2017
13 Mercado + Festa Part I

Andrey L.
— Pedala! – Gritei com a mão esquerda apoiada no guidão e a outra segurando os panfletos amarelos.
— Você também tem que pedalar Beatriz. – Gritou Tais empurrando meu ombro e todos gritaram juntos “é”! Me fazendo rir, estávamos naquelas bicicletas enormes em que todos (ou quase todos) pedalam, e Allef comandava, o que era engraçado por que ele ficava muito irritado pelo fato dele tentar fazer manobras e não conseguia por que a bicicleta era enorme (8 pessoas né...) Inclinei o corpo soltando alguns papeis no ar e o pessoal por onde passávamos pegavam.
— Esperamos você lá! Principalmente você! – Apontei piscando para um cara alto e gato que sorrio.
— PAAAARA! – Gritou Allef, e eu me sentei sentindo a bicicleta ser parada de forma brusca o que fez quase todo mundo (Eu.) cair no chão, permaneci deitada e senti o sol ser tampado, coloquei a mão na cabeça e abri os olhos vendo Stifler parado me encarando com um sorriso de canto me estendendo a mão.
— Você podia ter sido atropelado, você é maluco? – Rogerton gritou para Stifler enquanto eu levantava.
— Relaxa, não fui... Festa? – Perguntou pegando um dos panfletos do chão.
— Sim. – Respondeu Giulia se pendurando no ombro dele.
— Me encarrego da bebida. – Falou ele sorrindo de lado.
— Chama a galera. – Gritou Allef. – Borá povo. – Fez descaso o que me fez rir. – Vamo caralho. – Gritou impaciente e todos pulamos de volta para bicicleta e Stifler mandou junto de seu sorriso malicioso um beijo para mim eu apenas sorri e comecei a pedalar junto com o resto do pessoal.
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— Eu aposto que ele deve estar no quarto de hotel com alguma garota super gata. – Falou Giulia sorrindo.
— Ele se mudou para um quarto de hotel agora? – Falou Allef pegando algumas garrafas de bebida da prateleira e colocando no carrinho, ele nem sequer olhava para o que ele estava pegando, só estava pegando.
— Ai Gente, deixa ele! Depois ele aparece. – Andressa falou vindo em nossa direção com 3 garrafas de vinho nas mãos.
— Espero que ele apareça mesmo. – Suspirei me colocando nas pontas dos pés para pegar uma garrafa de Red Labell na prateleira de cima.
— Será que isso é bom? – Perguntou Tais segurando uma garrafa transparente com um liquido verde claro.
— Sei lá, mas coloca ai, o Rogerton e o João que vai pagar mesmo. – Falou dando de ombros tomando a garrafa das mãos de Tais e todos rimos, meu celular começou a tocar, “João” o nome no visor me fez sorrir.
— Falou no Demônio o rabo aparece. – Falei atendendo. – Alô? – Perguntei.
— A gente acabou de sair daqui, já deixamos as caixas com os salgados lá em casa, vocês estão no extra? – Perguntou e eu conseguia ouvir o barulho do mar de fundo.
— Sim... Vocês têm fôlego para chegar aqui? – Perguntei rindo e ele rio comigo.
— Acho que sim, daqui a pouco a gente se fala. – Falou e eu desliguei.
— Gente, não está bom não? – Perguntou Andrey conduzindo o outro carrinho de bebidas em nossa direção.
— O Rogerton pediu para pegar dois carrinhos com tudo que tiver aqui, estou pegando. – Falou sorrindo Allef ainda enchendo o outro carrinho.
— Espero que a moça do caixa deixe passar... – Giulia falou suspirando.
— Vamos usar o mesmo truque que o da última vez? – Perguntou Andrey rindo e Allef e eu rimos.
— Sim. – Falamos juntos.
— Não tem graça isso. – Falou Giulia e Tais mostrou língua pra gente. Esperamos João e Rogerton chegarem e fomos para o caixa, Andrey passou a mão pela cintura de Giulia passando os dois carrinhos para a caixa e Rogerton fingia ser um casal com Tais, um atrás do outro.
— Identidade, por favor. – Pediu a moça e só então Giulia e Andrey se separaram, Andrey fingiu procurar a carteira no bolso e não “achou”.
— Amor, a carteira ficou lá no carro, você pode pegá-la pra mim? – Perguntou ele e Giulia assentiu passando por ele.
— Não! – Gritou Rogerton. – Como assim? Que merda! Estou nessa fila já a 4 horas, QUATRO HORAS! Toda hora alguém entra na nossa frente e ainda tem que esperar eles pegarem porcaria de carteira? – Rogerton gritou irritado.
— A gente precisa comprar esse leite logo moça, nossa filha de 16 anos está grávida e com vontade de beber leite! Esses cachaceiros já demoraram de mais na nossa frente! – Tais Reclamou cruzando os braços e Andressa se colocou ao lado de Tais com cara de dor e uma blusa por dentro da blusa de frio o que formava uma barriga de grávida perfeita.
— Mãe, vai demorar muito? – Perguntou Andressa e eu senti vontade de rir, mas me segurei.
— Senhora... Não se importa de esperar só mais um pouco eu... – A Caixa tentou se explicar.
— Eu me importo sim! – Tais começou a colocar os leites em cima do caixa e a moça se desesperou.
— Senhora... – A caixa chamou educadamente.
— Pelo amor de Deus! Você é muito enrolada moça! – Gritou Allef. – Caralho, passa logo essa merda. Para comprar um doritos é 4 horas em uma fila, eu hein. – Continuou gritando.
— É, cruz credo, nunca mais volto nesse mercado de novo! – Falei atrás de Allef e ele rio.
— Cruz credo? Cara, cruz credo é ruim, é péssimo! – Falou ele e eu coloquei os dedos no lábio “Shhh”
— Vai porra! – Gritou João atrás de mim. – Vai andar ou não? – Gritou ele “Irritado”.
— Gente se acalme, por favor. – Pediu a moça e sua supervisora veio em nossa direção.
— O que está acontecendo? – Perguntou a moça e antes que ela pudesse explicar Rogerton a interrompeu.
— Essa funcionária é uma porra mesmo, a gente já está aqui a 4 horas e ela demorou um século pra passar as coisas desses cachaceiros e ainda quer que esperemos mais por causa de uma identidade.
— É meu! Da pra ver que eles são maiores de idade, pelo amor de Deus! – Gritei cruzando os braços.
— Aqui eu não fico mais não. – Falou João saindo do mercado.
— O que você está esperando? Passa logo isso ai! Vai Fabiana, quando é assim não pede, só passa! Só peça identidade quando você perceber que tem necessidade. – Falou e a moça nem sequer questionou, foi logo passando o cartão de Rogerton e aceitando o dinheiro de João que estava agora com Rogerton. – Desculpe o transtorno gente. – Pediu a moça e a gente agradeceu saindo do mercado com um monte de sacolas de bebidas, alguns leites e um Doritos.
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