2 Sisters or 2 Lovers?

11 Capítulo 11: Lembranças e Como a Gente se Conheceu


Notas iniciais
Oi, gente! ♥ Bem, cá estou eu, com um capítulo novo! Espero que gostem ^-^ ~Taay-chan *Gente, não esqueçam que a fanfic se passa nos Estados Unidos, o ano letivo lá começa em setembro, e as férias de verão são Julho -> Agosto, ok? (Essa informação é necessária para alguém que se perguntou o porque delas estarem indo para a praia se é "frio" em Junho. E também, é necessária para entender o início desse capítulo)

O fim de semana que passamos com a Nikki foi bem divertido! A família dela foi bem gentil em ter deixado nós irmos para a casa de praia. Foi legal, acho que até a Zoey gostou. Hoje, acabamos de voltar para casa, e eu estou guardando minhas coisas, enquanto ela foi ao mercado.

Bem, eu estava dobrando os biquínis para colocar na minha caixinha de roupas de banho, quando eu recebi um telefonema.

Corro até a sala, e o atendo.

—Alô?

—Boa tarde, quem fala? –A voz de uma mulher ressoa do outro lado da linha.

—A Kylie, com quem quer falar? –Respondo.

—Oi, Kylie. Bem... Você está fazendo intercâmbio, certo? -Eh... Sim, por quê? -Já avisaram sobre a viagem que os intercambistas iriam ter esse Outubro?

—Viagem... Em Outubro?

—Sim, você e a outra garota vão passar umas semanas em uma escola francesa, faz parte do programa de conhecimento de vocês. Ninguém avisou?

—Não...

—Ah, bem... Está avisada agora... Vão provavelmente entrar em mais detalhes nessa sexta-feira. –A mulher suspira- Não se esqueça de avisar à sua colega, certo? A moça do outro lado da linha desliga, e eu deixo o telefone lá. Esse programa de intercâmbio era realmente estranho...

Mas por outro lado, eu vou para a França! Eu ficaria o tempo todo dançando em comemoração, mas isso cansa demais.

No meio da animação, me lembro da Chloe, a única amiga que nós tínhamos um tempo atrás. A mãe dela é francesa, ela me disse que iria morar com a mãe dela se a gente fosse embora... Como será que ela está agora?

“Faz tanto tempo que a gente não se vê...” Penso, enquanto ando até o meu quarto, e pego um álbum de fotos que eu trouxe junto com as minhas coisas. Eu o abro, e me lembro de cada dia da minha infância... E até o tempo que eu conheci Zoey...

. . .

Era um dia de chuva, e estava muito frio. Eu estava na sala, pegando o meu almoço na mochila, no alto dos meus oito anos.

—E aí, bebê, vai comer sua papinha? –Um garoto mais velho anda até mim, e empurra meu almoço no chão.

—E-Eu vou contar para a professora! –Olho para frente, onde seria a mesa da professora. Ela não estava ali.

—Awn, que peninha, você não vai contar pra professora, ela também não te ouviria, já que você só sabe choramingar como a pirralha que você é.

Eu me lembro de lágrimas terem se formado nos meus olhos. O garoto já chamava outros para caçoarem de mim também.

—Olha só gente, o bebê vai chorar! –Eles riam, enquanto eu me encolhia –O que foi, Kyliezinha? A mamãe não tá aqui? Ah, é mesmo, a sua mãe te largou, porque nem ela aguentaria uma pirralha.

Fico triste quando me recordo disso. Era verdade, minha mãe engravidou na adolescência e quem acabou por me criar foi a minha tia.

—Pa-Parem... Por favor... –Nessa fala, eu já estava chorando, e as lágrimas rolavam rapidamente pelas minhas bochechas.

Os garotos só se aproximavam de mim, me encurralando, até que eu ouço a voz que mudaria minha vida toda.

—Parem com isso! –A voz de Zoey, a garota que nunca falava com ninguém. A garota mais forte e alta da sala, que na época tinha cabelo curto e puxava briga com os meninos que irritassem ela.

—Yuki, é melhor a gente ir embora –Um dos garotos do grupo alerta o seu “líder”

—De jeito nenhum, essa pirralha pensa que pode puxar briga comigo? –Yuki ri maldosamente –Pode vir, você deve bater que nem uma formiga.

Ele se vira para Zoey, e ela acerta um soco bem no meio de seu rosto.

—Parem de mexer com ela, ela não fez nada pra vocês. –Ela chuta o joelho do garoto, que estava completamente desorientado. Os outros meninos olham em volta assustados, e saem correndo –Você está bem, menina?

—E... Estou... –Eu secava as lágrimas- Obrigada...

—Esses meninos são bobos, não liga pra e-

Rapidamente, eu abraço a garota que tinha me salvado.

—Obrigada, Zoey! Vamos ser amigas para sempre!

. . .

A foto tinha sido tirada alguns dias depois de eu e Zoey nos conhecermos, eu e ela estávamos em uma lanchonete juntas, sorrindo. Era a primeira foto do álbum. Havia outras de mim e Zoey em nossa infância, rindo e brincando.

Passo as páginas. Novamente, mais uma foto cheia de lembranças. Uma garota de cabelos pretos, com as pontas tingidas de roxo, e olhos de cores diferentes estava conosco. Era a Chloe. Nós três tirávamos uma foto estilo “selfie” juntas, no terraço da escola, pouco tempo depois de Chloe ter se juntado a nós.

. . .

—Seu pai cozinha muito bem, Zoey! –Eu e Zoey dividíamos uma caixa de bolinhos caseiros no terraço da escola. Era o fim das aulas, e nós tínhamos aproveitado para lanchar antes que a hora das atividades dos clubes começarem. Pelo visto, quatro anos haviam passado desde que eu havia conhecido Zoey.

—Eh... Obrigada... –Ela levava um doce à boca, e logo uma garota se aproximava de nós –Kylie... Tem uma garota vindo em nossa direção...

—Uh... Oi... –A menina de olhos de cores diferentes parava em nossa frente. Ela tinha uma voz doce e de tom baixo. –Bem... E-Eu perdi o meu lanche... Vocês podem me dar um bolinho?

—Claro! –Entrego um na mão da garota- Qual o seu nome?

—C-Chloe... E o seu? –Ela mordia o bolinho.

—Kylie, e essa é a Zoey! –Aponto para Zoey que corava suavemente e acenava- Quer se juntar a nós? Você parece ser legal.

—O-Obrigada, mas... –Ela hesita –Vocês não me acham...estranha?

Chloe para em nossa frente, com as bochechas vermelhas, claramente desconfortável. Me lembro que as pessoas achavam ela estranha por causa dos seus olhos diferentes e cabelo tingido sem motivo aparente.

—Claro que não! –Respondo- Se você quiser, pode lanchar com a gente mais vezes!

—Obrigada...

. . .

Rio um pouco. Chloe sempre aparenta ser tímida quando você a vê pela primeira vez, mas na verdade ela é uma garota muito engraçada e divertida. Havia várias fotos com todas nós. Havia eu e tocando bateria com Chloe e Zoey assistindo, Zoey jogando jogos de terror, Chloe me dando minhas meias listradas de presente de aniversário, nós na neve...

Sinto falta de Chloe... Como será que ela está?

Mais páginas são passadas, todas recheadas de lembranças boas, até que eu chego a uma página que tinha uma única foto... Onde Chloe e Zoey estavam sentadas em um banco, sérias. A lembrança que tive sobre isso não era nada boa...

. . .

—CHLOE! Você trouxe essas pestes para a minha casa de novo? –A voz do pai de Chloe ecoava. Nós tínhamos acabado de chegar na casa dela.

—P-Por que você odeia as minhas amigas? –Ela debatia timidamente com o pai.

—Elas não trazem nada além de bagunça, você deveria estar estudando mais, para não ser que nem a vadia da sua mãe, que agora tem que ralar na porra da França só pra conseguir um dinheiro mínimo!

Me recordo bem dessa época. Nós tínhamos treze anos, os pais dela tinham acabado de se divorciar. Mas não era só isso.

—Eu gosto das minhas amigas, você não pode fazer com que eu pare de gostar delas! –Chloe nos defendia. Nós assistíamos a cena, completamente horrorizadas.

—Eu posso te obrigar a ficar longe delas, para você não se tornar uma puta irresponsável como essa Kylie!

— O QUE VOCÊ DISSE SOBRE A KYLIE? –Chloe tenta avançar sobre o seu pai, que recua assustado. Eu e Zoey seguramos seus braços.

—Viu só? Você ficou tão irresponsável quanto elas! –O pai de Chloe sobe as escadas correndo.

—C-Chloe... Você... –Zoey balbucia assustada.

—... Desculpe fazer vocês verem isso... –Ela olha para o chão –Por favor... Não espalhem que eu estou brigando assim com o meu pai...

—Não vamos falar nada... Prometo...

Lembro de ver Chloe assentindo. A partir desse dia, nós começamos a guardar um segredo pesado sobre a família dela. Não só sobre as brigas, mas Chloe contou que ela estava com problemas, e não conseguia se controlar direito às vezes.

Esse sempre foi o maior peso de nossa amizade.

. . .

—Ei, o que você está fazendo? –A voz de Zoey me livra das lembranças –Isso é aquele álbum que você fez há um tempo atrás?

—É sim... –Continuo a passar as páginas. Haviam mais algumas poucas fotos nossas, a maioria tirada por mim, mas nenhuma delas tinha uma lembrança realmente significativa –Nós paramos de tirar as fotos há um bom tempo, não é, Zoey-Chan?

—Aonde você quer chegar? –Zoey pergunta.

Abro uma gaveta onde tinham algumas coisas mal organizadas e encontro a câmera instantânea jurássica em que tirei a maioria dessas fotos. Era uma câmera desgraçadamente velha, mas ela funcionava.

—Você parece aquela garota fotógrafa daquele jogo de voltar no tempo –Zoey riu.

—Você quer se lembrar do intercâmbio, não é? –Boto a câmera com a lente virada para mim e Zoey-Chan, em uma posição de "selfie" -Sorria!

E mais uma foto foi tirada, para que a gente nunca esqueça desse tempo incrível de nossas vidas.

Notas finais
Obrigada por ler, e espero que tenham notado as referências (Fotos...Câmera...Memórias...e.e de que jogo vieram tantas referências?)