30-dias (HIATUS)

11 Cap Extra- Um doce consolo.


Notas iniciais
Genteeeeeeeeeee! Outro capítulo extra u-u... Vai ter muitos capitulos extras '-'... Mas vcs perceberam que a fic acaba depois do trigésimo dia né? Os capitulos extras me ajudam a adicionar o que esqueço, ou o que muitas vezes deixo de fora... Mas então é isso!! Obrigado denovo pelos comentários suas lindas.... e continuem comentando!! bjuuusssss boa leitura!

Sentia a doce brisa tocando suavemente em meu rosto, mas não tinha coragem de tomar uma decisão, não conseguia entrar naquela casa e enfrentar tudo outra vez, aquela brisa estava ficando fria e eu tinha que tomar uma medida rápida.

Passei as mãos em meus joelhos feridos para enrolar um pouco do tempo, mas aquilo era inútil, de um jeito ou de outro tinha que encarar a realidade, e ela era muito dura.

_Ainda sinto essas vozes ecoando.

Sussurrava para mim mesma, ouvia sons de vozes em minha mente, todos diziam palavras de destruição, nunca soube o que era aquilo, mas elas sempre me faziam sentir a pior das sensações.

_Lá vamos nós.

Minha grande mania de falar sozinha, mas me ajudou a tomar coragem, entrei tentando fazer o mínimo de barulho com o portão possível, mas ele era escandalosamente barulhento.

_Mônica!

Ouvi um grande berro estridente, logo senti minhas pernas estremecerem e meu coração acelerar, quando aquilo iria acabar? Eu não queria sentir aquela coisa horrível, mas já havia se tornado parte de mim, minha grande ansiedade sempre acabava tomando conta de meu corpo.

Logo avistei uma mulher furiosa pisando duro em minha direção, aquele semblante... Deu um pavor indescritível. Fechei meus olhos e me preparei para o baque.

A primeira coisa que senti foi uma mistura de sensações entre dor e ardência, ela havia me dado um murro no rosto, foi algo rápido e quando vi já estava me encarando esperando alguma explicação.

Meus olhos abriam com dificuldade, porém conseguia enxergar até o sangue que escorria de todo meu nariz, percebi que havia o quebrado e se continuasse naquele jeito ele começaria a jorrar.

_Quem te mandou me deixar com aquele cavalo? Você vai entrar agora mesmo.

Assim dizendo, começou a me puxar pela orelha, isso mesmo, ela estava literalmente me arrastando pela mesma até dentro de casa.

_Sai! Vaca imunda.

Eu estava fervendo de raiva, acabei soltando aquilo e sabia que teria conseqüências, ela me largou no mesmo instante.

_É assim? Saia na rua putinha, engravide, mas só digo uma coisa, não vou cuidar de mais um piolhento não, já basta você.

_Ótimo!

Grunhi rápido o suficiente para poder correr antes que ela me pegasse, aquela rotina estava me cansando, sai de lá com a intenção de nunca mais voltar, mas não sendo hipócrita, a fome sempre me vencia.

Olhei para os lados e percebi que não tinha para onde ir, soltei um choro silencioso, tomando cuidado para ninguém ver e evitar constrangimentos. Pensei e resolvi chamar minha amiga Magali.

Caminhei até o portão, sua casa era vizinha da minha, o que facilitava e muito as minhas várias fugas.

_Magali!

Chamava-a esperando que me atendesse rapidamente, mas repeti o ato e nada dela aparecer, talvez tenha saído. Recostei-me na parede e me deixei escorregar, até sentar completamente no chão.

_Cadê aquele rapaz?

Lembrei-me dele e automaticamente, por incrível que pareça, fiquei feliz, onde ele estaria afinal? Queria poder vê-lo naquele momento.

Comecei a chorar de desespero e falta de esperança, mais uma pessoa que fazia bem a mim me deixaria? Pensando bem... Ele mal me conhecia, por que deveria algum sentimento para minha pessoa? Ás vezes me sentia muito sentimental, era um de meus defeitos.

Sentia que algo me interligava á Dc, e queria que estivesse comigo naquele momento, tinha a impressão de que me traria felicidade, por mais que ficássemos apenas em silêncio.

Estava de olhos fechados e deixava a brisa tomar conta do meu rosto, e de meus cabelos devidamente curtos, o sol ardia em todo um corpo, não havia nem sinal de sombra ali. Bem que Magali poderia plantar uma árvore.

_Achei a mocinha.

Ouvi em alerta uma voz grossa e gostosa, não poderia ser ele, ou seria? Era Dc! Nunca confundiria aquela voz de anjo com nenhuma outra. Era uma grande coincidência encontrá-lo apenas poucas horas depois de se despedir.

Meu rosto corou imediatamente, estava com muita timidez para conseguir ao menos abrir os olhos, esperei que ele se sentasse ao meu lado, meu coração ia a mil. Acalme-se Mônica! Você acabou de conhecê-lo.

_Não vai mesmo falar comigo?

Por algum motivo Do Contra estava com um tom desapontado, talvez triste, por que estava se importando com a minha companhia? Ninguém gostava dela.

_Desculpa, estava pensando em algumas coisas.

_Também pensa demais? Muito mais do que precisa?

Ele também parecia se identificar comigo, menos mal. Dc mantinha um semblante de cansaço, não físico, mas sim emocional.

Por ser complicada, eu acabava me envolvendo com pessoas complicadas.

_Quer paçoca?

O rapaz perguntou do nada, não me contive e soltei uma gargalhada escandalosa, acho que acabei assustando o garoto.

_Desculpe, acho que sou meio idiota.

Ele continha um sorriso no rosto, talvez feliz por ter me feito rir, mas ainda havia tristeza em seu olhar, acho que acabei o magoando mesmo indiretamente.

_Claro que não, também tenho essa mania.

_Jura?

_Sim... Eu começo um assunto aleatório do nada, e meus colegas de classe tiram muito sarro com isso.

_Você os chama de colegas? Prefiro ficar na minha.

Dc soltou. Ele tinha jeito de quem era fechado mesmo, gostei disso nele, dava um charme especial.

_Você analisa muito as pessoas não é?

Concluiu. Senti meu sangue ferver na hora, havia percebido que estava atenta a cada movimento dele, completamente constrangedor.

_Não se preocupe sua boba.

Disse em tom divertido, gostou de ver que eu estava reparando nele.

_Você que é um bobo.

Retruquei tímida. Não sabia o que estava acontecendo, só sabia que na companhia dele, todas as minhas dores sumiram.

Continua...

Notas finais
Curtinho mas logo sai o proximo!! bjins!"!