckett.
Kate: O que vocês querem me perguntar?
Espo engasgou com o café.
Espo: É… nada.
Kate olhou suspeita para os dois.
Kate: O que vocês estão me escondendo, heim?
Ryan: Eu estava com uma dúvida aqui no relatório, mas já sei o que é.
Kate assentiu e saiu.
Ryan: A gente não se ferrou por pouco.
Espo: Você acha que ele volta?
Ryan: Não sei não… as coisas não terminaram bem entre eles.
Espo: É. Uma pena. Castle era gente boa.
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Kate sentou em sua mesa e olhou para a cadeira dele. Já era outono, e ele não tinha voltado.
“Ele deve estar bem com a ex” – pensou, enquanto remexia uns papéis.
Por que Kate estava tão abalada? Castle não tinha sido uma companhia irritante, como ela costumava dizer? Ela sabia que não. Sempre gostara dele por ali, embora negasse na maioria das vezes.
Kate não devia ter terminado com Demming por causa dele. Era óbvio que nunca daria certo, pensou. Castle era rico, famoso e poderia ter a mulher que quisesse. Aliás, ele não era o tipo que sossegava com uma mulher.
Kate tinha certeza que, se tivesse cedido às suas investidas, como Lanie sempre a dizia para fazer, eles teriam transado e aquilo acabaria ali. Ele era um homem charmoso, com um perfume enlouquecedor e lábios lindos, que ainda por cima sabiam muito bem o que dizer para seduzir uma mulher. E era exatamente isso que o fazia um homem tão irresistível.
Ele a tinha convidado para ir para os Hamptons, mas assim que ela negou, já arrumou outra para ir. Ele era exatamente como Kate imaginava: um homem que não perdia tempo, que não ficava sozinho.
E ele não tinha voltado…
“Eu devia mesmo ter transado com ele” – Kate pensou, num momento de loucura. “Era óbvio que uma hora ele sairia daqui”.
Ryan: Beckett, temos um caso.
Ela fez que sim e se levantou. Olhou ainda mais uma vez para a cadeira dele. Não teria mais sentido ela continuar ali.
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Assim que Gina saiu pela porta, Castle se fechou no escritório. Abriu a revista onde tinha uma foto de Kate quando deu uma entrevista sobre o lançamento do primeiro livro. Ele sabia que ela tinha tirado a foto a contragosto, mas mesmo assim conseguia ser incrivelmente linda.
Martha: Você voltou estranho.
Castle: E você não mudou nada. Custa bater na porta? – Castle fechou a revista e escondeu-a debaixo de alguns papéis.
Martha: O que é essa volta ao passado?
Castle: Você fala de Gina?
Martha: E de quem mais seria?
Castle: Nós temos mais coisas em comum do que você pensa.
Martha: Aham.
Castle: Nos demos muito bem no verão.
Martha: E mesmo assim você voltou com essa cara de arrependido. Sério Richard, o que está acontecendo? Por um acaso tem a ver com a detetive Beckett?
Castle: Não, claro que não. Da onde você tirou isso?
Martha: Você não vai procurá-la?
Castle: Ela não deve estar sentindo a minha falta.
Martha: É impressão minha ou isso soou como ciúme?
Castle: Ciúme de quem? Claro que não.
Martha: Você não quer mesmo saber como ela está?
Castle: Ela deve estar bem. Ela sempre está bem.
Ele parecia ressentido, e Martha percebeu.
Martha: Bem, qualquer dia vocês se encontram por aí, não é mesmo?
Castle fez que sim e Martha saiu. Seu celular tocou, era um número salvo em seus contatos de uma artista que conhecera um tempo antes. Ela não se explicou muito bem, disse que estava em problemas e pediu que ele fosse até a casa dela. Castle atendeu. Ele não resistia a um mistério.
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