Notas iniciais
Hi, espero que alguém leia hauhaua
Se ler deixe um review, não cai o dedo e deixa o coração da autora feliz s2
Bjs boa leitura ^^

De acordo com pesquisas cientificas hoje em dia cerca de 20 % da população sofre com a obesidade e eu sou uma delas. Pelo que me lembro e ao observar minhas fotos de criança notei que nem sempre fui tão gordinha. Aos vinte e dois anos eu já estava com 200 quilos. Os médicos sempre me disseram que minha saúde era de ferro, mas jamais poderia engordar mais que aquilo.

Meus problemas com o peso excessivo começaram quando eu tinha mais ou menos treze anos e meus pais morreram em um acidente de carro. Passei a ser depressiva e comer descontroladamente. Fiquei sob os cuidados de uma tia que não gostava muito de mim e vivia dizendo que eu iria me tornar uma balofa enorme e feia e foi realmente isso que aconteceu. Mesmo com essa minha aparência desagradável e horrenda, sou feliz... Sim, pois todos os dias em que olho para ele me sinto a pessoa mais iluminada do mundo. Seus olhos verdes me derretem e sua risada melhora qualquer momento do meu dia, mesmo os mais nefastos. Ele, o amor da minha vida: Edward Cullen, meu produtor musical, alias o produtor musical da Tanya.

Deixe-me explicar direito essa história. Sou apaixonada por musica desde muito pequena, treinei e fiz algumas aulas de canto até conseguir educar bem minha voz. Minha amiga Alice diz que eu tenho voz de anjo e que fica arrepiada ao me ouvir cantando. Certa vez estavam fazendo uma seleção para uma gravadora famosa em Los Angeles e que procuravam novos talentos, Alice acabou me convencendo a ir e foi lá que o conheci. Fiquei esperando uma eternidade até que chegou minha vez. Timidamente entrei no estúdio e pude ouvir algumas risadas, isso sempre acontecia comigo. Todos deviam estar pensando “O que essa gorda quer ai?” “ Será que ela não se enxerga?” Essas frases ficavam martelando em minha cabeça, mesmo que eu não as ouvisse eu podia vê-las estampadas nos rostos maldosos daquelas pessoas. O único a não demonstrar nenhuma surpresa, repúdio ou simplesmente me ignorar foi Edward. Ele estava sentado do outro lado do estúdio, encarei seus olhos verdes esmeralda pelo enorme vidro que nos separava e sentir minhas pernas bambas. Ele me deu um sorriso encorajador e se progetou para frente, provavelmente para apertar algum botão. Logo sua voz linda e firme soou em meus ouvidos.

-Olá como se chama? – Ele perguntou ainda me olhando.

-Isa...Isabella – Respondi gaguejando.

-Que nome lindo. E o que vai cantar para nós Isa?

Sim, já no inicio ele me deu um apelido, ele era a coisa mais fofa que eu havia visto na vida.

-Vou cantar Imagine, dos Beatles – Respondi.

-Estamos ansiosos vamos lá Isa mostre-nos sua voz.

Eu assenti e comecei a cantar... Sempre que eu cantava musicas naquele estilo tinha o costume de fechar os olhos. Permaneci daquele jeito até terminá-la. Foi dificil desgrudar minhas palpebras, eu estava morrendo de medo. Abri os olhos, um de cada vez e espiei. Agora havia muito mais pessoas na cabine atrás do vidro. Todas boquiabertas e pasmas. Sorri timidamente e abaixei a cabeça, aqueles olhares estavam me incomodando.

-Obrigado Isabella – Edward disse — Vamos conversar daqui a pouco, você pode esperar um minutinho?

-Posso – Falei e me retirei da sala.

Aqueles minutinhos pareciam não ter fim. Mas, eu estava feliz afinal, se eu estava esperando é porque alguma coisa tinha acontecido caso contrário simplesmente teriam me mandado embora. Encarei minhas mãos e brinquei com meus dedos sorrindo do que minha tia me dissera uma vez “ Que horror Isabella, suas mãos mais parecem dois pães de forma enfeitados com salsichas gordas” . Suspirei e me levantei, será que brigariam comigo se eu desse uma voltinha pela gravadora? Eu adorava qualquer coisa que envolvesse musica e aquele rapido tour seria muito legal.

De qualquer maneira eu arrisquei. Ninguém pareceu se importar, estavam muito ocupados em suas funções para se preocuparem com uma gorda zanzando por lá. Visitei o local onde ficavam os instrumentos, a sala de arquivos, a de edição, a de mixagem entre outras. Então lembrei que Edward me procuraria a qualquer momento e voltei para a recepção, mas eu acabei tomando um caminho diferente e sai num corredor totalmente novo. Andei até o final e quando ia avançar para o próximo escutei uma conversa que me paralisou.

-...Você não percebeu Edward? – Falou uma voz grossa e rude – Ela é G.O.R.D.A – o homem fez questão de enfatizar cada letra.

-E daí? Estamos buscando a nova voz da américa e não a miss universo!

-Você mesmo sabe o quanto a estética é importante no mercado.

-Eu sei, mas... Ela tem uma voz fantástica Phill. Você a ouviu lá, é incrivel. Não encontramos ninguém assim!

-Por que logo aquela gorda feia nos mostrou exatamente a voz que almejamos? Por que não a Denalli? Tanya é linda pena que canta tão mal!

-Mal? – Edward riu sem emoção – Isso é um eufemismo. Quando ela cantou pensei que meus tímpanos iam explodir!

-É uma pena – Ele suspirou – Tanya é linda demais se tivesse a voz da gorda...

-O nome dela é Isabella e não “a gorda”.

-Que seja. Se Tanya tivesse a voz de Isabella... – Eles fizeram silencio e então o homem bateu com força na mesa – É isso! Que ideia brilhante!

-Que ideia?

-E se Isabella emprestasse sua voz à Tanya?

-Como assim?

-Ela grava o CD e colocamos a Tanya na capa. E nos shows ela pode cantar atrás do palco... Debaixo, até mesmo na rua não importa.

-Não vou propor uma coisa tão... – Edward inspirou – Tão horrenda.

-Pense bem Edward. É uma chance do mundo conhecer a voz dela, a única diferença é que não vão saber que é ela.

-Isso é um crime!

-E desde quando alguma coisa no mundo é legal? Não me venha com lições de moral agora Edward. Ambos sabemos que nessa profissão vale tudo, até mesmo transformar uma mulher linda que não canta nada numa cantora extremamente talentosa, tudo depende de Isabella.

-Ela não vai aceitar uma coisa dessa, nem eu posso aceitar.

-Isso se chama estratégia de marketing.

-Se chama covardia e eu definitivamente não sou tão canalha a ponto de humilhá-la assim!

Ele falou aquilo com tanta convicção que me emocionou. Ele realmente se importava com os meus sentimentos, ninguém além de Alice se importava com o que eu sentia. Meus olhos se encheram de lágrimas no mesmo instante.

-Você sabe que se não encontrar logo uma nova cantora seus dias de produtor musical estarão acabados não é? O que você quer? Vender cachorro quente no parquinho?

-Seria mais honesto que fazer uma proposta indecorosa à ela.

-É o seu futuro Edward. Você precisa desse emprego é sua vida que está em jogo. Se não fizer isso acabará na miséria.

A situação era tão crítica assim? Edward podia perder o emprego? Logo ele? Uma pessoa tão gentil e bondosa? Eu não podia permitir isso, não quando eu podia salvá-lo. Por isso voltei a recepção e esperei até ser chamada a sala de Phill. Entrei e vi que Edward suspirou e balançou a cabeça saindo contrariado.

-Ele é meio moralista – O tal Phill falou, era um careca com piercing no lábio inferior e tatuagens nos braços – Então tenho uma proposta a lhe fazer Isabella.

E foi assim que me tornei “dubladora” da Tanya, por assim dizer. Edward jamais soube que escutei aquela conversa, nunca soube que só aceitei aquele acordo para salvar seu emprego, fazer o que? Foi amor à primeira vista e quando uma gordinha se apaixona, pode saber que é de verdade e intenso.

Eu disse a ele que não queria mesmo ser exposta, mas que gostava de cantar e seria um máximo dublar a Tanya. O convenci de que era timida e preferia que as pessoas não conhecessem o meu rosto, ele era ingenuo e acreditou. O processo foi rápido, logo gravei um CD com várias musicas e inclusive uma que eu mesma compus e foi um sucesso total. Lógico que Tanya estava estampada na capa, como se fosse realmente a cantora. Dava entrevistas para a TV, tinha fã clube, sites, blogs. Em seguida vieram os shows, é claro que a equipe bolou um jeito de me deixar embaixo do palco enquanto ela fingia que cantava. A gente ensaiava dois dias seguidos antes de todos os shows, meu espaço era o suficiente para a tv lcd à minha frente para olhá-la no decorrer do show e saber exatamente a hora de cantar, um outro espacinho caso eu quisesse me locomover. Acima do palco, lá no alto Edward e o resto da produção monitorava tanto a mim quanto a Tanya, nossa comunicação era através de pontos no ouvido. O plano de Phill dera certo, Tanya estourou nas paradas de sucesso, Edward ganrantiu seu emprego e eu ganhava um salário suficiente para me manter sozinha e até comprei um apartamento.

Edward também se tornou meu melhor amigo, ele era gentil e carinhoso comigo. Eu sempre o aconselhava sobre seus relacionamentos conturbados, ele ia até minha casa e ficavamos até tarde vendo filmes e conversando sobre suas aventuras amorosas, eu sempre dava risadas e comentava sobre o assunto fingindo indiferença, mas quando ele ia embora eu me jogava na cama e chorava a noite inteira, jamais tive coragem de lhe revelar meus sentimentos. Eu sabia que estragaria tudo se contasse do meu amor, ele me via apenas como sua amiga “Isa” e ser amiga dele era melhor que não ser nada, afinal quem ia querer namorar uma gorda feia feito eu? Ele não era preconceituoso, longe disso. Edward era a pessoas mais incrivel do mundo e não via maldade nem defeito em ninguém, mas desejar o amor dele era pedir demais. Eu preferia não arriscar pois nem mesmo o coração puro de Edward teria espaço para mim, literalmente.

Notas finais
Review? Bj