Passei o ano todo de 2012 normalmente (esquecida, excluída..) e enfim acabou o ano. Naquelas férias eu queria emagrecer; fazia de tudo para perder quilos mas nada dava certo, eu sempre permanecia com o mesmo peso. Toda as férias era mesma coisa, em função do peso, pra que no ano seguinte aparecesse magra na escola.

Em janeiro de 2013 fui para à praia de Torres, onde ganhei 1kg em uma semana. Imagina meu desespero?! Todas as férias tentando e tentando emagrecer e numa semana ganho 1kg. A partir daí comecei a reduzir o que eu comia pela metade, nada de exagerado, claro... Passei a comer somente o saudável. Logo os resultados foram aparecendo... em um mês perdi 3kg.

As aulas começaram novamente, agora eu estava na 8° série! Moletons de formatura, os alunos mais velhos da escola... Finalmente a última série, ano que vem teria que mudar para outro colégio, o que me assusta um pouco, pois passei 9 anos nessa mesma escola (mais conhecida como prisão).

Nanannananan, como eu tava errada.

Para começar, eu cheguei na escola e a turma em que eu passei 3 anos da minha vida foi TOTALMENTE dividida, minha melhor amiga foi para a outra turma e eu acabei ficando com alunos em que eu nunca tinha falado na vida. Ok, bom começo de ano. Agora sim, eu seria excluída, a estranha, a nerd.

Fui para a sala sem ânimo nenhum, conheci novos professores, novos colegas. A metade da turma não estava lá, pois eles estavam em um “protesto contra a divisão de turmas.” Que trouxa essa gente, aquilo não ia dar em nada, dito e feito, nada foi feito; continuou a mesma coisa.

- Tudo isso parece um sonho, parece que amanhã eu vou acordar e estar na tua turma. – Dizia minha melhor amiga. De fato, parecia mesmo, mas eu não tinha muitas esperanças.

Fevereiro, 2013

Todos sentados nas classes conversando sem parar, quando a diretora entra na sala e faz todos se calarem. Ela contou que uma aluna da outra oitava série tinha machucado o pé e como a sala deles tinha que subir escadas, teríamos que trocar de salas por uma ou duas semanas.

Eu subi velozmente as escadas para pegar um bom lugar na outra sala perto das minhas amigas. Sentei na primeira classe do lado da porta e minhas amigas ficavam na 2° e 3° classe e a outra ficava na 1° classe da coluna do lado.

Ahhhhh! Tinha um menino...um menino o qual eu nunca tinha falado na vida. Ele era tão lindo... era inteligente, louco de mais, na verdade, eu não sei porque eu olhava daquela maneira para o Pedro. Ninguém dava bola e nenhuma menina olhava com ‘outros olhos’ para ele. Mas tinha algo nesse menino que fez meu coração bater mais forte e querer estar ao lado dele. Não sei o que, não me pergunte. É só algo que fazia eu sentir borboletas voando dentro de mim só de falar ‘oi’.

Vi que o grupinho de amigos do Pedro se sentou perto do meu grupinho. Fiz de tudo para trocar de lugar com a minha amiga que sentava na frente do Pedro, enfim, ela cedeu.

Eu fui uma idiota!! Só falava merda e os amigos dele me zooavam. Porque eu gostava desse menino, sendo que eu nunca tinha falado direito com ele? Ele era todo estranho e tímido. O que deu em mim??!! Mas isso não me fez parar de ser idiota. Comecei a me maquear para ir a escola, demorar o dobro para me arrumar, tudo sem sucesso, é claro.

Encomendei lentes e contato e meu primeiro dia sem óculos foi loucamente louco:

Só de andar pelos corredores todos apontavam para mim e olhavam com uma cara estranha. Foi só eu sentar na classe e um bolinho de colegas olhavam para mim e falavam:

- Meu deus! Essa é ela mesmo??? Como assim? Você tá linda sem óculos!

As professoras no meio da aula vinham ao meu encontro e falavam que eu estava linda e muito diferente.

Acabei me aproximando de uma amiga do Pedro e mais tarde fiz ela perguntar para ele se ele ficaria comigo, e a resposta dele foi ‘Talvez’. Como esse talvez arruinou minha vida. O pior, é que não era um NÃO, aí eu ficava na dúvida, e muitas vezes chorava. Passava a noite inteira pensando o que ele quis dizer com esse talvez. Esse talvez deixou 1 mês da minha vida perdido porque minha cabeça só girava em torno de uma única palavra. Talvez.

Talvez sim.

Talvez, você está gostando de mim.

Talvez não.

Seu coração não cedeu a minha tentação.

Talvez eu chore.

Mas essa noite eu vou me segurar.

Antes que minha mãe olhe.

E meu coração não curar.

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Mais tarde um outro menino apareceu na minha vida. Um menino o qual falou que me amava, o primeiro menino que falou isso para mim. Sinceramente? Eu não gostava dele, ele era meu antigo coléga na 7° série e eu mal falava com ele. Ele era uma espécie de gordinho legal, mas que todos gostavam. Ele se declarava para mim todo o dia, e tinha vezes que eu nem entrava no Facebook só para não falar com ele. Eu tentava contornar a cituação com um jeito carinhoso de enrolar o menino, dizendo que não queria nada com ele, mas ele não me deixava em paz!

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Semanas depois voltamos para a nossa antiga sala, os lugares foram trocados e Pedro ficou muito longe de mim. Mais longe do que ele estava depois que eu mandei minha amiga perguntar. Depois daquela pergunta, o menino nunca mais foi o mesmo comigo, me evitava, não dizia nem um oi.

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E o menino que me amava, continuava me amando ferozmente. Então tomei uma decisão radical, fiquei com esse menino. Era tanta pressão, nunca tinha beijado alguém, a única BVL da turma... Eu não aguentava mais isso! Fiquei só por ficar, porque minha vida tava uma droga. (Ai como eu me arrependo disso até hoje). Só quero que minhas futuras filhas -se eu tiver- não tomem esse decisão estúpida que eu tomei. E o beijo como foi? Sei lá, foi muito estranho pra mim, foi algo ‘nojento’. Nem me pessa para explicar.

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No lugar do Pedro atrás de mim, veio um amigo dele, de quem eu me aproximei muito e acabou sendo meu melhor amigo. Morrendo de tanto pensar decidi contar o que eu sentia pelo amigo dele e mandei ele perguntar novamente para o Pedro se ele ficaria comigo, mas dessa vez, ele teria que dizer sim ou não.

Meu melhor amigo de primeira ficou espantado, ele nem desconfiava. Depois prometeu que me ajudaria e ia perguntar para ele. Veio a aula de Ed. Física, a aula em que a pergunta ia ser feita novamente. Eu andava de um lado para o outro, fazendo de tudo para não olhar para o rosto do menino. Via de longe meu amigo falar com o Pedro a sós, e morria de curiosidade.

O sinal tocou, chegou a hora do recreio, a hora em que meu amigo ia me dizer a resposta que ele disse. Eu tinha o precentimento que ele ia dizer não, mas minhas amigas ficavam me dando esperanças o que me animava um pouco e me fez pensar positivo.

No começo do recreio meu amigo me puxou para um canto e me contou o que ele tinha dito: Que o Pedro não gostava de mim como uma namorada, somente como amiga. Se uma pessoa me desse uma facada naquele momento, eu acho que ia doer menos, eu segurei o meu choro, guardei pra mim e disse que tava tudo bem. Nenhuma das minhas amigas sabia da resposta e eu não iria contar de livre e espontânea vontade para elas. Minha voz tava travada. Eu forcei um sorriso pra ninguém perceber a minha tristeza e me fingi de ‘garota mais feliz do mundo’ o resto do recreio.

Para piorar as coisas, agora que eu queria me afastar do menino, parecia que ele vinha cada vez mais perto de mim. Os lugares foram trocados e o menino acabou sentando no meu lado. Droga. Agora ele puxava papo comigo e fazia brincadeiras troxas e eu deixava escapar um suspiro.

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O menino que me amava queria ficar comigo de novo, e eu que já estava acabada cedi novamente. Queria esquecer o Pedro de qualquer maneira possível.

Tinha uma janta na casa da minha colega onde esse menino era um dos convidados. Lá comemos pizza e depois assistimos um filme. Durante o filme de terror o menino me beijava. E por incrível que pareça, eu voltei pra casa feliz. Mas eu sabia que esse ‘lance’ não ia durar mais. Eu precisava dar um fim nisso, antes que a coisa ficasse séria de mais.

O menino me pedia em namoro todos os dias e eu só enrolava ele. Não queria nem mais ver ele na minha frente, sério. Fui aí que eu falei que não tava mais afim dele e queria só amizade. Mas, se você acha que acabou por aí, você está bem enganado hein. Ele queria fazer loucuras pra me ter de volta, ofereceu de tudo, mas claro recusei. Porque é tão difícil pra um menino aceitar a perda? Porque eles não se aquietam como as meninas?!

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.