Notas iniciais
Sabe aquele homem que a gente sabe que nunca vai ter mas que sonha loucamente com ele mesmo assim? Bon Jovi é isso para mim #AmorEterno. Eu não escolhi essa música pelo nome (que por si só já é totalmente caskett), mas é porque eu amo mesmo. Já faz alguns dias que a Meire teve a brilhante ideia de escolhermos uma música e fazermos um capítulo extra. Ela me convidou e eu topei. “Always” foi automaticamente a minha escolha, mas eu usaria só o refrão da música, que é uma declaração de amor, e faria um capítulo feliz. Porém... Eu não tive tempo de escrever antes e estou escrevendo hoje, ainda em choque pela season premiere. Então eu peguei a música toda, que é sofrida. Desculpa, mas... vai ser difícil não chorar. Always – Bon Jovi This Romeo is bleeding But you can't see his blood It's nothing but some feelings That this old dog kicked up It's been raining since you left me Now I'm drowning in the flood You see I've always been a fighter But without you I give up Now I can't sing a love song Like the way it's meant to be Well I guess I'm not that good anymore But baby that's just me And I will love you baby always And I'll be there forever and a day always I'll be there till the stars don't shine Till the heavens burst and the words don't rhyme And I know when I die you'll be on my mind And I'll love you always. Este Romeu está sangrando Mas você não pode ver o seu sangue São apenas alguns sentimentos Que este velho sujeito jogou fora Tem chovido desde que você me deixou Agora estou me afogando no dilúvio Você sabe que sempre fui um lutador Mas sem você, eu desisto Agora não posso cantar uma canção de amor Como deve ser cantada Bem, acho que não sou mais tão bom Mas querida, sou apenas eu Sim, e eu te amarei, querida, sempre E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar Até os céus explodirem e as palavras não rimarem E sei que quando morrer, você estará em meu pensamento E eu te amarei, sempre.

A obscuridade de toda aquela história cheia de perguntas e sem nenhuma resposta era o que acabava com Kate. Ela o amava, não tinha dúvida disso. Mas ela não podia simplesmente fingir que nada tinha acontecido. Ele até lhe pediu isso, e sem saber, acabou plantando mais uma semente de dúvida na cabeça dela.

Por que tudo aquilo tinha acontecido? Como era possível Castle dizer que não se lembrava de exatamente nada dos dois meses em que estivera sumido?

Kate se consumia em perguntas, e estava ficando cada vez mais abatida. Seus parceiros de trabalho estavam preocupados com ela, assim como Lanie, que a ligava sempre para saber como andavam as coisas.

Pela primeira vez, Kate havia pedido que Castle não a acompanhasse na delegacia, pelo menos por uns dias. O clima era de desconfiança, não só pelos meninos, mas também por Gates. O fato do nome de Vicent Cardano ter aparecido na história deixou todos na delegacia com um pé atrás. Kate não podia culpá-los, afinal, nem ela confiava totalmente nele.

“Como é que eu pude deixar de confiar nele da noite para o dia?” – ela se perguntava culpada. Mas, mais uma vez, não conseguia controlar seus sentimentos. Sentia que havia algo errado, e que eles não voltariam a serem os mesmos enquanto isso não se resolvesse.

E ela definitivamente já não era a mesma. Mal tinha o abraçado, não conseguia beijá-lo e muito menos fazer amor com ele. Todas as noites ela se deitava para o outro lado, e acordava com os braços dele envolvendo-a. Ela o amava tanto, e sabia que ele também a amava, mas não podia suportar a ideia de ter sido enganada.

Três dias haviam se passado desde que Castle voltou. Três dias em que eles pareciam dois estranhos. Três dias em que ela sofria, agora não pela sua ausência, mas por ele estar ali e não estar ao mesmo tempo. Sofria por tudo ter mudado.

Três dias e ela sentiu algo que não sentia há muito tempo. Tentou se livrar desse sentimento, se enfiou no trabalho, saiu caminhando sem rumo, conversou com Lanie. Nada resolveu. Ela tinha medo. Muito medo. Foi então que tomou aquela decisão.

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Castle não conseguia escrever. A situação em que se encontravam havia criado um bloqueio. Kate queria respostas que ele não podia dar. Ele queria, mas não podia. Algo havia sido tramado para ele, e ele não fazia ideia de como, nem por quem.

Castle já havia olhado mil vezes para as evidências, mas não conseguia enxergar nada. Tudo era estranho, tudo era obscuro, tudo era anormal. Sentia que havia uma sombra que o impedia de ver algo, mas tentava insistentemente e de nada adiantava. Tudo que conseguia enxergar eram coisas sem sentido.

A verdade é que Castle só conseguia se lembrar dos olhos dela. Aqueles olhos tristes, de decepção. Era a primeira vez que Kate tinha aqueles olhos de desconfiança para ele. Eles estavam juntos mas não estavam. Desde que tinha voltado, há três dias, Kate fugia de suas tentativas de aproximação. Não o beijava, não o abraçava, sequer o olhava nos olhos. Castle sentia que estava morrendo aos poucos.

Há sete anos Kate era sua vida. Não havia sentido viver se não fosse por ela. Todos os seus passos, todos os seus pensamentos eram direcionados a ela. Era Kate quem dava sentido aos seus dias. Só ela...

Martha: As coisas entre vocês não estão boas, não é? – Martha disse entrando no escritório, onde Castle passava os dias trancado. Castle nunca tinha visto a mãe tão séria e preocupada.

Castle: Ela não confia em mim.

Martha: Nós precisamos saber o que aconteceu, Richard.

Castle: Eu não sei! Se eu soubesse eu já teria tido, já teria provado tudo a ela. Eu não suporto ver seu olhar distante, olhando para qualquer lugar, menos para mim.

Martha nunca tinha visto o filho sofrendo tanto quanto naqueles dias.

Castle: Era para estarmos felizes, recém-casados e felizes. – Castle segurava as lágrimas.

Martha: Vocês vão ser felizes, Richard. É só uma fase. Vocês já tiveram muitas fases difíceis, não?

Castle absorveu aquelas palavras. Sim, sua mãe tinha razão. Era só uma fase. Ele faria um jantar para ela, lhe compraria rosas e provaria todo o seu amor. Kate iria acreditar nele. E eles iriam resolver tudo juntos. Como sempre.

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Kate abriu a porta e notou a casa silenciosa. Era estranho, Castle sempre a estava esperando. Ela tinha tomado uma decisão aquela tarde, e conversaria com ele. Mas ele não estando ali seria mais fácil. Talvez não mais fácil, mas doeria menos. Kate se demorou uma meia hora e saiu de casa de novo.

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Castle se atrasou nas compras. Maldito trânsito de NY! – pensou, enquanto saía do elevador. Kate já devia estar em casa, mas não tinha problema. Ela não saía muito do quarto, então ele poderia preparar tudo como tinha imaginado.

Deixou as compras na cozinha. Já tinha conversado com sua mãe e Alexis, e as duas haviam concordado em sair e deixá-los sozinhos por um tempo. Depois, foi até o quarto para vê-la. Mas ela não estava ali. Talvez esteja no banho – pensou, enquanto ia até o banheiro, mas Kate também não estava lá.

Voltou e parou no meio do quarto. Kate não costumava se atrasar tanto. Pegou o telefone o ligou para a delegacia, de onde informaram que ela havia saído algumas horas antes. Castle ligou então no celular dela, que tocou, tocou, mas não foi atendido.

Castle: Eu vou preparar o jantar, talvez ela tenha passado em algum lugar, ou esteja convesando com Lanie, ou...

Castle parou estático diante do aparador onde ficavam algumas fotos. Bem em frente a uma foto dos dois, estava o anel de noivado que ele lhe dera pouco mais de um ano antes. O símbolo de todo o amor dele por ela, e do “sim” que ela lhe dissera.

Teve ainda um momento de esperança, talvez ela só tivesse esquecido o anel, e foi em direção ao guarda-roupa.

Mas ela não havia esquecido. Suas roupas não estavam mais lá, assim como todas as suas outras coisas. Kate o havia deixado.

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Kate entrou em seu apartamento devagar, como se pedisse desculpas. Ela não entrava ali há meses. Sentiu uma espécie de saudade do tempo em que morava ali, e começou a relembrar alguns bons momentos. Mas em todos eles, ele estava. Era como se ela não tivesse tido uma vida antes dele. Ou pelo menos não conseguia se lembrar de como era. Sentou-se no chão, encolhida no canto do quarto e chorou. Chorou. Chorou.

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Martha: Richard, Alexis ligou e vai sair com umas amigas direto da faculdade. Pode ficar tranquilo que eu já vou sair também e...

Martha parou de falar quando notou que o filho não respondia a nenhum de seus comentários. Ele estava sentado na cama, olhando para baixo.

Martha: Richard, o que aconteceu?

Castle levantou os olhos marejados para a mãe, e mostrou o anel de noivado.

Martha: Ah, Richard...

Castle: Ela me deixou. Ela não me ama mais.

Martha: Ela só precisa de um tempo.

Castle: Não, ela não precisa. Ela não me quer.

Castle não escondia as lágrimas, que escorriam em seu rosto.

Martha: Ela te disse isso?

Castle: Não. Ela simplesmente se foi.

Martha: Ela está confusa. Richard, ela sofreu tanto esses dois meses.

Castle: Então por que ela não fica comigo? – ele encarou a mãe.

Martha: Por que você não pergunta isso a ela?

Castle: E você acha que ela vai me atender? Ela não teve coragem de me entregar isso. De me dizer nos olhos que estava indo embora. Não, mãe, ela não vai me atender.

Martha: Richard... eu não sei o que dizer...

Castle: Não diga. Só me deixe aqui.

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Kate: Bom dia.

Espo e Ryan se olharam. Kate estava muito abatida.

Espo: Aconteceu alguma coisa?

Kate: Não, está tudo bem.

Kate saiu para a sala do café. Ryan se levantou e foi até ela.

Ryan: Kate, o que houve?

Kate: Eu voltei para minha casa.

Uma lágrima caiu de seu rosto e ela limpou rapidamente.

Ryan: Kate...

Kate: Não fala nada, Ryan. Eu sei o que eu estou fazendo.

Ryan: Sabe mesmo?

Kate o encarou com olhos de sofrimento, mas não respondeu, e ele não insistiu. E assim se passou mais um dia.

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Martha: Você não pode ficar aí para sempre.

Castle: Me deixa.

Martha: Eu estou “te deixando” há quatro dias. Você precisa reagir, Richard.

Castle: Eu não quero.

Martha: O que você quer? Morrer?

Castle: Eu quero ela. Só ela.

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Kate sentiu um frio na espinha quando a campainha tocou. E se fosse ele? O que ela diria?

Kate sabia que tinha sido covarde em sair sem dar explicações, mas não estava pronta para uma conversa. Na verdade, nem agora, quatro dias depois, ela não estava pronta.

Antes de abrir a porta, checou pelo olho mágico e se surpreendeu.

Kate: Oi, Alexis.

Alexis: Oi, Kate. Eu... posso entrar?

Kate fez que sim, dando passagem.

Alexis: Como você está?

Kate: Bem. – ela deu uma pausa – Eu acho.

Alexis: Eu não vou tomar seu tempo. Eu só vim porque...

Kate: Seu pai te mandou? – Kate a interrompeu.

Alexis: Não, ele nem sabe que eu estou aqui.

Kate ficou em silêncio.

Alexis: Kate, eu não sei porque você tomou essa decisão de deixá-lo. Talvez você não o ame mais, o que eu realmente acho que não é verdade, ou talvez você só esteja magoada. Eu realmente não sei.

Kate a olhava. Alexis parecia confusa, mas sincera.

Alexis: Eu só vim te dizer que meu pai está sofrendo. E te pedir, por favor, se você ainda o ama, não deixa ele sofrer assim.

Kate: Alexis... é... complicado...

Alexis: Eu nunca o vi daquele jeito.

A menina tinha olhos assustados, e Kate se perguntou se Castle estaria tão mal como ela estava.

Kate: Eu não sei se posso encará-lo – Kate desabafou, como se estivesse pensando alto.

Alexis: Foi tudo muito estranho, eu ainda estou assustada. Mas se ele diz que não sabe, Kate, ele realmente não sabe.

Kate: Eu preciso de uma explicação.

Alexis: E ele precisa de você.

Alexis encarou Kate, que não soube o que dizer.

Alexis: Era só isso que eu queria dizer. – Alexis ia saindo, mas se voltou para Kate – Eu não entendo muito de amor, Kate. Mas eu sei que vocês se amam. Todos sabem.

Alexis se virou e saiu.

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Martha: E como é que ela estava?

Alexis: Me pareceu abalada também.

Martha: Eu não sei mais o que fazer. Não sei. Ele simplesmente não quer levantar da cama. Até quando vai durar isso?

Alexis: Vó... – ela disse discretamente apontando Castle, que vinha em direção à cozinha.

Alexis: Pai – ela correu e o abraçou. – Eu estava tão preocupada.

Castle: Me desculpa por isso, filha.

Alexis: Eu não quero te ver assim.

Castle: Você não vai. Eu tomei uma decisão.

Martha: Que decisão?

Castle: Eu vou em busca do que realmente aconteceu.

Martha: Mas você já olhou aquelas coisas várias vezes.

Castle: E vou olhar mais mil vezes se for preciso.

Martha sorriu.

Castle: Vou tomar um banho e recomeçar.

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Já era noite e Castle ainda remexia nas evidências encontradas por Kate, tentando formar alguma história e pensando em alguém que pudesse querer prejudicá-lo. No dia seguinte, seguiria viagem até o local onde havia sido encontrado, e iria até o fim do mundo para saber como tudo aquilo tinha acontecido.

Resolveu que tinha que parar, já era tarde. E realmente parou. Mas em vez de ir para seu quarto, foi até a porta da sala e saiu.

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“Nós deveríamos estar casados agora” – Kate pensou, se revirando na cama. O sono não vinha, e seus pensamentos não tomavam outra direção senão ele.

Quando a campainha tocou, ela teve certeza. Respirou fundo e foi a seu encontro. Não poderia ser outra pessoa àquela hora.

Abriu a porta devagar, assim como as batidas do seu coração.

Castle: Oi.

Kate: Oi.

Se o coração de Kate batia devagar, agora parecia que ele havia parado. Castle parecia mesmo abatido, como Alexis dissera.

Os dois ficaram se olhando sem conseguirem se mexer ou dizer coisa alguma. Depois de um longo minuto...

Castle: Eu... – Castle tentou falar mas não conseguiu. Tinha pensado em cada palavra que diria a ela, mas agora não conseguia proferir nenhuma delas. A única coisa que queria era beijá-la e abraçá-la.

E foi o que ele fez. Num impulso, foi para frente e a beijou, segurando-a fortemente contra si. O beijo era profundo, urgente, e os dois não conseguiram se largar até quase perderem a respiração, quando Kate o afastou. Ele ficou parado ainda próximo à porta, enquanto ela deu um passo para trás.

Castle: Eu só queria dizer que eu te amo. Eu te amo, Kate. E eu estou partindo amanhã.

Ela o encarou. Como assim partindo?

Castle: Eu vou em busca de respostas. Não vou parar enquanto não consegui-las. E quando eu as tiver... – ele parou. Será que Kate ainda o queria?

Os dois se olharam por mais um minuto. Seus olhos pareciam conversarem entre si, dizendo a dor que sentiam, a falta que o outro fazia, e o amor que sempre esteve ali, e que agora estava se enfraquecendo com a distância dos dois.

Castle: Quando eu tiver as respostas... eu espero que você acredite em mim. Adeus.

Castle se virou rápido. Ele não conseguiria ficar ali, olhando-a sem poder tocá-la.

Kate: Rick. – ela se apressou, e ele parou no corredor.

Kate tinha lágrima nos olhos, e suas mãos tremiam. Ele se aproximou, esperando. Mas ela não disse nada. Nenhum dos dois disse. Só se beijaram calmamente, e assim entraram em casa, foram para o quarto e se amaram, se amaram como não se amavam há tanto tempo.

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Os dois continuavam enlaçados, olhando um nos olhos do outro, mas sem falarem nada. Foi ele quem quebrou o silêncio.

Castle: Eu te amo, Kate. Eu te amo tanto...

Kate: Rick... me desculpa por duvidar de você. E por ter fugido de você. – o tom dela era de culpa.

Castle: Você não confia mais em mim.

Kate: Eu só queria saber o que aconteceu.

Castle: Eu também quero. E eu vou descobrir. E quando isso acontecer, você vai voltar a me amar.

Kate: Eu nunca deixei de te amar.

Castle: Não?

Kate: Claro que não. Nem por um segundo.

Ele sorriu para ela, mas ela continuava séria, pensativa.

Kate: Eu tive medo mais uma vez. Aquele medo que eu sentia antes.

Castle: De se entregar?

Kate: É. De confiar e ser enganada. De você não me amar como eu te amo...

Castle: Não existe essa possibilidade. Nunca existiu. Eu te amo, Kate. Always. E nós ficaremos para sempre juntos. Porque é assim que tem que ser.

Ela sorriu, pela primeira vez.

Kate: Por onde nós começamos?

Castle: Começamos o que?

Kate: A investigação. Por onde começamos?

Castle: Você vai comigo?

Kate: Você acabou de dizer que nós ficaremos para sempre juntos...

Castle sorriu e a abraçou apertado.

Kate: Ei, calma, você vai me sufocar.

Castle: Ainda hoje eu pensava que tinha te perdido.

Kate: Eu também – ela disse ainda com um olhar triste, de remorso por tê-lo abandonado. – Mas você não desistiu de mim. E eu não vou desistir de você nunca.

Castle: Eu tenho certeza que quando olharmos juntos para as evidências encontraremos o caminho. Como sempre foi.

Kate sorriu para ele.

Castle: Mas você só vai comigo com uma condição.

Kate o olhou sem entender. Ele se levantou e remexeu no bolso da calça. Voltou e se sentou à frente dela, mostrando o anel de noivado.

Castle: Katherine Houghton Beckett, você quer se casar comigo?

Ela sorriu, com lágrimas nos olhos.

Kate: Sim. Always.

Always – eles disseram juntos mais uma vez, enquanto Castle colocava o anel de volta na mão dela, de onde ele nunca deveria ter saído.

Notas finais
Always
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!