2 Iguais

1 E oS SOnhos SE vão...


Edward Elrich era um rapaz que não era reconhecido por sua sensibilidade lendária... Podia ser um alquemista de valor,e até fazer um alquimia sem traçar circulos ao chão, mas não era capaz de notar que o sentimento de uma certa pessoa ao seu redor havia mudado. Winry, a formosa loira que consertava seu braço e perna mecânico. Porém, até mesmo o mais distraído dos homens consegue sem querer juntar o quebra-cabeças de palavras que formam o sentimento amor. O jeito que ela o tratava, de maneira violenta, era o seu jeito de demonstrar seu sentimento de afeto, e com o tempo este afeto se transformou em amor. Os golpes que ele recebia dela eram mais leves, ele notara que havia uma atenção maior sobre sua pessoa,nunca antes dada. WInry realmente estava gostando dele, mas desde criança havia aprendido a falar a linguagem dos automails, e não das pessoas. Por mais que tentasse demonstrar, o alquemista não havia notado seu sentimento. Sua genialidade se equiparava a sua imaturidade. Mas até o mais lerdo dos homens consegue se tocar... O problema, é quando era tarde demais. Uma explosão na oficina aonde ela trabalhava havia lhe privado de sua interação com o mundo. Estava em coma. Eric fitava seu corpo inerte no hospital, sendo mantido por automails especializados em suporte vital. Seus olhos cor de mel estavam marejados de lagrimas. Os médicos já haviam dito, sussurrando entre eles para não alarmar (e talvez para impedir que eles pedissem eutanasia da moça, cortando o rendimento que ela dava ao hospital) que a dita cuja jamais iria acordar. Jamais era realmente uma palavra horrivel. Mas resumia tudo... Como um palavrão cheio de sentimento. Como ele fora idota. Talvez se ele tivesse desviado um pouco seus olhos da alquemia para encontrar com os olhos dela... Mas já era tarde, pois aqueles olhos azuis provavelmente nunca mais iriam fita-lo. Não iriam mais olha-lo com furia por ele ter quebrado seu braço mecânico. Não iriam mais brilhar, cheio de vida, quando via uma peça nova. Não... Juntou as mãos, como faz para quando usa alquemia... Mas não estava usando... E sim rezando, depois de muito tempo sem nunca mais ter feito isso. Entrelaçava os dedos, carne e metal, e ele, que sempre fora tão racional em negar Deus, agora implorava por um milagre. Já havia tentado de tudo, tudo mesmo, mas nada havia funcionado. Talvez... Talvez se ele a beijasse ela despertasse... Não... Isso seria clichê demais. Ele já havia perdido todas as chances. Não iria perder essa. Se aproximou do rosto da garota e tocou seus lábios frios. Nenhuma resposta, nada mesmo... Sentia tanta falta dela, que seria capaz de dar outro braço e a perna que ainda eram de carne apenas para sentir sua respiração. Nada. Ele a beijava de olhos fechados, e ela o beijava inconsciente disso. Uma lagrima descia pelo olho azul como o céu, como se um desejo fosse alcançado. Elric ia se afastando, e foi até a porta do quarto... ´´Seu automail... Quebrado de novo...Baka...´´ Era a voz dela. E quando ele se virou, viu que ela estava viva... E reclamando... Ela iria acordar, iria reclamar mais ainda, e quem sabe iria bater nele de novo. E ele iria adorar isso, mais do que qualquer outra coisa. ´´Winry´´ Disse com os olhos mareados... ´´ Te beijaria se eu pudesse me mexer, e depois ia te encher de porrada... Não sabe que dá trabalho consertar... ´´ Ela caiu de novo no sono, mas agora era temporário... E Elric, finalmente, aprendeu a ver o que era importante. E sentir.
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