20 minutos
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Seya abre a porta, que faz um rangido alto e logo depois, ouve algo rastejar no corredor, e vira-se rapidamente para trás, sem se importar no que havia lá fora, quando vê que uma porta que antes fechada agora estava aberta. Seya respira fundo, e ainda com a barra de ferro em sua mão, a levanta em posição de ataque, e segue andando em direção à porta, que não estava tão longe assim.
Chegando a frente da porta, ofegante, vira de costas para a parede, e apoia sua cabeça para recuperar o fôlego. Então, vira-se abruptamente para a porta, e a abre levemente, com certa facilidade. E abrindo a porta vê uma pessoa, parada de costas, mexendo em uma caixa que havia no quarto de cimento, mas dessa vez, sem nenhuma maca, sem correntes e sem sangue, apenas a caixa.
Seya se assusta, e diz em um tom baixo.
– Quem é você? – andando um pouco mais à frente, para poder ver quem é.
Assim que Seya pergunta, a pessoa para de mexer na caixa, e fica parada por alguns instantes, até que se levanta. Seya vê que aquela pessoa tinha roupas rasgadas, sujas, e estava em um estado lamentável. Até que se lembra de que ela não está tão bem, e que está apenas de sutiã, e se cora, mas por apenas alguns instantes.
Notícias boas e notícias ruins. – a pessoa diz devagar e pausadamente.
Seya ergue o nariz, se inclina um pouco para frente e fica na ponta dos pés, para tentar ver o rosto — O que você quer dizer com isso?
A pessoa vira, e Seya vê uma mulher com uma expressão sofrida, nas feições sombrias. Ela estava com as mãos cheia de sangue, tinha perdido grande parte de suas unhas, que pareciam ter sido comidas aos poucos. Ela tinha certa de 19 anos, e tinha um cinto com uma pequena faca presa por um barbante, e era bem forte para sua idade.
A grande cidade de merda foi destruída. – falava com certa dificuldade – você é louca, estava aqui, estamos aqui, todos somos loucos. E agora, não há ninguém que possa nos salvar. – olha para Seya com ódio, dando pequenos passos em direção a Seya.
Você pode me dizer seu nome? O que está acontecendo? – Seya vai indo para trás, tentando ficar longe daquela mulher, e pelo fato de ter parado na porta do quarto, podia se apoiar na porta, e ir para fora se apoiando nas paredes.
Meu nome? Eu não sei. O que está acontecendo? Você vai descobrir logo. E você meu bem, vem comigo, como sua irmãzinha veio também. – ela dá uma risada alta e fina, como de uma bruxa.
Minha irmã? – Seya arregala os olhos – Me diz onde ela está, eu lhe imploro, faço o que você quiser, apenas deixe-a ir – ainda indo para trás, mas dessa vez com uma vontade de parar, e ir com a mulher.
Feijão com arroz. Água. Carne. Deve ser tudo o que você mais deseja agora. – ela para, respira – Chegue mais perto.
Seya sem pensar, chega mais perto da mulher, e abruptamente a mulher a agarra e amarra uma corda em Seya. E a pega no colo, levando-a a porta de fora, onde havia uma estrada e um grande estábulo ao fim.
Caralho menina, você sangra demais! – diz a mulher levando Seya ao estábulo, e colocando a mão em seu ferimento.
Seya grita de dor, e a mulher tampa sua boca, com as mãos pretas e com sangue.
Por favor, não mexa no meu ferimento. – Seya diz com a voz tremula e começando a chorar.
Tá bom gatinha, mas não precisa chorar. Eu tenho muitas pessoas em meu estábulo, e sua irmã é uma das minhas preferidas. Sabe, ela caça, pesca, mata pessoas que cruzam nosso caminho, e vou fazer uma surpresinha para ela levando você até lá. – ela ri.
Chegando ao estábulo, que era grande, velho e estava caindo aos pedaços, parecendo abandonado, a mulher coloca Seya no chão por alguns instantes. O portão tinha sete travas, grandes e grossas, e a mulher tinha dificuldades em achar qual a chave certa. Depois de algumas tentativas falhas, a mulher consegue abrir o portão, e o empurra com força, e pega Seya novamente. Ainda lhe restam 7 minutos.

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