Notas iniciais
Aeee o/ Sou o Gut, e é minha vez de mostrar meus dons escrituais -qq Não sei bem o que escrever aqui, mas... tô mt ansioso pra que vcs leiam. Como essa é minha primeira fic que passa da sinopse, não metam a bomba, sou iniciante -qq Sou o mais humilde do grupo, então dá um desconto aí u.u Espero que gostem o/

(Visão de Gustavo)

Após assistir àquela batalha do Rafael contra o Ryan, caminho para Twinleaf... mais especificamente, para minha casa. Meus pensamentos voam. Imagino quais Pokémon irei capturar, se os líderes dos ginásios serão muito fortes, e, principalmente, qual seria a primeira cidade que eu visitaria.

Ao chegar em casa, vejo minha mãe fazendo o que ela mais gosta: cozinhando. O cheiro daquela pizza de bacon, uma de suas especialidades, me deu água na boca. Quando corro em direção à mesa para pegar uma fatia, ela me fuzila com seu olhar repreendedor.

— Ok, mãe. Já estou indo lavar as mãos.

— Bom menino! — Ela fala com um sorriso doce e ameno.

Até mesmo quando estou em frente à pia continuo em meio a minha divagação. Não aguento mais, preciso começar minha aventura logo! Minha mãe, como era de se esperar, percebe que voltei diferente. Antes mesmo de ela fazer a pergunta, respondo com um grande entusiasmo:

— Mãe, eu sairei em uma jornada!

Os olhos dela começam a brilhar de uma maneira tão forte quanto os meus. Mas, por um momento, ela para. Em seguida segue dizendo:

— Mas seu pai não te deixaria sair em uma jornada assim tão facilmente. Qual foi a proposta que ele fez a você?

Levo um choque. Eu não havia contado nada a ela. Como que minha mãe sabia que realmente havia uma proposta envolvida nisso tudo? Temo em dizer-lhe a verdade. Querendo ou não, ela ficaria com algum sentimento ruim relacionado ao meu pai. Não posso contar. Não posso deixar que um momento tão feliz como esse se transforme em tristeza, ou até mesmo raiva. O problema é que ela nos conhece muito bem... Mesmo que eu esconda o jogo ela saberá a verdade.

— Eu dei um jeito, mãe. A senhora sabe que o papai pode ser um cara duro, mas tem um bom coração. — A respondo com um sorriso amarelo, tentando apagar a verdade.

Ela apenas retribui com um sorriso tão falso quanto o meu. Sei que ela não acreditou realmente na minha conversa, mas pelo menos está tentando fingir que crê.

— Então... vamos arrumar tudo! Sua roupa, mochila... Não podemos ficar parados! Vamos deixar tudo nos trinques! — Ela fala, tentando mudar de assunto.

Mal se passaram 20 minutos e mamãe já está de volta com tudo arrumado. Ela queria que eu partisse amanhã, mas a ansiedade toma conta de mim. Quero ir logo, criar amizade com meu Chimchar e capturar novos Pokémon. Sei que com meu esforço eu irei vencer a Liga!

Já são quase 17 horas. Dou um beijo de despedida em minha mãe e abraço-a bem forte como se nunca mais fosse largá-la.

— Voltarei em breve, mãe. Eu prometo. — Enquanto falo isso ela me entrega um pequeno apetrecho contendo o mapa da região de Sinnoh.

— Sei que você ganhará essa Liga, meu filho. — Ela diz com um sorriso confiante.

Ao som dessas palavras, saio de casa e corro para meu próximo destino. Mas qual seria a primeira cidade? Ainda não decidi. Ao lembrar do mapa digital que possuo, dou uma olhada para verificar onde é o ginásio mais próximo depois de Oreburgh, já que o de lá está inativo.

— Jubilife, é pra lá que eu vou! — Dou um grito enquanto todos que estavam ao redor ficam me encarando como se eu fosse louco.

Ao continuar minha caminhada de rota em rota, lembro-me de que ainda não conheci meu Chimchar direito. Sem mais delongas resolvo tirá-lo da pokébola. O macaquinho de fogo sai de dentro dela e logo depois pula em meus braços. O meu olhar vai em direção ao dele e, com confiança, digo:

— Sei que você me ajudará muito, Chimchar! Vamos ser bons amigos! — O macaquinho retribui com um grande e sincero sorriso.

Decido deixar meu Pokémon fora da pokébola para construirmos uma maior afinidade. Já a alguns passos de Sandgem, dou de cara com meu pai que, sem hesitar, me desafia para uma batalha.

— Já que você já pegou seu inicial, que tal testá-lo agora? — Ele pergunta com ironia estampada na voz.

— Mas pai, seus Pokémon são muito fortes. — Respondi meio receoso.

Os Pokémon do meu pai realmente são muito fortes. Ele os treina muito bem desde que me entendo por gente. Não é a toa que os treinadores tinham bastante trabalho ao batalhar em seu ginásio, principalmente contra o seu Rampardos e sua Cabeçada destruidora.

— Não se preocupe, filhão! Nós ressuscitamos alguns Pokémon fósseis hoje no laboratório. Eu estava levando para estudá-los em nossa casa, mas nesse momento estou vendo uma ótima oportunidade de treiná-los! — Ele conta em um tom reconfortante. — E além disso, testar sua força também. — Complementa.

Fico um pouco nervoso. E se eu perder? Será que ele voltaria atrás com a proposta e eu não poderia mais sair em minha jornada? O medo toma conta de mim, mas ao ver Chimchar saltando animado em minha frente de maneira que eu poderia afirmar que ele estava pronto pra batalha, a confiança retornou para mim.

— Então é isso! Chimchar dê tudo de si! — O comando sai cheio de entusiasmo da minha boca.

— Anorith, vai! — Diz meu pai ao lançar a pokébola para cima.

Antes mesmo de dar a primeira ordem a Chimchar, pego minha pokédex e aponto-a ao pequeno Pokémon fóssil, vendo suas informações.

“Anorith, o Pokémon Camarão Velho. É um tipo de Pokémon antepassado. Ele usa suas garras que se estendem para abrir buracos como esconderijo e capturar presas entre as rochas no fundo do mar.”

Eu poderia ter alguma vantagem contra o tipo Inseto, mas o seu outro tipo, Rocha, extermina o benefício. Sei que todos os Pokémon do laboratório de meu pai possuem um movimento aprendido por cruzamento, inclusive os iniciais. Mas qual seria o do meu macaco?

— Chimchar, use Arranhão! — Ao dar a ordem, o Pokémon pula na direção de Anorith. Com o braço direito erguido, ele estende seu braço e unhas até arranhar a superfície da carapaça do inimigo.

— É só isso? Anorith, use Aqua Míssel! — Fala meu pai ao antigo fóssil.

O ataque é tão rápido que atinge o Chimchar em cheio sem nem sequer dar tempo de eu dar uma ordem. Muito ferido, o macaquinho de fogo tenta se levantar com todas as suas forças, e, com muito esforço, consegue.

De repente uma descarga elétrica começa a percorrer o punho de Chimchar. No começo não entendo, mas depois que ele dá um soco no Anorith, percebo. Ele usou o Soco do Trovão! O ataque causa um bom dano no Anorith, mas não o suficiente para derrubá-lo. O que deu tempo suficiente para que meu pai gritasse seu certeiro último comando:

— Anorith, Jato de Água!

— Chimchar, esquive! — Falo logo depois, mas o meu Pokémon já estava muito fraco, recebendo assim o ataque em cheio e ficando todo molhado. Em seguida, cai, fora de combate.

— Volte, Chimchar! Você foi demais! — Falo sinceramente enquanto meu pai também recolhe seu Pokémon.

Por um momento nós ficamos calados. Eu não sabia o que falar. Perder minha primeira batalha logo contra o meu pai? Eu estava triste, claro... Mas poderia ter sido pior. Porém, sem hesitação, ele quebra o silencio.

— Você ainda tem muito o que aprender, filho. Sei que pareci meio rude com você, mas quero que saiba que te amo, e só quero seu bem. Cure seu Pokémon, saia em sua jornada e ganhe a Liga. Se você ficar mais forte, posso até repensar sobre a proposta...

Em passos curtos ele sai em direção a nossa casa. Raramente vejo o lado amável de meu pai. Não por ele não gostar de mim, mas pela dificuldade em que ele tem de expressar seus sentimentos.

Sigo seu conselho e vou em direção ao Centro Pokémon curar meu Chimchar, mas agora, além de vencer a Liga, tenho um novo propósito com essa jornada. Vou ficar mais forte, voltar e vencer meu pai com seus verdadeiros Pokémon. Pode apostar!

Notas finais
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