200 quilos de amor
7 Capítulo 6 - Retorno
Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo, bjs e boa leitura o/
Quando Billy e os enfermeiros saíram do quarto uma outra enfermeira trouxe um espelho que mostrava o corpo inteiro para mim. Analisei minha imagem refletida nele e não podia acreditar que era verdade, eu estava muito magra. Apesar de o macacão da clinica ser folgado e não mostrar minha cintura eu tinha certeza que ela estava perfeitamente esculpida. Assim que a enfermeira saiu do quarto fui fazer o que tanto queria desde que comecei a emagrecer... Corri para o guarda roupa escancarando-o e analisando as roupas que estavam guardadas ali há séculos. Peguei uma calça jeans tamanho GG e levei para perto do espelho. Coloquei-a na frente do meu corpo e notei a grandiosa diferença. Sorri alegre e a vesti passando minhas duas pernas por dentro de apenas uma das pernas da calça. Era incrível o quanto me sentia feliz, comecei a pular e gargalhar pelo quarto até que tropecei e cai. Billy tinha acabado de entrar no quarto nesse momento e se espantou ao me ver enfiada em uma das pernas da calça caída no chão, mas logo ele começou a rir.
-Você não perde mesmo seu senso de humor não é menina?
-Acho que não – Falei e dei de ombros.
-Venha cá – Ele estendeu a mão me ajudando a levantar.
-O que é isso ai na sua mão – Perguntei tirando a calça.
-Um presente – Ele disse estendendo o pacote.
-Pra mim? – Perguntei pegando-o.
-Exatamente – Ele sorriu – Eu imaginei que não teria roupa pra sair da clinica. Então comprei uma lembrancinha.
-Nossa Billy muito obrigada – Abri o pacote encontrando uma calça jeans tamanho 38 e uma blusa branca regata – São lindas.
-A Judith vai trazer sapatos, maquiagem e te ajudará a arrumar o cabelo.
-Nem sei como te agradecer – Falei dando-lhe meu famoso abraço de urso que agora não deixava as pessoas sem ar.
-Sua amizade já é o bastante para mim. Agora vou ver uma outra paciente enquanto você se arruma.
-Ta bem – Falei dando-lhe um beijo no rosto – Obrigada novamente.
-Por nada – Ele respondeu e sorrindo e saiu do quarto.
Olhei maravilhada novamente para minha roupa nova e corri para o banheiro. Tirei o macacão e liguei a ducha, meu corpo nu era perfeitamente curvilíneo, meus seios e glúteos totalmente empinados e arredondados eu estava mesmo linda. Billy também tomou os devidos cuidados contra celulites e estrias deixando-me com uma pele impecável. Tomei meu banho cantando no chuveiro e sai enrolada em uma toalha. Judith já havia deixado minha roupa estendida na cama junto com os sapatos. Fui até lá e me vesti, logo ela bateu na porta e entrou com uma caixinha de madeira nas mãos.
-A roupa coube perfeitamente em você? – Ela perguntou me analisando.
-Acho que sim- Falei e me olhei no espelho — Ficou boa?
-Ficou ótima. Vamos para a maquiagem agora? Também vou dar um jeito no seu cabelo.
Judith me ensinou umas técnicas de maquiagem e de como deixar meus cachos bem definidos. Ela era muito boa comigo e havia me ensinado a usar saltos assim que comecei a perder peso. Quando terminou de me dar os ajustes finais levou-me até o espelho e quase cai de costas quando me vi. Aquela não parecia eu de jeito nenhum. A mulher no espelho era linda demais, os cabelos estavam brilhando soltos em ondas pelos ombros, a blusa branca realçava o volume dos seios e a calça jeans a deixavam com os quadris largos perfeitamente curvilínea. Em seus olhos havia uma mascara de delineador e cílios, a boca desenhada com batom vermelho e um blush rosado nas bochechas... Ela parecia uma boneca.
-Você está linda – Judith disse sorrindo – Gostou?
-Eu... Eu amei – Falei tocando o espelho ainda não tinha caído a ficha.
-Com licença – Billy disse entrando no quarto – Nossa! Você está linda Anabella!
-Devo tudo isso a você – Falei dando uma rodadinha.
-Está perfeita – Ele tocou meu rosto com carinho.
-Sou tão grata a você Billy que seria impossível descrever com palavras.
-Ora não vamos ficar emotivos agora – Ele falou enxugando uma lágrima.
-Acho que já está na hora do meu vôo – Falei fazendo um bico.
-Sim e eu já desmarquei meus compromissos para poder levá-la ao aeroporto.
-Jura que vai comigo?
-Claro – Ele sorriu – Não ia deixá-la embarcar sozinha.
-Você é mesmo um amor docinho.
-Me explica uma coisa.
-O que?
-Por que escolheu o nome Anabella?
-Bom... Ana era o nome da minha avó e Bella é porque...
-Não quer se perder totalmente da Isabella – Ele perguntou e assenti.
-Quero ter alguma coisa dela.
-Você tem querida – Ele afagou meu ombro – Tem a inocência e a bondade dela em seu coração.
Billy me levou até o aeroporto e nos despedimos com um longo abraço. Eu mal podia acreditar que estava voltando para Los Angeles, a saudade do meu pai, de Alice, do pingo e principalmente de Edward eram imensas e eu mal podia esperar pelo momento de reencontrá-los. É claro que nada seria perfeito, certamente Alice estava furiosa comigo por não ter dado noticias, meu pai raramente se lembrava de mim, pingo não ia me reconhecer e Edward jamais saberia que eu era a Isabella. Mesmo assim saber que eu os veria novamente enchia meu coração de alegria e de medo. Agora eu era uma nova pessoa e Anabella era destemida, confiante e enfrentaria os problemas de frente ao contrario de Isabella que era tímida, insegura e frágil. Ela devia ser mantida assim em algum lugar dentro de mim e por isso troquei de identidade.
Assim que desembarque no aeroporto internacional de Los Angeles percebi o quanto minha mudança fora radical. Lembrei-me de um ano atrás quando embarquei naquele mesmo lugar e as pessoas me tratavam friamente e indiferentemente como se eu não existisse, mas agora era diferente. Eu chamava a atenção por onde passava, recebia olhares, assobios e cantadas. Não que eu fosse narcisista e altruísta para adorar chamar atenção, mas era engraçado o quanto a vida era irônica, será que alguma daquelas pessoas tinham ideia de que um dia eu era apenas uma gorda feia e sem graça? Certamente que não. Mesmo sabendo que eu deveria gostar de ser admirada aquilo me incomodava e eu estava morrendo de vergonha. Fui para o ponto de táxi imediatamente e pedi ao taxista para me levar à um hotel no centro da cidade. Nem mesmo ele deixou de ficar me olhando pelo retrovisor central e na hora de pagá-lo percebi que cobrou bem menos do que eu realmente lhe devia pela corrida.
Um detalhe que eu ainda não tinha pensado é que tecnicamente eu não tinha mais casa. O apartamento era da Isabella e se eu aparecesse por lá seria presa por invasão de domicilio sendo obrigada a revelar minha identidade, por esse motivo decidi ficar num hotel até conseguir resolver essa situação. Como já era final de tarde resolvi dormir e descansar para o dia anterior que certamente seria bem puxado. Tomei um banho relaxante e deitei-me na cama confortável do hotel. Porém o sono não veio como desejado e resolvi assisti televisão. Liguei em um canal qualquer e para minha surpresa estava passando uma matéria sobre a gravadora em que eu trabalhava. Ao que tudo indicava estavam à procura de novos talentos já que Tanya sofrera um acidente incapacitando-a de voltar a cantar. Sorri satisfeita com a derrota dela e continuei acompanhando a matéria. No fundo do coração esperava ver Edward dando uma entrevista, mas somente Phill apareceu. Desliguei a TV e tentei concentrar-me em dormir. Mas, as únicas imagens que passavam por minha mente eram as do rosto de Edward, meu coração se apertava toda vez que pensava nele e aquele amor parecia aumentar a cada dia. Como era possível amar tanto uma pessoa a ponto de nem sequer raciocinar direito?
Na manhã seguinte peguei três ônibus e fui visitar meu pai na clínica. No inicio ele não queria ficar comigo pois achava que não me conhecia. Então lhe expliquei que eu havia feito cirurgia e então ele se lembrou de mim. Disse-me que ficou com saudades e que eu estava muito linda. Mas, meia hora depois ele se esqueceu de tudo completamente. Terminada a visita peguei três ônibus para voltar ao centro e ia para o hotel quando decidi que estava na hora de gastar o que sobrou da minha poupança. Primeiro iria até o shopping comprar umas roupas e depois compraria um carro. Peguei um táxi e fui até o shopping fazer compras. Por onde eu passava recebia uma série de olhares tanto de mulheres quanto de homens, tentei manter a cabeça erguida e não correr para me esconder. Era engraçado, mas eu não havia me acostumado a ser bonita, aposto que as pessoas pensavam que eu era algum tipo de anti-social pois me esquivava de qualquer olhar ou elogio que recebia. Entrei no shopping e fiquei maravilhada com a decoração. Há muito tempo eu não saia da clinica para nada e o mundo parecia totalmente novo para mim. Diversas pessoas de diversas idades e estilos circulavam por lá e eu estava totalmente maravilhada. Subi na escada rolante sempre atenta aos detalhes no teto e as luzes magníficas do shopping. Subi até o segundo andar e sai da escada em direção à uma loja de roupas. Entrei e comecei a verificar as araras lotadas com roupas lindas, pela primeira vez eu podia escolher o que quisesse sem me preocupar se caberia em mim. Eu andava tranquilamente pela loja até que entrei na sessão de perfumaria e estaquei. Não foram os perfumes caros, nem as vendedoras bonitas muito menos a loja bem arrumada que chamou minha atenção, mas sim a pessoa que estava analisando as prateleiras. Meu coração quase saltou pela boca e minhas pernas pareciam ser feitas de gelatina... Não imaginei que encontrá-lo depois de tanto tempo poderia ser tão difícil. Eu não havia me preparado para aquele momento, como seria possível encontrá-lo em uma das milhares de lojas do shopping? Seria o acaso ou o destino? Edward estava bem diferente e muito mais lindo do que eu me lembrava. Seu corte de cabelo estava num estilo social e ele trajava uma roupa esporte fino. A vendedora que o atendia não parava de encará-lo eu até podia ver a baba imaginaria escorrendo de sua boca. Senti uma raiva imensa e vontade empurrá-la para longe dele, mas me segurei eu precisava me manter em segredo não era o momento de reencontrá-lo.
É impossível descrever o que senti naquele instante. O amor que antes eu sentia parecia ter triplicado. Minha vontade era de abraçá-lo, beijá-lo e amá-lo como nunca. Pensei que o tempo em que estive fora pudesse amenizar aquela paixão, mas estava redondamente enganada. Dizem que a distancia faz ao amor exatamente aquilo que o vento faz ao fogo: Apaga a chama de uma vela, mas inflama uma fogueira. Meu amor por ele era tão grande que a distancia só serviu para aumentá-lo. Escondi-me entre as araras para que eu pudesse admirá-lo, mesmo de longe então percebi que um homem se aproximou dele junto com uma garota vestida de rosa dos pés à cabeça. Eu conhecia os dois, eram rivais da nossa gravadora. Aquela era cantora Amy e seu agente James, um sujeito arrogante e mal educado. Fiquei quietinha para ouvir o que eles falavam...
-Que coincidência te encontrar aqui – James falou desdenhoso – Soube que vocês não foram no ultimo evento musical de Los Angeles. Também fiquei sabendo que sua cantora Tanya Denalli caiu em 45% das pesquisas. É um pena não acha?
-Presumo que isso não seja problema seu – Edward respondeu numa perfeita pose de superioridade.
-Por que você não vende os direitos das musicas dela para mim? Seria uma fonte de renda fácil.
-Você é tão incompetente que não consegue compor as próprias musicas? – Ele perguntou à Amy que apenas deu de ombros.
-Você está acabado Cullen – James disse e sorriu – Sua vida no mundo da musica já era!
James gargalhou e saiu abraçado à menina de rosa. Maldito, era mesmo um invejoso! Porém isso não abalou Edward, ele parecia mais firme que nunca. Seus olhos percorreram toda a loja e quase que ele me viu, sorte que consegui me abaixar a tempo. Então quando voltei a espiá-lo ele já havia saído. Comecei a procurá-lo por toda a loja e então o vi saindo, descendo as escadas. Corri atrás dele seguindo-o por quase todo o shopping e então ele desceu até o estacionamento. Escondi-me atrás de uma pilastra e o vi falando no telefone perto do carro. Queria tanto ir até lá e abraçá-lo, não agüentava mais de tanta saudade. Então um motoqueiro passou por mim me encarando, fiquei olhando para ele confusa e então ele bateu em uma trava de segurança caindo no chão. Arregalei os olhos e corri até ele para ver se tinha se machucado. Abaixei-me e o ajudei a se sentar. O homem tirou o capacete e ficou me olhando com cara de bobo.
-Você se cortou aqui – Toquei sua testa – Está doendo?
-Você é um anjo? – Ele perguntou tombando a cabeça – Nunca vi uma mulher tão linda em toda a vida...
Franzi a testa encabulada, será que a pancada o deixou doido?
-Você está bem? – Ouvi aquela voz conhecida atrás de mim e meu coração gelou na mesma hora.
-E-Estou bem – O homem respondeu ainda me olhando.
-Tem certeza – Edward falou se aproximando ainda mais – Não parece bem. E você moça? — senti sua mão tocando meu ombro e arregalei os olhos.
Peguei o capacete da mão do homem e coloquei na cabeça rapidamente. A ultima coisa que eu queria era que Edward me visse naquele momento. Levantei-me devagar temendo a reação dele.
-Algum problema? – Ele virou-me de frente para ele, se não fosse pelo capacete ele enxergaria meu rosto com perfeição. Assenti depressa me esquivando dele.
Fui andando de volta para o shopping com pressa deixando Edward e o homem com cara de paisagem. Corri para um loja ali perto e tirei o capacete respirando aliviada. Então lembrei-me de seu toque e passei a mão em meu ombro fechando os olhos... Eu ainda o amava e tudo que queria na vida era poder ficar com ele...
“Ser profundamente amado por alguém nos dá força; Amar alguém profundamente nos dá coragem para enfrentar um retorno ao passado, mesmo que o futuro seja algo desconhecido e inexato”
Notas finais
Vcs perceberam que a Bella é bem ingênua né? Mesmo sabendo que está totalmente diferente ainda acha que o Ed pode reconhecê-la hauhauah Adoro isso nela. O próximo capitulo será bem engraçado e imperdível...
Gente posso pedir um favorzinho? Deem uma passada na minha nova fanfic Lumiére, é uma história de amor linda entre o Ed e a Bella vcs vão amar ^^
Bjs e não esqueçam de comentar
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