30-dias (HIATUS)
19 Décimo quarto dia- Amor
Notas iniciais
—Pode me explicar o porquê disso?
Minha face transbordava pura incompreensão e desespero. Será que fui eu quem o machucou ao ponto dele tomar aquela atitude precipitada?
Não
Nunca ninguém chegaria a esse ponto por mim.
Dc escondeu as cicatrizes rapidamente. Com um movimento brusco, começou a estapear o próprio rosto, como quem queria se controlar para não fazer nenhuma besteira. Fora de si, soltou:
—Não posso! Minha dor eu guardo para mim. Por favor, Mônica, não me faça lembrar... Está doendo demais.
Vê-lo naquela situação partiu meu coração. Não poderia continuar sendo fria com ele, estava na cara que Do Contra sofria também por não poder me namorar.
Apesar de tudo, nenhuma lágrima escorria de seu rosto, sua força e frieza me surpreendiam cada dia mais.
—Tudo bem... Eu vou embora.
Tomei a iniciativa, mas quando estava me preparando para caminhar até a porta, senti uma mão quente em meu ombro, era ele.
—Preciso de você Mô.
—Hum?
Não entendi o que Dc quis dizer. Ele estava precisando de mim para desabafar, ficar com o mesmo por um instante, ou... (mente poluída).
Com uma mão só, Do Contra me virou e me trouxe mais próximo de si, entrelaçou seus braços em minha cintura e tomou meus lábios nos seus, dando-me um cálido beijo. Com ele próximo de mim, pude sentir o quanto estava quente, provavelmente com febre... Ou quem sabe... Fervendo de desejo.
Sentindo uma mordida em meu lábio, acabei soltando um pequeno gemido:
—Dc.
O moreno pareceu gostar do que ouviu, apertou-me mais para si e me pegou no colo em um ato surpresa. Acabei dando um gritinho assustado, fazendo com que ele soltasse um sorriso, o mais lindo que já vi em toda minha vida.
Olhando sempre para mim, me transportou para o sofá e me repousou ali com cuidado, deixando-me deitada enquanto sentia seu corpo vindo por cima, com delicadeza em cima de mim.
Pude sentir os mais doces beijos em minha testa, logo indo para um beijinho na ponta do meu nariz, uma mordida em meus lábios, logo ousando mais e mordendo minha orelha. Dei um suspiro abafado, meus olhos se mantinham cerrados, não conseguia raciocinar com o calor que percorria meu corpo.
Sua boca quente foi descendo até vir de encontro com meu pescoço, Do Contra beijou-o com desejo e logo partiu para um chupão, deixando uma leve vermelhidão ali, e um sorriso em seu rosto.
Não me contive e abri meus olhos, vendo aquele sorriso, ataquei seus lábios com toda paixão que sentia naquele momento, pedi passagem com minha língua que logo foi concedida.
Nossas línguas faziam uma bela dança, nossos corpos estavam cada vez mais quentes e pedindo para que a distância não existisse mais entre eles. Tinha certeza que pude sentir a ereção de Dc no meio de minhas coxas, e eu estava gostando daquilo.
Ele soltou meus lábios dos dele e foi descendo seu olhar, até minha blusa que já estava completamente amarrotada com nossa agitação. Por um breve momento tive um sobressalto, Dc havia rasgado minha blusa com um único puxão.
Não sabia se achava aquilo selvagem ou excitante.
Mas logo esqueci a peça (que me custou caro) quando senti o moreno pegar em meus seios, que estavam expostos sem se quer um sutiã para atrapalhar.
Meu rosto corou, mas aquele simples toque já me fazia arrepiar toda.
—Que lindos... Macios... Gostosos.
Quando ouvi seu comentário, deixei um gemido alto escapar, imaginando tudo que ele poderia fazer comigo, e eu estava pronta para me entregar toda para o mesmo.
Do Contra começou a movimentar suas mãos em meus dois seios, estimulando-os e me fazendo ficar cada vez mais excitada... Cada vez mais pronta para recebê-lo.
O moreno pareceu se atiçar com aquilo. Ajeitou-se sentado em cima de mim. Fiquei confusa, o que ele queria fazer? Já havia soltado meus peitos e agora me olhava com uma safadeza palpável.
Forçando mais sua intimidade em mim, pude sentir sua ereção quase entrando em mim, só não entrou pois eu ainda estava coberta com meu short. Gritei de prazer, em quanto o sentia simular estar fazendo amor comigo, cavalgando em mim e me dando a sensação mais prazerosa da minha vida.
—D-d-dc para!
Minha voz estava falha e manhosa, o que estava sentindo era simplesmente indescritível.
Do Contra não parou, apenas aumentou a intensidade com que fazia os movimentos, ele sabia que no fundo eu estava adorando aquilo. Céus! Como descobriu que aquela era minha fantasia?
—Não está gostando meu amor?
Aquilo era uma provocação, não é possível. Sua voz saiu sexy e provocativa, ele queria me enlouquecer?
—N-não.
Com minha resposta, Dc saiu imediatamente de cima de mim, corando e cobrindo seu rosto. Nunca o vi com tanta vergonha na minha vida, tudo que consegui fazer foi resmungar em protesto.
Tinha que concertar aquilo, não iria agüentar muito tempo com minha intimidade encharcada daquele jeito. Eu o queria ali e agora.
Arrumei-me sentada ao seu lado, e com um gesto carinhoso, tirei suas mãos que tapavam seu rosto, dando-lhe um beijinho na bochecha.
—P-Porque parou?
O calor era tanto que me faltava força até na voz.
—Você não estava gostando.
—Claro que estava.
Retruquei.
—É?
—É.
Ele ficou em silêncio, e pareceu pensar em algo.
—Eu te quero.
Soltei. Dc arregalou os olhos em surpresa, não esperava aquela reação de minha parte, ambos estávamos com vergonha.
—Eu quero que você seja minha, Mô.
—Então... Me pega de jeito!
Sem nenhum aviso prévio, novamente, o moreno levantou e pegou-me em seus braços, estava gostando daquela mania dele de me pegar de surpresa.
—O-o que foi?
—Quero que fique mais confortável.
Fiz-me de desentendida, mas havia entendido o que ele quis dizer. Ajeitou-me melhor em seus braços, e logo começou a caminhar comigo, subindo as escadas e indo até o quarto que ficava lá em cima, provavelmente o quarto dos pais dele. Corei.
Entrando no cômodo, pude ver qual era seu objetivo, queria fazer amor comigo em uma cama. Também era meu desejo. Com delicadeza, me deitou na mesma e começou a abaixar meu short, assim tirando-o e jogando em algum canto, me vendo apenas de calcinha.
Seu sorriso era malicioso e cheio de luxuria. Senti seus beijos em meus pés, subindo para minhas pernas e parando em minhas coxas, chupando-a bem perto de minha intimidade. Eu me contorcia, tentando não gemer e me entregar para ele tão facilmente.
Minha tentativa foi em vão, Dc beijou minha umidade por cima do pano mesmo. Gritei de puro tesão, ele já estava me enlouquecendo e o queria me possuindo de qualquer maneira.
Do Contra me ajeitou melhor na cama e ficou por cima de mim, me deu um selinho e sugou meus seios, enquanto sua mão tirava a única peça que faltava para ficar inteiramente nua, só para ele.
O moreno abaixou seu olhar para poder me ver por baixo, mordendo os lábios, gemeu só de me ver naquele estado, completamente molhada.
Minhas pernas estavam um pouco abertas, o que lhe dava uma visão boa de mim, não sabia onde enfiar a cara.
Completamente louco e excitado, começou a tirar sua camisa, eu o ajudei, mesmo com vergonha estava morrendo de vontade de vê-lo completamente nu, ver seu membro duro e ver o quanto ele estava me desejando.
Não me importei muito com seu peitoral definido, porque agora Dc já tirava sua bermuda, desesperado com o tesão que o consumia. Assim se foi a peça, logo com a cueca que o cobria.
Olhei de relance seu pênis, ele não era muito grande, mas era muito grosso. Não sabia se ficava assustada, com medo ou se deixava o desejo me levar.
Do Contra notou meu embaraço, viu que a grossura de seu membro me assustava, mas tudo que fez foi me dar um beijinho, agora com carinho e amor, aquilo me acalmou de uma maneira incrível. Estava pronta para recebê-lo, e esperava que ele vise isso em meus olhos.
—M-me possua, por favor.
Eu estava completamente mole, pensei que aquilo ia excitá-lo ainda mais, mas muito pelo contrário, seu semblante era de tristeza e preocupação.
—Não posso fazer isso, vou te machucar.
Não deixei transparecer, mas o que ele disse me deixou ainda mais apaixonada, Dc estava com tanto medo de me machucar assim? Ele realmente se importava com o que eu sentia, mesmo que fosse uma dor, em um momento tão quente como aquele.
Confessei com um suspiro:
—Confio em você.
—Mas eu não confio em mim.
Fiquei surpresa com sua revelação, será que ele seria capaz de me machucar? Não tinha importância, se Do Contra já queria evitar era porque realmente me amava.
Acabei tendo uma idéia.
—Deixa que eu controle então.
O moreno concordou com um aceno, havia entendido o que eu disse, e parecia gostar da idéia. Comigo no controle, não havia como ele me machucar.
Dc saiu de cima de mim e se deitou na cama, pude ver ainda melhor seu pênis ereto. Eu estava com medo, estava com muito medo, seria muito melhor para mim se ele tomasse a atitude de tirar minha virgindade, mas compreendia que assim seria melhor para nós dois.
Subi em cima dele e me posicionei, Do Contra segurou seu membro para que nada saísse errado e me deitei em seu peito, pronta para forçar minha intimidade em si.
Senti sua outra mão acariciando minhas costas, e seus lábios dando beijinhos em minha cabeça, me encorajando para continuar.
Centímetro por centímetro, senti seu pênis entrando em mim, e quando pude senti-lo forçando meu hímen, deixei lágrimas quentes escaparem de meu rosto. Doía mais do que eu imaginava.
—Está tudo bem meu amor? Pode parar se quiser. Não chore... Não precisa ser hoje.
Ele estava preocupado com minha situação, mas não iria desistir estando tão perto, eu vi também o quando o deixava louco sentir minha vagina apertando-o cada vez mais, Dc gemia discretamente, apesar de não gostar da parte de eu estar sentindo dor.
Forcei minha intimidade com tudo nele, fazendo-o entrar com tudo em mim e meu hímen romper. Pude sentir um grito de prazer de sua parte, e um de dor da minha.
—M-m-mô... Você é louca, se machucou.
—É-é que eu te amo, queria ser sua logo.
Com a minha revelação, Dc me apertou ainda mais para si, pude ouvir confusa, que ele chorava.
—Não era para fazer isso, eu também te amo.
Meu coração ardeu de amor... Nunca me senti mais feliz.
Comecei a cavalgar... Sentindo o amor e o prazer dentro de mim.
Continua...
Fale com o autor