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2 Chapter 2 - So ... How was your first day at work?
Notas iniciais
Enjoy
Quinze minutos atrasada. Justo no seu primeiro dia de trabalho... Coisas que só Quinn Fabray faz. É incrível, eu fui dormir depois de ter preparado toda as aulas de hoje, vulgo jogar minecraft até altas horas da madruga. Se bem que tudo o que eu tenho que fazer é andar rápido e dar uma desculpa qualquer... Ok, pensando em desculpas... Dizer que a minha vó morreu é muito batida, poderia dizer que meu carro estragou no caminho, porém não tenho um carro. Que se dane, eu dou um jeito.
Isso Quinn, sorria para o porteiro. Ótimo ele abriu o portão! Ótimo, a supervisora está na porta, que maravilhoso, tudo dando certo pra mim hoje, tudo.
– Srta. Fabray! Está um tanto atrasada, não acha? – Srta. Rhodes disse sorrindo.
– É... Er, eu, eu... Então
– Não seja boba, Quinn. Vamos, eu lhe mostro qual é a sua sala. – Gostei de você colega. Ela me guiou até a sala de artes e segui até sua sala, tinha algumas coisas para resolver e não gostava de atrapalhar as aulas.
Respirei fundo e abri a porta. Como esperado, um completo caos, com exceção de poucos. Fechei a porta e acabei sem notada. Todos se foram para suas carteiras e ficaram me observando.
– Você é a nossa professora nova? – A aluna que se sentava na primeira carteira da fileira do meio pediu.
– Sim.
– O que houve com o Sr. Davis? — A mesma garota pediu.
– Eu, eu não sei. Eu consegui o trabalho ontem, não conversei com ninguém para saber o que aconteceu. – A garota assentiu. – Bem... Eu, eu me chamo Quinn Fabray e obviamente eu sou a sua nova professora de artes. – Silencio.
– Eu sou Tina Cohen-Chang, representante da sala, e como representando lhes dou nossas boas vindas ao colégio...
– Ótimo, eu não me importo. – A garota me olhou boquiaberta e permaneceu em silencio.
– Antes de tudo, eu não estou aqui porque eu quero e sim porque eu preciso de dinheiro, não vou ser amiguinha de vocês, provavelmente não vou saber o nome de vocês até o final do ano e o melhor, vocês têm uma avaliação nesse exato momento. – A turma começou conversar entre si. É... Um pouco mal para o começo de tudo, mas é a vida... – Não é nada sobre a história da arte ou seja lá o que vocês estão estudando, apenas peguem uma folha do bloco de vocês e façam um esboço, de qualquer coisa. Vocês têm vinte minutos pra me entregar.
Dito isso me sentei em minha mesa e fiquei jogando Angry birds, porque é Angry birds, convenhamos. E além eu gostei dessa postura mal, que surgiu do nada. Ou era isso, ou uma escrava para os alunos. E também porque estamos falando de Quinn Fabray, o nome já é autoexplicativo. Não demorou muito até que eu terminasse dois modos de jogo e alguns alunos entregarem os esboços.
– Ok, o tempo acabou. Todos os esboços na minha mesa e os materiais guardados. – Mais cochichos. – Rápido, não quero que isso demore muito. – Tudo foi feito como mandando. – Todos de pé na parede do quadro.
– O que exatamente é isso Srta. Fabray? – A garota asiática irritante pediu, e eu apenas a ignorei e peguei todos os esboços.
– Eu estou reorganizando a sala, tendo como quesitos seus desenhos. Bons na frente, ruins no fundo... Sem reclamações, e eu não mudarei nem com os pais da criatura aqui. Vocês precisam aprender aceitar o modo que a sociedade te trata... Certo, Sam Evans?
Um garoto alto e loiro ergueu a mão.
– Segunda fileira. – Ele assentiu e foi até o lugar. – Tina.
A asiática ergue a mão.
– Penúltima fileira.
– Mas professora... – Ela começou.
– Sem mais, o que eu e disse?
– Aceite o modo que a sociedade te trata.
– Exato. Próximo... Marley Rose. – Olhei para o busto esboçado e pude ver perfeitamente o rosto do primeiro que eu havia chamado. – Ahm, sente-se no lugar de Tina. – Ela sorriu de leve e foi para o lugar.
E meu esquema de reorganização da sala continuou com vários outros protestos, porém, agora eu só tinha os bons perto de mim, enquanto os irritante e terrivelmente ruins no fundo. O sinal bateu e todos os alunos se retiraram, alguns me agradeceram por ter trocado de lugar e Tina me fuzilou com o olhar, mas eu posso tentar um dia gostar dela. Só que não.
Tive mais três aulas antes do almoço, e fiz a mesma coisa que a primeira, porém as outras eram mais pacificas e não reclamaram com o que eu havia feito. Até porque, isso é uma forma de motivar os alunos melhorar, ou fazer com que eles se sintam um completo fracasso. Eu dou um jeito nisso. Se bem que quando foi feito isso no meu colegial, eu fui uma das pessoas que sentaram no fundo, e eu melhorei e agora eu dou aula num lugar onde eu provavelmente já sou odiada. Pelo menos pelos alunos, sim.
No almoço eu pude sair daquela sala e ir para a sala dos professores, coisa que não durou mais que três segundos, porque a sala dos professores é algo deprimente. Então, optei por almoçar na cantina. Me sentei na mesa mais afastada dali e comecei lanchar, enquanto eu observava os alunos excluindo uns aos outros. Cheerleaders numa mesa, junto com os jogadores, nerds numa, normais em outra e completos excluídos procurando uma mesa para sentar-se. Vi Marley incluída nisso, e por mais que eu tenha dito com todas as palavras que não queria ter alunos como amigos, Marley fez um esboço lindo, o melhor até agora e não é irritante, nem parece falar demais.
Quando ela olhou em minha direção eu sinalizei com a cabeça para que ela se sentasse na minha mesa e ela o fez.
– Obrigada Srta. Fabray. – Ela sorriu.
– Não foi nada.
– Ouvi dizer que você é de Yale, não é? – Ela pediu depois de um tempo.
– Fui de Yale, e sim é verdade.
– Eu espero conseguir entrar lá quando eu terminar o colegial. – Ela comentou.
– Olha, só pelo seu esboço de menos de vinte minutos, eu diria que você entraria facilmente. – Ela corou.
– Obrigada, mas não acho que foi tão bom assim...
– Marley, eu demoraria no mínimo uns quarenta e cinco minutos pra fazer o que você faz, além de ser um busto... E bela escolha, por sinal. – Ela corou mais ainda.
– Obrigada.
– Gosta do garoto que desenhou? – Isso Quinn, comece a fazer o oposto que disse na sala de aula.
– Er...eu, eu
– Ei, não precisa ter vergonha, não vou sair por ai contando, até porque eu não conheço ninguém aqui. – Ela riu.
– É... Ele é meu amigo e tal, mas sei lá... Não quero causar transtornos por nada. – Ela deu de ombros.
– Mas se você gosta bastante dele, deve correr riscos... – Dei de ombros.
– Taking Chances... – Ela murmurou.
– Como?
– Não... É que a Srta...
– Não precisa de toda essa formalidade Marley, só na sala, sabe... – Marley sorriu. – Enfim, me desculpe por te interromper.
– A s... Você me deu uma ideia para minha lição do clube do coral.
– Ainda existe clube do coral? – Marley assentiu.
– Srta. Berry nos dirige.
– Não me lembro de ver nenhuma Berry na sala dos professores...
– Ela não fica lá, ela prefere ficar na cantina, se não, fica no pátio... Olhe, ali está ela. – Marley apontou para uma mulher morena, com os cabelos ondulados e castanhos, que ria de alguma coisa, junto de dois homens.
Ela era bonita.
– Hmm... Bem, isso é legal, sabe, coral. Eu fiz coral, e até sinto falta de cantar e tal, mas eu não tenho tempo.
– Você podia falar com a Srta. Berry, ela pode deixar você assistir alguns ensaios.
– É, talvez...
Conversamos mais um pouco e Marley se mostrou uma ótima companhia. O sinal tocou e todos foram para suas devidas salas.
E depois do meu glorioso primeiro dia de trabalho fui para casa, cansada, com sono e por algum motivo estranho, com um pressentimento ótimo com o clube do coral da escola.
Notas finais
Até logo :)
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